quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Poesia: Tributo ao Rio Doce

"A água verde do rio se misturou com a lama até tudo ficar marrom. Os moradores estavam chocados, tentando ajudar de alguma forma", conta Leonardo, sobre o momento em que a mancha se espalhou por 10 km de praias na foz do rio.

A narrativa acima é o atestado de óbito do Rio Doce.

O registro através da poesia, foi a forma que encontrei, para manifestar toda minha indignação com a tragédia provocada pelas mineradoras  Samarco, a anglo-australiana BHP Billiton Brasil Ltda. e a Vale do Rio Doce S.A e com a forma conivente que o governo Dilma/Lula-PT-PMBB, está tratando a maior Tragédia Ambiental do Mundo!

Elson de Melo

TRIBUTO AO RIO DOCE
Elson de Melo

O Rio Doce está morto!
Foi assassinado pela fúria do capital.
Os peixes que lá nadavam
Morreram sem saber de que.
As águas que eram doces
Viraram lamas, amargas, fétidas e travosas.
As pessoas que contemplavam
Fugiram sem saber pra onde.
No Brasil e no mundo
Crime ambiental é apenas um desastre.
Não existe réu, não existe dolo.
Existe apenas o consolo das multas milionárias.
Quem pode pagar, pode continuar a matar.
Matar pessoas, rios, florestas e qualquer forma de vida.
Ao governo um sobrevoou basta
A missão está cumprida e a tragédia entendida
Vale a desculpa dos criminosos e o silencio da impunidade
Aos índios, ribeirinhos e pescadores, cabe o lamento e o desespero!
O operário faz protesto para manter o trabalho
O bombeio tenta o resgate dos corpos não encontrados
O povo assiste calado, inerte, como se nada tivesse ocorrido.
E o poeta triste e indignado se afronta.
Lança seus versos ao tempo
Estufa o peito e brada ao mundo o seu protesto!
Contra a inércia e conivência com o crime dos que governam
Inconsolado declama em prantos o seu eu tributo aos que morreram e
Conclama a lutar pela vida, os que sobreviveram.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Joga pedra na Gení: Zona Franca de Manaus novamente na berlinda

Por Elson de Melo* – A Zona Franca de Manaus mais uma vez na berlinda. A crise econômica e politica que conturba a governabilidade do governo Dilma, acerta em cheio os empregos no Parque Industrial que já ultrapassa vinte mil demissões em 2015.

Para nós que sobrevivemos às inúmeras crises do século passado e no atual, essa gritaria não é mais novidade, no entanto, nos preocupa em muito devido as consequências sociais tanto caracterizado pelos estudiosos da sociologia amazônica.

A Professora Irecê Barbosa em seu livro Chão de Fábrica – Ser Mulher Operária no Polo Industrial de Manaus (editora Valer) – afirma que a solução para a questão do desemprego no Brasil é muito complexa em razão da baixa escolaridade da mão-de-obra e aponta que, a solução está na melhoria da educação básica, além da ampliação e adequação dos cursos profissionalizantes e redirecionamento das instituições publicas e privadas para atender as demandas do mercado.

Por outro lado, a politica continua sobre o domínio das oligarquias conformistas que ocupam o aparelho de Estado como meio de barganha para beneficio próprio em detrimento das politicas publicas relevantes para o fortalecimento da economia local e a melhoria da qualidade de vida do povo interiorano, que desprovidos dessas politicas, continuam a migrar para a capital Manaus e agora para a Região Metropolitana, fato que concentra mais de 60% (sessenta por cento) do eleitorado amazonense no entorno de Manaus.

Desde a década de oitenta, o PIM – Parque Industrial de Manaus, o índice de emprego oscila em torno de setenta a cento e vinte mil empregos, a cota mais baixa foi no inicio da década de noventa períodos do governo Collor, quando o PIM amargou pouco mais de 35 mil empregos ofertados e mais de 70 mil desempregados.

A década de noventa foi o inicio da corrida tecnológica no PIM devido os efeitos da terceira Revolução Industrial no Brasil, quem não se lembra da celebre frase do Collor “Os carros brasileiros são verdadeiras carroças...”, pois é Collor promoveu a famosa abertura da economia brasileira ao mercado internacional, o resultado no PIM foi desemprego em massa, há época esse escrevente era Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus e testemunhamos as demissões de mais de cinquenta mil metalúrgicos cuja maioria eram mulheres.

Dos mais de oitenta mil empregados do setor, restaram vinte e cinco mil, o resto ‘desceram a Buriti’, a Jutaí e outras avenidas do Distrito Industrial (linguagem operária para quem é demitido no PIM). As rações do Sindicato foram muitas, passeatas pela cidade, vigília em frente ao Palácio Rio Negra (sede do governo estadual), fechamento dos acessos ao Distrito Industrial por um dia e Atos Públicos nas praças de Manaus. Essas ações eram parte de uma campanha contra o desemprego que tinha como chamada o verso de Gonzaguinha “E sem o seu trabalho/O homem não tem honra/E sem a sua honra/ Se morre/ Se mata...”.

O resultado dessas mobilizações foi a mudança de visão que o governo Federal tinha a respeito Da Zona Franca de Manaus, a partir desse período, o PIM passou a ser visto como um pouco mais de respeito pelas autoridadeS central, principalmente as fazendárias, o Amazonas ganhou um espaço mais destacado na politica nacional o que propiciou a retomada de implantação de novas empresas, destaque para os investimentos em TI – Tecnologia da Informação e o Polo de Duas Rodas, mesmo com a Lei de informática ampliando incentivos para outros Estados da Federação, as empresas aqui instaladas passaram a investir em conhecimento e desenvolvimento de novos produtos, organizaram seus Institutos de Pesquisas e desenvolvimento Tecnológicos,  outras passaram a incentivar as Instituições locais que desenvolvem Tecnologia da Informação, a empresa Nokia investiu no ensino médio com a escola da Fundação Nokia que hoje está ameaçada de fechar as portas, o que será uma grande perda para a nossa juventude.

O governo do Estado criou a UEA – Universidade do Estado do Amazonas e depois a FAPEAM – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas e mais tarde a SECTI – Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, porém, as politicas adotadas no campo da ciência e tecnologia continuam em segundo plano, a provas disso, é a extinção pelo Governador José Melo (PROS) da Secretaria de Ciência e Tecnologia e o abandono pelas autoridades Federais, Estadual e Municipal de Manaus, do CBA - Centro de Biotecnologia da Amazônia.

A ‘Pátria Educadora’ da Presidente Dilma, não passou de uma frase sem efeito, antes mesmo de assumir o segundo e conturbado mandato, a Presidente anunciou cortes no orçamento para educação e até agora já estamos experimentando o quarto Ministro, sendo que o ultimo que assumiu [Aloizio Mercadante], é um conhecido arrogante tecnocrata que vê a educação como um gasto e nunca como investimento ou mesmo esperança de um povo. A gestão passada desse senhor, foi um desastre, marcada pela intransigência e prepotência sua nomeação é na verdade um grande retrocesso para educação brasileira. O Plano Nacional de Educação será mais uma vez atropelado pela burocracia.

O que esperar para o futuro da nossa classe operária amazonense? Se considerarmos que há cada dia as empresas investem mais em tecnologia, tornado seu processo produtivo cada vez mais automatizado, se observarmos que a educação seja ela no ensino básico como acadêmico obedecerem uma pedagogia alienadora, sem nexo com a realidade objetiva que vive o nosso povo, não restam duvidas que na politica o resultado será a manutenção dessa oligarquia subserviente ditando os destinos da nossa gente.

A consequência para nossa classe operária continua desoladora, primeiro é importante entender que essa automatização não só elimina postos de trabalho, como é a maior responsáveis pelo alto índice de doenças profissionais que já está virando uma pandemia para quem trabalha nas linhas de montagem das fábricas do PIM, são jovens mutilados por L.E.R. (Lesões por Esforço Repetitivo), também chamada de D.O.R.T. (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), L.T.C. (Lesão por Trauma Cumulativo), A.M.E.R.T. (Afecções Musculares Relacionadas ao Trabalho) e outras patologias decorrente do excesso do esforço físico dos operária/as para alcançar a produção programada dentro das possibilidades das maquinas e nunca dos seres humanos!

Que fazer? No inicio da industrialização os operários preferiam apedrejar as maquinas por entenderem que as mesmas seriam uma concorrência desleal com seus ofícios, hoje a reação precisa de um esforço um pouco mais inteligente, nesse particular é preciso admitir que é humanamente impossível competir com as maquinas, mas podemos conviver com elas, para tanto, o Movimento Sindical precisa sair dessa letargia e assumir de fato a defesa da classe operária, as pautas sindicais precisam radicalizar na defesa da Redução da Jornada de Trabalho, ou os Sindicatos assumem essa demanda como prioritária, ou serão responsabilizados pelas mutilações da classe trabalhadora.

Por outro lado, a classe trabalhadora precisa assumir de fato suas instituições, não dá mais para tolerar dirigentes sindicais se preocupando apenas com as questões politicas defendendo governos que só ferram a classe trabalhadora sem se importarem diretamente com as condições de trabalhos da sua categoria.

Nesse sentido, é importante combater diuturnamente a estrutura sindical vigente, que anexa os Sindicatos aos prazeres do Estado, a Classe Trabalhadora precisa com urgência de organizações independente e autônomas, que sejam capazes de orientar sua união em torno dos seus objetivos imediatos e educa-los para conquistar um sistema politico que os proteja diante das injustiças. Jogar pedras na Gení não basta é preciso Barrar do Movimento Sindical essa imensa maioria de dirigentes Pelegos a serviço dos governos e empresários.

*Elson de Melo é Presidente Estadual do PSOL Amazonas   

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

PSOL: "Um partido à altura do povo brasileiro"

Por Elson de Melo – Após uma década de existência, o PSOL Amazonas vai realizar o seu 5º Congresso nos dias 30 e 31 de outubro em Manaus, é o inicio de uma arrancada para avançar na próxima década. Sou um dos entusiastas da Tese do campo Unidade Socialista “Um partido â altura do povo brasileiro”, por entender que o nosso partido começou a se consagrar em alternativa real de poder do povo brasileiro e de modo especial do Amazonas, a partir do 4º Congresso realizado em 1013.

Aqui no amazonas, antes do 4º Congresso de 2013, o partido era apenas uma sigla dogmática que no período eleitoral, apresentava candidaturas para cumprir o calendário de eleições, um partido que preferia o isolamento, abdicando de fato de ocupar os espaços institucionais possíveis, um partido sem expressão popular, erá sempre o ultimo nas disputas eleitorias.

Foi a partir do 4º Congresso que as forças internas do partido, passaram a entender que politica se faz dentro da diversidade, com determinação e firmeza, confiando na grandeza do partido e impulsionando sua militância a conhecer a realidade, encorajando-os para enfrenta-la e, sobretudo, qualificando-os dentro do processo de luta que se desenvolve.

Entendo que a construção do partido se faz dentro de um processo dialético que nos leva a fortalecer e aperfeiçoamos as nossas convicções, definir nossa práxis como fator determinante da nossa força, para tanto, precisamos ampliar o conhecimento dentro das estratégias definidas como tarefas a serem desenvolvidas com objetivo de propor alternativas transformadoras para acabar com o sofrimento da nossa gente.

O 5º Congresso do partido se dá em um momento muito particular da economia brasileira, onde o capital, mais uma vez, usa o governo e a força do Estado, para comprimir a qualidade de vida dos brasileiros com um ajuste fiscal que subtrai direitos e impões grandes limitações aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

O PSOL tem em suas mãos o futuro de um povo! Não podemos negligenciar diante do quadro caótico que o Brasil está envolvido, corrupção, ataque aos direitos trabalhista, crise politica, econômica e institucional, são alguns componentes da experiência petista em tentar conduzir nossa gente a um pacto comum com o capital onde o mercado é ordem e governo o mediador parcial em favor dos capitalistas.

Visando atender essas demandas sociais, precisamos que o PSOL seja mais popular, mais ousado em todos os campos e menos dogmático.  É necessário ampliar seu horizonte de um partido apenas de quadros, para partido que empolgue as massas e consolide uma vanguarda capacitada para encorajar o nosso povo a resistir e aprofundar o processo democrático brasileiro, combatendo de forma determinada o avanço da agenda conservadora que tenta a todo custo, isolar a esquerda socialista.

O 5º Congresso do PSOL será o marco de uma retomada das lutas populares e das mobilizações da classe trabalhadora, onde o partido se definirá como o grande instrumento de salvamento de milhares de lutadores (as) sociais que estavam sem espaço para continuar a sua militância. Para nós, o PSOL é o maior e principal simbolismo da radicalidade da esquerda, nosso marca de resistência, seja para consolidar o nosso projeto democrático popular, ou para propagandear o Socialismo como projeto estratégico da classe trabalhadora mundial.

Viva o Socialismo!
Salve o 5º Congresso do PSOL!

Confira no Link a Tese na Integra: http://goo.gl/SYHXhu

Saudações Socialistas


Elson de Melo é Presidente Estadual do PSOL Amazonas 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Eleições 2016 em Manaus: a necessidade de um novo Bloco Histórico

Por Elson de Melo* – Há um ano das eleições que vai eleger o novo Prefeito e Vereadores de Manaus, as articulações em torno da sucessão, segue a mesma rotina das eleições anteriores, ou seja, o grupo que domina a politica local, mais uma vez, se divide tenta polarizar entre seus membros para manter a hegemonia politica local.

O Prefeito Artur Neto (PSDB) que atualmente se alinha a fração do Governador José Melo (PROS) e do Senador Omar Aziz (PSD), vai tentar a reeleição, no entanto, especula-se que haverá nesse mesma fração, outras candidaturas como as do Vice-Governador Henrique Oliveira (PS), Deputado Serafim Correia (PSB), Nejmi Aziz (PSD), Deputado Alfredo Nascimento (PR), Deputado Pauderney Avelino (DEM)  e o ex-Deputado Marcelo Ramos sem partido.

A outra fração, liderada pelo Ministro Eduardo Braga, além de manter nos Tribunais, o terceiro turno da eleição de Governador, especula-se a candidaturas do próprio [Braga] (PMDB), Do Deputado Hissa Abrão (PPS), Rebeca Garcia (PP), Praciano ou José Ricardo (PT) e no caso de Eduardo não ver possibilidade de vitória, o PMDB vai lançar o Deputado Marcos Rotta.

Esse Grupo polarizado entre seus membros manipula a maioria dos Partidos organizados no Amazonas, no momento, estão fora desse bloco apenas o PSOL, PSTU, PCB e PMN.

Diante desse cenário, faz-se necessário que se articule um bloco alternativo, capaz de apontar a população de Manaus, uma nova proposta de governo, para tanto, é preciso unir os partidos políticos independentes, os Movimentos Sociais populares e todos os lutadores sociais que estão descontentes com essa forma politica que domina o Amazonas há tempos.

A tentativa dos grandes partidos isolarem os Partidos da esquerda socialista, precisa ser combatida em diversas frentes, e, uma delas é a eleitoral. No caso especifico das eleições de 2016, o PSOL precisa apresentar a sociedade local, um programa democrático popular, e articular com os pequenos partidos, as organizações populares, sindicais e lideranças comunitárias, a criação de um bloco para além das eleições.

A função desse bloco dentre outras é, articular e consolidar coletivamente, um programa governo, que solucione os problemas crônicos da capital amazonense, um projeto que se privilegie a inclusão social das pessoas vulneráveis capaz de contrapor-se aos projetos pessoais das candidaturas que disputam no grupo dominante o controle da maquina estatal.

O PSOL é um Partido Socialista que escolheu disputar os espaços institucionais dentro da ordem capitalista, essa opção tática, nos leva a enfrentar essa tentativa de isolamento com inteligência, nossa bancada na Câmara Federal, se articula com as bancadas dos paridos atingidos pela tentativa de mordaça dos pequenos partidos para barrar essa ofensiva conservadora.

No campo eleitoral, precisamos ser ousados e, da mesma forma, articular blocos envolvendo partidos independentes e lideranças com um mínimo de afinidade a um projeto popular democrático, capaz de avançar na conquista de espaços institucionais, fortaleça e impulsione as lutas históricas da classe trabalhadora.

Com esse proposito, estamos promovendo uma serie de reuniões com dirigentes partidários visando articular um novo bloco histórico, capaz de interromper a hegemonia desse grupo da maldade que domina a politica local.


*Elson de Melo Presidente é Estadual do PSOL Amazonas 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Joaquim Levy: o Ministro candidato a Presidente da Republica das elites!

“As ideias dominantes numa época nunca passaram das ideias da classe dominante.”
Karl Marx em Manifesto do Partido Comunista.

Por Elson de Melo – Dentre outras coisas, a politica é também um espaço para devaneios, observando as mexidas politicas no tabuleiro da sucessão presidencial para 2018, destaco o empenho do PMDB em aprovar o pacote de maldade (ajuste fiscal) da Presidente Dilma, como uma forma que o partido encontrou para emplacar uma candidatura a Presidente da Republica, fora do âmbito ‘lulopetismo’.

Assim o meu devaneio especula a candidatura do Ministro ‘salvador da pátria’ Joaquim Levy conhecido também como “Joaquim mão de tesoura” que fora imposto pelo capital para assumir a governança na crise no lugar da Presidente Dilma por ser uma espécie de 'mago' do mercado de capitais.

Pois bem, as elites começam a sonhar em emplacar a sua candidatura a Presidente da Republica na cota do PMDB, querem fazer dele [Joaquim Levy] 'com o ajuste fiscal' o que fizeram com Fernando Henrique Cardoso do 'plano real', transformando-o através da mídia em unanimidade nacional; o ministro que recuperou o Brasil da 'crise' mesmo impondo sacrifício aos trabalhadores e privilégios aos senhores do mercado. “O Salvador da Pátria”!

As andanças do Ministro pelo mundo vendendo o Brasil e articulando acordos bilaterais como os assinados pela Presidente Dilma nessa terça-feira (19/05/2015) com os chineses, é o sinal da tentativa de transforma-lo em uma liderança politica que une o país contra a crise, mesmo dentro de um governo desacreditado e sucateado pela corrupção e os desmandos administrativos. Isso não é devaneio!

Os elementos de governança impostos pelo Ministro Levy a Presidente Dilma, tem o irrestrito apoio do PMDB, isso faz o ex-presidente Lula atacar as elites de forma generalizada sem expor a sua principal preocupação e o adversário interno que contamina a sua candidatura e a coalizão que até pouco tempo era liderada pelo PT e foi perdida graças à falta de liderança da Presidente Dilma para gerenciar a crise, nesse contexto, o PMDB avançou e passa a liderar com sucesso a coalizão conservadora e leva o PT no cabresto, assim as elites isolam o Lula e emplacam a candidatura de “Joaquim Mão de Tesoura”.

No âmbito da esquerda socialista, o tema “sucessão 2018”, sequer é especulado, segundo o sociólogo Chico de Oliveira afirma; “A atual esquerda não tem projeto” (folha de S. Paulo 17-05-2015). Mesmo entendendo que a esquerda tem um projeto estratégico de poder – o socialismo – concordo com o sociólogo quando nos referimos a luta pelo poder, acho que ainda somos muito tímidos e infelizmente muito dogmáticos, os nossos devaneios se perdem nas querelas ideológicas que na maioria das vezes, corroí as nossa principais lideranças e fragmenta o movimento popular. Porém, insisto em afirmar que, a saída é pela esquerda!


– Elson de Melo é Presidente Estadual do PSOL – Amazonas  

sexta-feira, 1 de maio de 2015

1º de Maio – Dia do Trabalhador: Dia de Luta e Luto

"Declaramos que a limitação da jornada de trabalho é a condição prévia, sem a qual todas as demais aspirações de emancipação sofrerão inevitavelmente um fracasso"
...Declaração de Karl Marx na fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores em 1866

Por: Elson de Melo – Para nós trabalhadores que produzimos as riquezas das nações, que para produzir essa riqueza, recebemos uma migalha por mês de trabalho em forma de salário, o 1º de Maio é o Dia do Trabalhador. Para os capitalistas e seus governos, essa data é o dia do trabalho é a forma que o capital encontrou para tentar esconder através da grafia o conflito de classe que vivenciamos dia pós dia. A diferença é muito grande, nós trabalhadores celebramos a memoria dos operários mártires de Chicago que lutaram até a morte para asseguras as nossas e outras gerações que virão; direito a uma jornada de trabalho menor, a melhores condições de trabalho, salário e mais direitos. O 1º de Maio é símbolo maior da Luta de Classe, onde os interesses entre patrão e empregado são antagônicos (opostos). Os patrões exigem mais produção e lucro, para tanto, eles querem; jornada de trabalho maior, pagar salários menores, dar menos direitos e controlar a vida dos seus empregados. Nós trabalhadores lutamos por melhor qualidade de vida, para tanto, queremos; jornada de trabalho menor, salários maiores, condição ambiental de trabalho melhor, mais direito e liberdade. Assim a diferença é não de grafia é de classe.

O dia 1o de maio é feriado internacional. É dia de luta e luto em vários países do mundo, dia de lembrar os trabalhadores operários de Chicago que foram assassinados por reivindicar uma jornada de trabalho de 8 horas diárias. Dia para o trabalhador(a) refletir sobre a exploração que sofre diariamente no seu local de trabalho, da linha de produção acelerada ao máximo, do chefe truculento que o apoquenta por mais produção e exige mais e mais qualidade, é um momento de o trabalhador sensibilizar a si e aos seus companheiros  que precisamos lutar por uma sociedade justa, onde não sejamos obrigados a sofrer restrições por não pertencemos a classe dominante que nos exploram e humilham. É dia lembrar que os setores privilegiados se utilizam de mecanismos variados para preservar suas benesses as custas do nosso suor, sangue e vida.

É preciso que as lideranças comprometidas em conquistar mais direitos com e para a classe trabalhadora, ficarem preocupados em preservar nossa memória, a memória social, a nossa história. Nesse caso a necessidade é maior ainda, uma vez que existe, há muito tempo, um movimento deliberado para distorcer essa memória; uma distorção que em determinado momento é lenta, subliminar, pois é executada não só pelos setores mais reacionários da sociedade, mas muitas vezes por partidos de esquerda e por lideranças sindicais que se juntam ao governo e empresários para promoverem festas onde ludibriam os trabalhadores sorteando carros, apartamentos..., onde o consumo de álcool é o combustível para arrancarem aplausos as atrações que desfilam nos palcos da enganação.

Pelo mundo adentro, ainda é possível ver os trabalhadores celebrando o 1º de Maio com grandes protestos contra a exploração do capital sobre o povo trabalhador. Infelizmente no Brasil para maioria dos dirigentes sindicais e políticos, o Primeiro de Maio é dia de show e de sorteio de prêmios, e durante essa manifestação, ninguém fala de exploração, organização, luta, ninguém fala da história que originou o feriado, dos operários que pagaram com a vida a conquista da redução da jornada de trabalho que hoje praticamos.

A Redução da Jornada de trabalho, nossa pauta histórica, tem ficado fora das manifestações do Dia do Trabalhador, da mesma forma, a luta por liberdade e autonomia sindical, o direito de greve, o salário mínimo consagrado na CLT de R$ 3.186,92 (salário mínimo calculado pelo DIEESE), as condições ambientais de trabalho, foram esquecidas pelo movimento sindical, movimento esse que, prefere as negociatas nos corredores palacianos, a mobilizar e organizar os trabalhadores para assegurar uma correlação de força capaz lutar e conquistar mais direitos, o resultado dessa prática burocrática do sindicalismo brasileiro está ai, o governo do PT retira direitos, a Câmara Federal aprova com apoio da Força Sindical o fim do contrato de trabalho por tempo indeterminado com a efetivação da terceirização.

Os Trabalhadores amazonenses, sempre participaram das grandes mobilizações da classe trabalhadora, hora protestando com manifestações publicas, ou fazendo greve como as dos catraieiros na década de 80 do século XIX que lutavam contra a escravidão no mundo, foi assim que continuou com os gráficos, operários da construção civil até chegarmos as grande mobilizações e greves no Parque Industrial da Zona Franca de Manaus na década de 80 e inicio de 90 do século XX. 

A importante lembrar nesta data esses movimentos, cujo escrevente deste, eu [Elson de Melo] sinto-me privilegiado em fazer parte como um dos protagonistas das grandes mobilizações e greves ocorridas nos anos de 1985, 1986 até 1992 no Amazonas. Termino esse texto fazendo um apelo aos jovens trabalhadores para que os mesmos assumam a sua tarefe histórica de revolucionários e tomem as rédeas dos seus destinos, assumindo o comando das lutas sociais e operária para, em breve comandar a politica nacional. 1º de Maio é Dia de Luta e Luto!

1º de Maio: História das Lutas Operárias no mundo

"Declaramos que a limitação da jornada de trabalho é a condição prévia, sem a qual todas as demais aspirações de emancipação sofrerão inevitavelmente um fracasso". Esta frase é de Karl Marx, "pai" do socialismo científico, quando da fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores em 1866.

Há pelo menos duas décadas os trabalhadores europeus se organizavam e lutavam por reivindicações trabalhistas. As primeiras e mais importantes lutas operárias se desenvolveram na Inglaterra, a partir do início do século 19, primeiro com o movimento Ludista e posteriormente com o movimento cartista, reunindo várias categorias profissionais e transformando a luta por reivindicações econômicas em lutas políticas. Foram nesse contexto que se desenvolveram os primeiros sindicatos e a primeira Federação de Trabalhadores Ingleses.

O "cartismo" nasceu em 1837, quando foi redigida a "Carta ao Povo", documento que continha seis pontos de reivindicação: sufrágio universal, igualdade dos distritos eleitorais, supressão do censo, eleições anuais, voto secreto, pagamento aos deputados do Parlamento. Desde a década de 30 os cartistas fizeram conquistas consideráveis para a classe operária como: 1º lei de proteção ao trabalho infantil (1833), lei de imprensa (1836), reforma do Código Penal (1837), regulamentação do trabalho feminino e infantil (1842), lei de supressão dos direitos sobre os cereais e lei permitindo as associações políticas (1846), lei da jornada de trabalho de 10 horas (1847).

Em 1842, auge do movimento, foi feita uma petição que exigia o sufrágio universal e a resolução de problemas econômicos. Apesar dos 3 milhões de assinaturas que a acompanhavam, a petição foi recusada pelo Parlamento. Em 1848, organizou-se nova manifestação de apoio à petição, com 5 milhões de assinaturas. Londres foi ocupada pelo exército, que impediu a manifestação. No entanto, até o ano de 1858 vários movimentos grevistas serviram para organizar e dar maior consciência à classe operária inglesa.

O ano de 1848 foi importante não só na Inglaterra, mas em vários países do mundo, marcado por uma onda revolucionária conhecida como a "Primavera dos Povos". Normalmente o movimento de 1848 é apresentado sob a ótica das idéias liberais e nacionalistas, particularmente nas regiões italianas e alemãs. Porém, como justificar então o nome dado ao movimento? Essa situação é bastante desigual nos países europeus. Se, é verdade que o sentimento nacionalista predomina na Alemanha e Itália, e que a burguesia lidera o movimento contra os governos absolutistas, a classe operária, mesmo de forma incipiente faz seu aparecimento de forma independente, com suas próprias reivindicações e formas de organização.

Na França a Revolução de 1848 foi um momento de importante ascensão e organização independente da classe operária, seu apogeu ocorreu quando do movimento conhecido como "Comuna de Paris" em 1871, porém não só o movimento operário inglês e francês estavam em ascensão, em outros países europeus e também nos EUA surgiam movimentos de trabalhadores, principalmente imigrantes, que viviam em condições de superexploração.

1º de Maio: A Luta pela Redução da Jornada de Trabalho

As origens do 1° de maio se relacionam com a proposta dos trabalhadores organizados na Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) de declarar um dia de luta pelas oito horas de trabalho. Também conhecida como "Primeira internacional", foi fundada em Londres, sob influência das idéias de Karl Marx. Porém foram os acontecimentos de Chicago, de 1886, que vieram a dar-lhe o seu definitivo significado de dia internacional de luta dos trabalhadores.

Nos Estados Unidos a classe operária era formada principalmente por imigrantes europeus, alemães, tchecos, irlandeses e de outras nacionalidades. A exploração do trabalho operário soma-se à exploração do imigrante, daquele que é considerado um não cidadão e, portanto, sem qualquer tipo de direitos. Foram essas condições que estimularam o desenvolvimento do movimento sindical no país. Grande parte dos operários era influenciada pelos ideais socialista ou anarquista.

As incipientes organizações operárias passaram a reivindicar dos patrões o respeito à lei, o fim do trabalho infantil e, principalmente, a redução da jornada para oito horas diárias e quatro horas aos domingos.

Na segunda metade do século 19 a organização sindical conheceu aumento expressivo e se processou de forma autônoma, independente do Estado e muitas vezes, contra o Estado. A proposta das 8 horas de jornada máxima, tornou-se um dos objetivos centrais das lutas operárias, e se tornou o eixo principal de reivindicação dos trabalhadores, tema de maior destaque na imprensa alternativa que se desenvolveu, formando a cultura operária durante décadas em que foi importante fator de mobilização. Ao mesmo tempo a luta pela redução da jornada de trabalho foi responsável por violenta repressão e marcada por prisões e morte de trabalhadores. 

Apesar da pressão de governo e patrões, foi criada, nos Estados Unidos, em 1885, a Federação dos Grêmios e Sindicatos Operários, comandada por lideranças operárias inspiradas por idéias anarquistas ou socialistas. Sua primeira resolução foi convocar uma greve geral em todo o país para o dia 1º de maio de 1886, tendo como eixo a redução da jornada de trabalho. Em diversas cidades dos EUA a paralisação, principalmente na região nordeste, reuniu milhares de trabalhadores e foi acompanhada por comícios, sendo alvo da repressão policial.

Em Chicago a adesão à proposta da Federação foi massiva e cerca de 400 mil operários das fábricas cruzaram os braços. Aparentemente surpreendidos patrões e governo deixaram que o movimento transcorresse pacificamente. A repressão se iniciou no dia seguinte e a partir de então foi marcada por fortes conflitos envolvendo a polícia, capangas de empresas e o própria justiça de Estado. No dia 2 de maio, domingo, a polícia entrou em choque com os grevistas numa pequena cidade vizinha de Chicago, deixando um saldo de nove mortos.

No dia 3, os grevistas dirigiram-se à fábrica Mac Cormick, a única indústria da região que funcionava, pois os trabalhadores haviam sido demitidos e substituídos por desempregados fura-greves. Além disso, os empresários haviam contratado 300 agentes da Pinkerton para protegê-la. Os trabalhadores reagiram fazendo comícios do lado de fora dos portões, e mais uma vez houve confronto com a polícia, que disparou, provocando seis mortos e uma centena de feridos.

Ao mesmo tempo em que aumentava a repressão, aumentava o vigor da greve a o estado de ânimo dos trabalhadores. Um dos líderes da greve, o anarquista August Spies, convocou para o dia seguinte, dia 4 de maio, um ato público contra a repressão policial na Praça do Mercado de Feno, centro de Chicago, que reuniu cerca de 15 mil pessoas e foi cercada pela polícia, fortemente armada. Quando o último orador, Samuel Fielden, iniciava seu discurso, o chefe de polícia exigiu que ele descesse do palanque e enquanto discutiam, uma bomba explodiu entre os policiais, matando oito homens. A polícia revidou, abrindo fogo e provocando a tragédia: 80 operários foram assassinados e mais de uma centena ficou ferida no massacre de Chicago.

1º de Maio: A Tirania dos Patrões, do Estado Capitalista e as condenações injustas dos nossos irmãos operários Mártires de Chicago.  

Vários manifestantes, mas em especial os líders da greve e organizadores do comício foram presos. O processo, reconhecido posteriormente como uma grande farsa pela própria justiça estadunidense, voltou-se contra os militantes anarquistas August Spies, Adolf Fischer, Luis Lingg, Albert Parsons, George Engel, Michael Schwab, Oscar Neebe e Samuel Fielden, sendo que três deles, Spies, Parsons e Fielden, estavam entre os oradores do encontro.

A sentença, ditada a 20 de Agosto de 1886, condenou à morte os oito réus, embora posteriormente Schwab e Fielden vissem a pena comutada para prisão perpétua e Neebe para 15 anos de prisão. A execução dos condenados foi marcada para 11 de Novembro de 1887. Na antevéspera, Lingg suicidou-se, numa última tentativa de salvar a vida dos companheiros. Mas as autoridades não recuaram, os quatro ativistas foram executados, enquanto a tropa se encarregava de conter a multidão nas ruas.

O crime do Estado americano, idêntico ao de muitos outros Estados, que continuaram durante muitas décadas a reprimir as lutas operárias, inclusive as manifestações de 1° de maio, era produto de sociedades onde os interesses dominantes não necessitavam sequer ser dissimulados. Na época, o Chicago Times afirmava: "A prisão e os trabalhos forçados são a única solução adequada para a questão social", mas outros jornais eram ainda mais explícitos como o New York Tribune: "Estes brutos [os operários] só compreendem a força, uma força que possam recordar durante várias gerações..."

Seis anos mais tarde, em 1893, a condenação seria anulada e reconhecido o caráter político e persecutório do julgamento, sendo então libertados os réus ainda presos, numa manifestação comum do reconhecimento tardio do terror de Estado.

·         Elson de Melo é Presidente Estadual do PSOL Amazonas 
      
       Fonte consultada: http://goo.gl/lfJhpP 
                                       
                                       http://goo.gl/58tJ8F

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Terceirização: a ilusão do sindicalismo de resultado

Trabalhadores do Brasil Organizai-vos e Uni-vos!

Por Elson de Melo – Mais do que nunca se faz necessário que os trabalhadores brasileiros assumam a conclamação de LUTA do grande Karl Marx proclamado em 1848 “Trabalhadores de mundo uni-vos”! A consumação da terceirização como regra absoluta de emprego nas empresas no Brasil é o reflexo da ausência de uma corrente transformadora no atual sindicalismo brasileiro, é a mais vergonhosa barganha dos empresários contra os trabalhadores tendo como aliados o sindicalismo de resultado representado pela Força Sindical!

A luta dos trabalhadores historicamente vem sendo divido entre o sindicalismo de resultado e o sindicalismo de transformação social. Desde o inicio da industrialização no Brasil, os trabalhadores brasileiros vem convivendo com essas duas correntes que fora interrompida com a chegada do PT ao governo e a posse de Lula em 2003. Nos doze anos do governo petista, as principais Centrais Sindicais (CUT, FORÇA SINDICAL, CTB, CGTB, NCST, UGT, CSB...) abdicaram da LUTA DE CLASSE e passaram a ser uma instância governamental usada para iludir os trabalhadores.

Essa postura burocrática do sindicalismo brasileiro, só tem contribuído para a precarização dos salários, empregos, trabalho e desmobilização dos Trabalhadores. Sem um sindicalismo combativo e de LUTA da Classe Trabalhadora brasileira, vai sofrer mais derrotas como as impostas por Dilma através das Medidas Provisórias 664, 665 e agora no parlamento com aprovação do projeto de Lei da terceirização - PL 4330.

Para que os trabalhadores voltem a oferecer resistência ao capital e conseguir reconquistar direitos, melhores salários e condições de trabalho faz-se urgente combater o peleguismo no sindicalismo brasileiro, os Trabalhadores precisam mais do que nunca reconquistar as direções dos seus Sindicatos e retomar a LUTA por liberdade e autonomia sindical! Por uma Central de Trabalhadores Combativa... TRABALHADORES DO BRASIL UNI-VOS!


– Elson de Melo é Presidente Estadual do PSOL Amazonas

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A tercerização como controle da força de trabalho

"Não sois máquina! Homens é que sois!"
 - Charles Chaplin

Por: Elson de Melo – A reestruturação produtiva promovida pelo capital tem sempre um único objetivo; MAIS LUCRO!

Para conseguir mais lucro o empregador precisa exercer o controle absoluto sobre seus empregados, para tanto é necessário uma legislação trabalhista flexível, Legislação sindical autoritária que controle os Sindicatos e eterniza seus dirigentes, dirigentes sindicais coniventes, trabalhadores divididos e sociedade dependente.

Surgido na década de 70, a terceirização faz parte da estratégia do capital para obter mais lucro e instaurar om processo de controle mais eficaz sobre os trabalhadores, para tanto, novas formas de gestão de pessoas foram desenvolvidas tendo como base o toytismo.

No Brasil esse sistema de gestão (toytismo) se aprofunda a partir da década de 80, aqui reporto um triste episódio ocorrido no Parque Industrial de Manaus(AM) nos anos 80 quando uma onda de mão-de-obra temporária tomou conta das linhas de produção das fabricas da Zona Franca de Manaus, naquela época a empresa Homines deu o ‘cano’ na maioria dos trabalhadores e não pagou o salario, nós tínhamos acabado de assumir a direção do Sindicato dos Metalúrgicos, desde então, desenvolvemos uma campanha contra esse tipo de contrato de trabalho e conseguimos colocar na Convenção Coletiva de Trabalho uma cláusula que proibia a contratação de mão-de-obra temporária.

A mão-de-obra temporária é a mais cruel forma de precarização do emprego, o trabalhador assina um contrato por tempo determinado de três meses, podendo ser prorrogado por mais três e ao final, não recebe as verbas rescisórias (aviso prévio, multa rescisória...) como previsto aos trabalhadores contratados por prazo indeterminado.

Segundo relatos de trabalhadores do PIM, o Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus, é hoje o principal incentivador desse tipo de contrato, se isso for verdade, o que dizer? Seja qual for a forma de contrato de trabalho, o trabalhador só terá melhores condições de trabalho e salários, se conseguirem colocar nos seus Sindicatos, direções com disposição de luta e compromisso de classe. Trabalhadores do mundo, uni-vos!

Elson de Melo é Presidente Estadual do PSOL Amazonas