sexta-feira, 30 de junho de 2017

30 de junho dia de GREVE GERAL: nossa luta é permanente até a vitória do proletariado

Elson de Melo
Sexta, 30 de junho de 2017

Camaradas do PSOL Amazonas,

É evidente que ficamos cabisbaixos quando sofremos uma derrota, seja por conta do nosso fracasso, ou por uma decisão monocrática de um Juiz (caso suspensão da eleição suplementar). Ainda bem que a nossa reação é assim, isso mostra que somos humanos e sensíveis a tudo que pretende embrutecer a sociedade, nesse momento precisamos olhar para os nossos camaradas, chama-los para uma reflexão sobre os caminhos a percorrer para, em seguida dar as mãos e seguir a caminhada ombro a ombro, na busca da felicidade.

Para ajudar na nossa reflexão, recorro ao grande revolucionário chinês Mao Tsé-Tung, que não desanimava nunca com as derrotas e sempre com muito entusiasmo afirmava:

“Lutar, falhar, lutar novamente, falhar novamente...até a vitória. Essa é a lógica do povo”.

Mao quando fez essa afirmação, contava para fazer a revolução em uma china com mais de 400 milhões de habitantes, com apenas 400 homens, eram mineiros, camponeses e desertores do partido nacionalista, mas Mao seguia afirmando que:

“Na guerra, as armas são um fator importante, mas não decisivo; as pessoas, não as coisas, é que são decisivas.”.

Mao Tsé-Tung, tinha na sua mente a orientação filosófica de Mencius, filosofo chinês do século IV a.C. que afirmava:

“Quando o Céu está prestes a confiar uma grande missão a um homem, primeiramente exercita sua mente com o sofrimento, e seus nervos e ossos com a fadiga. Expõe seu corpo à fome e o sujeita à extrema miséria. Confunde suas tarefas. Dessa maneira, estimula seus espirito, fortalece sua natureza e supre suas deficiências.”.
 
Para finalizar, chamo ao debate o camarada Vladimir Ilyich Ulyanov nosso popular Lenin que afirma categoricamente:

 "A verdade é sempre revolucionária".

Essa frase parece simplória, mas é de uma profundeza ética e política que todo militante das causas sociais, deve observar sempre. Para Lenin, nós lutadores/as social, precisamos estar em constante reflexão sobre a nossa pratica, estudando as nossa estratégicas, planejando e avaliando as nossas ações, para isso é preciso estudar que segundo Lenin:

 “Não há prática revolucionária sem teoria revolucionária e vice-versa".

Finalizo essa reflexão, chamando tod@s @s camaradas se manterem firme nas frentes de batalhas, sempre atentos aos acontecimentos e entendendo que a nossa missão é transformar essa sociedade injusta para, uma sociedade igual para toda nossa civilização, acho pouco, mas tudo vai depender da nossa dedicação e esforço.

Abraços.

O proletariado vencerá!
Viva o Socialismo!

Elson de Melo é militante do PSOL Amazonas

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Meu Pitaco, nas eleições: Vamos fazer a diferença!

Elson de Melo
Quinta, 15/06/2017

Amanhã (16/06) sexta-feira, o partido REDE do Amazonas, homologará a candidatura do Deputado Luiz Castro a governador Estado, o PSOL já definiu o nome do camarada João Victor Tayah para vice-governador. 

O primeiro turno da eleição suplementar será no dia 06 de agosto. Enquanto isso, até lá, muitas águas vão rolar nos dois grupos da oligarquia caduca (Amazonino, Eduardo, Artur, Omar, Alfredo, Silas) que estão vivendo uma temporada de 'pernadas e rabo de arraia’.

Não podemos e nem temos tempo de entrar no debate desqualificador dos grupos oponentes que estão se digladiando, esse grupo da ‘maldição da rodela’ já é desqualificado pela sua história. 

A coligação REDE/PSOL – Luiz Castro e João Victor Tayah, desde logo, vai abrir um diálogo franco com a população amazonense sobre as soluções emergenciais que pretendemos implementar nos 16 (dezesseis) meses de mandato que restam.

Somos a única ALTERNATIVA POPULAR que o eleitorado do Amazonas pode confiar, portanto, é nossa prioridade apresentar soluções imediatas para solucionar o problema crônico de Segurança Pública no Estado, a Educação, Saúde e Logística para o povo do interior. Esses serão os pilares fundantes de uma gestão Popular.

A nossa campanha será feita da forma mais compreensiva possível, os esclarecimentos sobre o nosso Plano de Governo, serão objeto de reuniões, caminhadas, panfletagens, bandeiradas, cartilhas e uma presença muito forte nas redes sociais na internet, vamos no corpo a corpo, olho no olho, conversar com  a nossa gente, faremos a maior mobilização popular que uma candidatura com recursos financeiros limitados, já fez na política local.

O PSOL mobilizará suas lideranças na política nacional, a se revezarem no apoio a nossa candidatura. Vamos viajar por todo Amazonas do jeito que der (de canoa, a pé, de carro, de barco, avião...) percorrendo lagos, rios, paranás, estradas, ruas e avenidas) para, mostras ao nosso povo que é possível governar com dignidade, sem se envolver com teia da corrupção, levaremos nossas propostas, ouviremos as demandas das comunidades e dizer que é chegado a hora de o povo usar o seu descontentamento com os atuais políticos que estão nos governos e apoiam Temer e sua gangue, a se unirem e romper com essa oligarquia maldita que atrasa o desenvolvimento humano e econômico do Amazonas há mais de três décadas.

É hora de optar pela ALTERATIVA POPULAR – Luiz Castro e João Victor Tayah-PSOL/REDE, os dois partidos que abriram caminhos para cassação de Eduardo Cunha e que enfrentam com muita coragem as tropas malditas do Temer no Congresso Nacional.

Vamos unir os descontentes!
Vamos mobilizar as esperanças!
Vamos libertar o Amazonas das garras dessa oligarquia maldita!

PSOL e REDE – Uma Alternativa Popular para governar o Amazonas

terça-feira, 30 de maio de 2017

Meu ‘pitaco’ sobre a eleição de agosto: Por uma aliança PSOL/REDE/PCB/PSTU

Elson de Melo
Terça, 30 de maio de 2017

O Diretório do PSOL Amazonas, vai na próxima sexta-feira (02/06) marcar a data da convenção do partido, cujo prazo final para realização é o dia 16 de junho. Na convenção o partido vai deliberar sobre coligação e candidaturas. Como é de conhecimento público, esse escrevente vem defendendo que o PSOL articule e participe de uma coligação Popular de Esquerda envolvendo o PSOL/PT/PSTU/PCB/PCdoB/PSB e outros partidos que queiram somar na derrubada dessa oligarquia perversa e corrupta que governa o Amazonas há séculos.

Depois dos últimos debates internos nos dias 13/20/27, os camaradas do PSOL optaram pelo indicativo de coligação apenas entre PSOL/REDE/PSTU/PCB. Particularmente acho um equívoco, mas é menos pior que aventurar uma candidatura própria em uma conjuntura tão polarizada entre os partidos que lutam contra as reformas, e os da ordem que querem aprovar as famigeradas reformas do Temer.

Os debates entre as tendências do PSOL, apontaram os nomes dos camaradas João Victor Tayah e Jevaldo Silva para a convenção decidir sobre quem será o candidato do partido nas eleições de agosto.

Em política os milagres não acontecem, no máximo ocorrem fenômenos eleitorais, portanto, para se obter sucesso em uma eleição, seja lá qual for o partido, ele vai precisar de estratégia e muita organização, infelizmente o debate entre as tendências, passou ao largo sobre esses dois pontos importantíssimo para a caminhada do partido.

Como os camaradas reduziram ao máximo o arco de alianças, passo a defender uma aliança prioritária entre REDE que tem uma candidatura posta e já ofereceu a vice ao PSOL sem prejuízo da participação do PCB e PSTU na composição da coligação.

A REDE vem somando com o PSOL ‘Brasil a dentro’, na mobilização da classe trabalhadora contra essa agenda perversa do governo golpista de Temer, no Amazonas não é diferente. Diante dessa afinidade na ação e dentro de perspectivas futuras, onde a sobrevivência dos dois partidos vai depender da capacidade de os partidos programáticos se unirem para não sucumbirem, o melhor caminho nesse momento para o PSOL é aceitar indicação do Vice de Luiz Castro-REDE.

Quanto ao nome, também é notório a minha preferência pela confirmação do nome de João Victor Tayah. Quando cheguei no PSOL, o Victor já era militante do partido, assim como Jevaldo, por justiça, tenho muito mais afinidade pessoal com Jevaldo que com Victor, mas a política não é feita só de afinidades pessoais, mas de ideias novas, ousadias, coerência, projetos factíveis, capacidade de causar empatias, são dentre tantas, as qualidades que se espera de um líder.

João Vitor talvez pela sua função diária de delegado de polícia, adquiriu a experiência de lidar e resolver conflitos, no partido, ele vem demostrando uma sensibilidade coletiva para além das querelas entre tendências, trata todos como iguais, estou falando de um promissor líder político.

Nós da US buscamos consultar todos os potenciais candidatos dentre os camaradas que compõem o nosso campo que poderiam unir ao máximo o partido, num primeiro momento indicamos o camarada Sidney Seixas de Manacapuru que é hoje a melhor votação do PSOL para um cargo majoritário, mas ele desistiu, isso nos levou a buscar um nome com um perfil agregador fora do nosso campo, avaliamos o nome do camarada João Victor Tayah e pelas qualidades acima, mereceu a nossa indicação. Essas qualidades, foram determinantes para o meu convencimento de apoia-lo como nosso candidato.

As outras tendências indicaram o camarada Jevaldo, é um bom nome, mas nos últimos tempos tem adotado uma postura de insubordinação as decisões do partido, tem feito campanhas para outros candidatos fora do partido e ainda faz campanha contra as candidaturas do partido, para ele os únicos nomes que prestam são os da sua tendência MES, vai na contramão da função de professor que ele ocupa, uma possível candidatura dele, afastaria a imensa maioria dos militantes do partido da campanha.

O sectarismo e maniqueísmo extremo do camarada Jevaldo, tem se confirmado nos debates internos, onde ele e seu grupo, tentam se impor pelo grito e até nas inúmeras tentativas de “chegar as vias de fato”, da mesma forma, ele rege com garções nas redes sociais aos camaradas que não pensam conforme manda a sua tendencia, tem se mostrado muito truculento. isso não ajuda na organização e crescimento do partido, por outro lado, há tempos a tendência MES, age como um partido dentro do PSOL, faz pouco caso de colocar em pratica as diretrizes do PSOL, até agora, não conseguiram explicar a relação institucional da ONG Emancipa, controlada por eles que está envolvida com arrecadação de recursos empresárias inclusive com a Odebrecht para uso em projetos vinculado a sigla do PSOL, fato que vai contra as diretrizes partidária que impede o financiamento empresarial para as atividades do PSOL.   

Com essas dúvidas pendentes, que o MES faz questão de não esclarece para o conjunto do partido, não temos como arriscar uma candidatura vinculada a essa tendência, mesmo que o nome indicado seja uma pessoa de conduta ilibada.

Nos do PSOL Amazonas, precisamos primeiro querer ser grande, segundo ser humildes para reconhecer as nossas limitações, terceiro reconhecer que uma candidatura isolada, para marcar posição, não contribui em nada na organização e crescimento do partido. Assim, sou a favor que o PSOL indique o Vice da chapa de Luiz Castro-REDE e o meu candidato é João Victor Tayah.

Saudações Socialistas
Diretas já!
Fora Temer!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Meu ‘pitaco’ sobre a eleição suplementar de governador do Amazonas

Elson de Melo
12 de maio de 2017

O cenário dessa eleição suplementar para governador do Amazonas, é muito favorável ao bloco contrário ao governo Temer e suas reformas da Previdência e Trabalhista. 

O grupo que se formou em torno do ex-governador Gilberto Mestrinho que o senador Evandro Carreira chamou da “maldição da rodela”; vai nessas eleições suplementar (06 e 27/8), fazer a sua maior disputa pela hegemonia e definir o novo líder. Dividido desde a eleição de 2014, parece que no primeiro turno da eleição, vão sair mais uma vez divididos.

A disputa pela hegemonia do grupo da “maldição da rodela” envolve Eduardo Braga, Amazonino, Omar Aziz, Alfredo Nascimento e Arthur Neto.

Até agora, os membros do grupo da “Maldição da Rodea) que já anunciaram sua candidatura foram; Braga (PMDB), Amazonino (PDT), Marcelo Ramos (PR), Silas Câmara (PRB) Wilker Barreto (PHS) Dermilson Chagas (PEM) e David Almeida (PSD). Essa proliferação de candidaturas do mesmo grupo, pode levar a uma possível polarização, não mais entre eles, como sempre fazem, mas sim, entre o grupo da “Maldição da Rodela” que apoia o governo Temer e suas deformas da Previdência e Trabalhista, e o bloco contrário ao governo Temer.

No bloco que faz oposição ao governo Temer; já estão postos os nomes do José Ricardo (PT), Luiz Castro (REDE), Chico Preto (PMN) e Marcelo Serafim (PSB), o PSOL, PSTU e PCB, ainda não definiram se vão lançar candidatura como sempre fazem. 

Da mesma forma, se esse bloco sair com esse excesso de candidaturas, abre espaço para que a polarização permaneça entre as duas frações do grupo da “Maldição da Rodela”.

Nessa fase das articulações e composições políticas, não existe espaço para o amadorismo e reações emotivas, por outro lado, também não é um espaço para imposições inconsequentes. E momento para agir com paciência, ponderar bastante e muito dialogo para definir os objetivos do bloco e qual o papel de cada partido, antes, durante e depois da eleição, definido isso, tudo será mais fácil.

No caso especifico do bloco que é contrário ao governo Temer e suas reformas, falo dos partidos PT, PCdoB, PSOL, REDE, PCB, PSTU, PMN, PDT e PSB, que pela primeira vez no Amazonas, contam com uma conjuntura nitidamente favorável para polarizar e conquistar o governo do Estado. 

Se o principal objetivo desse bloco é derrotar Temer e seus aliados, estamos diante de uma grande oportunidade, explico:  como eu disse acima, é necessário definir o objetivo, ou seja, derrotar o governo Temer e o grupo da “maldição da rodela” que é seu aliado no Amazonas, o papel de cada partido no processo e os candidatos. 

Sobre o candidato a Governador, particularmente acho que deve ficar com o PT, não o José Ricardo, mas Praciano, nesse processo, é preciso envolver a direção nacional do PDT para assegurar a participação desse partido no bloco contrário a Temer, o candidato a vice, deve ser objeto da combinação, densidade eleitoral e capacidade de arregimentar apoio para campanha.

A candidatura do Praciano é relevante pelo fato de ele ter concorrido recentemente a um cargo majoritário e foi muito bem votado, a possibilidade do PT deslocar Lula para ajudar com seu carisma e popularidade na mobilização da campanha, esse capital político do Praciano e Lula, mais a conjuntura favorável ao bloco popular, são fatores determinantes para rompermos com essa hegemonia do grupo da "da rodela” no Amazonas.

O cenário no Amazonas para essa eleição suplementar para governador, é muito favorável ao bloco contrário ao governo Temer e suas reformas. 

O desafio é, vencer primeiro as intenções pessoais e unir todos esses partidos e outros que vierem, em torno de um único objetivo – derrotar o grupo da “maldição da rodela” que infelicita o povo amazonense há mais de trinta anos.

Assim estaremos dando um grande passo, para resgatar a democracia no Amazonas e no Brasil. E hora se protagonista da história e far a diferença!

Elson de Melo é militante do PSOL



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Antes de candidatura, Projeto!

Elson de Melo
05/05/2017

A Eleição Extraordinária que acontecerá no Amazonas para Governador do Estado, está provocando uma corrida sem critérios de candidaturas. Já são aproximadamente quase 20 pretendentes que colocaram seus nomes como possíveis candidatos/as. Pelo que podemos constatar, a maioria dessas candidaturas, são movidas por projetos pessoais buscando visibilidade para as eleições de 2018. Portanto, sem projeto coletivo e objetivo que visem solucionar os problemas do povo que precisam de solução urgente. Candidatura sem Projeto de governo, é calote eleitoral outra vez!

Como um inquieto com essa forma despropositada de pensar a política, defendo que o PSOL partido que sou filiado e milito, estabeleça de imediato, um diálogo com a sociedade amazonense, visando organizar e formatar um Projeto Emergencial de Governo, que atenda as demandas prementes do povo do Amazonas.

Embora os políticos tradicionais queiram e ainda conseguem manter essa lógica da política do ‘eu faço’, ou seja, do candidato que no período eleitoral tem respostas para todos problemas do Estado e, quando consegue chegar ao governo, só faz ações para, beneficiar uma elite próximo ao governante em detrimento da imensa maioria do povo amazonense.

Nessa eleição, vamos enfrentar dois tipos de ‘mantras eleitorais’, o primeiro mantra é o do salvador da pátria, esse é daquele que rouba, mas faz, que tem experiência administrativa e apoio de grupos que estão há séculos mandando no governo do Amazonas, nesse grupo está o PMDB, PSDB, PTB, PP, PPS, PDT, PSB e outros pequenos partidos. 

O segundo, é o mantra do voto útil, daqueles que agora são oponentes, mas já foram aliados desse outro grupo por muito tempo, mas, no entanto, acham que são menos piores que o primeiro grupo, nesse grupo está o PR, PROS, DEM, PRB, PSD, PSC, SOLIDARIEDADE e outros pequenos partidos. Esses dois blocos são dos partidos aliados do governo Temer.

No campo da esquerda, o PT, PSB, PCdoB e até o PDT e PSB que pela questão nacional podem sair do grupo de lá, vão tentar se apresentar como os legítimos representantes da esquerda no Estado, ocorre que todos eles já estiveram ou ainda estão do lado dos dois grupos que identificamos nos dois parágrafos acima, é o caso do PT e PSB que mantem até agora, cargos no Governo José Melo.

Mas a esquerda ainda tem os partidos que se mantiveram e continuam autênticos aos projetos históricos da classe trabalhadora brasileira, esses partidos, são hoje uma alternativa que surge com maior expressão dentro do processo de impeachment do governo liderado pelo PT e no atual combate as reformas do Governo ilegítimo do presidente Temer, nesse bloco de esquerda estão o PSOL, PSTU, PCB e REDE.

Nos dois primeiros blocos, ou seja, os partidos que dão sustentação ao governo Temer, é quase certo que haverá composições diferentes das da última eleição para prefeito, mas é muito difícil que seus principais líderes Braga, Arthur, Omar e Alfredo Nascimento consigam se juntar em um único palanque, mas haverá partidos pulando de um lado para outro.

Nos dois grupos da esquerda que hoje fazem oposição ao governo Temer, também será muito difícil se unirem em torno de uma única candidatura, principalmente pelo fato de não haver um debate em torno de um projeto comum e ainda pelo fato, de muita desconfiança quanto a falta de transparência do maior partido [PT] sobre as suas possíveis alianças em torno da candidatura Lula para 2018 e do Projeto de Governo.

No caso especifico do PSOL, na minha opinião, o partido deve de imediato, definir um Plano de Governo Emergencial, dentro de uma metodologia que combine o diálogo com a sociedade organizada através das suas Instituições, a sociedade cientifica, com o movimento sindical, os partidos políticos dos blocos da esquerda e os movimentos populares que hoje se colocam contrários aos desmandos do Governo Melo e as reformas do governo Temer e definição da candidatura.

Dentro dessa metodologia, o PSOL deve estabelecer o debate interno e, ouvido os setores organizados da sociedade amazonense, definir num período de três semanas uma candidatura capaz de viabilizar o Plano de Governo Emergencial decorrente desse dialogo.

Antes de candidaturas, Projeto!

Elson de Melo é militante do PSOL






sexta-feira, 24 de março de 2017

Lista Fechada e a Estrutura Partidária

ESCRITO POR ELSON DE MELO
DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2017

Lista Fechada com a estrutura partidária ditatorial vigente, será a perpetuação de Renan Calheiros, Eunicio Oliveira, Romero Jucá, Eduardo Braga, José Serra, Pezão, Edson Lobão, Rodrigo Maia e até Sarney voltará para, junto com tantos outros políticos, se protegerem das investigações da Operação Lava Jato.

Segundo os especialistas; “a lista fechada ou lista de partido é um sistema de votação de representação proporcional onde os eleitores votam apenas em partidos, e não nos candidatos. No sistema de lista fechada, cada partido apresenta previamente a lista de candidatos com o número correspondente ao círculo eleitoral, esses candidatos são colocados ordenados crescentemente e o número de eleitos será proporcional ao número de votos que o partido obteve, nesse sistema os candidatos no topo da lista tendem a se eleger com mais facilidade”.

Mas a quem interessa na atual conjuntura a lista fechada?

Trago para início dessa reflexão, o surgimento do Partido dos Trabalhadores. Quando o PT surgiu, a palavra de ordem era “Pão, Terra e Liberdade”. Um dos principais compromissos do PT que consta no seu Manifesto de fundação era; “o PT lutará pela extinção de todos os mecanismos ditatoriais que reprimem e ameaçam a maioria da sociedade.”. Depois de 13 anos e meses de governo, o PT sai escorraçado do governo sem nenhuma resistência popular e também sem extinguir “os mecanismos ditatoriais”.

Um desses mecanismos ditatoriais é a estrutura dos Partidos Políticos. Aparentemente o partido político é o principal instrumento da democracia, porém, se observarmos a legislação brasileira que regulamenta essa Instituição, vamos constatar que seus mecanismos de deliberação e controle é um dos mais ditatoriais da Republica.

O PT pretendia romper com o sistema partidário autoritário, através da participação popular nas decisões do partido, para isso, foi instituído no seu Estatuto os Núcleos de Base como instância partidária, era uma forma de articular o debate e as decisões partidárias a partir das militâncias de base sem a imposição das direções superiores e romper com a figura dos cabos eleitorais. Posteriormente o PT instituiu O Processo de Eleição Direta - PED com a participação de todos os seus filiados que, através do voto direto, elegem seus órgãos de direção; Diretórios Zonais, Municipais, Estaduais e Nacional.

O PED aparentemente é um dos mais democráticos processos de escolha dessas direções. Na verdade, esse processo reproduz o sistema eleitoral vigente no país e com todas as suas mazelas. Esse processo envolve milhões em recursos financeiro, e, quem vence é sempre o mesmo grupo, ou seja, o que detém há décadas o comando partidário.

No PT as demais tendências que geralmente são as mais autênticas e ligadas a esquerda socialista, por não controlarem a máquina partidária (estrutura partidária), nem disporem de recurso financeiro abundante, só conseguem um número insignificante de cargos nas direções do partido, ou seja, o partido é controlado por uma elite burocrática que a depender das circunstâncias, não titubeiam em expulsar os agrupamentos que por qualquer motivo venha incomodar seus interesses. Assim o PT reproduz um mecanismo ditatorial ao extremo!

Os partidos da ordem capitalista PMDB, PSDB, PP, PR, PTB, DEM, são todos literalmente controlados por grupos econômicos Regionais ou Nacional, uma federação de interesses do capital. PRB e PSC são ligados aos fundamentalistas religiosos, PSB, PDT são instrumentos de barganhas dos novos coronéis do Nordeste, PPS e SOLIDARIEDADE são coadjuvantes de governos, PCdoB tornou-se um apêndice do PT. PROS, PTN, PMN e outros, são partidos de aluguel de interesses local.

Os partidos ideológicos, PSTU, PCB e PSOL foram os únicos que fizeram oposição aos governos do PT, porém, não conseguiram nesse período se firmar como uma alternativa solida para os diversos setores populares sociedade e da própria esquerda socialista. Dentre esses três partidos ideológicos, o PSOL é o que mais conseguiu melhores resultados eleitorais, no entanto, lhe falta mais inserção nos movimentos sindical e popular.

O PSOL é hoje o partido com maior credibilidade no cenário nacional. A projeção e popularidade do PSOL, avança a cada eleição, não será surpresa se essa Lista Fechada prosperar, a população descarregue uma votação expressiva no PSOL. Já o PT que é hoje o partido com uma rejeição fantástica, deverá acumular mais uma derrota nas Casa Legislativas. A candidatura de Lula, não será suficiente para ampliar a bancada do PT no parlamento Federal.

Com o avanço das investigações da operação Lava Jato, a oligarquia política que impera há séculos no país, tenta se proteger recorrendo a institucionalização da ‘Lista Fechada’ para as próximas eleições. A questão é; como viabilizar essa lista quando os partidos políticos, trazem vícios de muitos anos de manipulação da máquina partidária para beneficiar uma elite dirigente e política encasteladas nas direções partidárias e que se encontra hoje, sob suspeita de pratica de corrupção e de outros delitos?

Por outro lado, o financiamento partidário público (Fundo Partidário) embora obedeça uma rígida norma burocrática para sua aplicação, também é manipulado para viabilizar a eleição dos candidatos ligados ao grupo que controla a máquina partidária. Da mesma forma, o financiamento privado, segue a mesma pratica. As narrativas dos delatores da Lava Jato, mostram que mesmo as contribuições para os partidos políticos ditas dentro das normas legais, são oriundas de propinas vindas da rede de corrupção que sempre ronda os governos e seus partidos aliados.

Com esses mecanismos ditatoriais que se transformaram a imensa maioria dos partidos políticos, a ‘Lista Fechada’ será a perpetuação no poder, do que existe de pior na política brasileira.

Elson de Melo é militante do PSOL no Amazonas

sexta-feira, 3 de março de 2017

Eu [Elson de Melo] apoio Arminda mourão para reitora da UFAM!

ESCRITO POR ELSON DE MELO
SEXTA, 03 DE MARÇO DE 2017

Louvo e parabenizo a nota da direção estadual do meu partido - PSOL/AM que libera os seus filiados a se posicionarem publicamente para, apoiarem uma das três candidaturas que concorrem a Reitoria da UFAM.

Da mesma forma. Lamento que os nossos filiados Professores, Servidores e Acadêmicos que trabalham e estudam na UFAM, não terem pautado uma discussão dentro do partido no sentido de unificar a nossa militância para mobilizar e apoiar uma única chapa. Como isso não foi possível, acho que os nossos camaradas devem ter seus motivos e explicações.

Observando as três candidaturas postas, entendo que o melhor caminho nesse momento é a chapa 31 - CONTRAPONTO que tem como candidata a Professora Arminda Mourão. Conheço a camarada Arminda há algumas décadas, sou testemunha da sua dedicação a causa da educação em nosso país, detentora de um curriculum acadêmico fabuloso e de uma capacidade de luta invejável. Particularmente, acho que nome 'contraponto', não combina com a camarada Arminda que é por natureza uma mulher protagonista sobre todos os aspectos.

Por outro lado, as outras duas chapas são compostas por excelentes quadros da Academia, porém, são na maioria os mesmos que transformaram a Universidade Federal do Amazonas nas últimas décadas, em apenas uma Instituição de ensino voltada para o seu interior e quando ela sai dessa rotina, é para vender serviços sem se preocupar com as questões sociais, cujo as demandas são cada dia maiores.

Alguns departamentos da UFAM, tornara-se suportes para Institutos que comercializam serviços como "EIA/RIMA" e outros de natureza diversas, a produção acadêmica ficou muito voltada para temas subjetivos sem quase nenhuma repercussão social, uma parte dos professores viraram empreendedores do saber, uma outra dedicaram-se a reproduzir a ideologia dominante pregando a devastação ambiental e a total degradação do tecido social da Região Amazônica.

Espero que com Arminda Reitora, a UFAM não seja apenas um ‘contraponto’, mas uma Instituição Protagonista na formulação de alternativas sociais, políticas e econômicas da nossa Região.


Elson de Melo é dirigente do PSOL Amazonas         

quinta-feira, 2 de março de 2017

50 Anos da Zona Franca de Manaus: onde está o legado de meio século de exploração da mão de obra cabocla?

ESCRITO POR ELSON DE MELO
QUINTA, 02 DE MARÇO DE 2017

Passados meio século de implantação da Zona Franca de Manaus, o Amazonas experimentou nessas cincos décadas uma total ausência de políticas públicas no interior do Estado e um grande desconforto social na capital.

Nesse período de meio século, muitos trabalhadores empregaram sua força de trabalho para assegurar lucros astronômicos as empresas do agora PIM – parque industrial de Manaus, inclusive esse escrevente, a minha geração que trabalharam nas três primeiras décadas não eram operários, éramos todos trabalhadores da agricultura que migraram do interior para capital empurrado pelo fim do ciclo da juta,  e total falta de alternativa econômica nos Municípios amazonense e parte do Pará,  viemos para Manaus em busca do sonhado ‘Eldorado’ que a propaganda oficial fazia questão de apregoar aos quatro cantos da Região.

Aqui chegando, fomos inseridos no processo produtivo das empresas sem nuca sequer saber o que era o chão de fábrica e uma linha de produção, como o processo produtivo era apenas de montagem de produtos pré-fabricados em outras fábricas fora de Manaus, não foi difícil a nossa adaptação, cujo resultado fora uma produtividade de dar inveja a qualquer sistema industrial do mundo.

Na década de oitenta e início da de 90, começamos a desenvolver a consciência operária e exercer o poder da mobilização para reivindicar os nossos direitos, em 1983 conquistamos a direção do maior Sindicato – o dos Metalúrgicos. Dentro dessa conquista, estava a esperança de um grupo de Jovens sonhadores dentre tantos estava esse escrevente com [Elson de Melo] com apenas 25 anos, Ricardo Moraes, Simão Pessoa, Carlos Lacerda, Magno Frazão, Antonia Priante (falecida) Suely Aquino (falecida) Marinho (falecido) Alberto, Francisca, Jonacy, José Raimundo, Izabel Alegria, Bibe, Elias Sereno, Silvestre, Chico Fera, Sr. Elias, Ana, Rosenilda Oliveira, Amiraldo. Francisco Siares (Bill) e Divaldo Pastana. Em 1985 fizemos a primeira e maior greve geral da Zona Franca de Manaus.   

Da terceira década em diante, começou a primeira geração de operários, esses já formados dentro da disciplina rígida das empresas, com um grau de escolaridade mais elevado e com maior obediência as políticas de controle de pessoal impostos pelas empresas, acoplado a esse rígido controle, está o fantasma do desemprego, uma direção do maior Sindicato – o dos Metalúrgicos hoje totalmente controlado pelos empresários e mergulhado em corrupção de toda natureza, isso impede que essa primeira geração de operários fortaleça a sua consciência de classe e em muitos caos, se obrigam a sofre calado as estafantes jornada de trabalho importas pelas empresas.

Essas jornadas estafantes, vem submetendo esses operários a uma epidemia de doenças profissionais que já afeta mais de 30% (trinta por cento) do operariado da Zona Franca de Manaus. São homens e mulheres jovens que sofrem constrangimentos nos centros de saúde de Manaus onde a maioria são submetidas a cirurgias para tentar de controlar as consequências das doenças como LER/DORT no seu sistema nervos e o que é pior, sem mínima esperança de retomar a sua vida normal, a maioria vão ficar com sequelas para o resto da vida.

O Parque Industrial da Zona Franca de Manaus, é um dos mais modernos do mundo, aqui os operários/as, operam equipamentos e maquinas de última geração a um ritmo de trabalho dos mais cruéis que um ser humano é submetido, nesse sistema, se a medicina não fosse controlada pela brutalidade do capital, os Conselhos Médicos e de outros profissionais ligados a saúde ocupacional, já haviam pelo menos recomendado a redução da jornada de para uma carga horária menor que as 44 horas semanais e 8  horas diárias hoje praticadas.

Na semana em que a Zona Franca completa 50 anos, todos os comentários são de exaltação as empresas pelos seus fabulosos lucros aqui ampliados ano pós ano e a Suframa que em todos os tempos, funciona como o grande órgão de desenvolvimento da Região e que nada desenvolve. Não vimos um reconhecimento aos trabalhadores, isso mostra que para o capital, suas maquinas são muito mais valiosas que os trabalhadores que as operam.

O legado de meio século de Zona Franca de Manaus, está nas notícias diárias de mais violência na cidade, na falta de moradia digna para a classe trabalhadora, na precariedade da mão de obra, no sistema de transporte urbano caótico, no péssimo salário pago para quem produz a riqueza da ZFM, na falta de perspectiva a que o povo amazonense está submetido caso esse modelo venha a se esvair da cidade e o que é pior, a população ainda tem que aturar governantes de quinta categoria surrupiando o que resta de riqueza nos cofres do Estado. Legado positivo, só para as empresas que levam para seus países de origem milhões de dólares.

Parabéns aos trabalhadores e trabalhadoras do PIM que dão o sangue em forma de suor para garantir lucros fabulosos as empresas. A eles toda hora e toda gloria!



Elson de Melo é dirigente do PSOL Amazonas