segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vaticano estabelece 22 de outubro como dia do beato João Paulo II

Internacional
Por Redação, com agências internacionais - de Roma
Papa João Paulo II
O Vaticano concluiu, neste domingo, mais um passo na intenção de transformar em santo o falecido papa João Paulo II, em uma cerimônia neste domingo que reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas, a maior multidão já reunida em Roma desde seu funeral, seis anos atrás.

– De agora em diante o papa João Paulo II será chamado beato – proclamou em latim o papa Bento XVI, trajando vestes brancas e douradas e determinando que o dia dedicado a seu predecessor será o 22 de outubro, data da inauguração do pontificado de João Paulo, em 1978. Depois da leitura da proclamação por Bento XVI, em meio aos aplausos da multidão, foi apresentada uma tapeçaria que mostra o rosto sorridente do beato.

A praça São Pedro estava lotada, e a multidão chegou até o rio Tibre, a mais de meio quilômetro de distância. Os fiéis, muitos deles cantando e carregando suas bandeiras nacionais, avançaram em direção ao Vaticano ainda antes do amanhecer, vindos de todas as direções, para se assegurarem de uma boa posição para acompanhar a missa. A polícia estimou a multidão na área do Vaticano em cerca de 1,5 milhão de pessoas. Muitos fiéis passaram a noite na praça, enfeitada com cartazes do falecido papa e com um de seus dizeres mais famosos:

– Não tenham medo!

Em sua homilia, Bento XVI louvou João Paulo II dizendo que ele tinha “a força de um titã”, e afirmou também que ele deu a milhões de pessoas “a força necessária para ter fé”.

– Abençoe-nos agora – pediu o papa.

Muitos dos fiéis presentes vieram da Polônia, o país de origem de João Paulo. Dezenas de bandeiras polonesas vermelhas e brancas eram agitadas no meio da multidão, e muitos aplausos foram ouvidos quando um grupo de poloneses soltou uma grande faixa dizendo: “Obrigado, Deus”, segurada ao alto por balões.

– Estivemos no funeral dele e não podíamos deixar de estar aqui para vê-lo beatificado – falou Janusc Skibinski, 40 anos, que fez uma viagem de carro de 29 horas com sua família, vindo de sua casa perto da fronteira da Polônia com Belarus.

Um lugar de honra foi reservado para a irmã Marie Simon-Pierre Normand, freira francesa que sofria da doença de Parkinson e cuja cura inexplicável foi atribuída à intercessão de João Paulo II junto a Deus para fazer um milagre, fato que forneceu a justificativa para sua beatificação.

Depois da proclamação, a freira segurou ao alto um relicário de prata com um frasco de sangue tirado do papa nos últimos dias de sua vida para o caso de ser necessário uma transfusão. Para que João Paulo II possa ser canonizado, o Vaticano terá que atribuir outro milagre à intercessão dele, depois de sua beatificação.

João Paulo foi beatificado no dia em que a Igreja celebra o Dia da Divina Misericórdia, que este ano caiu no 1º de maio, coincidindo com o mais importante feriado de trabalhadores no mundo comunista. O timing foi irônico, em vista do papel exercido pelo papa polonês na queda do comunismo em seu país de origem e em toda a Europa do leste. O ex-presidente polonês Lech Walesa, líder do sindicado Solidariedade, também estava na igreja.

A cerimônia de beatificação teve a presença de cerca de 90 delegações oficiais de várias partes do planeta, incluindo membros de cinco famílias reais europeias e 16 chefes de Estado. Mas, ao contrário do que previa o papa morto, os países comunistas da ásia, entre eles a China, ganham mais espaço no mundo e na Polônia, terra de João Paulo II, há o renascimento do comunismo como alternativa à crise capitalista que varre os países europeus e os EUA.

Os restos mortais de João Paulo II são idolatrados pela igreja

Nenhum comentário:

Postar um comentário