sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Morre Mandela...Mandela não morre...Mandela transcende!

Elson de Melo*

Aos 95 anos morreu ontem (05/12/2013) Nelson Rolihlahla Mandela, o maior Líder Mundial dos últimos séculos, sua liderança a frente do povo da África do Sul, mostrou ao mundo a vergonha que foi o regime de segregação racial vigente no país até 1994, Apartheid (significa "vidas separadas" em africano) era um regime segregacionista que negava aos negros da África do Sul os direitos sociais, econômicos e políticos.

O apartheid imposto pela Inglaterra e Holanda ao povo sul-africano, é um crime de lesa-humanidade que jamais prescreverá! Mandela superou 27 anos de prisão imposta pelos saqueadores da África do Sul, mas, com amor a sua gente, superou com grandeza a vida no cárcere. 

A historia de Mandela é uma mistura de sofrimento, dor, coragem, amor, paciência, compreensão, fé, solidariedade, firmeza, determinação... E muita luta.

Nelson Rolihlahla Mandela (Xhosa Pronúncia: [xoliːɬaɬa mandeːla]) (18 de julho, 1918 - 5 de dezembro de 2013) foi um Sul-Africano revolucionário anti-apartheid que foi preso e, em seguida, tornou-se um político e filantropo que serviu como presidente da África do Sul 1994-1999 . Ele foi o primeiro negro Sul-Africano para o cargo, e o primeiro eleito em um pleito representativo de eleição. Seu governo voltada para desmantelar o legado do apartheid através de luta contra o racismo institucionalizado, a pobreza e a desigualdade e promover a reconciliação racial. Politicamente um nacionalista Africano e socialista democrático, ele serviu como o presidente do Congresso Nacional Africano (ANC) 1991-1997. Internacionalmente, Mandela foi o secretário-geral do Movimento dos Não-Alinhados 1998-1999.

A passagem de Mandela é o justo descanso do guerreiro... Descanse em paz Nelson Rolihlahla Mandela (nasceu em 18 de julho, 1918 – faleceu em 5 de dezembro de 2013).
  • Morre Mandela, fica a liberdade do seu povo!
  • Morre Mandela, fica o maior símbolo de luta pela liberdade!
  • Morre Mandela, fica a história de um povo!
  • Morre Mandela...Mandela não morre...Mandela transcende!
  • Viva a LIBERDADE!!!
 *Elson de Melo é Presidente do PSOL Amazonas

sábado, 19 de outubro de 2013

4º Congresso Estadual do PSOL/AM: a importância de um plano de atividade prática a militância e a direção do Partido

Por Elson de Melo

“Nenhum partido pode, sem cair no aventureirismo, planejar sua atividade com base na esperança de explosões sociais e complicações políticas. Nós devemos seguir a nossa estrada, desenvolver sem pausas o nosso trabalho sistemático, e quando menos esperarmos, e surgirem esses imprevistos, tanto maiores serão as possibilidades de não nos deixarmos pegar desprevenidos por nenhuma “reviravolta histórica”.”
::: Lenin – em “Por onde Começar – 1901

Camaradas do PSOL

 Estamos vivendo um momento de muita agitação social em todo o Brasil, a razão dessas mobilizações são inúmeras, mas, as principais delas é o total abandono pelos governos das politicas sociais publica como; educação, saúde, politica salarial, reforma agraria e a escalada desenfreada de privatização do pouco que restou da onda privatizante que o governo do PSDB já havia consumado. O governo do PT/PMDB está vendendo o que restou das riquezas brasileiras!

Nos últimos dias assistimos as greves dos Correios, bancários e ainda está em andamento a greve dos professores em diversos Estados e Municípios do país. Agora vai começou a greve dos petroleiros, os Movimentos de Sem Terras e Sem Tetos, começam a deixar as migalhas que o governo do PT aporta em suas instituições, para exigirem na forma tradicional a tão sonhada Reforma Agrária e Urbana.

Essa retomada das greves dos trabalhadores brasileiros e da radicalização dos movimentos sociais é sintomática, trata-se do fim da alegria do consenso que começou com celebre frase dos marqueteiros do PT criada quando Lula venceu a primeira eleição para Presidente “a esperança venceu o medo”, alguém se lembra dela!? Pois sim, juto com essa frase foi lançado o programa “Fome Zero” que é o principal responsável pela reeleição dos governos petista e também por todas as mazelas desse mesmo governo como: os escândalos do mensalão, dólares na cueca, sanguessugas, aloprados...!

Cansados de assistir e ouvir a enxurrada de propaganda oficial e extraoficial do governo, a população tomou em junho as ruas de todo país para protestar e escolheu como principal alvo a inercia do governo Dilma/PR-PMDB, os Partidos Políticos e a politica. Atordoado com o fim da alegria do consenso, o governo lança mão do velho e tão desacreditado ‘Pacto Social’ como forma de conter a fúria dos manifestantes, junto com essa medida, anuncia um embrulhão contendo a sonhada reforma politica através de uma minirreforma da constituição e um plebiscito – uma verdadeira conversa para boi dormir!

Pois bem, e nós que militamos nos partidos da esquerda socialista, o que fazíamos e que fizemos? Em uma análise racional, é possível afirmar que quase nada, na real, a maioria da militância foi pego de surpresa também, sabe por quê? No caso especifico do PSOL/AM, nos falta militância orgânica, se olharmos ao nosso entorno, vamos encontrar um pouco mais que meia dúzia de militantes que atendem o chamado do partido.

De modo particular, não vejo isso como desalento, mas, sim como um grande desafio para a próxima direção do Partido no Amazonas, é preciso ter claro que um militante não se forma apenas com boa vontade, é preciso persistência, um pouco de dedicação, organização, formação politica, um bom plano de marketing e comunicação e, uma firme estratégia de luta (plano de atividade prática), sem a qual não haverá militância consequente.

Sobre esse aspecto, Lenin escreveu um artigo em 1901 intitulado “Por onde Começar?”, ele começa dizendo:

“No último ano, a pergunta “Que fazer?” se impôs com força particular aos social-democratas russos. Não se trata de escolher um caminho (como foi o caso nos fins dos anos oitenta e início dos anos noventa do século XIX), mas de saber quais passos práticos devemos dar sobre uma rota já traçada, e precisamente de que modo. Se trata do método e do plano de atividade prática. E precisamos reconhecer que os problemas do caráter e dos métodos da luta, fundamental para um partido prático, não estão completamente resolvidos entre nós e continuam a suscitar sérios dissensos, que revelam uma instabilidade e incerteza ideológica deploráveis. De um lado, está ainda bem viva a tendência “economicista”, que inferioriza e restringe o trabalho de organização e agitação política. De outro lado, continua de cabeça firmemente erguida a tendência do ecletismo sem princípios, que muda ao sabor de qualquer brisa e não sabe distinguir entre os interesses imediatos das tarefas essenciais e das exigências permanentes do movimento no seu conjunto.”

Cento e doze anos se passaram e parecem que Lenin está escrevendo hoje; olhando para a conjuntura que vivemos, avaliando as nossas deficiências, refletindo sobre o caráter da nossa luta e apontando estratégias e táticas a trilharmos. Porque essa citação? Primeiro por que acho importante estudar a história para tiramos dela lições importantes para o nosso cotidiano, segundo, para aprender com a história dos que foram capaz de implementar transformações relevantes em sua época, por fim, para compartilhar com os camaradas as nossa preocupações em relação ao que pesamos sobre a importância do nosso partido na conjuntura atual.

Como eu disse acima, o nosso desafio é organizar um plano de atividade prática e uma militância ativa, consequente e determinada.  Considero ser essas as principal tarefa da nova direção do PSOL/AM que vamos ter a oportunidade de escolher no 4º CONGRESSO DO PSOL AMAZONAS dias 25 e 26 de outubro em Manaus. Entendo que um partido da envergadura do PSOL a nível Nacional, não pode mais ser conduzido no Amazonas como um partido pequeno, irrelevante, despropositado que serve apenas para coonestar com os políticos tradicionais que aqui aportaram para saquear nossa população. O que defendo e acho que todos nós. É um PSOL respeitado e protagonista das transformações que o nosso povo precisa.

Para que isso aconteça, precisamos que todas as instancias do partido funcione regularmente, de uma militância aguerrida e determinada, de uma direção partidária que estimule e impulsione as lutas da população, precisamos combater o pessimismo da dificuldade de recursos financeiros dando maior ênfase na formação de uma militância consciente, desinibida, veloz no raciocínio, ética e consequente na execução dos planos de trabalhos traçados, só assim teremos recursos humanos e financeiros pra alavancar nossas ações.

A nova direção do PSOL/AM precisa estimular a participação dos seus militantes a serem protagonistas das lutas da sua categoria no local de trabalho, na comunidade e mais, dar o suporte devido para que as lutas que cada militante organizar, seja vitoriosa, assim, a nova direção deve ser estimuladora e não repressora das iniciativas dos seus militantes, é urgente combater a desconfiança que vem norteando, estrangulando e regulando o avanço do partido no Amazonas, o militante precisa ter confiança na sua direção e não medo ou resignação.

O papel de cada militante do partido é acima de tudo, organizar a luta politica da população e fortalecer o partido. Da direção, é planejar, organizar e disponibilizar todas as condições para o bom desempenho das atividades organizadas pelo militante, para ressaltar essa importância cito mais um fragmento do Artigo de Lenin “Por onde começa?”, aqui ele aborda as diversas atividades continuas de um militante politico junto ao proletariado:

“Amanhã, pode se colocar uma tarefa mais difícil, por exemplo, apoiar o movimento dos desempregados de alguma região. Depois de amanhã, deveremos estar talvez em nosso posto participando de modo revolucionário de um levante camponês. Hoje, devíamos usar o agravamento da situação política que o governo criou com a cruzada contra o zemstvo (espécies de parlamentos rurais de tipo feudal russo). Amanhã, deveremos apoiar a indignação da população contra este ou aquele esbirro tzarista, desencadeando e ajudando, mediante os boicotes, as denúncias, as manifestações etc., a dar uma lição tal que o constranja a se retirar. Tal grau de preparação para a luta se pode formar somente com uma atividade contínua em que se empenhe a tropa regular. Se nós unirmos nossas forças para desaguar em um jornal de escala nacional, tal trabalho fará surgir e formará não somente os propagandistas mais hábeis, mas também os organizadores mais provados, os chefes políticos mais capazes de saberem lançar no momento exato a palavra de ordem da luta decisiva e dirigir essa luta.”

No Artigo “Por onde começa”, Lenin reafirma que o caminho estratégico já está definido é o socialismo. Portanto, o que  precisamos saber é como começar. Ele aponta como primeiro passo a comunicação, no caso da época o Jornal do Partido. Hoje, guardado as proporções, a comunicação continua fundamental para o sucesso das nossas atividades, portanto, o PSOL/AM, deve organizar seu sistema de comunicação, tanto interna, como externa.

Com a tecnologia disponível, não podemos mais ser refém da mídia dirigida e a serviçal do capital, precisamos dar visibilidade a população, de tudo que pensamos em relação a economia, a educação, a saúde, ao direito, ao trabalho e vida digna que queremos construir com a nossa gente. E, o mais importante, municiar a militância com conteúdos e instrumentos de agitação e propaganda do projeto alternativo de poder popular que queremos.

ELSON DE MELO
Secretário de politica Amazônica
PSOL - Amazonas

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Só José Genoíno pode salvar a honra de José Genoíno!

“Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.”
– Carlos Drummond de Andrade

Está circulando um abaixo-assinado organizado por amigos do deputado José Genoíno e ex-presidente do PT, cujo objetivo é tentar a rever a sua condenação no STF, alegam que ele [Genoíno] recebeu uma pena injusta e que precisa ter sua honra resgatada. Eu achava também que ele foi um inocente útil, mas infelizmente, o próprio Genoíno, desmentiu as minhas desconfianças, vejo que ele está sendo covarde e condescendente com os verdadeiros articuladores do mensalão, portanto não está empenhado em resgatar a sua honra e história e lhe falta honradez.

Enquanto ele continuar negando esclarecimento ao povo brasileiro sobre os verdadeiros responsáveis por esse maldito mensalão, e, só ele pode dizer a verdade! Os seus amigos podem até conseguir rever a pena, mas não haverá o resgate da sua honra! Se continuar protegendo os culpados, é no minimo cúmplice e como tal, que seja mantida a condenação!

Quando ocorreram as noticias de que José Genoíno estava envolvido no escândalo do mensalão, de pronto não acreditei, tinha a convicção que ele fora usado como inocente útil por Zé Dirceu, Paulo Pereira, Delúbio soares e outros membros da executiva do PT, cheguei a escrever esse comentário “A CUMPLICIDADE DE LULA E O LIDER DO MENSALÃO ZÉ DIRCEU”. Acesse o Link para ver... http://luctasocial.blogspot.com.br/2010/02/cumplicidade-de-lula-e-o-lider-do.html, quando foi lançado o Livro “Entre o Sonho e o Poder” de Denise Paraná, uma narrativa da trajetória politica de José Genoíno, onde ele relata dentre outros, o episódio mensalão, achava que ali ele poderia pelo menos dar uma pista sobre as minhas desconfianças, fiquei decepcionado, ele simplesmente se limitou a usar as mesmas desculpas esfarrapadas que o dera antes.

Agora não adianta ele sair por ai colhendo assinaturas para tentar resgatar a sua honra e história, uma vez que ele, por omissão ou covardia, não foi capaz de esclarecer os fatos que o envolveram nesse mar de corrupção em que o PT se transformou.

Hoje José Genoíno está doente, mais ainda é tempo para deixar de dar explicações sem conotações claras, e, vir a publico esclarecer o povo brasileiro de quem são os verdadeiros mentores desse escândalo monstruoso chamado de mensalão, o resgate da própria história e honra só depende dele, só Genoíno, pode salvar a honra e a história do valente guerrilheiro José Genoíno Neto! Ele deve isso a todos nós que admirávamos ou o ainda admiram.
  

Elson de Melo

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A Juventude no comando das mudanças

Imagem: Levante Popular da Juventude
Cansados de promessas não cumpridas, de desculpas esfarrapadas e de tanto ser humilhado, a população brasileira tomou em junho as ruas para protestar contra tudo que está errado. No Amazonas mais 100 mil pessoas protagonizaram o maior Ato Publico da história da cidade de Manaus. 

A juventude com sua rebeldia peculiar, assume o comando das mudanças e empolgaram homens e mulheres de todas as idades a se manifestarem contra as falsas promessas, contra o aumento absurdo das passagens dos ônibus urbanos, contra a inercia do Governo e do Congresso Nacional que num conluio midiático, empurram com a barriga as demandas sociais que o povo reclama.

Os Partidos políticos, o Movimento Sindical e todas as Entidades que se acham representantes da sociedade civil, foram surpreendidos com a fúria rebelde dos manifestantes.

Essa juventude que está nas ruas, é a geração mais nova de todos os tempos que se apresenta como protagonista de uma agenda positiva de mudanças. Quando o PT chegou ao Governo essa população Juvenil tinha apenas 5 (cinco) anos, certamente muitos deles acompanharam seus pais as urnas para votar no como fez o meu filho. Dentro da sua percepção, a Juventude condena a politica tradicional e corrupta que impera no Brasil há séculos, desafia o governo que até o mês de maio era o mais bem avaliado pelos institutos de pesquisas eleitorais, desnuda esse governo e mostra que a Presidente Dilma além de não ter a hegemonia de sua propalada base aliada, escancara a cara autoritária, arrogantes e ao mesmo tempo submissos a grupos econômicos uma legião de Governadores e Prefeitos.

O sentimento de igualdade, solidariedade e liberdade, está presente em todas as manifestações, na esteira das percepções está a necessidade de politicas publicas para educação, saúde, mobilidade urbana, reforma agraria, habitação, segurança publica, gestão publica responsável, fim da corrupção, reforma politica...

 As manifestações anteciparam o calendário eleitoral, hoje existe nos bastidores da politica, uma verdadeira guerra entre políticos tradicionais, disputando a cotoveladas, pernadas pontapés e rabo de arraia, a indicação dentro dos seus partidos para os principais cargos politico da Republica e nos Estados.

Na nossa modesta percepção, a eleição 2014 está em aberto e terá sucesso o agrupamento politico que conseguir entender os anseios da juventude e das mulheres! Esses dois seguimentos da sociedade, são o símbolo da rebeldia contemporânea.


Elson de Melo

domingo, 11 de agosto de 2013

Dia dos Pais: homenagem ao meu pai Raimundo de Lima Pinto

Na foto: Elson, Gilson, Adilson. Ironilson e o nosso pai Raimundo Lima
MEU PAI FAZ HISTORIA!

Comunidade Novo Amazonas
Município de Urucurituba
Nesse lugar majestoso...
Raimundo Lima faz historia!

Quando jovem cortou lenha, para o vapor navegar.
Casou com a nossa mãe Elzira Melo, mulher de fibra e gloria
Plantou juta, plantou roça, colheu castanha fez pomar.
Homem justo e solidário, não faltava a Puxirum.
Se os amigos dele precisam, está pronto para ajudar!  

De tudo conhece um pouco, faz casa, é mecânico,
Carpinteiro, calafate, padeiro...
Construiu forno de barro
Lavrou, aparelhou madeira e construiu sua Casa seu Lar!

Na várzea plantou cacau, criou gado, fez curral.
Na terra firme fez arrozal
Organizou cooperativa, colônia e comunidade rural.
Foi catequista, acolito e celebrador carismático!

Líder nato e persistente, um lutador consciente.
Raimundo de Lima Pinto não desiste e não se rende
Desafiou e venceu a enfermidade
Deixando-nos todos contentes
É um lutador valente!

Raimundo Lima é meu Pai
Amigo de toda gente
Nesse dia dos pais
Declaro solenemente...
Pai, te amo eternamente!

Feliz Dia dos Pais!

Elson de Melo

P.S. Não estão na foto os irmãos: Edson, Jackson, Dinison, Fátima e Tereza(falecida)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

É hora de tomar partido: Bem vindos ao PSOL!

Camaradas,

Bem vindos ao PSOL!

Parabéns por tomarem partido e filiarem-se no Partido Socialismo e Liberdade PSOL, compartilhamos com todos nossa alegria em acolhê-los e juntos fortalecermos a trincheira da esperança, da prosperidade e da luta por um Brasil justo, igualitário e solidário, onde todos sejam realmente felizes.

As ultimas manifestações do povo brasileiro nas ruas, marca um novo período para a politica ultrapassada e caduca que impera em nosso país, o grande ato Nacional do dia 20 de junho, mostrou um grande rendilhado de pessoas que tomaram as ruas empunhando seus cartazes em busca de respostas para as velhas demandas que assolam nosso povo há séculos. Uma grande parte desses imenso rendilhado era formado por jovens entre 15 a 16 anos.

A mocidade que está nas ruas protestando por direitos e cobrando atitudes positivas de políticos e partidos políticos, precisam ser acolhidas pelo PSOL cuja origem é o rompimento em 2003 com a politica entreguista do desses governos do PT que se sucedem há mais de dez anos.

Embora organizado dentro de uma estrutura partidária também caduca, o PSOL não só denuncia essa forma escrota de fazer politica como luta incansavelmente por uma nova ordem politica e social para o nosso Brasil.

Quando o PSOL foi fundado, essa mocidade que avança nas ruas, tinham apenas 5 anos de vida, nosso partido está com dez anos de fundação, estruturasse através de núcleos de bases, diretórios municipais, diretórios estaduais, diretório distritais, zonais e o diretório Nacional, temos ainda as setoriais que atuam no âmbito das secretárias de movimentos sociais, essa forma de organização, permite que todos os membros do partido tenham participação direta nas politicas definidas coletivamente pelo PSOL e sejam realmente protagonistas de uma nova politica.

Dessa forma, entendemos que só é possível construirmos um projeto alternativo a tudo que existe na politica Nacional e local, se as pessoas comprometidas com a ética, decência e dignidade, aceitem o desafio da construção de um modelo social e econômico que privilegie a maioria e resgate do abismo social todos os filhos e filhas da miséria, que sofrem com a falta de politicas publicas que atendam suas necessidades básicas.

Para que todos os camaradas entendam nasceu o PSOL, estou enviando (anexo) o Artigo do Bacharel em Ciência Politica da UnB e Servidos publico Federal Flavio Sposto Pompêu, intituçado “A Origem do PSOL”, boa leitura e vamos a luta!

Para ler o Artigo, clique em: "A Origem do PSOL"

Elson de Melo
Secretário de Assuntos Amazônico – PSOL/AM


terça-feira, 30 de julho de 2013

A politica hoje: crise de representatividade ou falta de alternativa?

“Sem Partido...”, “Não nos representa...”, "O povo unido protesta sem partido" “Nem esquerda, nem direita, eu quero é ir em frente!”. São essas frases que a juventude entoa em gritos e ecoa nas ruas de todo Brasil desde junho. Todas elas têm um endereço certo, os políticos e seus Partidos.

A reação dos políticos foram as mais variadas possíveis, uns acham que é apenas uma marola que logo passa, outros tentam identificar as lideranças, mas uma coisa todos sabe, eles vão ter que se reinventar se quiserem continuar manipulando a politica nacional.

A Presidente anuncia uma coleção de pactos, Plebiscito e até convocação de uma Constituinte para fazer a tal reforma politica, o Congresso se apressa em aprovar medidas paliativas para dar uma satisfação aos manifestantes. Essa reação do governo e do Congresso, não passou de uma marolinha passageira!

Os políticos e partidos da esquerda socialista reagem participando das manifestações, repercutindo nas Casas legislativas as demandas das ruas, porém, como membro assumido dessa corrente de pensamento e militante do PSOL, acho que precisamos ir além, avançar com a garra da mocidade, é dever nosso acolher essa juventude que está debutando nas lutas populares, oferecendo a eles, um espaço saudável para o debate politico em torno de uma agenda propositiva de transformação, compreender suas diferenças e romper com o dogmatismo que cerceia muitas vezes o avanço contemporâneo das lutas que se apresenta, a missão dos partidos da esquerda socialista é organizar as massas para lutar contra tudo que os oprime e nesse momento histórico, temos que radicalizar a democracia assumindo de fato o rompimento com essa oligarquia politica que manipula há séculos a politica brasileira.

A politica no Brasil sempre foi uma coisa das elites, com a chegada do PT ao governo, pensávamos que as coisas da politica seriam mudadas, mas infelizmente o roteiro continua o mesmo, a elite manda e o PT executa, a elite solicita e o PT entrega como está fazendo com as terras pertencentes aos parentes Índios, com os Portos e Aeroportos, com o Petróleo...

Realmente esses políticos há muito tempo não nos representam porem, esses políticos que estão enraizados no Congresso Nacional desde os tempos do Brasil Colônia, ainda pensam que estão na época do pombo correio ou do telegrafo, acham que ainda podem controlar e censurar a bel prazer toda a comunicação, como faziam a época que, “a priori, somente podiam entrar no país os livros que fossem autorizados pelo reino; a censura era grande e o desejo de perpetuar a ignorância do povo da colônia também” [Eliane Martos e LÌvia Bacelar – História dos Meios de Comunicação noBrasil], eram esses os principais instrumentos de perpetuação dos mesmos na politica.

Essa pratica autoritária e restritiva, combinada com o poder econômico e um sistema politico dirigido por essa oligarquia, permanece intacto e pouco questionado, pois bem, é essa politica que impede o surgimento de novas lideranças comprometidas com as causas da maioria dos viventes do nosso país, quando por descuido surgem algumas, essa oligarquia não hesita em coopta-las como fizeram com líder sindical Lula e seu PT.

“Preparem-se políticos inertes e corruptos: o gigante acordou!”. Essa frase que inspira as manifestações de rua em todo o território brasileiro, precisa ser literalmente levada a pratica na politica, nas últimas décadas os atuais políticos ou sucedem a si próprios ou então criam clones dos seus tiques. Para impedir que eles voltem em 2014 é preciso que as pessoas de bem e éticas assumam o protagonismo que a historia está a requerer, unam-se a juventude e agite a bandeira das transformações que o Brasil precisa.

O Brasil para evoluir socialmente, precisa de uma agenda de transformações que instrumentalize a juventude para serem protagonistas na politica, nas Instituições da Sociedade Civil, na Economia e na liderança de um processo politico libertador dos que vivem das migalhas que sobram da mesa farta dos ricos e poderosos que governam esse país. Precisamos combater os déspotas com lideranças novas e comprometidas com a verdadeira agenda das transformações. Sejamos todos(as) protagonistas e alternativa para um Brasil Gigante!


Elson de Melo

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A opção do PT

ESCRITO POR PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO JR.
                                
  ‘É na práxis que o ser humano tem de provar a verdade, isto é,
a realidade e o poder, o caráter terreno de seu pensar. A controvérsia acerca
da realidade ou não realidade do pensar – que está isolada da práxis –
é uma questão puramente escolástica’.

K. Marx, Teses sobre Feuerbach

Forjado nos embates contra a opressão política e a exploração econômica no início dos anos 1980s, o PT cresceu e se fortaleceu no imaginário do povo brasileiro como um instrumento de luta por uma sociedade justa e soberana. Por esse motivo, quando chegou ao poder, a decisão de compor com as forças da ordem e simplesmente administrar o status quo gerou fortes reações entre os militantes comprometidos com a transformação social. A racionalização da burocracia petista, ecoada nos movimentos sociais que permaneceram presos à lógica do Lulismo, organizou-se em torno do discurso de que, pela sua própria composição heterogênea, o caráter de classe do governo encontrava-se em aberto. Uma década no poder é tempo mais do que suficiente para fazer um balanço da suposta “disputa” e patentear as opções de classe que nortearam as decisões e as omissões da gestão petista. O retrospecto é inequívoco. Em todos os embates decisivos, os governos do PT não hesitaram em renegar a origem rebelde do Partido, dar as costas aos interesses da classe trabalhadora e fechar fileira com a ordem estabelecida.

Antes mesmo de tomar posse, a aceitação de nomes de confiança dos organismos internacionais e do chamado “mercado” para o comando do Banco Central, Tesouro Nacional e Secretaria da Receita Federal revelou a extrema docilidade das lideranças petistas em relação à tutela do imperialismo e da plutocracia tupiniquim. Tal situação perdurou até o segundo mandato de Lula, quando finalmente o governo petista fez um tímido movimento para colocar pessoas de sua confiança à frente dos postos-chaves da economia. Nesse contexto, a breve passagem de Lina Vieira no comando da Secretaria da Receita Federal é elucidativa das opções do PT nas guerras intestinas pelo controle do aparelho de Estado. Seu esforço para acabar com balcão de negócios e impor uma administração tributária técnica e republicana durou pouco. Após menos de um ano no cargo, Lina Vieira foi demitida, por intervenção direta de Dilma Rousseff, então toda poderosa Ministra da Casa Civil. O fato selava a aliança do governo petista com a burocracia que representa no interior do Estado os interesses do capitalismo gangsteril.

A derrota acachapante das forças que ousaram enfrentar os grandes fraudadores do fisco reafirmava o que já havia sido definido no início do governo Lula, quando a demissão de Marcelo Rezende da Superintendência do INCRA surpreendeu a CPT e o MST, marcando simbolicamente a meteórica opção do PT pelo latifúndio. Nos anos seguintes, as políticas agrícolas e agrárias confirmariam a vitória dos ruralistas e dos grandes grupos econômicos que controlam o processo de produção e comercialização no campo. A aposta na competitividade espúria, baseada na superexploração do trabalho e nas vantagens naturais do território, como forma de conquista de mercados externos, levou à revitalização do agronegócio, liberando forças que reforçaram a concentração fundiária e o poder do grande capital financeiro sobre o campo. A liberalização do comércio exterior, sem nenhum cuidado com a preservação da autonomia alimentar da Nação, expôs os agricultores familiares à concorrência desigual de produtos importados. A dificuldade dos pequenos e médios produtores foi agravada pelo estímulo à modernização indiscriminada, sob os auspícios das grandes multinacionais que controlam os pacotes tecnológicos e biotecnológicos da agricultura capitalista. O abandono da reforma agrária no governo Dilma, caracterizado pela paralisia das desapropriações, é o resultado inexorável desse processo.

A reforma da previdência social dos funcionários públicos, exigência dos organismos internacionais, que motivou uma verdadeira rebelião de parlamentares petistas e grandes campanhas de protesto, constitui o divisor de águas que acabava com qualquer ilusão em relação ao caráter progressista do governo. A ofensiva sobre os direitos trabalhistas foi complementada com uma série de medidas que aprofundaram o processo de flexibilização e precarização do trabalho iniciado por FHC: emprego por tempo determinado; liberalidade na contratação de serviços braçais na forma de empresas jurídicas; jornadas móveis, Lei das Pequenas e Microempresas; desoneração da folha salarial; Lei de Falência. A obsessão em reduzir o custo do trabalho revela a opção preferencial de Lula e Dilma pela superexploração como galinha dos ovos de ouro do capitalismo brasileiro.

A expulsão dos parlamentares que se insurgiram contra a traição das bandeiras históricas do PT sacramentava a absoluta supremacia dos interesses do capital financeiro na definição das prioridades da política econômica. A opção neoliberal foi reafirmada pela manutenção das políticas de metas inflacionárias e superávits fiscais impostas por FHC por determinação do FMI – decisão que subordina a expansão da economia ao comportamento do mercado internacional, o crescimento do mercado interno às exigências da estabilidade monetária, a defesa da indústria nacional aos imperativos da liberalização comercial e o gasto público às exigências dos rentistas que vivem às custas da dívida pública. A escalada dos lucros das instituições financeiras durante o governo Lula é a prova material do poder absoluto que o capital financeiro exerce sobre o Estado brasileiro. O rápido aborto da intenção do governo Dilma de reduzir os juros deixou patente a inexistência de vontade política para enfrentar os interesses rentistas que estão no comando da política monetária, mesmo quando eles implicam forte desgaste na opinião pública e desmoralização dos infundados sonhos neodesenvolvimentistas.

A preponderância da lógica dos negócios levou Lula, eleito com o compromisso explícito de interromper a entrega de patrimônio público, a promover novas rodadas de privatização. Em vez de reforçar o combalido orçamento das universidades federais, foi criado o PROUNI, que transferiu grandes massas de recursos para universidades privadas de péssima qualidade. Em vez de reforçar o orçamento do SUS, o governo do PT foi pródigo em oferecer subsídios públicos, na forma de isenções e deduções fiscais, às operadoras e usuários de planos e seguros privados de saúde. O processo de privatização da saúde foi aprofundado no governo Dilma com a Emenda Constitucional 29 e com novas iniciativas, urdidas nas salas do Palácio do Planalto, para restringir o SUS basicamente a duas funções: a assistência de pessoas pobres e a cobertura de demandas negadas pelas operadoras privadas por serem muito caras – em frontal oposição aos princípios estabelecidos pela Constituição de 1988 que determinava a organização de um Sistema Único de Saúde. Não espanta que nos últimos dez anos os gastos privados com saúde tenham superado os gastos públicos.

Em vez de garantir o monopólio do Pré-Sal e a totalidade do excedente petroleiro para o financiamento de políticas públicas, como faria um governo comprometido com as necessidades da população e a defesa dos interesses estratégicos da nação, Lula abriu a exploração de riqueza existente no pré-sal à sanha da iniciativa privada, nacional e internacional. A figura deslumbrada de Eike Batista é emblemática dos novos bilionários criados nos anos de Lula-Dilma. Em vez de priorizar investimentos públicos que contemplassem as necessidades estratégicas das grandes cidades – mobilidade urbana, habitação e saneamento básico –, os governos do PT mergulharam de cabeça nos negócios dos grandes eventos, promovendo uma verdadeira farra das empreiteiras. O desperdício do dinheiro público com obras faraônicas, cujos orçamentos parecem um saco sem fundo, contrasta com a dificuldade insuperável para resolver a penúria crônica de recursos para as políticas sociais. No governo Dilma, a febre privatista foi reforçada. Cedendo à pressão do grande capital ávido por negócios de ocasião, rodovias, portos e aeroportos converteram-se, sob a forma de parcerias público-privadas, em objetos de grandes negócios.

No início do governo Lula, a hesitação na homologação da reserva indígena Raposa Serra do Sol prenunciava uma total falta de vontade para cumprir os compromissos históricos do PT com os povos da floresta. Nos anos subsequentes, a cumplicidade do Estado petista com a escalada da violência contra o homem pobre que vive indefeso no meio do mato, particularmente contra os povos indígenas, revelaria a tomada de partido a favor dos fazendeiros, madeireiras e mineradoras. A demissão de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente no segundo governo de Lula mostrava que nem mesmo os suaves contrapontos de um ecocapitalismo bem moderado seriam tolerados. A vitória da pirataria da floresta foi coroada no governo Dilma com a aprovação do Código Florestal. A Amazônia estava franqueada para uma nova ofensiva de depredação. Os povos da floresta ficaram sujeitos a novas ondas de violência.

As opções de classe dos governos petistas também se tornam patentes no surpreendente e inexplicável imobilismo das autoridades constituídas para apurar os crimes da ditadura militar. Na administração de Lula, o máximo que se fez foi reconhecer que as vítimas dos anos de chumbo mereciam alguma forma de indenização pecuniária. A constituição da Comissão Nacional da Verdade pela presidente Dilma não representou mudança qualitativa. Mais de um ano após a sua instalação oficial, não se produziu um fato concreto capaz de levar às barras dos tribunais os militares, empresários e civis que colaboraram direta e indiretamente com prisões arbitrárias, tortura, assassinatos e atentados. A covardia do governo petista para desmantelar o aparelho repressivo montado na ditadura militar é reveladora da força dos laços de continuidade que prendem a “democracia restrita” de hoje à “autocracia armada” de ontem. O prestígio e a posição proeminente de políticos, burocratas e militares da ditadura militar junto à alta cúpula dos governos petistas, como é o caso conspícuo de figuras como José Sarney, Delfim Netto e Paulo Maluf, é o epifenômeno da cumplicidade do governo petista com o padrão de desenvolvimento capitalista baseado na superexploração do trabalho e no controle do capital internacional sobre os setores econômicos estratégicos, padrão que se cristalizou em 1964, com a consolidação da ditadura do grande capital como uma contra-revolução permanente.

No plano ideológico, a ação dos governos petistas caracterizou-se pelo reforço do colonialismo cultural e da naturalização das desigualdades sociais. Antes mesmo da primeira eleição de Lula, o anúncio da famigerada “Carta aos Brasileiros”, destinada a acalmar os mercados, já prenunciava o desespero de afastar qualquer desconfiança do grande capital, nacional e internacional, em relação ao bom comportamento do governo petista. A absoluta subserviência ao ideário da ordem global traduziu-se no esforço sistemático de Lula de negar seu passado “reformista” e legitimar todos os tabus impostos pelo neoliberalismo. Com a ansiedade de quem precisa mostrar serviço, Lula não teve nenhum escrúpulo para lançar mão de sua grande credibilidade junto às camadas populares para exaltar a sacralização dos contratos com as grandes empresas; a estabilidade dos preços como um fim em si; a austeridade fiscal e monetária como dogmas inquestionáveis da política econômica; o avanço sobre os direitos dos funcionários públicos (estigmatizados como privilégios corporativos); o capital internacional como parceiro estratégico e insubstituível do desenvolvimento nacional; a especialização primária como o caminho para a prosperidade; os Estados Unidos como guardião da ordem; enfim, o fim da história como um fato consumado que teria sepultado definitivamente qualquer veleidade de reformas estruturais, afastando assim qualquer papel construtivo para o pensamento crítico e para as lutas sociais.

A adesão incondicional ao imaginário da ordem global levou o governo petista a reforçar o colonialismo cultural, cuja expressão máxima é a exaltação da modernização dos padrões de consumo - a cópia dos estilos de vida e de consumo das economias centrais – como medida do sucesso da política econômica e do bem-estar da sociedade brasileira. A contrapartida necessária do reforço do colonialismo cultural foi a política deliberada, que atravessou todos os governos, de naturalização das desigualdades sociais, cuja essência consiste na propaganda ostensiva de que as medidas assistencialistas de combate à pobreza teriam transformado o Brasil em um país de classe média, quando todos os condicionantes estruturais da pobreza permaneceram absolutamente incólumes: o latifúndio; a favela; a presença de um contingente, equivalente a mais de 1/3 da população economicamente ativa, vivendo no subemprego ou simplesmente desempregado. Não por acaso, ignorando toda a tradição do pensamento crítico brasileiro, os governos petistas ressuscitaram o mito do crescimento econômico como solução para os problemas nacionais.

Finalmente, em junho de 2013, quando a revolta popular eclode em São Paulo e se alastra pelo Brasil, fazendo emergir as terríveis contradições de uma modernização fútil e de uma política econômica que ignora os interesses fundamentais da população, o governo do PT não hesitou em fechar fileira com a preservação da paz social e a defesa do status quo. O pânico com a presença do povo nas ruas selou a fusão definitiva do PT como um partido da ordem. Enquanto as ruas ardiam, o comportamento de Fernando Haddad, Dilma Rousseff e Aloísio Mercadante – diletos pupilos de Lula – diante do clamor por mudanças radicais nas políticas públicas é emblemático do novo modo de ser do PT. A imagem de Fernando Haddad ao lado do governador Geraldo Alkmin no Palácio dos Bandeirantes, anunciando que financiaria a redução das tarifas de ônibus com cortes nos investimentos em saúde e educação e, poucos dias depois, a figura circunspecta de Aloísio Mercadante, defendendo com unhas e dentes, a mando de Dilma, o compromisso inabalável do governo federal com a austeridade fiscal revelam o profundo divórcio entre a juventude trabalhadora que saiu às ruas para lutar por direitos coletivos e o Partido dos Trabalhadores comprometido até o pescoço com o mundo dos negócios. Posto contra a parede pela população enfurecida, que repudiava o fato de ter sido relegada à última prioridade das políticas de Estado, a liderança petista esmerou-se em engambelar o povo, tranqüilizar o grande capital e convencer o grande irmão do norte de que aqui nas terras do Brasil tudo continuará como dantes.


Plínio de A. Sampaio Jr. é Professor Livre-Docente do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas – IE/UNICAMP e membro Conselho Editorial do Jornal Correio da Cidadania – www.correiocidadania.com.br

segunda-feira, 8 de julho de 2013

As ruas e o tamanho de nossa ignorância

  
Frei Betto publicou artigo no Brasil de Fato, em 03/07. Em “Recado das ruas”, ele analisa as manifestações populares das últimas semanas. Diz que elas “fundem a cuca de analistas e cientistas políticos”. Fazem dirigentes partidários e lideranças políticas se perguntarem: “quem lidera, se não estamos lá?”

Betto diz que sentiu o mesmo ao deixar a prisão da ditadura, em 1973. Ao sair, encontrou um movimento social em plena atividade. E perguntou-se: “como é possível se nós, os líderes, estávamos na cadeia?”

“Como essa mesma perplexidade, diz o texto, Marx encarou a Comuna de Paris, em 1871; a esquerda francesa, o Maio de 1968; e a esquerda mundial, a queda do Muro de Berlim e o esfacelamento da União Soviética, em 1989”.

Poderíamos acrescentar a Revolução de Fevereiro, na Rússia, em 1917. Contra a vontade dos bolcheviques, as operárias têxteis iniciaram uma greve. O movimento acabou inaugurando o processo revolucionário que, em outubro, se completaria com a tomada do poder.

Na verdade, as lutas espontâneas e “não autorizadas” pelas vanguardas são o fermento de qualquer processo revolucionário. É nisso que acreditava a grande revolucionária Rosa Luxemburgo, com toda razão. Era uma de suas divergências com Lênin, ainda que ela não negasse a necessidade do partido de vanguarda.

Não vivemos uma situação revolucionária, mas as esquerdas não estão à altura nem das atuais revoltas. Ou se deixaram amansar pelo poder, ou abandonaram o cotidiano das lutas populares. Agora, as mobilizações estão aí, a revelar o tamanho de nossa ignorância. E parece que não é pequena.


Fonte: PSOL 50

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A felicidade de Epicuro as geração de hoje


A felicidade tem sido tema recorrente de governantes e muitos membros das academias mundo adentro, para nós reles mortais a felicidade se resume em raros momentos de prazer as vezes incompreendidos.

É claro que os senhores do pensamento moderno, tentam dar a felicidade um significado de poder e racionalidade, para isso, eles relacionam a capacidade de consumo que o individuo tem para ostentar sua felicidade através da forma de se produzir (vestir, calçar, adornar-se), o ter passa a ser prazer que leva a pessoa ao gozo.

Assim o capital induz o individuo a uma felicidade cujo prazer é a competitividade e isso é possível observar quando a pessoa exibe o carro do ano, a roupa de marca famosa, o ambiente sofisticado que frequenta o celular de ultima geração... Todos esses comportamentos apontam para uma sociedade dividida em classe, as dos felizes e a dos infelizes, a classe dos que tudo tem e dos que nada tem!

Na verdade, essa nova teoria da felicidade, propagandeada pelos teóricos do capital, serve tão somente para forjar argumentos pomposos que os políticos contemporâneos, se valem para ludibriar o sentimento da classe que nada tem, o proletariado.

Para compreender melhor o que é mesmo a felicidade, vamos conhecer um pouco o pensamento do filosofo grego Epicuro:

Epicuro (341 - 269 a.C.)

Epicuro de Samos foi um filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido e, numerosos centros epicuristas se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador. Epicuro nasceu na Ilha de Samos, em 341 a.C., mas ainda muito jovem partiu para Téos, na costa da Ásia Menor. Quando criança estudou com o platonista Pânfilo por quatro anos e era considerado um dos melhores alunos. Certa vez, ao ouvir a frase de Hesíodo, todas as coisas vieram do caos, ele perguntou: e o caos veio de que? Retornou para a terra natal em 323 a.C.. Sofria de cálculo renal, o que contribuiu para que tivesse uma vida marcada pela dor. Epicuro (341 - 269 a.C.)

Epicuro acreditava que a filosofia é o melhor caminho para se chegar à felicidade que para ele significava se libertar dos desejos. A filosofia é um instrumento para alcançar a felicidade, pois através dela o homem vai libertar-se do desejo que o incomoda. A filosofia com Epicuro passa a ter uma finalidade prática e não somente o objetivo de investigação dos fundamentos ltimos do mundo e do homem.

Ele divide a filosofia em três partes: a ética, a física e a canônica, sendo que as duas últimas estão intimamente ligadas.

Em sua ética Epicuro aponta a felicidade como sendo diretamente ligada ao prazer. O prazer é o início e o fim de uma vida feliz. O homem é inclinado a buscar o prazer e a fugir da dor e através do critério do prazer é que nós avaliamos todas as outras coisas. Existem para ele duas formas de prazer, o primeiro é o prazer estável que é a ausência da dor e da perturbação, o que ele chama de ataraxia e aponia, nessa forma de prazer o homem não sofre e mantêm-se em paz podendo atingir a felicidade. Na segunda forma de prazer, que é a da alegria e a do gozo, o homem pode tornar-se escravo do prazer e levar uma vida perturbada, o que não é condizente com a felicidade.

Segundo a filosofia de Epicuro é preferível a sabedoria feliz do que a insensatez feliz e a justiça é somente um acordo feito entre os homens para atingirem um fim comum que é  impedir de fazerem-se o mal reciprocamente.

Para suas ideias sobre teoria do conhecimento e sobre lógica Epicuro deu o nome de Canônica pois as duas servem como regra para expor um critério de verdade, um cânon, que é um princípio que vai direcionar o homem para a felicidade. O cânon é formado pelas sensações, pelas antecipações e pelas emoções.

O fluir dos átomos é o que produz as sensações nos homens. O fluir dos átomos é o que cria as imagens que são similares às coisas que os produzem. O fluxo dos átomos de uma árvore é o que cria em nós a imagem da árvore. Nós temos sensações dessas imagens e nossa percepção de mundo é produzida pela combinação de diversas imagens diferentes. Nossos conceitos são formulados pela repetição dessas sensações e pela recordação de sensações que vivemos no passado. As percepções do futuro também terão por base os conceitos que formulamos no presente. Essas sensações são o segundo e principal fundamento da verdade. O terceiro fundamento para Epicuro é a emoção que se constitui em nossa percepção do prazer e da dor.

Nossas opiniões podem ser equivocadas quando não são confirmadas pela demonstração das sensações. Um bom raciocínio é aquele que está em conformidade com os fenômenos percebidos.

Os estudos de física de Epicuro buscam rejeitar as coisas sobrenaturais como princípios de explicação do mundo. Para ele a física deve ser: 1° materialística, rejeitando como seu fundamento qualquer explicação sobrenatural e 2° mecanística, utilizando-se do movimento dos corpos como única explicação, rejeitando ainda qualquer explicação que busque uma finalidade para esses movimentos. Nada vem do nada, todo corpo é formado por corpúsculos menores e indivisíveis que são os átomos e os átomos se movimentam no vazio infinito. Nesse vazio os átomos colidem uns contra os outros podendo criar entre si as mais variadas combinações. O número dos átomos não é infinito, mas também não pode ser definido.

A alma é formada por partículas corpóreas que estão espalhadas por todo corpo. Essas partículas são mais tênues e delicadas e se movimentam de forma mais fácil que as outras pois são mais redondas. Com a morte os átomos da alma se separam e nós não podemos mais ter as sensações. A morte é o fim tanto do corpo quanto da alma e por essa razão nós não precisamos ter medo dos deuses.

Sentenças:
- As almas pequenas na sorte se desenvolvem, nas adversidades regridem.
- O homem sereno busca serenidade para si e para os outros.
- A morte não é nada para nós. Quando nos dissolvemos não temos mais sensibilidade e sem sensibilidade não nos resta nada.
- A vida do justo não é perturbada pelas inquietações, mas a vida do injusto é cheia delas.
- Toda amizade tem por base o proveito próprio.
- As pessoas terminam sua vida como se tivessem acabado de nascer.
- Não faça nada que teu vizinho não possa saber.
- Não devemos pedir aos deuses o que podemos realizar.
- O melhor da auto-suficiência é a liberdade.
- A morte não significa nada para nós pois quando nós somos ela não é e quando ela é, nós não somos.
- Nada é suficiente para quem considera o suficiente pouco.
- O prazer é o principal bem, ele é a ausência de dor no corpo e de inquietações na alma.

Fonte de pesquisa: 

 Wikipédia,



Elson de Melo