quarta-feira, 28 de abril de 2010

PASTORAL OPERÁRIA FAZ SEMINÁRIO NO DIA DO TRABALHADOR


SEMINÁRIO DA PASTORAL OPERÁRIA
CONVOCATÓRIA

O Primeiro de Maio é o dia de todos os trabalhadores e de todas as trabalhadoras, pois somos nós que construímos toda a riqueza do nosso país, por isso, a Coordenação da Pastoral Operária de Manaus, convida os Companheiros e as Companheiras para o Seminário TRABALHO E ECONOMIA: encruzilhadas, para onde queremos ir?

Data: 30 / 04 / 2010
Horário: das 19:00 às 22:00 horas
Local: Auditória Mãe Paula (CEFAM)
Endereço: Avenida Joaquim Nabuco, 1023 – Centro.

Participe e repasse aos seus contatos,

Amadeu Guedes
Contato: 9618-1362
Secretário da P.O. Manaus

terça-feira, 27 de abril de 2010

UMA OUTRA PROPOSTA É POSSíVEL




Por Elson de Melo
27 de abril de 2010

Recebo com alegria todos os comentários que chegaram até agora, minha maior alegria é saber que embora modesto, nessa luta nunca estamos sozinhos, passado dez dias do anuncio de uma possível candidatura minha ao Governo do Estado do Amazonas, tenho recebido muitos incentivos e até cobranças.

Hoje recebi um telefonema de um amigo parecendo surpreso com o resultado da enquete do Blog da Floresta que apresenta o seguinte resultado:

1º - Omar Aziz – PMN = 199 votos (43,2%);
2º - Serafim Corrêa – PSB = 131 votos (28,4%);
3º - Alfredo Nascimento – PR = 100 votos (21,7%);
4º - Elson Melo – PSOL = 16 votos (3,5%);
Brancos / nulos = 8 votos (17, %);
Indeciso = 7 votos (1,5%).

Embora a enquete não siga métodos científicos, surpreso quem ficou foi eu! Primeiro porque anunciei a possível candidatura há dez dias atrás, segundo 3.5% já é um bom começo, terceiro a perspectiva dos 16 votos pode ser realmente de transformação.

Como sou apenas um militante do PSOL, deixo para a Direção do Partido a decisão. No entanto, esclareço desde já, tenho mais de trinta anos de militância nos movimentos sociais, durante todo esse tempo ajudei a realizar os maiores movimentos da história da classe trabalhadora amazonense. Isso significa dizer que vamos cair em campo para mobilizar os trabalhadores, a juventude, os idosos, as crianças, homens e mulheres que desejam transformar o Amazonas, prospero e para todos.

OS COMENTÁRIOS
Esses comentários foram postados no Blog da Floresta. Blog Lucta social, blog Élson de Melo, apenas um por mensagem, vejam abaixo:

Meu grande amigo e camarada Elson Melo – por mensagem
Nem queria imaginar como fico feliz em ter recebido com muita honra esta tua candidatura.
Embora estando aqui em São Gabriel da Cachoeira não esqueci de minhas origens e, creia, terei muito a contribuir com esta candidatura.É hora, mais uma vez, de arregaçar as mangas e irmos à luta. Sempre. Você, mesmo sem saber, me deu motivações para algumas outras decisões que tenho que tomar em minha vida e segue como exemplo de que sempre valera a pena lutar. Não vamos desistir nunca!

Élson Melo 50, Virando a página da história! Por um Amazonas digno. Abraços socialistas do Carlão

1. 27-04-2010 09:58
A mudança começa com coragem... Blog da Floresta
O desejo de muitos é permanecer no anonimato, pois é muito simples ser pisado e se esconder com medo de ser pisado novamente o difícil é permanecer firme no que acredita mesmo que seja banalizado pelos seus próprios dito “amigo” é interessante o que acontece neste cenário por que não deixar o povo de lado no momento em que está sendo atacado agüentando a dor de ser pisado, mas com a esperança de se tornar uma peça importante na conquista de uma realidade melhor para até mesmo aqueles que o atacam ao invés de se unir a esta causa justa... Vai lá Elson já são dois e com certeza seremos mais neste ano... Francisco, Fátima, Johnny, Clara, Laila e Júnior estão contigo...
Visitante
Johnny

2. 20-04-2010 08:14
UM NOVO NOME CONTRA A VELHA POLÍTICA... Blog da floresta
A candidatura do Sindicalista, Élson de Melo ao governo do estado representa o contraponto ao grupo conservador que estará representado nas eleições com Alfredo Nascimento, Omar Aziz e Serafim Corrêa. Élson de Melo é de uma geração de ouro do movimento sindical, de uma época onde se fazia movimento sindical de verdade. Hoje é natural você vê os movimentos sindicais atrelados à prefeitura, ao governo do estado e até mesmo aos próprios patrões. Os eleitores que ainda acreditam que é possível fazer política com responsabilidade e com respeito ao dinheiro do contribuinte estarão representados na candidatura de Élson Melo ao governo do Estado. Assim como aqueles que acreditam que é possível transformar o Amazonas no Estado dos nossos sonhos.
Visitante
Alex Mendes

3. 20-04-2010 02:32
BREVE CONSIDERAÇÃO... Blog da Floresta
Ferreira e Curioso entendo vossas preocupações, afinal, a política em nosso Estado e no Brasil é muita desigual, porem, acreditem! Nós podemos somos capazes de transformar isso, vejam minha carta no Blog: elsondemelo.blogspot.com
Visitante
ELSON DE MEL

4. 19-04-2010 14:28
Auspicioso... Blog da Floresta
De montador na Philco a presidente dos metalúrgicos agora quer ser governador, vc.será pisado e esmagado lacrau. Mais tentar não custa nada.
Visitante
Ferreira
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5. 19-04-2010 12:17
MAIS UM... Blog da Floresta
Esse com toda certeza é mais um ASPONE, todo sindicalista só pensa em poder, ele deveria era está preocupado em resolver problemas da sua categoria e deixar o governo para LARAPIOS maiores e endinheirados, com o dinheiro do povinho da ZONA LESTE.

SERPAJ-Brasil disse... Blog Lucta Social
Elson de Melo, parabéns pela clareza da exposição, e também pela coragem de enfrentar tão grande e dura empreitada. Sua participação no pleito deste ano como candidato ao governo do Amazonas, vai dignificar e elevar o debate e certamente será a opção de muitos eleitores que já se encontravam desanimados sem ter em quem votar.Parabéns mais uma vez.
18 de abril de 201

Vera Dutra disse... Blog Élson de Melo
Elson conte com o apoio dessa humilde sindicalista, vamos lá!
19 de abril de 2010 13:30

Jjohnnysanderson disse... Blog Élson de Melo
Elson gosto do seu jeito arrojado ao comentar sobre os problemas de uma sociedade doente e que precisa de remédio com certeza vc não é remédio, mas é a pessoa que leva o ferido até o hospital sei de sua luta acompanho tudo desde que nasci e digo com toda certeza que estou empenhado em lhe ajudar nesta empreitada estou longe por hora, mas minha voz vai ecoar nesta amazonia que pertence a nós brasileiros e principalmente a nós moradores da amazônia os ditos amazonidas, todo te apoiamos Elson Boa Sorte e muito trabalho meu amigo este é apenas o começo de uma grande obra.....mas que alicerce já está bem feito....Johnny e família
27 de abril de 2010 06:17

PSOL INTERNACIONAL


BOLETIM ELETRÔNICO n˚2/2010


BOLÍVIA E MEIO AMBIENTE
“Os direitos humanos e os direitos da natureza são dois nomes da mesma dignidade ”
Por Eduardo Galeano

Oxalá sejamos capazes de levar adiante estas duas iniciativas do companheiro Evo, o Tribunal da Justiça Climática e o Referendo Mundial contra um sistema de poder fundado na guerra e no esbanjamento, que deprecia a vida humana e põe um termo final aos nossos bens terrenos . ......LEIA MAIS
www.internacionalpsol.wordpress.com
internacionalpsol@hotmail.com

Delegação do PSOL estará presente na Conferência de Cochabamba sobre Mudança Climática
Informe da Secretaria de Relações Internacionais ......LEIA MAIS
www.internacionalpsol.wordpress.com
internacionalpsol@hotmail.com

VENEZUELA O Armamentismo
Por Díaz Rangel

Já faz um tempo , seguramente desde que a Venezuela comprou fuzis Kalanishov da Rússia, que se fala de armamentismo na região e em particular em nosso país . Quem são os que falam? As vozes vêm quase todas dos Estados Unidos, se repetem em Bogotá e aqui , na oposição e em alguns meios de comunicação . O que se pretende é mostrar a Venezuela como um país beligerante , que está se armando até os dentes , que investe em armamento quando deveria fazer gastos sociais . Esta imagem é mundialmente difundida pela imprensa noticiosa internacional e multiplicada pela maioria dos meios de comunicação . Qual é a verdade? ......LEIA MAIS... LEIA MAIS
www.internacionalpsol.wordpress.com
internacionalpsol@hotmail.com

A ESQUERDA NO MUNDO


Fundação Lauro Campos - Socialismo e Liberdade
Para inserir ou remover o seu e-mail:
www.socialismo.org.br/portal/informativo

Congresso caamanhista: Surge uma "Nova Esquerda" na República Dominicana
Pedro Fuentes

Entre os dias 24 e 25 de Abril se realizará em Santo Domingo, capital da República Dominicana, o Congresso da Nova Esquerda Caamanhista. O PSOL, através da Secretaria de Relações Internacionais, estará presente nesse evento. O nome é simbólico: Francisco Caamaño Deñó foi um coronel que esteve à frente de uma revolução para restituir Juan Bosch, o primeiro presidente constitucional depois da ditadura de Rafael Trujillo, na presidência. Bosch fora derrocado por militares apoiados pelos Estados Unidos.
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Hidrelétrica no Xingu: o trem fantasma e o chabu
Oswaldo Sevá


O projeto da mega-usina hidrelétrica é bem chamado de Belo Monstro pela garotada de Altamira, pelos ribeirinhos índios e não índios do Xingu paraense e por alguns de nós adultos brancos ainda combatentes da ditadura e da destruição movida pelo capital. Vai se confirmando o que eu escrevo há anos: mentira em cima de mentira, um dia pode desabar. O propagandista nazista Goebbels dizia que a mentira sempre repetida torna-se verdade. Mas nem sempre ele acerta.
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VEJA muda posição, defende Serra e... Dilma
Hamilton Octavio de Souza


A capa da revista é a cara do José Serra, recém lançado candidato do PSDB, DEM e PPS para a Presidência da República. Mas o editorial da revista faz questão de explicar que, da mesma forma, quando o Congresso Nacional do PT sacramentou Dilma Rousseff como candidata, a Veja a colocou na capa e fez matéria com ela.
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MST ocupa sedes do Incra em seis estados e em Brasília
MST

O MST ocupou a sede nacional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Brasília, e mais as superintendências em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Piauí e Paraíba, nesta segunda-feira (19/4), na Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária. O movimento mantém ocupada também a sede do Incra em Pernambuco, desde sábado.
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Tributação desigual e miséria, saldos da hegemonia neoliberal
Hideyo Saito


Sistemas tributários favoráveis aos ricos são herança da fase de hegemonia neoliberal no mundo, consolidada a partir do final dos anos 1970. Houve ampliação do fosso entre ricos e pobres e aumentou a miséria e a fome no mundo, em pleno século XXI, quando a humanidade dispõe de meios técnicos e recursos para erradicá-las definitivamente. É o mundo do "capitalismo puro", forjado pelo neoliberalismo em ação.
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Uma nota sobre o cretinismo "internético"
Atilio A. Boron


Tornou-se lugar comum crer que a Internet é o âmbito por excelência da liberdade em nosso tempo. Muitíssima gente, e não poucos teóricos, sustentam que se trata de un espaço libérrimo, no qual as antigas restrições que o papel impresso impunha à produção e circulação das ideias ficaram definitivamente superadas. Basta ler algumas passagens do livro de Hardt e Negri, Império; ou os três tomos de Manuel Castells, A Idade da Informação: Economia, Sociedade e Cultura, para apreciar a profundidade e as ramificações desta crença.
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Historiador Eric Hobsbawm aponta questões cruciais do século 21
New Left Review


Aos 92 anos, o historiador britânico Eric Hobsbawm continua um feroz crítico da prevalência do modelo político-econômico dos EUA. Para ele, o presidente americano Barack Obama, ao lidar com as consequências da crise econômica, desperdiçou a chance de construir maneiras mais eficazes de superá-la. "Podemos desejar sucesso a Obama, mas acho que as perspectivas não são tremendamente encorajadoras", diz, na entrevista abaixo. "A tentativa dos EUA de exercer a hegemonia global vem fracassando de modo muito visível."
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Chomsky: o que está em jogo na questão do Irã
David Goessmann e Fabian Scheidler


Em entrevista à publicação alemã Freitag, Noam Chomsky fala da pressão dos EUA e de Israel sobre o Irã e seu significado geopolítico. "O Irã é percebido como uma ameaça porque não obedeceu às ordens dos Estados Unidos. Militarmente essa ameaça é irrelevante. Esse país não se comportou agressivamente fora de suas fronteiras durante séculos. Israel invadiu o Líbano, com o beneplácito e a ajuda dos EUA, até cinco vezes em trinta anos. O Irã não fez nada parecido", afirma.
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Assassinam o sétimo jornalista este ano em Honduras
PL

O jornalista hondurenho Georgino Orellana, da televisão de San Pedro Sula, foi assassinado ns últimas horas, em meio a uma onda de violência que já custou a vida este ano a sete profissionais da imprensa. Orellana, de 48 anos, recebeu um tiro na cabeça quando saía de seu trabalho, após concluir um programa noticioso.
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Outra vez eleições em Cuba?
Juan Marrero


Para algumas pessoas no mundo deve ter soado um pouco estranho o anúncio do Conselho de Estado da República de Cuba de que no domingo 25 de Abril se efectuarão as eleições para delegados às 169 Assembleias Municipais do Poder Popular. Cuba entra no seu décimo terceiro processo eleitoral desde 1976 com a participação entusiasta e responsável de todos os cidadãos com mais de 16 anos de idade. Nesta ocasião são eleições parciais.
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domingo, 25 de abril de 2010

O PT E AS PRATICAS DAS INSTITUÇÕES TOTAIS




“Quem não tem projeto
marcha à sombra
do outro”.
- NCPAM


A frase destacada acima, exemplifica não só o comportamento do PT, ela tem a ver com a oposição no Amazonas. O reflexo dessa falta de projeto é o constante flerte dos ditos políticos de oposição com os que estão no poder, Parecem que estão na prateleira prontos para serem embalados e depois consumidos – uma mercadoria etiquetada com preço e prazo de vencimento!

Nós militantes da esquerda socialista, temos um grande compromisso nessa eleição de outubro, apresentar um projeto capaz de empolgar nossa população. Não estou falando de projeto mirabolante, dogmático, inconseqüente. Nosso Estado é muito grande para pensamento pequeno, falo de um projeto cuja base fundamental é a prosperidade do povo amazonense, tendo como alicerce a manutenção da Zona franca de Manaus, a produção de Alimentos orgânicos de origem animal como peixe e vegetal, otimização do orçamento público visando garantir serviços de qualidade, salários e logística para o interior.

Como filiado do PSOL, dedico o texto abaixo, aos meus camaradas de Partido e a todos os militantes da esquerda socialista, como base para uma reflexão sobre os destinos desse segmento político em nosso Estado, entendo que o exemplo do PT, mostra com clareza a vala comum que as oligarquias pretendem para o futuro da política no Amazonas e no Brasil.

Comentário

Elson de Melo - Sindicalista


O PT E AS PRATICAS DAS INSTUIÇÕES TOTAIS
NCPAM – 24/04/2010 - Sábado

Uma instituição total assemelha-se a uma escola de boas maneiras, mas pouco refinada. Gostaria de comentar dois aspectos dessa tendência para multiplicação de regras ativamente impostas. (Goffman)

As práticas políticas provocam nos seus intérpretes múltiplas representações às vezes para explicar ou para confundir determinadas opções partidárias manifesta pelo comportamento de suas lideranças. A prática do PT não é diferente.

Por ordem do “companheiro Lula” o PT nacional bateu martelo em favor de um palanque único em todo território nacional. No norte do Brasil, o cumprimento dessa ordem está difícil de ser operacionalizada e cumprida devida as relações oligárquicas regionais e, sobretudo, pelo compromisso que o partido assumiu com tais lideranças, inclusive, participando não só das eleições, mas da própria máquina administrativa dos candidatos eleitos.

Nada contra. No entanto, o PT no Amazonas até hoje, não se constituiu como um partido de densidade eleitoral construindo um projeto próprio de poder. Ao contrário, o partido tem servido de escada para eleger candidatos que até pouco tempo eram espúrios as alianças da classe trabalhadora. O novo foco do partido tem sido as massas, o que minimiza seu viés ideológico em proveito das benesses do poder. No Amazonas, está comprovado que a vitória estrondosa do “companheiro Lula” não foi mérito do seu partido. Sua aceitação popular também não. O PT no Estado pouco ou quase nada tem feito para merecer da Direção Nacional respeito e confiança. A presença do José Dirceu por essas paragens é prova inconteste de que os dirigentes locais são inconfiáveis e oportunistas.

Mas, a ordem é construir um palanque único. E como o PT no Amazonas não tem projeto de poder, bem diferente dos dirigentes que pretendem continuar mamando nas tetas do governo, o seu comportamento tem sido reprovável pela Direção Nacional.

Por isso, impera o torniquete político como instrumento real e objetivo para asfixiar os arrivistas que por vezes instrumentalizaram o partido e de forma vacilantes descuidaram de investir em candidatura própria tanto para o parlamento como para o executivo municipal e estadual.

Ademais, a ordem do dia da Direção Nacional torna-se lei no Amazonas porque o partido não tem capital eleitoral para contrapor o mando. E, assim como a tendência dominante transformou o PT no partido de massa irá também, conceituar sua agremiação pelos ditames do centralismo democrático, primando por resultados quantitativos eleitorais. É a velha regra: quem não tem projeto marcha à sombra do outro.

No entanto, a institucionalização do palanque único, embora esteja respaldado no mando de campo do “companheiro Lula” pode implodir o PT, transformando-o num meteoro perdido no universo eleitoral pronto a desabar, causando graves danos na candidatura majoritária do partido.

Pior do que o palanque único é a prática política fundada no pensamento único - “onde não se pensa, faz” - convertendo seus militantes em tarefeiros do comando dirigente. Dessa feita, imobiliza e reduz o partido no autoritarismo das instituições totais.

sábado, 24 de abril de 2010

A SAIDA É PELA ESQUERDA


ESQUERDA SOCIALISTA NO AMAZONAS
O que fazer?
Por – Élson de Melo
- 23/04/2010.

A Esquerda Socialista não governamental, no Amazonas representado pelos Partidos PSOL, PSTU e PCB, parece que vão caminhar novamente separados. A impressão que os desavisados têm é que falta humildade ou é pura vaidade.

Na verdade essa pratica é um avanço no movimento socialista contemporâneo, por longo período os socialistas eram adeptos do Partido Único. Os articulistas do capital condenavam ferozmente esse comportamento. Hoje esses mesmos abutres, destilam seu veneno quando saímos separadamente nos pleitos eleitorais.

Na realidade, o que nos leva a sairmos pulverizados nesses eventos, são fatores relevantes quanto a táticas conjunturais, e isso não é privilegio nosso. Os Partidos burgueses como: PT, PSDB, PMDB... Convive com esse mesmo dilema, a diferença que entre eles as controvérsias são resolvidas pelo dinheiro ou por imposição dos seus Cardeais.

O que acho razoável nessa conjuntura é que independente de sairmos separadamente, a esquerda tem uma tarefa relevante para comunicar ao povo amazonense. Ou seja, incluir na agenda do Estado a Prosperidade como fator de distribuição das riquezas que produzimos. A prosperidade que defendemos para todo o povo está constituída de Escola de qualidade, Saúde plena, Habitação, Terra legalizada, Alimentação sadia, Segurança pública, Logística para o setor primário, Emprego e Renda.

As candidaturas postas pelos Partidos da oligarquia local, representam o que há de mais perverso para o desenvolvimento social e econômico do nosso povo. O principal interesse desse grupo que digladiam entre eles é abocanhar o maior e único orçamento que o Amazonas terá nos próximos quatro anos.

A infra-estrutura exigida para a realização da Copa de 2014 aqui em Manaus, vai por um lado impulsionar a oferta de emprego na cidade, por outro lado, o interior corre serio risco de experimenta os quatros piores anos de sua historia, como vem acontecendo a mais de quarenta anos.

Somente a esquerda socialista saberá transformar esse momento especial para a economia local em Prosperidade para todos os Amazonenses. As candidaturas dos partidos da oligarquia, na verdade, vão aumentar sua fortuna à custa do erário público.

Dentro dessa visão conjuntural, entendo que a esquerda socialista, busque pactuar com os trabalhadores amazonenses três grandes eixos de ação para vencermos essa eleição. Que são: 1º - Defesa intransigente do modelo Zona Franca de Manaus. 2º - Produção de alimentos orgânicos de origem vegetal, animal e pescado em larga escala. 3º - Dinamizar os recursos orçamentários da Copa 2014, visando a garantir emprego de qualidade para os trabalhadores, dentro de uma política que combine melhores salários e combate a precarização da mão de obra.

domingo, 18 de abril de 2010

DECLARAÇÃO AO POVO DO AMAZONAS


Há séculos o Amazonas é governado por uma casta de déspotas que praticam de todo tipo de falcatruas para manterem nosso povo convivendo com a miséria, a infelicidade e falta de prosperidade. Nossos ancestrais representados por Ajuricaba vêm mantendo uma luta inglória contra essa oligarquia perversa e criminosa que infelicita gerações de homens e mulheres de bem do nosso estado.

Com raríssimas exceções das quais destaco o valente cacique Ajuricaba, Ribeiro Júnior e mais recente, Evandro Carreira e Aloysio Nogueira, os dois últimos políticos quase esquecidos e ignorados no atual cenário político do Estado, ainda tem muito a contribuir com os destinos do nosso povo. Mantendo suas carências e convicções, alinham-se ao que há de mais lúcido na política brasileira representado no PSOL, Partido que escolheram para continuar suas tarefas de lutas pela transformação dessa realidade.

Encorajado pelo mais profundo exemplo de coerência e persistências desses ilustres lutadores sociais e, atendendo a um apelo de inúmeros queridos camaradas, na sua grande maioria militantes anônimos do movimento social, que desejam incessantemente apresentar ao nosso povo uma alternativa de poder local, voltado para inclusão da prosperidade como destino real aos filhos e habitantes dessa terra. Declaro através deste texto que, aceito a candidatura ao Governo do Estado pelo PSOL a Eleição de outubro de 2010.

O desafio dessa empreitada é muito grande e significativo para os rumos que a política amazonense precisa inaugurar nessas eleições. O eleitor está cansado dos políticos que a cada eleição se apresentam com companhias e caras diferentes, uma promiscuidade política das mais nojentas, os que ontem eram inimigos mortais, hoje pousam como amigos inseparáveis ou irmãos siameses. Das duas uma, ou são mentirosos, ou estão, maus intencionados.

Romper com essa forma de fazer política e construir um novo e promissor caminho de prosperidade a todos os amazonenses é nossa missão nesse processo eleitoral. Faço parte de uma geração que acredita na transformação social, que deseja e luta por uma sociedade justa, solidária onde todos possam ser muitos felizes, uma geração de homens e mulheres de luta, que não teme os desafios e que acredita na vitória!

Quando a necessidade me empurrou da minha querida comunidade Nova Amazonas na costa do Jurupari no Município de Urucurituba, para tornar-me operário do Distrito Industrial de Manaus, minha determinação foi decisiva para vencer todos os percalços que a vida na cidade grande impõe aos que aqui chegam. Dedico este momento aos meus companheiros Trabalhadores Metalúrgicos e Oleiros, categorias que souberam entender nossa luta como Dirigente do movimento sindical e do Sindicato que os representam. Aos meus pais Sr. Raimundo Lima e Sra. Elzira de Melo, ele ainda vivo pronto para nos apoiar, ela infelizmente já falecida, mas, torcendo lá do alto pelo nosso sucesso. Foram eles que ensinaram esse caboclinho, que o maior valor do ser humano está configurado no seu caráter.

Ainda lá no Novo Amazonas, conheci o sofrimento do nosso povo ribeirinho, que habitam os rios, lagos, paranás, furos e igarapés, das várzeas e terras firmes, aprendi a pescar cultivar a terra plantando juta, malva, mandioca, caçar e cuidar do gado. Testemunhei a fartura, como, experimentei a falta da presença do Estado em nossas comunidades, negando aquele povo o direito a escola, saúde e vida digna. Nossa população ribeirinha vive em comunhão com os vizinhos, a solidariedade é a principal forma de organização do trabalho através do puxirum.

Na cidade, nossa experiência começa com a prestação do serviço militar como recruta do Exercito Brasileiro, depois como trabalhador da indústria da Construção Civil, posteriormente como operário do Distrito Industrial. A igreja católica foi responsável pela minha formação política e de cidadania, participando do Grupo de Jovens no Bairro do Coroado, das Pastorais da Juventude e Operária, conheci o caminho para o Sindicalismo e a participação política dentro do Partido Político.

Participei da fundação do Partido dos Trabalhadores – PT, chegando a presidir o seu Diretório Municipal de Manaus, ajudamos ainda, na fundação da Central Única dos Trabalhadores – CUT, entidade que presidi por um mandato. No inicio da década de 80 junto de valorosos companheiros conquistamos a Direção do Sindicato dos Metalúrgicos elegendo o maior líder operário do nosso tempo no Estado do Amazonas, falo de Ricardo Morais que mais tarde chegou a ser eleito Deputado Federal.

O resultado dessa luta ficou marcado, pelos dois maiores movimentos grevistas que o Amazonas testemunhou nos anos de 1985 e 1986 do século passado. Hoje, sou Secretário da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores e presido o Sindicato dos Oleiros. Calejado de lutar por resultados imediatos e paliativos, estou convencido que só garantimos uma melhor qualidade de vida para a maioria da população através de um governo com sensibilidade social e comprometido com as causas dos que produzem a riqueza do nosso Estado.

Dessa forma, ofereço o meu compromisso social e disposição de luta ao inteiro dispor do PSOL e da população do meu Estado, para enfrentar com responsabilidade, equilíbrio e muita garra, os arranjos velhacos dos políticos tradicionais, que, como afirmam o noticiário da imprensa local, estão mais preocupados com seu futuro político, do que, com, perspectiva da população sofrida que só é lembrada por eles a cada quatro anos em época das eleições.

Nossa vitória começa agora, nosso compromisso é um governo ético, justo, sensível aos apelos populares, autônomo em relação às elites oligarquias, uma administração planejada e responsável, cuja prioridade é a melhoria da qualidade de vida e o restauro da dignidade humana do nosso povo. Que venham eles com a enxurrada de dinheiro subtraído dos cofres públicos. Nós vamos como a piracema, arribando em direção a felicidade plena e um Estado que veja nossa população como protagonista do seu próprio destino. Somos a pororoca que vai surpreender nessa eleição!

Elson de Melo – Sindicalista

OPINIÃO: VOTAR OU AGIR





Selecionei este texto de Manuel Batista, direcionado a época para o povo português, apenas para fazermos um paralelo entre a nossa realidade de brasileiros do terceiro mundo e a realidade do povo que nos colonizou. Qualquer semelhança, a culpa é somente do capitalismo, cuja perversidade é a mesma em todo o mundo. Portanto nossa luta é internacional!

Élson de Melo ~Sindicalista

Nestas alturas, somos sujeitos a doses massivas de propaganda político-partidária, em que esgrimem (pseudo) argumentos, como se fossem realmente um fator sério de discussão. O princípio de «discussão» é exatamente o mesmo que nas apostas em corridas de cavalos: é «fé» de alguém, que o partido X tem mais capacidade para «ganhar», por isto e por aquilo. Ou de que os partidos Y e Z irão subir (ou descer) por isto e aqueloutro.

É ESTE O NÍVEL GERAL DAS CONVERSAS, ENFADONHAS, DESTITUÍDAS DE QUALQUER PERSPECTIVA CÍVICA.

Mesmo alguém que adere a este sistema, que tem arreigada crença nesta «democracia» parlamentar, não pode deixar de ficar consternado com o baixíssimo nível das discussões públicas, com a polarização destas em torno de questões secundárias, nem pondo sequer em cima da mesa muitos ou a quase totalidade dos pontos importantes dos programas eleitorais respectivos.

Esta forma de fazer política nutre-se e pretende manter a incultura ao longo de mais de 30 anos de regime dito «democrático». Mas há uma outra razão para este lamentável espetáculo. É que estes se apresentam como salvadores da pátria: o auto-convencimento da sua superioridade moral, intelectual, sobre os adversários e sobre o povo, que é desprezado, seja qual for o partido; esteja ele em sondagens muito bem colocado ou «no fim da tabela». Os eleitores apenas têm de «se consciencializar» de que realmente eles são os tais salvadores da pátria. Esta fantochada eleitoral, para lhe dar o nome que merece, é mais grotesca que noutros países de regime semelhante, mas o ponto fulcral é sempre o mesmo; as eleições são umas ilusões de que o povo tem uma palavra a dizer, de que o «voto» vai mudar algo de substancial nas nossas vidas.

O voto e o sistema eleitoral instituído são apenas dispositivos de manutenção do Estado e do regime. Este, por sua vez, é que permite os negócios, permite a exploração, permite que os capitalistas encham os bolsos, sempre ao abrigo de «crises» por eles próprios fabricadas, mas cujas consequências vão ser para os trabalhadores, a braços com mais desemprego, mais precariedade, menores recursos vitais, maior aumento da pobreza, maior exploração, maior exclusão social.


Porém, como o voto e a partidocracia são feitos para dividir os trabalhadores, para pôr uns contra os outros os explorados, eu não aconselho o voto ou não voto. Não aconselho ninguém a fazer como eu e nem irei divulgar publicamente o que irei fazer. Não que tivesse algum receio de o fazer. Mas sinto que é condição para nos entendermos todos/as, trabalhadores/as após esta loucura coletiva.


Vamos construindo pacientemente uma aliança de classe, entendida como Frente única, social, baseada em reivindicações comuns, em lutas organizadas desde a base, em uma multiplicidade de iniciativas dos próprios interessados, para tentarem obter satisfação nas suas legítimas aspirações. É o princípio da ação direta ou não mediada, por oposição ao princípio do «representante», ou seja, daquele que decide «em teu nome», ou - mais exatamente - que te rouba o poder de decisão.


Agir, portanto, sabendo nós o que queremos e como o queremos. Essa deve ser sempre a nossa meta imediata se quisermos constituir alicerces e tijolos da construção de um socialismo desde as bases, um socialismo autêntico, que não terá que ir buscar modelo a grotescos regimes ditatoriais do passado e presente, que apenas foram (são) capitalismo de estado.


Manuel Baptista
Publicada por Luta Social em
Etiquetas: acção directa, eleições, financiamento partidos, frente única

sexta-feira, 16 de abril de 2010

GRITO DOS EXCLUÍDOS/AS 2010


Salve! Salve!
Articuladores, Articuladoras,
Lutadores e Lutadoras do povo,

Os que acreditam, incentivam e animam o Grito dos/as Excluídos/as, pelos rincões dessa Manaus! Os que acreditam que só com muita organização, união e ações coletivas venceremos!
Mais um ano. Vamos às ruas, vamos levantar nossas bandeiras, gritar no dia 07 de setembro-“Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular”. Vida em Primeiro lugar.

A 16ª edição do Grito será marcada por duas forças motrizes: a vida e os direitos, por um lado, e a participação no Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, por outro. De uma parte, destacou-se a violência que vem exterminando a juventude brasileira, tirando a inocências das crianças e mutilando as mulheres; a Campanha da Fraternidade deste ano; o processo eleitoral, centrando a discussão em critérios éticos para a construção de uma democracia popular.

A idéia é fazer a sociedade brasileira se pronunciar sobre o Limite da Propriedade da Terra, e extrair a informação de que uma parcela consistente da população não aceita mais o latifúndio.
Na prática, o plebiscito poderá se reverter num projeto de emenda constitucional para incluir um inciso no artigo 186 da Constituição.

Este novo inciso limitaria a propriedade privada de terra no país a 35 módulos fiscais, sendo que tudo que passasse disto seria incorporado ao patrimônio público.

O tamanho dos módulos fiscais varia em cada município brasileiro de acordo com diversos fatores como tipo de exploração predominante no município e conceito de propriedade familiar na região.
Onde estão nossos direitos? Do Trabalho, da Justiça e da Vida!

Vida em primeiro lugar! Agora, mais do que nunca, estes gritos estão ecoando por todo o Brasil. O Grito apela também para defender nossa terra, nossa cultura, nosso conhecimento ancestral, e lutar para as alternativas que surgem a partir de nossos movimentos, como opções reais para a transformação social que a humanidade necessita urgentemente.

Como todos os anos, vamos preparar os pré-gritos e o grito 2010. Para isso temos que nos reunir, organizar e avançar.

Dia: 21/04/2010
Local: CEFAM – Centro de formação da arquidiocese de Manaus – Avenida Joaquim Nabuco, 1023 – Centro.
Horário: 9:00h as 13:00h

Aguardamos todos e todas
Francy Junior
Equipe Cáritas Manaus
Séc. Operativa do Grito dos Excluídos e Excluídas
Séc. Operativa do FPMM

quinta-feira, 15 de abril de 2010

EVANDRO CARREIRA É OURO DO MUNDO


Medalha de Ouro esquecida.


O ex-senador Evandro Carreira foi agraciado com a Medalha de Ouro Cidade de Manaus, por intermédio de uma propositura de autoria do vereador Massami Miki, ‘em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à causa bioecológica da Amazônia e ao despertar da consciência ambiental no Município de Manaus’. A promulgação do Projeto de Decreto Legislativo foi publicada no Diário Oficial do Município, do dia 14 de novembro de 2007 e assinada pelo então presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Leonel Feitoza.



Acontece que até a presente data, depois de quase três anos, o agraciado ainda não foi chamado à sede do Poder Legislativo Municipal para receber a sua justa homenagem. O eternamente senador Evandro Carreira tem 83 anos e seria muito importante que fosse condecorado pelos vereadores de Manaus, pois ele é um cidadão do mundo, estudado e reconhecido pelas classes acadêmicas, tendo participado do filme ‘Terceiro Milênio’, realizado pela Televisão Alemã e traduzido em 26 idiomas – em português, pela Vídeo Globo. O advogado Evandro das Neves Carreira nasceu em Alvarães, município do Amazonas, foi vereador em Manaus, eleito em 1959 e reeleito em 1963 e Senador da República em 1974, tendo exercido o mandato por 8 anos. Amazonólogo, expositor e conferencista sobre a temática amazônica em seminários, ciclos de debates, conferências e simpósios em Universidades, Diretórios Estudantis e outros organismos. Em 1981 proferiu palestras na Escola Superior de Guerra dos E.U.A., National Defense University e National War College - Forte Mc Mer, Washington, D.C.



A sua principal obra, Recado Amazônico, foi publicada em 10 volumes pelo Senado Federal, onde está inserida suas atividades como Senador da República pelo Amazonas e a genial afirmação que se constituiu um verdadeiro axioma: A Vocação Hidrohelio-Fitozoológica da Amazônia, valendo todos os corolários que decorrem deste axioma, como soem ser as vocações varzeana, ictiológica, ribeirinha, hidroviária, extrativista, fotossintética e pomicultora.



De acordo com a justificativa que acompanha o projeto de Massami Miki, há 40 anos, antes da onda ecológica, Evandro Carreira condenou a implantação de modelos convencionais de desenvolvimento e preconizou a adoção de outro, diferente, respeitador do meio ambiente e adaptado às nossas condições naturais. À época, a tese soava estapafúrdia, porque na cabeça de quase todos, aqui o interior se desenvolveria com a substituição da floresta pela agropecuária de grande porte.



Portanto, quando ainda não se falava em ecologia, Evandro Carreira já defendia essa tese. Ele estava quase meio século à frente das pessoas normais porque enxergava o futuro com sua visão privilegiada pela natureza e abençoada por Deus. É por isso que o nosso povo tem o maior carinho e respeito por este ‘ícone da floresta’ que luta em defesa da biodiversidade amazônica. O seu reconhecimento com a Medalha de Ouro por parte deste Legislativo é uma questão de justiça, pois ele é a prata da casa que o mundo reverencia.



Vereador Mário Frota.

Líder do PDT na CMMPresidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM



Para conhecer mais sobre Evandro Carreira:



Postado por MÁRIO FROTA EM AÇÃO às 11:39

segunda-feira, 12 de abril de 2010

MENOS CAMARADAS!

Por Elson de Melo
Manaus,12/04/2010

Enquanto PT e PSDB preparam gigantescos banquetes para seus candidatos, o PSOL é arrastado pela sua própria incompetência junto com as enxurradas que devastaram o Rio de Janeiro nos últimos dias. Depois de sábado, fiquei a procura qual termo usar para qualificar tamanha discrepância, fiz uma verdadeira tempestade de idéias para escolher um, não consegui. Então resolvi elencar todas e, quem quiser adote uma, então vamos a elas: basbaquice, idiotice, tolice, maluquice, burrice, canalhice...

A infinidade de termos que se possa relacionar é muito pouco diante do ridículo papel que as mais de quinze facções protagonizaram durante o processo de escolha do nosso candidato a Presidente da Republica. É preciso um estomago de urubu para não sentir náuseas diante desse comportamento fétido que a Direção Nacional do Partido borrifou na cara dos militantes e na consciência dos eleitores brasileiros.

Não vejo nada de positivo no comportamento dos partidários de Plínio, Babá e Martiniano. Não é a honra de nenhum desses grupelhos que está em jogo. É a estrada que até o presente momento os lutadores do socialismo construíram que começa a ser interrompida, pela falta de um verdadeiro e responsável compromisso de quem se reveste de Direção do Movimento Socialista e se comporta como se estivesse dirigindo o seu clube de amigos ou de apaniguados.

“Hei de endurecer, porém, perder a ternura jamais!”

Thê, não declarou em vão essa celebre frase, é o retrato falado de um lutador revolucionário, é a maior declaração de principio que os socialistas não devem esquecer jamais. É com essa esperança que chamo ao bom censo os dirigentes das correntes interna do PSOL, o que foi feito está feito, no entanto, ainda a tempo de corrigir, sem o que é melhor não entrarmos em campo para jogar uma partida sem o time estár completo.

É hora de apaziguar os ânimos, colocar a cabeça no lugar, refletir além dos objetivos particular do seu grupo, só assim é possível fazer auto-critica e constatar, o quanto poderia ser diferente o nosso caminhar, de como é fácil os iguais se comporem, e, como é importante a união dos verdadeiros lutadores socialistas para enfrentar o julgo do capital. Se você faz parte desse time, então renuncie a intolerância, a prepotência, a vaidade. Busque construir a unidade do movimento e do PSOL.

Camaradas filiados ao PSOL, não importa a qual agrupamento interno você pertença, entendam pelo amor a luta histórica dos trabalhadores que, nós não somos maiores nem menores que o Partido, nós somos o PSOL! A paridade de compromisso é para todos nós. O socialismo não é obra desses ou daqueles dirigentes, só o esforço coletivo nosso é capaz de construir ou destruir essa nova sociedade.

Confesso que tentei passar ao lado dessa contenda, contudo, seria omisso se não contribuísse dando a minha opinião, ou mesmo fazer esse desabafo. Aceitar calado as injustiças ou mesmo os equívocos seja lá de quem for, não faz parte do meu caráter, meu compromisso com a luta pelo socialismo está acima das particularidades de grupos.

Élson de Melo – Sindicalista

Declaração da maioria dos delegados eleitos a III Conferência Eleitoral do PSOL


A presidente nacional do Partido Socialismo e Liberdade-PSOL, Heloísa Helena, reunida com 90 delegados nacionais eleitos à III Conferência Nacional Eleitoral e 12 (doze) presidentes de Diretórios Estaduais no auditório do SINDSPREV-RJ (Rua Joaquin Silva n. 98), na cidade do Rio de Janeiro informa à todos os militantes do partido:

Reunimo-nos num momento trágico para o Rio de Janeiro e o Brasil. As mortes por inundações e deslizamentos decorrentes da última chuva e da falta de compromisso com políticas públicas provocou mais de 200 mortes confirmadas até agora. Hoje foi o Rio de Janeiro, ontem São Paulo. Até quando seguirão as tragédias? Não se trata de problemas locais, mas sim da expressão de um grave problema nacional que vive nosso país. Frente aos governantes e políticos que produzem a idéia de que o país está em pleno progresso, eis os progressos: as tragédias de vidas humanas que não podem ser explicadas somente por razões climáticas. Como sempre, os mais pobres, os moradores das favelas, que compõem mais de 30% da população, pagam a conta com suas próprias vidas. Assim é o Brasil hoje, aqui o progresso é da desigualdade, com o enriquecimento desproporcional de um punhado de banqueiros, uma minoria de latifundiários e grandes burgueses que representam menos de 10% da população e detém 75% da riqueza nacional. O governo federal de PT, o governo do PMDB no Rio, o Governo de Serra em São Paulo são co-responsáveis por está situação. A aterradora notícia que o dinheiro público no Rio foi desviado do investimento urbano nas favelas, onde se concentra o maior número de mortos, mostra uma vez mais que eles governam para os interesses econômicos e para ampliar suas fortunas pessoais.

Do lado dos despossuídos está o PSOL, que vem lutando contra a falácia da corrupção, contra o projeto nacional do PT e do PSDB, responsáveis pelo governo dos ricos. Por isso, o PSOL se reafirma e se postula hoje como uma nova alternativa para um outro Brasil, e irá a estas eleições demonstrar que um futuro justo ao país depende de uma nova política, que ponha fim aos esquemas de corrupção e ao sistema de desigualdades sociais estruturais. O PSOL acredita que o povo brasileiro, através de suas experiências, algumas trágicas como esta, e com sua mobilização irá compreender que o Brasil necessita de outro modelo de governo e sociedade. O PSOL tem lado, o lado do povo!

Dois projetos políticos em embate

O PSOL realizou um intenso debate interno para eleger o seu candidato a presidente. Por trás dos nomes que polarizaram a disputa, Martiniano Cavalcante e Plínio de Arruda Sampaio, há a expressão de importantes diferenças políticas.

O PSOL foi fundado por meio de um consenso comum: que um partido socialista e democrático não se faz sem embates políticos e ideológicos, ou sem respeito aos blocos e correntes internas que representam essas diferenças. Estiveram e estão em embate dois projetos de partido. Nosso bloco defendeu em todos estes meses de debate na base partidária as idéias centrais sobre as quais foi fundado o PSOL em 2004. Um partido socialista e democrático, aberto, que dialogue com amplos setores das massas, e busque mobilizá-las. Um partido que dispute as consciências através de consignas que respondam às necessidades mais sentidas pelo povo, para assim ser um pólo alternativo diante da falsa polarização entre PT e PSDB. Um partido para a ação, que tem como principal expressão pública a companheira Heloísa Helena, com quem o PSOL alcança 7 milhões de votos em 2006, que foi em 2008 a vereadora mais votada na história do país, e que agora disputa uma vaga no Senado por Alagoas contra a máfia de Renan Calheiros e Collor de Melo. O outro bloco defendeu que o eixo central que deve adotar o PSOL é o eixo da auto-proclamação do socialismo. Dessa maneira, se criou uma outra concepção para o partido, que aponta para um partido restrito a pequenos círculos da vanguarda donos da verdade, distante das reais preocupações cotidianas das massas, e essencialmente propagandista. Nosso bloco saiu vitorioso desse embate, no qual participaram cerca de 10,5 mil filiados, dos quais cerca de 5,5 mil apoiaram nossas propostas. Não foi por acaso. Não só porque percorremos quase todas as Plenárias Municipais esclarecendo nossa política para o PSOL, mas também porque a maioria dos nossos militantes quer um partido que se construa com influência de massas, como uma alternativa concreta de poder, um partido que vá além de seletos grupos “esclarecidos”.

Dois métodos frente ao PSOL

Enquanto nós percorremos o país e fomos a todas as Plenárias, o outro bloco não apareceu para acompanhar e disputar as reuniões dos militantes nos Estados do Acre e de Roraima, optando por impugnar diretamente estas delegações, anulando o voto democrático de centenas de militantes, impugnações sem amparo nas normas legais da conferência. Um desses estados, ao lado da Venezuela bolivariana, e outro junto da Bolívia, país aonde a maioria indígena do país chegou ao poder. Além disso, puseram subjudice outras Plenárias Brasil afora que foram realizadas de acordo com as normas regimentais. Criaram um adendo ao regulamento, o Termo Aditivo, e pretenderam aplicá-lo de maneira retroativa em plenárias que já tinham sido realizadas sob as regras anteriores. A maioria burocrática do Diretório Nacional, representando o bloco que se negou a aceitar os resultados da base partidária, preferiu resolver a disputa impugnando delegados representantes de 2 (dois) estados, através do instrumento do Diretório Nacional numa reunião extraordinária na qual nos negamos a participar por estar convocada fora das normas estatutárias. Assim, um suposto diretório reuniu 36 de seus 61 membros e decidiu a conferência eleitoral a seu favor. Não satisfeitos em impor burocraticamente o candidato do PSOL à presidência, nesta mesma suposta reunião do Diretório Nacional rasgaram o estatuto partidário e retirou as atribuições de nossa presidente nacional, Heloísa Helena.

Para a unidade do Partido, um Congresso extraordinário onde os militantes decidam

Criou-se uma crise de legitimidade no Diretório Nacional do PSOL. Estamos longe de crer que esta crise inviabiliza nosso projeto. Representamos militantes para quem o PSOL está acima de tudo. Essa unidade partidária passa precisamente pelo respeito às decisões da base. É desta forma que um partido socialista e democrático deve resolver suas crises. Frente aos atropelos cometidos pela maioria do Diretório Nacional, que já não reflete a verdadeira correlação de forças do partido, apelamos aos Diretórios Estaduais e aos filiados da base que levem adiante, nos termos estatutários, a convocatória de um Congresso Extraordinário do PSOL, no qual se recomponham os organismos partidários, com base na correlação de forças que hoje existe. Até que este Congresso se realize, para resolvermos de maneira positiva a crise do PSOL, nosso compromisso com militantes e filiados é não apelar à justiça para dirimir questões da candidatura presidencial. Fazemos essa opção para que o partido continue funcionando e para poder realizarmos a disputa eleitoral. Além disso, porque confiamos plenamente nos militantes do partido. Sabemos que a militância não aceitará de nenhuma maneira que estes métodos continuem; que rechaçará a caça às bruxas, os epítetos utilizados contra as figuras públicas e dirigentes do nosso bloco; que rechaçara frontalmente as declarações de Plínio de Arruda Sampaio, que em muitas oportunidades disse que o partido tinha que romper com os “setores de direita” que estão dentro dele. Não faremos o jogo de declarações como estas, que só ajudam àqueles que querem ver nosso projeto afundar.

Ganhar as ruas com nossos candidatos

Nosso bloco crê que o PSOL irá a estas eleições com armas poderosas já acumuladas desde sua fundação para investir na disputa política, para se fortalecer junto ao povo e ganhar maior representatividade. As experiências no Rio Grande do Sul, Alagoas, Rio de Janeiro, Goiás, e muitos outros Estados, devem ser retomadas. Estamos diante de um cenário eleitoral difícil, porém com convicção no projeto político alternativo que apresentaremos ao povo. A eleição de Heloísa Helena novamente como Senadora é a principal disputa da conjuntura. O povo está torcendo não só em Alagoas, mas também em todo país para que isso ocorra. Para que neste partido com relações degeneradas recuperemos a voz de quem não se dobra diante do poder e está disposto a fazer do PSOL um alternativa concreta de poder. Está em jogo a reeleição dos nossos mandatos: acreditamos que eles serão reconquistados, e que poderemos conquistar ainda outros.

Chamamos a todos os nossos militantes a sair com força e ganhar as ruas desde já. Filiar novos companheiros, colocar nossos pré-candidatos em ação para preparar uma campanha de massas, para falar com clareza e simplicidade ao povo, para mostrar ao nosso partido como ele pode ser potente, e como se pode armar um partido aberto, socialista e democrático.

Maioria dos delegados eleitos à III Conferência Eleitoral Nacional

Por que não sou mais pré-candidato à Presidência da República


SEGUNDA CARTA AO PSOL DE MARTINIANO CAVALCANTE

Por que não sou mais pré-candidato à Presidência da República

Os atos finais da III Conferência Eleitoral do PSOL consumaram um golpe, decepando a autonomia e a soberania da base partidária, aplicado pelas correntes que controlam, por uma desprezível maioria, o Diretório Nacional e sua Executiva.

Após dois meses de debates, mobilizações e votações, a maioria do partido se manifestou, inequívoca e majoritariamente, em defesa de nosso projeto e de nossa candidatura.

Nem no primeiro, nem no segundo Congressos do PSOL aconteceram eleições na base tão disputadas e tão fiscalizadas.

Nesta conferência seguimos todas as regras e elegemos de maneira legal e legítima uma maioria incontestável de 90 delegados contra 86 delegados somados por Plínio e por Babá.

Mas cada maioria tem a sua natureza. E esta, que se formou de modo oportunista sem qualquer unidade política e sem projeto comum, revelou sua completa degeneração burocrática e autoritária, antagonicamente oposta aos princípios fundacionais do PSOL. Introduziu medidas inéditas, truculentas e autoritárias, na vida partidária.

Nunca antes convivemos com mudanças de regras no meio do jogo, com a aplicação retroativa de novos regulamentos para, confessadamente, cassar delegações já eleitas. Pela primeira vez assistimos a intervenções do Diretório Nacional realizadas contra o Acre, Roraima, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Foi atropelada a exigência estatutária do apoio de 2/3 do Diretório Nacional para atos desse tipo. Assim anularam as Conferências locais e cassaram 20 delegados destes estados que nos apoiaram, contra os quais não havia sequer um único recurso. A cassação de um delegado de Goiás, por cima de decisão votada no último Congresso Nacional do partido, reverte-se também de um conteúdo provocador.

Este conjunto de iniciativas espúrias tomadas pela insignificante maioria burocrática instalada no Diretório Nacional e em sua Executiva violaram definitiva e irreparávelmente a legitimidade e a legalidade da III Conferência Eleitoral Nacional do Partido Socialismo e Liberdade. Criou-se tal clima de animosidade que foi impossível realizar um evento unitário, no mesmo espaço físico, fracionando-o em dois atos separados. Ao nosso lado a Assembléia da Maioria dos Delegados Eleitos em profissão de resistência e de luta pelo resgate da democracia e da soberania da base partidária. Contra o partido os usurpadores em seu simulacro formal de conferência, instalada sem quorum por uma minoria de delegados.

Esta profunda divisão partidária, provocada pelos que rasgaram as regras de suas próprias eleições para a direção partidária, resultou no desfecho ilegítimo e indefensável de uma candidatura presidencial que representa uma minoria imposta pela força da formalidade à maioria do partido.

Infelizmente, o poder de decisão foi arrancado das mãos da base partidária e reside agora em espaço burocrático, dominado por uma insignificante maioria que não exitará em liquidar o partido, se necessário for, para impor sua vontade.
Nesta condição não resta sentido em manter nossa pré-candidatura à Presidência da República.

Esta nossa luta se fez portadora de uma contradição que não poderá ser superada agora, visto que, legitimamente vitoriosa, foi “legalmente” derrotada pela ilegalidade e pela ilegitimidade que passaram a reinar em nosso partido. Só um novo congresso do PSOL poderá restaurar a normalidade e legitimidade democrática da vida partidária. Por isso lutaremos, desde já, para convocá-lo pela base do partido e dotaremos de caráter permanente e estratégico um novo bloco de forças políticas internas que, após as eleições de 2010, dedicará todas as suas energias para resgatar o PSOL para o seu projeto original de PARTIDO DA ESQUERDA SOCIALISTA E DEMOCRÁTICA, DE MASSAS E AMPLO.

Mas, para sermos conseqüentes com a tarefa histórica que assumimos ao fundar o PSOL, neste momento, temos que rejeitar as provocações da INSIGNIFICANTE MAIORIA. Ela que violou a soberania da base, demonstrou sua disposição para arrastar o partido no internismo conspirativo até o final de junho quando, numa “convenção legal”, transformará em fato jurídico sua vontade golpista.

Nós, que consideramos o “propagandismo dos dogmas sagrados do socialismo” uma fórmula política estéril, rejeitamos também o novo esquerdismo -doença senil do reformismo - que está em moda no PSOL.

Coerentes com nossa trajetória iremos, à luz do dia, fortalecer nossas posições junto ao povo na disputa eleitoral. Abraçaremos como tarefa nacional a eleição, para o Senado de Alagoas, de nossa amada liderança e companheira Heloisa Helena, da querida Luciana Genro para Deputada Federal no Rio Grande do Sul, de Janira Rocha e Roberto Robaina para Deputados Estaduais no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Assim como eles, nossos companheiros que são candidatos em todos os Estados, a Governador, a Senador, Deputado Federal e Estadual ocuparão a nova frente de batalha que decidirá os destinos do PSOL.

Agradeço, a cada companheiro, o carinho militante e revolucionário que recebi. Sei que os que estiveram e estão conosco o fazem porque são livres e revolucionários. Porque querem mudar a vida para livrá-la da opressão e da degradação humanas que só se realizará pela compreensão e pela própria ação dos trabalhadores e do povo.

A energia que recebi nesta pré-campanha se multiplicará em dedicação e combatividade que farão vitoriosas nossas lutas eleitorais em 2010. Assim, nos prepararemos para o novo Congresso do PSOL que exigimos, incondicionalmente, para restaurar as condições de vida partidária.

Alertamos aos que hoje nos impõe suas decisões pela via burocrática, que contivemos nossa fúria e nossa indignação devido à esperança que temos de que o PSOL possa ocupar no Brasil o espaço que está aberto, pela realidade concreta, para um partido socialista capaz de dialogar com as massas. Um partido capaz de encarnar ele próprio a mensagem transformadora e humanizadora que nossa crise civilizatória reclama, constituindo-se num verdadeiro partido de massas. Nossa teoria e nossas lutas não serão nada se não puderem se corporificar nessa dimensão da existência de nosso povo.

Nossos adversários conhecem nossa vocação e sabem que a disposição para transformar a política revolucionária num diálogo com as massas é nossa maior força. Por esse motivo concentram seu ódio, sua calúnia e seu ataque mesquinho contra Heloisa Helena, aquela que soube fazer de sua vida política um diálogo transformador com o povo trabalhador brasileiro. Insinuam até tirar-lhe a legenda para a disputa do senado em Alagoas, mas não passarão.

Dedico a ela e a todos os militantes minha pré-candidatura à presidência da república, sepultada pela truculência burocrática.

Continuaremos ousando lutar por um partido de massas, semente de poder para o novo socialismo que unificará IGUALDADE com LIBERDADE, e PÃO com NATUREZA E FLORES !

Rio de Janeiro,11 de Abril de 2010. Martiniano Cavalcante.

domingo, 11 de abril de 2010

GRUPO DE HELOISA HELENA CONTESTA ESCOLHA DE PLÍNIO COMO CANDIDATO DO PSOL


PEDRO SOARES da Sucursal do Rio
JOÃO PEQUENO colaboração para a Folha, em Rio
Atualizado em 11/04/2010 às 08h43.

Com a legenda rachada, 89 delegados do P-SOL escolheram o ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio como pré-candidato à presidência, durante sua 3ª Conferência Eleitoral Nacional, no Rio de Janeiro.

Ao mesmo tempo, em um evento paralelo, também no Rio, apoiadores da pré-candidatura do ex-sindicalista Martiniano Cavalcante --entre eles, a presidente do partido, Heloisa Helena-- reclamavam do descredenciamento dos representantes de três estados e prometiam recorrer da decisão.

Segundo participantes da plenária paralela, os representantes de Acre, Roraima e Minas Gerais tiveram o direito a voto negado na conferência nacional, "por formalidades burocráticas, sem nenhuma alegação formal", o que levou 92 delegados a se reunirem em um sindicato próximo, onde decidiram pedir um congresso extraordinário do partido.

Para Heloisa Helena, esta seria a única forma de "garantir a legitimidade nacional" da decisão do P-SOL. A ex-senadora saiu do evento soltando farpas contra o diretório estadual de São Paulo, principal fonte de apoio da pré-candidatura da paulista Plínio de Arruda Sampaio. "Quem entrou no partido depois de ele ser fundado não tem o direito de rasgar a militância que o criou, com enormes dificuldades (...) em comunidades ribeirinhas da Amazônia", disse.

Responsável pela 3ª Conferência Eleitoral Nacional e apoiador de Plínio, o secretário-geral do partido, Afrânio Boppré, atacou Heloisa Helena, classificando-a de "omissa" na organização e no fortalecimento do partido. Para Boppré, a ex-senadora --candidata do P-SOL em 2006-- era a melhor opção do partido à presidência, mas errou ao não aceitar a tarefa novamente, preferindo, no primeiro momento, apoiar Marina Silva, do PV. O apoio, porém, foi rejeitado pela maioria do P-SOL, devido à aliança entre PV, PSDB e DEM no Rio de Janeiro.

Ex-deputado constituinte pelo PT e candidato do P-SOL ao governo de São Paulo em 2006, Plínio de Arruda Sampaio ainda contou com a desistência do ex-deputado federal Babá e disse que a "unidade" em, torno de sua pré-candidatura foi demonstrada pela presença de 15 das "17 correntes internas" do partido na 3ª Conferência Eleitoral Nacional. "Gostaria que a senadora estivesse presente", afirmou, sobre Heloisa Helena.

Mais do que almejar a presidência, o pré-candidato contou que pretende usar o espaço da propaganda eleitoral "para mostrar que, ao contrário do que a propaganda da 'direita' fala, a coisa não está maravilhosa" --incluindo seu ex-partido, PT, na classificação. "A esquerda faz agitação, porque é isso que ela tem que fazer", completou.

UNANIMIDADE CONTESTADA NO PSOL

Por Roberto Robaiana.

Em vários estados do Brasil o PSOL já escolheu seus pré-candidatos aos governos estaduais. Neste sábado se encerrou o capítulo da escolha do pré-candidato da fórmula presidencial. No Rio de Janeiro se reuniram duas plenárias de delegados que haviam sido eleitos para a Conferência Nacional do PSOL.
A maioria dos delegados se reuniram na sede do Sindicato dos Previdênciários, no bairro da Lapa, juntos com Heloísa Helena, Luciana Genro e 12 presidentes regionais do partido(MG, RS, RJ, GO, PE, RN, para citar alguns) na plenária em que estavam os apoiadores do Martiniano Cavalcanti.

Outra parcela importante de delegados, em ligeira minoria númerica, era composta pelos apoiadores de Plínio de Arruda Sampaio e Babá, cuja plenária denominaram como Conferência e contava com uma forte maioria de delegados eleitos em SP. Mas a escolha do candidato não ocorreu nestas plenárias. O Dirétorio Nacional reunido numa péssima data - 1 de abril - havia já decidido quando num ato arbitrário cassou as delegações do ACRE e o representante de Roraima.

Como a retirada da candidatura de Babá a favor de Plínio era previsível - o que de fato ocorreu - a disputa entre Plínio e Martiniano era cabeça a cabeça. Uma maioria ocasional do Diretório resolveu a disputa a favor de Plínio ao cortar as duas delegações. Assim, Plínio na prática foi escolhido pelo Diretório. Apesar do estatuto do PSOL definir que o candidato do partido deve ser escolhido numa Conferência - e de fato não existiu uma Conferência - Martiniano retirou seu nome da disputa para preservar a unidade do partido à medida que, na ausência de uma verdadeira Conferência, se inviabilizou a possibilidade de alterar a decisão do Diretório em fóruns internos do PSOL antes das eleições. Ao mesmo tempo os apoiadores de Martiniano estão desde ja demandando a realização de um Congresso partidário para renovar a direçao do partido que já nao está em sontonia com a vontade da maioria dos filiados. Nas próximas horas estará sendo divulgado o manifesto da maioria dos delegados que foram eleitos no qual se explica não apenas as razoes da renúncia de Martiniano mas se apresentam as propostas que devem nortear a ação partidária para que o PSOL avance como ferramenta dos trabalhadores e do povo, como instrumento de organização e luta pela melhoria das condições de vida e por um projeto alternativo para o Brasil.

Agora, o desafio do partido é sair com força e energia às ruas e se vincular cada vez mais ao povo, que é o lugar do PSOL. Durante o ano, o desafio eleitoral prioritário será, sem dúvida, eleger Heloísa Helena como senadora pelo Estado de Alagoas (neste caso o voto é o 500. Helçoísa enfrentará a turma de Collor e Renan, apoiador por Lula. Junto com a prioridade da eleição de nossa principal expressão pública, temos a tarefa da reeleição dos deputados federais e estaduais, em seguida a busca de novos mandatos junto com a campanha dos governadores - nós do sul vamos jogar todas a nossas forças em Pedro Ruas) e do presidente .

Em todo o país, de norte a sul, para todos os cargos, o partido irá crescer chamando a população a votar no 50 ( e no 500) e a construir uma alternativa de esquerda e democrática. Com o PSOL mais forte, com Heloísa Helena de volta ao Senado, os filiados e militantes escolherâo soberanente os próximos passos deste partido cuja vocação é ganhar influência junto ao povo como único caminho para mudar o Brasil.

A POMPA DOS TUCANOS

Em uma festa pomposo os tucanos lançaram neste sábado em Brasília a candidatura de José Serra para concorrer a presidência da República. Sintomático foi o corro dos presentes aclamando Aércio Neves para ser companheiro de chapa do ex-Governador de São Paulo. Aércio por sua vez não poupou criticas a ex- Ministra Dilma, pela forma populista que vem impondo na sua campanha, o estopim foi a visita ao túmulo de seu avô Tancredo Neves, também pudera, ela sequer conhecia o velho caudilho! Com o slougam "O Brasil pode ser melhor", Serra finalizou seu discurso que durou uma hora.

sábado, 10 de abril de 2010

PSOL ACLAMA PLÍNIO ARRUDA SAMPAIO CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA


O promotor público aposentado Plínio Arruda Sampaio, 79, foi eleito no final da tarde deste sábado como o pré-candidato do PSOL à Presidência da República nas eleições deste ano. Sampaio recebeu todos os votos dos 89 delegados presentes à 3a Conferência Eleitoral Nacional.

A decisão unânime confirma as expectativas criadas após a declaração de apoio da maioria dos parlamentares do partido à pré-candidatura de Plínio e as manifestações prévias de voto de pelo menos 78 dos 162 delegados eleitos nas conferências estaduais.

O ex-deputado federal Babá, que também concorria à indicação, decidiu, no último momento, retirar sua candidatura e chamou seus apoiadores a votarem em Plínio. Martiniano Cavalcante e os delegados que votariam nele como representante do PSOL não compareceram ao evento e sua candidatura, portanto, foi considerada retirada.

Para Plínio, o debate socialista enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua história no Brasil, diante da sacralização da figura de Lula no conjunto da população. “O desafio é criar o consenso entre os excluídos e consciência política para enfrentar o capitalismo”, disse.

Entre os pontos que o PSOL deve defender na campanha, que pretende fazer o contraponto à falsa polarização entre PT e PSDB, estão: o fim do pagamento dos juros e a auditoria da dívida pública; a implementação de um verdadeiro programa de reforma agrária, incorporando o estabelecimento de um limite de 1000 hectares para as propriedades rurais; uma política de reforma urbana que tenha como base a desapropriação dos imóveis desocupados para especulação imobiliária no país; o combate à privatização das florestas, à transposição do Rio São Francisco, à construção da usina de Belo Monte e aos transgênicos; entre outros.

“Esta é uma hora histórica. Somos contra o sistema, queremos transformar a realidade. Este é o nosso desafio nesta campanha: falar a verdade e plantar a semente do socialismo em nossa sociedade”, declarou Plínio.

Em relação às alianças para o processo eleitoral, Plínio defendeu a retomada da frente de esquerda, com PCB e PSTU, repetindo a coligação realizada em 2006.

50 anos de vida pública
Com mais de 50 anos de vida pública, Plínio Arruda Sampaio é bacharel em Direito pela USP e mestre em desenvolvimento econômico internacional pela Universidade de Cornell (EUA). Foi deputado federal por três vezes, tendo relatado o projeto de reforma agrária do governo João Goulart. Com o golpe, engrossou a primeira lista de cassados e foi para o exílio. À época, o cargo de promotor público que exercia desde 1954 também foi cassado – só sendo reconhecido novamente em 1984, quando foi anistiado e aposentado. Foi diretor de programas de desenvolvimento da FAO, órgão da ONU para agricultura e alimentação, trabalhando em todos os países da América Latina e Caribe. Um dos fundadores do PT, deputado federal constituinte e candidato a governador em 1990 e em 2006, já pelo PSOL. Atualmente é presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA).

DEPUTADA LUCIANA GENRO E A ÓPERA DE RUA DE JORGE ANTUNES.





Deputada Luciana Genro

Encaminhamos, abaixo, o discurso feito pela Deputada Luciana Genro (PSOL-RS), na sessão de 8 de abril, pela manhã, na Câmara dos Deputados.
Estavam presentes 386 deputados.

Sr. Presidente, Srs. Deputados e Deputadas,

Quero manifestar a minha indignação diante de uma situação absurda que aconteceu aqui em Brasília.
Jorge Antunes, maestro aqui de Brasília, compôs uma ópera de rua, intitulada “Auto do Pesadelo de Dom Bosco”, da qual participam 65 músicos: cantores solistas, orquestra de 12 músicos e coral de 30 membros. Todos os participantes são voluntários, atuando sem cachê.

É uma ópera-bufa, com história passada na Idade Média, em que corruptos são julgados e condenados. O espetáculo critica e ironiza os corruptos dos poderes no DF. Uma bela forma de engajamento cívico de um artista que está sempre atento à realidade do seu povo e da sua cidade. Os nomes dos personagens se referem a deputados distritais envolvidos no esquema de Arruda: Bruxa Ouvides Grito, Monarca Xaró Parruda, etc. Acontece que o norte-americano Ira Levin, que é o regente da Orquestra do Teatro Nacional, é genro de Eurides Brito, caricaturizada na ópera de Antunes como sendo a Bruxa Ouvides Grito.

Para quem não lembra, Eurides é a deputada distrital filmada recebendo propina. Ira Levin, que não manifestou nenhuma indignação diante do escândalo que desmoraliza a nossa capital, não gostou de ver sua sogra ironizada. Ele telefonou para um dos músicos que atuam na ópera de rua, o clarinetista cubano Félix Alonso, lhe fazendo ameaças e coações e dispensando a sua participação na programação da Orquestra em 2010. Indignado, o músico Felix Alonso, que toca com a orquestra brasiliense desde 1997, foi aos jornais.

O caso teve desdobramentos. A imprensa se aprofundou investigando a situação até então pouco conhecida: a de que o Ira Levin é genro de Eurides e que esta tem injetado milhões em uma Associação, para pagar alto salário ao genro.

Então quero deixar registrada a minha solidariedade com o maestro Jorge Antunes e principalmente com o músico Félix Alonso, que está sofrendo uma clara perseguição política. A sociedade brasiliense, que está indignada com a corrupção, também não pode tolerar perseguição àqueles que através do seu trabalho contribuem para denunciar estas mazelas da política.

Muito obrigada.

Acesse:
www.psoldf.org.br

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Jornalista Orlando Farias lança livro “A dança dos botos”


O Jornalista Orlando Farias lança livro “A dança dos botos”

O Jornalista Orlando Farias, editor do Blog da Floresta, lança no próximo sábado, ás 9h na Livraria Valer, o livro “A Dança dos Botos & outros mamíferos”. Em sua obra, o Jornalista faz uma narrativa de fatos que marcaram a política Amazonense desde o maior movimento popular da Amazônia em meados das décadas de trinta e quarenta do século XVIII – A Cabanagem, passando pelo movimento tenentista de 1924 do século XX liderado pelo Tenente Ribeiro Júnior. O livro é rico em informações da nossa história política, registra com precisão as pernadas e rasteiras dadas e sofridas pelos políticos da oligarquia Baré. A maior ênfase fica por conta do período da maldição da rodela – época em que Gilberto Mestrinho e seu grupo, passam a comandar os destinos do Estado do Amazonas. O autor testemunha como reporte os fatos e bastidores dessa trama de rodízio, onde apenas três pessoas ocuparam o governo nos últimos 27 anos.

P.P.S. Agradeço ao autor a dedicação do exemplar da valorosa obra, parabéns.

Élson de Melo – Sindicalista

CONVOCAÇÃO PARA IV JORNADA DE DEBATES

CONVOCAÇÃO PARA IV JORNADA DE DEBATES

Prezado (a) Senhor (a):

O Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores do Estado do Amazonas e Roraima NCST-AM/RR, vem através deste convocar V.Sa. para participar da IV Jornada Nacional de Debates, a realizar-se no dia 08 de Abril de 2010 (Quinta-Feira), a partir das 09h ás 12h, no Auditório do Sindicato da Construção Civil, á Rua São Raimundo, nº. 203, Bairro Santo Antonio (ao lado do Estádio da Colina, entrada pela rua do posto Shell). Manaus – Am, 05 de Abril de 2010. Atenciosamente,


Osmet Duk Filho

Presidente - NCST-AM/RR

domingo, 4 de abril de 2010

PROSPERIDADE AMAZONAS


A prosperidade coletiva dos Amazonenses, é o grande desafio da Esquerda Socialista no Amazonas. Tarefa para a Eleição de outubro de 2010.

UM AMAZONAS DE PROSPERIDADE

Diagnosticar o Amazonas sobre a situação social econômico da população, vai de cara concluir que, todos os planos de governo, seja deste ou daquele governante, não contemplam a prosperidade da população trabalhadora que aqui habitam.

O professor Wallace Meirelles em seu livro Políticas Públicas resultado da sua dissertação de mestrado na Universidade Federal do Amazonas, caracteriza a Amazônia da seguinte forma:

“ – Vigésima parte da superfície terrestre; – quatro décimo da América do Sul; – três quinto do Brasil; – um quinto da disponibilidade de água doce; – um terço das reservas mundiais de florestas latifoliadas; – Maior bacia de água doce do planeta; – Mais de 200 espécies de arvores por hectare; – 3.000 tipos de peixes; – 1.300 espécies de pássaros; – maior fonte natural no mundo para produtos farmacêuticos e bioquímicos; – mais de 20% da biodiversidade da terra; – jazidas de minerais nobres dos mais variados tipos, acumulando recursos da ordem de U$ 1,6 trilhões”.

A construção de um programa de governo socialista democrático e transformador devem ter como base a prosperidade do nosso povo. Não se trata de retórica ou fantasia. A população amazonense precisa compartilhar uma nova forma de governança, isso é um governo da maioria. Nossa principal tarefa nessa obra é refunda nossa cultura, redimensionar a política, pactuar valores éticos, morais e de confiança.

Para efetivarmos esse projeto, o PSOL precisa assumir uma postura de organizador, animador e agitador de um novo projeto de nação e de poder local. Para tanto, todos os militantes e lutadores sociais do partido deve se empenhar em estabelecer uma nova forma de abordagem das demandas sociais e econômicas junto ao proletariado. Assim, conhecer o ambiente interno e externo que envolve o homem amazônico é a melhor maneira de penetrarmos diretamente nas suas expectativas, desejos e esperanças.

A Zona Franca de Manaus é hoje o único modelo de desenvolvimento que o Amazonas cultiva, este ano faz quarenta e três anos de implantação do Distrito industrial, anterior a isso, nossa economia vivia em função do setor primário, com ênfase para o extrativismo. Com o advento do parque industrial, o setor primário foi abandonado e junto com ele a população que sobrevivia do cultivo do Cacau, juta e malva, castanha, mandioca, pesca... Os governos desse período viraram as costas para o interior do Estado.

Quando as linhas de produção começaram a funcionar no Distrito Industrial de Manaus, só restou uma única saída para os filhos dos pequenos produtores, migrarem para a capital em busca do eldorado. Aqui foram submetidos a uma cultura muito diferente das do tempo do jutal, do castanhal, do balatal, do lago de pesca, da roça de mandioca, do seringal, da caça, do bananal, do feijoal, do milharal em fim, do tempo em que ele era muito feliz. O seu meio de transporte deixa de ser a canoa ou igarites, agora só anda de ônibus lotado, o caminho do porto já não existe, agra seu ancoradouro é a sarjeta. Foram obrigados a assumir uma nova identidade, a do trabalhador da indústria de aparafusamento de produtos eletromecânicos.

Esse abandono do interior não foi por acaso, trata-se de uma estratégia do capital para ampliar seu raio de ação em toda a esfera global. Nossa Amazônia não poderia ficar de fora desse contexto, os capitalistas precisavam liberar as terras ocupadas pelos nossos ribeirinhos. Os caboclos não poderiam ser mais os donos do chão onde plantaram seus umbigos, tinham que ser atraídos com o espelho da promessa de emprego (como os sertanistas fazem com os índios para domá-los), para sucumbirem seu sonhos nas favelas da capital.

A historia registra com precisão que, todos os governantes do Estado, sem nenhuma exceção, só se preocuparam em saquear os cofres públicos, isso tem sido a norma que rege o comportamento dos sucessivos governos desde os tempos da Província.

Então como envolver a população na formulação de políticas pública que privilegie a prosperidade coletiva? O Senador Evandro Carreira vem a tempos preconizando que a Amazônia é capaz de alimentar o mundo com proteínas, apresenta como estratégia o aproveitamento do solo das várzeas e a criação de peixe como elemento propulsor dessa vocação econômica.

Hoje o mercado mundial passa por uma das maiores crise de abastecimento de produtos alimentícios, a privatização do processo de produção e comercialização dos gêneros alimentícios compromete a qualidade de vida da humanidade em todo o mundo. Isso vem impondo a humanidade o consumo de alimentos modificados em laboratórios. Os transgênicos. O uso de pesticida e outros produtos químicos para corrigir solo e eliminar pestes, são fatores de preocupação ecológica e da própria vida!

Dessa forma, somente um programa de governo, voltado para a prosperidade coletiva do nosso povo, será capaz de mobilizar o proletariado Amazonense, agitando com firmeza a bandeira da qualidade de vida, questão central do combate às mazelas sociais como violência, desnutrição, prostituição... Como verberou o Senador Evandro Carreira em pronunciamento da tribuna do Senado em 1º de Abril de 1980:

“O problema hoje é produzir qualidade de vida, porque ela é que está em crise, a falta de qualidade de vida está desintegrando moralmente a sociedade brasileira, e está transformando cada habitante da favela numa verdadeira bomba atômica social. É o jovem favelado de 19 anos que diz na cara do inquiridor social: eu prefiro a metralha da policia a viver 50 anos com o salário mínimo de fome. Este moço é apenas um frustrado, um recalcado, um sofrido. Marginalizado por quê? Porque não tem qualidade de vida.”

Assim nosso programa tem como base prioritária, transformar o Amazonas no maior produtor de alimentos orgânicos seja de origem vegetal como animal. Vamos potencializar com tecnologia e logística a produção de alimentos vegetal nas várzeas. A pesca da mesma forma, será nosso grande trunfo diante das demandas mundial de proteína, vamos agregar valor através de tecnologia de manejo, valorizando toda a variedade de peixe que se reproduzem naturalmente em nossos lagos que surpreende a própria ciência. Compondo essa rede de produção de proteínas está a piscicultura e aqüicultura.

Somente os partidos verdadeiramente socialistas podem vislumbrar essa ousadia. E, somente a disposição de todos nós lutadores sociais, será capaz de arregimentar forças para disseminar nas mentes e corações da população amazonense essa idéia, essa boa nova. A prosperidade coletiva dos até hoje desafortunados.

O PSOL neste momento reúne as condições necessárias para arregimentar os camaradas da esquerda socialista amazonense, representados no PCB, PSTU, PPS e os que ainda não se definiram por nenhuma dessas siglas, mas, acreditam na transformação social, cultural e política que o povo precisa fazer. Assim tomo a liberdade de convidar além dos já citados Partidos e Instituições, mas de modo especial todos os homens e mulheres que habitam neste Estado, a somar forças e dedicação rumo ao caminho da PROSPERIDADE.

Manaus, 05 de abril de 2010.
Élson de Melo – Sindicalista

RUMO À CONFERENCIA ELEITORAL!

Nota do Diretório Nacional do PSOL à militância partidária
Aproximam-se as eleições de outubro de 2010, onde estão em disputa a Presidência da República, os governos estaduais e os legislativos federal e estaduais.

No mundo, o capitalismo atravessa uma a crise global que golpeia com força as economias do centro do sistema. Neste quadro, a política do governo Lula reforça o caráter subimperialista do capitalismo brasileiro, garantindo socorro financeiro ao agronegócio, às multinacionais e aos bancos enquanto os trabalhadores amargaram a perda de mais de um milhão de postos de trabalho e o PIB teve o pior desempenho dos últimos vinte anos. O Presidente Lula procura utilizar sua popularidade para eleger Dilma Roussef como sua sucessora e estabelecer uma sólida base legislativa e nos governos estaduais para a continuidade do seu projeto de poder em favor do grande capital. De outro lado, a oposição da velha direita, alinhada com a candidatura José Serra procura, com o apoio de boa parte da mídia, polarizar a eleição e alavancar seu candidato.usando as limitações da candidatura Dilma. Marina Silva, apresentando o projeto de um liberalismo verde, mostra-se incapaz de enfrentar esta falsa polarização – Dilma- Serra, compondo de fato uma vertente auxiliar da candidatura Serra.

O PSOL necessita, neste momento, definir seus candidatos e seu programa, e apresentar uma alternativa de esquerda para a sociedade brasileira. Tornar-se uma referência capaz de furar a falsa polarização e contribuir para a reorganização do campo de luta dos trabalhadores e do povo que dá passos importantes, como demonstra a convocação do Congresso das Classes Trabalhadoras que se realizará em junho próximo. O PSOL precisa unificar os movimentos e setores sociais críticos aos projetos conservadores, impulsionando suas mobilizações (como as
que fazem agora, em São Paulo, os professores) e conquistando mandatos que possam ser ferramentas eficazes da luta popular.

Para tanto o PSOL realizará sua Conferencia Eleitoral nos dias 10 e 11 de abril na cidade do Rio de Janeiro com o objetivo de definir nosso candidato à presidência da República bem como a política de alianças a ser implementada.

Infelizmente, nos últimos dias o processo democrático da Conferencia foi perturbado por atos que buscavam submeter o partido a um verdadeiro estado de exceção, desconhecendo os posicionamentos das instâncias legitimamente constituídas – o Diretório Nacional e sua Executiva. Estes intentos que em última instancia visavam distorcer o resultado da Conferencia foram debelados na última reunião do Diretório Nacional -, auto-convocada por 36 dos seus 61 membros, conforme prevê o Estatuto do PSOL, que adotou diversas resoluções com o objetivo de restaurar a democracia interna e normalizar o funcionamento do partido. Deliberou sobre os instrumentos de comunicação partidários, a administração das finanças, julgamento de recursos pendentes de algumas Conferencias Municipais e Estaduais, assim como a Fundação Lauro Campos e encaminhamento das modificações estatutárias aprovadas no último Congresso.

Desta forma a reunião do Diretório Nacional criou as condições para a realização de uma Conferencia Eleitoral vitoriosa cuja decisão servirá ao avanço da luta pelos direitos do povo e o socialismo.
São Paulo, 1º de abril de 2010.
Diretório Nacional do PSOL