terça-feira, 27 de setembro de 2011

Construir o 15 de Outubro no Brasil

Por Nathalie Drumond*


No começo desse ano, inúmeros processos revolucionários despontaram pelo mundo. Destaca-se Tunísia Egito e, recentemente a Líbia, cujas populações através de um forte processo de luta derrubaram seus regimes autocráticos que mantinham sanguinárias ditaduras há décadas. Na Europa a indignação popular ganhou força, como resposta à política de retiradas de direitos implementada por seus governos e o alto índice de desemprego da juventude – que chegou a atingir mais de 40% na Espanha. Neste país, a juventude ocupou as praças contra os pacotes econômicos que salvavam da bancarrota os banqueiros e os grandes poderosos, mas achatavam direitos e os investimentos públicos. Sob a bandeira do “não queremos apenas escolher, mas também decidir” os espanhóis lançaram o chamado à juventude do planeta, construir um ato mundial por Democracia Real Já, unindo os indignados do mundo e suas reivindicações num único dia.

O chamado para a jornada de mobilizações no 15 de Outubro (15O) espalhou-se para diversos países. Espanha, Inglaterra, Grécia, Portugal, França, Estados Unidos, Chile, Argentina, Republica Dominicana. É inegável que o ano de 2011 marca uma nova etapa para a atividade política da juventude e dos trabalhadores. O 15O será – em um único dia – a expressão da luta dos povos do norte da África, da juventude da Europa, dos descontentes e oprimidos de toda a América.

No Brasil, podemos fazer do 15O o momento de unificação das lutas ambientais, contra homofobia, pelos direitos das mulheres, contra a corrupção no esporte, em defesa da educação, entre tantas outras causas que têm despontado com mais ou menos força neste momento por aqui. É a oportunidade de unificar diversos movimentos, entidades e organizações sociais em luta no país. Onde cada movimento possa contribuir à sua maneira, reunindo atividades artísticas, demonstrações políticas, atos, marchas e toda a forma de expressar a indignação da juventude contra a atual situação política e econômica no país.

O PSOL sempre conectado às principais lutas internacionais e linha de frente nas principais lutas da juventude no Brasil também deve ser parte ativa na construção do Ato Mundial dos Indignados no dia 15 de Outubro.

* Nathalie Drumond é estudante de geografia na USP e dirigente nacional do movimento de juventude Juntos!

sábado, 3 de setembro de 2011

Grito dos Excluídos 2011 dia 07 de setembro em Manaus (AM)

Chegou o momento, tá na hora, de fazer valer nossa historia




Salve! Salve! 
Companheiras, 
Salve! Salve! Companheiros.
Chegou o momento, tá na hora, de fazer valer nossa historia. Somos lutadores e lutadoras resistentes da memória. O sonho é o projeto popular para Brasil para todos e todas nós.
Esse é o 17° Grito dos excluídos e excluídas vem com tema - “Pela vida grita a TERRA... Por direitos, todos nós!
O Grito dos Excluídos e das Excluídas é uma manifestação dos mais diversos movimentos sociais que lutam por justiça e igualdade. Este ano, traz como tema "Pela vida grita a TERRA. Por direito todos nós!"
Realizado desde 1995, sempre no dia 07 de setembro, o Grito é um espaço de manifestação popular por justiça, igualdade e dignidade. Uma mobilização popular para ecoar nossos gritos de denúncias e propagar um projeto popular para o Brasil que represente as necessidades e os anseios do nosso povo.
O Lema nos chama a discutir em caráter municipal, estadual, nacional e global. É necessário pensar em verdadeiras políticas públicas de inclusão, o grande desafio é passar de um modelo de exploração, que visa tirar o máximo de lucro da natureza e da força humana, a um novo modelo de cuidado, preservação e cultivo da vida, que prima pela convivência justa, solidária e fraterna, em relações de convivência com as demais formas de existência, permitindo que a Terra se converta numa fonte perene de vida. Prevalece a necessidade de apoiar e fortalecer todas as iniciativas populares que buscam reciclar e reorganizar a relação dos seres humanos com a biodiversidade do Planeta. Em nível global, somos convidados a uma rede de solidariedade, onde os direitos básicos dos seres humanos se complementam com políticas amplas e abrangentes de preservação e respeito ao meio ambiente, priorizando o desenvolvimento sustentável. A consciência da cidadania ganha dois aspectos inseparáveis: a soberania nacional, nas comemorações do Dia da Independência, não pode esquecer que somos antes de tudo cidadãos do planeta Terra.
Este ano caminharemos assim:
Concentração: às 15 horas ► Em frente a Stock Casa – av. Constantino Nery ► Temas/Responsáveis → Grandes Projetos para Amazônia (CIMI/CPT); Copa do Mundo e as implicações sociais para a cidade de Manaus (Comitê Popular Copa 2014 Manaus); Extermínio da Juventude (Pastoral da Juventude); Corrupção (Fórum de Combate a Corrupção) e Comarcas/Judiciário (CDH). O tempo de apresentação para cada tema ficou definido entre 5 a 10 minutos. Ficou definido que haverá uma Tribuna Aberta, quando haverá manifestação de movimentos e reivindicações localizadas, o tempo para o uso da tribuna será de 03 minutos.
Primeira Parada ► Em frente à Fechacon ► Tema/Responsável → Trabalho (Pastoral Operária).
Segunda Parada ► Em frente à quadra da Chapada ► Tema/Responsável → Moradia (Movimento Nacional de Luta pela Moradia – MNLM).
Terceira Parada ► Em frente ao hospital Eduardo Ribeiro ► Tema/Responsáveis → Saúde Mental (Pastoral da Saúde/Rogelio Casado).
Quarta Parada ► Em frente ao Vivaldão ► Tema/Responsáveis → Exploração sexual de crianças, jovens e mulheres e tráfico de mulheres (Fórum Permanente das Mulheres de Manaus – FPMM/Casa Mamãe Margarida e Pastoral do Menor)
Ato Final ► Área externa da arena Amadeu Teixeira ► Ato simbólico sob responsabilidade da coordenação.
Mais uma vez estaremos denunciando a situação de exploração da classe trabalhadora; a degradação do meio ambiente para privilegiar a ação do capital; a discriminação étnica, de gênero e de orientação sexual; a exploração sexual infanto-juvenil e o tráfico de mulheres; os graves problemas sociais de nossa cidade (transporte, abastecimento de água, educação, saúde, moradia...) e as implicações das obras da copa do mundo 2014 para a cidade e a população manauara.
Venha participe, anime, mobilize. Pinte suas faixas, afine seus gritos, leve suas bandeiras e vamos, nas ruas, construir um Brasil que represente os anseios do povo brasileiro. Vamos juntos e juntas participar!
Até o dia 07 de setembro no Grito dos Excluídos e das Excluídas.
Um forte abraço,
Francy Junior
Educadora da Recid-AM 
Sec. Operativa do FPMM
81867526/91596872