terça-feira, 31 de agosto de 2010

QUEM DIRIA... ATÉ NO PSOL/AM. É ASSIM!!!

Depois de ouvir alguns especialistas em Direito Eleitoral, resolvi vir a publico esclarecer que houve negligencia por parte do Presidente Regional do PSOL Gerson de Medeiros, em relação a não confirmação da candidatura do Senador Evandro Carreira que escolhemos em Convenção para ser o candidato do PSOL/Am. ao Senado da Republica nessa Eleição. Os fatos foram o seguinte: os coordenadores da campanha do Senador e o Presidente Gerson, tomaram ciência da decisão do TER/Am. e não avisaram o candidato a tempo, além de não providenciarem recorrer da decisão, pior, propositalmente deixaram que o prazo encerrasse para só então procurar Evandro para comunicar que o mesmo seria substituído pelo seu Suplente e coordenador da sua campanha, o Professor Marcos Queiroz. Da mesma forma, a maioria dos Membros da Direção Estadual do PSOL/AM. foram pegos de surpresa ao tomarem conhecimento pela imprensa que o novo candidato do partido seria agora o então suplente. De imediato solicitei do Presidente Gerson esclarecimentos sobre o episodio, tendo mesmo apenas respondido que no sábado 28/08/2010 haveria uma reunião na sede do partido para dar esses esclarecimentos, ocorre que não fora indicado o horário e tão pouco se a reunião era da Direção do Partido numa total falta de postura ética e compromisso com a democracia interna do Partido. Como um militante da esquerda socialista e Membro da Direção Estadual, entendo que mesmo havendo a vacância da candidatura, pelo menos a Direção do partido deveria ser convocada para encaminhar a escolha do substituto coisa que desconheço, certamente foi uma decisão monocrática do Presidente. Sendo assim, não vejo legitimidade na candidatura do Professor Queiroz e muito menos transparência nas decisões do Presidente Gerson. É por isso que o partido não consegue melhores resultados nas eleições que participa. Pensei que isso só era possível nos partidos da direita, infelizmente estou constatando no campo mais precioso da luta por: igualdade, ética, transparência, democracia, justiça, solidariedade e liberdade. É o engodo imperando até na ESQUERDA SOCIALISTA!

Élson de Melo – Sindicalista e Membro da Direção Estadual do PSOL/AM.

MAIS UMA TRAIÇÃO DO PT, LULA E DILMA A VITIMA DA VEZ É: MARILENE CORRÊA!

Por: Elson de Melo (*)
A candidata ao Senado Marilene Corrêa do PT, vem nessa campanha eleitoral sofrendo muitas mutações, mulher que no entendimento da grande maioria de observadores, tem uma biografia muito superior e incomparável a do Presidente Lula, é o melhor Curriculum Vitae dentre os demais candidatos ao Senado. Os seus coordenadores de campanha e de marketing estão denegrindo e maculando a sua imagem, impondo mutações incompatíveis com sua postura e personalidade. Como se não bastasse os equívocos do marketeiros, Marilene sofre agora a maior traição de sua vida, imposta pela sua candidata a Presidente Dilma que presta apoio a sua adversária Vanessa Grazziotin do PC do B.


Marilene Corrêa da Silva Freitas possui graduação em Serviço Social pela Universidade Federal do Amazonas (1975), mestrado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1989) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1997). Fez Pós Doutorado em Paris/ UNESCO e na Université de Caen France. Foi Secretária de estado de Ciência e Tecnologia de 2003 a maio de 2007. No mesmo período foi Vice-presidente regional norte do Forum Nacional de Secretários de C&YI. É Reitora da Universidde Estadual do Amazonas, desde 09 de maio 2007 de onde se afastou para ser candidata ao Senado pelo PT. É Presidente da AFIRSE Brasileira desde setembro de 2007. Membro do Conselho Científico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá do MCT desde 2003 sendo reconduzida por novo mandato até 2010. À Partir de agosto de 2007 é membro do Comitê Nacional do Programa de Iniciação Científica PIBIC/CNPQ. Em 16 de março de 2008 foi empossada no Conselho Científico de Assessoramento para Assuntos Internacionais ao Ministro de Ciência e Tecnologia. Em 20 de novembro de 2009 foi nomeada como membro titular do Fundo Nacional do Meio Ambiente como representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência sendo empossada no dia 10 de dezembro de 2009. É professora e pesquisadora do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas. Atualmente é professor adjunto1 da Universidade Federal do Amazonas e professor adjunto1 da Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: amazônia, políticas públicas, teoria sociológica, política científica e desenvolvimento socioeconômico.


Na é justo o que PT, Lula e Dilma, estão fazendo com essa grande referencia intelectual da Amazônia, a imposição do Marketing não pode transfigurar a sua personalidade. Existem formas mais elegante de trabalhar o marketing político de uma Intelectual da envergadura de Marilene Corrêa, querer comparar seu perfil com Lula, Alfredo e Dilma é no mínimo não compreender que apesar de ter nascido em Concórdia no Rio Juruá. Marilene optou pela carreira acadêmica a que fez muito bem. Portanto, são trajetórias muito diferentes que ao tentarem comparar transmite ao eleitor uma grande apelação!


Se o meu conterrâneo Professor Silvério Tundes ainda tivesse entre nós, certamente ele diria: “estão transformando a Marilene no Cabo Pereira, só falta os pulinhos!”. Não restam duvidas que se o Amazonas quiser contribuir com o equilíbrio do País no Senado da Republica, o melhor casal é Marilene Corrêa e Artur Neto.


(*) Élson de Melo é Sindicalista.

domingo, 29 de agosto de 2010

CARTA DOS QUATRO RIOS

Participante do I Encontro dos Povos e Comunidades Atingidas e Ameaçadas por Grandes Projetos de Infra-Estrutura, nas bacias dos rios da Amazônia: Madeira, Tapajós, Teles Pires e Xingu, em Itaituba, oeste do Pará, entre os dias 25 e 27 de agosto de 2010 lançam carta em defesa da vida. Abaixo
Carta dos 4 Rios


Nós, povos indígenas, negros e quilombolas, mulheres, homens, jovens de comunidades rurais e urbanas da Amazônia brasileira, participantes do I Encontro dos Povos e Comunidades Atingidas e Ameaçadas por Grandes Projetos de Infra-Estrutura, nas bacias dos rios da Amazônia: Madeira, Tapajós, Teles Pires e Xingu, em Itaituba, oeste do Pará, entre os dias 25 e 27 de agosto de 2010, vimos através desta carta denunciar a todas as pessoas que defendem a Vida que:
Historicamente no Brasil todos os grandes projetos de infra-estrutura sempre trouxeram destruição e morte aos modos de vida dos seus povos originários e populações tradicionais em benefício de grandes grupos econômicos. A construção de hidrelétricas como a de Tucuruí, no Pará, Samuel em Rondônia, Estreito no Tocantins e Balbina no Amazonas são exemplos claros dos males que esse modelo de desenvolvimento produz.
As ameaças que vem sofrendo as populações dos rios Madeira, Tapajós, Teles Pires e Xingu também são motivos de nossas preocupações, ocasionadas pelos falsos discursos de progresso, desenvolvimento, geração de emprego e melhoria da qualidade de vida, vendidos pelos governos e consórcios das empresas em uma clara demonstração do uso da demagogia em detrimento da informação verdadeira, negada em todo o processo de licenciamento e implantação dos empreendimentos, a exemplo do que vem ocorrendo no rio Madeira, onde a construção dos complexos hidrelétricos de Santo Antonio e Jirau já expulsou mais de três mil famílias ribeirinhas de suas terras, expondo-as a marginalidade, prostituição infanto-juvenil, tráfico e consumo de drogas, altos índices de doenças sexualmente transmissíveis e assassinatos de lideranças que denunciam a grilagem de terra por grandes latifundiários, estes os “grandes frutos” desse modelo de desenvolvimento.
Condenamos o autoritarismo que seguidos governos militares e civis utilizaram e ainda utilizam contra as populações vulneráveis como o uso da força, expulsão da terra, da criminalização dos movimentos sociais, da ameaça física, da cooptação de lideranças e a completa exclusão das suas opiniões dos chamados processos de licenciamentos.
Condenamos a privatização de nossos recursos naturais, que provocam insegurança e degradação de povos, culturas e sabedorias milenares, das nossas florestas, dos nossos rios e da nossa sociobiodiversidade.
Condenamos também os grandes empreendimentos por significarem acúmulo de capital, concentração de terras e de poder político sobre nossas vidas.
Defendemos:
Que aliança dos Povos e Comunidades da Pacha Mama, da Pan-Amazônia se fortaleça a cada passo dado rumo à construção de um novo mundo possível.
O “bem viver” como princípio de vida em contra-ponto à lógica da acumulação, da competição, do individualismo, da superexploração dos trabalhadores e trabalhadoras e dos nossos recursos naturais;
Um projeto de integração de nossos povos, com respeito à sociobiodiversidade e aos nossos modos tradicionais de produção que geram qualidade de vida e segurança alimentar;
Queremos nossos Rios Vivos e Livres, por isso exigimos:
A suspensão total e imediata da construção de barragens em nossos rios;
Que sejam acatados os estudos de diversos especialistas que propõem a repotenciação das UHEs mais antigas;
Investimentos imediatos na melhoria da qualidade das linhas de transmissão de energia;
Que o Plano Decenal de Expansão Energética aumente a percentagem de investimentos em pesquisas e implementação de fontes de energias verdadeiramente limpas e renováveis.
VIVA A ALIANÇA DOS POVOS DOS RIOS E DAS FLORESTAS!

Itaituba, PA, Pan Amazônia, 27 de agosto de 2010.

Assinam esta Carta:
Aliança Tapajós Vivo; Movimento Xingu Vivo para Sempre; Movimento Rio Madeira Vivo; Movimento Teles Pires Vivo; Movimento dos Atingidos por Barragens; Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira; Fórum da Amazônia Oriental; Fórum da Amazônia Ocidental; Fórum Social Pan-Amazônico; Frente de Defesa da Amazônia; Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo para Sempre; Prelazia do Xingu; Instituto Universidade Popular; FASE-Amazônia; International Rivers; Associação Etno-Ambiental Kanindé; Instituto Madeira Vivo; Coordenação da União das Nações e Povos Indígenas de Rondônia, noroeste do Mato Grosso e sul do Amazonas; Rede Brasileira de Justiça Ambiental; União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém; Movimento em Defesa da Vida e Cultura do Rio Arapiuns; Terra de Direitos; Fundo Mundial para a Natureza; Fundo DEMA; Instituto Amazônia Solidária e Sustentável; Centro de Apoio Sócio Ambiental; Comitê Dorothy; Comissão Pastoral da Terra; Conselho Indigenista Missionário; Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns; Grupo de Defesa da Amazônia; Federação das Associações dos Moradores e organizações Comunitários de Santarém, Federação das Organizações Quilombolas de Santarém;União de Entidades Comunitárias de Santarém; Sociedade Paraense de Direitos Humanos; Vivalt Internacional Brasil; Comissão Verbita Jupic – Justiça, Paz e Integridade da Criação; MMCC – Pará – Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade do Pará; Fórum dos Movimentos Sociais da BR 163; MMTACC – Movimento de Mulheres de Altamira Campos e Cidade; Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade Regional BR- 163 – Pará; Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade – Regional Transamazônica Xingu; SOCALIFRA; Nova Cartografia Social da Amazônia; Grupo de Trabalho Amazônico Regional Transamazônico Xingu;Associação do Povo Indígena Juruna do Xingu – Km 17; Associação de Resistência Indígena Arara do Maia; Coordenação das Associações de Remanescentes de Quilombos do estado do Pará – MALUNGU; Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém; Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns; Movimento Juruti em Ação; Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense; Grupo de Mulheres Brasileiras; Articulação de Mulheres Brasileiras; Comissão em Defesa do Xingú; Associação dos Produtores Rurais da Volta Grande do Xingu; Aliança Francisclareana; Associação indígena Kerepo; Fórum dos Movimentos Sociais; Associação Indígena Pusurú; Conselho indígena Minduruku do Alto Tapajós; Associação Suíço-Brasileira Batista de Apoio na Amazônia (Missão Batista); Associação Indígena Pahyhy’p; .

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

GRANDES PROJETOS MINERAIS DEIXAM RASTRO DE DESTRUIÇÃO

Pobreza, destruição da natureza e inchaço de população nas cidades são intrínsecas aos empreendimentos de mineração.

Por: Marcio Zonta
De: Marabá (PA)
Link: http://www.brasildefato.com.br/

Um estudo realizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (Cepasp) e Movimento Debate e Ação (MDA) mostra a nocividade de projetos de mineração, como o da siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), para o meio ambiente e para a sociedade.

Raimundo Gomes, uns dos coordenadores do estudo, diz que o desmatamento em grande escala é inevitável. “A floresta é derrubada na área da jazida onde vai ser retirado o minério”, introduz. No entanto, a degradação na natureza se acentua, pois, “mais áreas são desmatadas no entorno para a construção de alojamentos, estradas, linhas de transmissão de energia e pátios de depósitos de minério”.

Segundo o estudo, a poluição é outro agravante. “O ar, a água e o solo são contaminados pelo uso de tóxicos e substâncias utilizada no processo de extração e transformação do minério”, afirma o estudo. Para completar, Gomes alerta que, “como o minério é retirado do subsolo, as áreas são transformadas em enormes crateras, provocando danos ambientais irreparáveis”.


Social
No âmbito social, Gomes diz que os impactos desses empreendimentos contribuem para a desestruturação sócio-econômica. “Com a expectativa da oportunidade de emprego e renda ocorre um grande fluxo migratório, mas, como essas oportunidades são muito limitadas, os que chegam se somam àqueles que já estão desempregados, formando um grande exército reserva de mão-de-obra pronto para ser explorado por outras empresas da região”, explica.

A perda de território também é outro agravante. “Os projetos de mineração vêm de fora para dentro, ou seja, eles chegam sem que os trabalhadores rurais, ribeirinhos e índios tenham condições de optar, sendo na maioria das vezes expulsos de suas terras”, relata Gomes.

Por fim, o aumento das desigualdades. Conforme denuncia o estudo, os projetos minerais geram um pequeno grupo beneficiado de políticos, empresários e comerciantes, muito deles de fora da região. “Em contrapartida, o que se vê é o equivoco e as contradições desses grandes empreendimentos minerais, que saqueiam nossa riqueza e em troca deixa a miséria e a pobreza”, lamenta Gomes.

sábado, 21 de agosto de 2010

PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO ASSINA COMPROMISSO COM A REFORMA AGRÁRIA

O candidato do PSOL se comprometeu a apoiar a proposta que muda o modelo de produção agrícola e limita as propriedades rurais no Brasil em mil hectares.

Em Brasília, o candidato do PSOL à presidência, Plínio de Arruda Sampaio, assinou um compromisso com a reforma agrária.

Plínio de Arruda Sampaio se reuniu com representantes de 54 entidades ligadas ao movimento rural. Ele se comprometeu a apoiar a proposta que muda o modelo de produção agrícola e limita as propriedades rurais no Brasil em mil hectares.

Plínio de Arruda Sampaio disse que a reforma agrária seria prioridade em um governo dele e defendeu mais investimentos para a agricultura familiar. Segundo o candidato do PSOL, o país tem que criar condições para levar o pequeno produtor de volta ao campo.
“Aquela pobreza que você encontra na periferia, aquele pobre que está dormindo na rua foi um agricultor expulso do campo e não encontrou lugar na cidade. Então é fundamental fazer a reforma agrária e os grandes brasileiros sempre viram isso”, declarou.


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O QUE É PERMACULTURA?

Depois de os candidatos sem projeto protagonizarem o maior vexame na TV, onde mutilaram o bioma amazônico, resolvemos contribuir na construção de suas plataformas de governo, chamando atenção para alguns temas que achamos relevante para efetivar um modelo de tecnologia adequado para nossa Região. Começamos nosso debate pautando a Permacultura como um dos modelos a serem avaliado, para tanto, apresentamos o texto abaixo para conceituar esse sistema, na oportunidade, convidamos os nossos leitores para mandarem suas contribuições.
O que é Permacultura?
Por: S鲧io Pamplona em Permacultura

Permacultura é algo fácil de identificar com um monte de desejos pessoais profundos entre aquelas pessoas que sonham com paz, harmonia e abundância. Mas leva-se muito tempo para entender. Não se sinta desencorajado o leitor que está ansioso por conhecer a Permacultura ou aquele que julgava tê-la compreendido: os conceitos estão dados e são até bastante claros. A verdade é que as coisas mais importantes da vida exigem tempo e dedicação, tanto mais quando representam quebras de paradigmas.

Assumir para nossas vidas aquilo que é radicalmente novo não é tarefa fácil – no mais das vezes enfrentamos nossos próprios limites de compreensão e aceitação. Por isso, é preciso coragem, fé e determinação para tornar-se um permacultor. E tomar o tempo como aliado.

Nas palavras de Bill Mollison de que mais gosto, a Permacultura é “uma tentativa de se criar um Jardim do Éden”, bolando e organizando a vida de forma a que ela seja abundante para todos, sem prejuízo para o meio ambiente. Parece utópico, mas nós praticantes sabemos que é algo possível e para o qual existem princípios, métodos e estratégias bastante factíveis. Os exemplos estão aí, para quem quiser ver, nos cinco continentes e em mais de uma centena de países.

Conceitos
Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, criadores da Permacultura, cunharam esta palavra nos anos 70 para referenciar “um sistema evolutivo integrado de espécies vegetais e animais perenes úteis ao homem”. Estavam buscando os princípios de uma Agricultura Permanente. Logo depois, o conceito evoluiu para “um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis” , como resultado de um salto na busca de uma Cultura Permanente, envolvendo aspectos éticos, socioeconômicos e ambientais.

Para tornar o conceito mais claro, pode-se acrescentar que a Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.

No centro da atividade do permacultor está o design, tomado como planejamento consciente para tornar possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia. Este processo, segundo André Soares, permacultor do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado – IPEC, deve ser dinâmico, contínuo e orientado para a aplicação de padrões naturais, contendo sub-processos de organização de elementos dentro de determinados contextos.

No primeiro nível, a ação do permacultor volta-se principalmente para áreas agrícolas com o propósito de reverter situações dramáticas de degradação sócio-ambiental. “Culturas não sobrevivem muito tempo sem uma agricultura sustentável”, assegura Bill Mollison. No entanto, os sistemas permaculturais devem evoluir, com designs arrojados, para a construção de sociedades economicamente viáveis, socialmente justas, culturalmente sensíveis, dotadas de agroecossistemas que sejam produtivos e conservadores de recursos naturais.

Cooperação e solidariedade
A Permacultura exige uma mudança de atitude que consiste basicamente em fazer os seres humanos viver de forma integrada ao meio ambiente, alimentando os ciclos vitais da natureza. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.

Mollison e Holmgren buscaram princípios éticos universais surgidos no seio de sociedades indígenas e de tradições espirituais, que estão orientados na lógica básica do universo de cooperação e solidariedade. Não é possível praticar a Permacultura sem observá-los.Primeiro, será preciso assumir a ética do cuidado com a Mãe-Terra para garantir a manutenção e a multiplicação dos sistemas vivos. Depois, o cuidado com as pessoas para a promoção da autoconfiança e da responsabilidade comunitária. E por fim, aprender a governar nossas próprias necessidades, impor limites ao consumo e repartir o excedente para facilitar o acesso de todos aos recursos necessários à sobrevivência, preservando-os para as gerações futuras.

Como parte dos sistemas vivos da Terra e tendo desenvolvido o potencial para desfazer a sustentabilidade do planeta, nós temos como missão criar agora uma sociedade de justiça, igualdade e fraternidade, a começar pelos marginalizados e excluídos, com relações mais benevolentes e sinergéticas com a natureza e de maior colaboração entre os vários povos, culturas e religiões.


Toda ética tem a ver com práticas que querem ser eficazes. “A ética da Permacultura serve bem para iluminar nossos esforços diários de trabalho com a natureza a partir de observações prolongadas e cuidadosas, com base nos saberes tradicionais e na ciência moderna, substituindo ações impensadas e imaturas por planejamento consciente”, assevera Bill Mollison. A chave é estabelecer relações harmoniosas entre as pessoas e os elementos da paisagem.

Design para a sustentabilidade
O trabalho do permacultor está baseado em princípios e métodos de design para orientar padrões naturais de crescimento e regeneração, em sistemas perenes, abundantes e auto-reguladores.

Earle Barnhart, permacultor de Massachussets (USA), escreveu que a regra cardinal do projeto da permacultura é maximizar as conexões funcionais. Isso quer dizer, combinar as qualidades de elementos da natureza e de elementos da criação humana para construir sistemas de armazenamento de energia. Não haveria nada de revolucionário nisso se as sociedades modernas agissem com base no bom senso.

Mas a história é bem outra e, por isso, a Permacultura, embora seja a “ciência do óbvio”, como gostam de dizer alguns de nós, está fazendo revoluções nas cabeças de jovens, adultos e idosos, oferecendo-lhes, em vez de sistemas fechados e fragmentários, o paradigma holístico contemporâneo, que tudo articula e re-laciona, para a construção de projetos abertos ao infinito.

As estratégias de design da Permacultura não existem apenas para o planejamento de propriedades abundantes em energia – este é apenas o primeiro nível de ação do permacultor. É possível desenhar também sistemas de transporte, educação, saúde, industrialização, comércio e finanças, distribuição de terras, comunicação e governança, entre outros, para criar sociedades prósperas, cooperativas, justas e responsáveis. O sonho é possível: a ética cria possibilidades de consensos, coordena ações, coíbe práticas nefastas, oferece os valores imprescindíveis para podermos viver bem.

A história da Permacultura no Brasil
Não faz muito tempo, em 1992, Bill Mollison ministrou um curso de Permacultura no Rio Grande do Sul e estabeleceu um marco inaugural: de lá para cá, a Permacultura desenvolveu-se no Brasil, conquistando dia após dia um número crescente de praticantes.

Hoje, a Permacultura encontra-se nas esferas governamentais e surge como projeto alternativo de criação do primeiro emprego para jovens entre 16 e 24 anos. Este ano, cerca de 1.300 jovens do Distrito Federal e municípios do entorno serão capacitados para trabalhar com os princípios da Permacultura e criar redes de empreendimentos agroindustriais. O projeto é da Agência Mandalla DHSA e tem financiamento do Ministério do Trabalho e Emprego.

A Agência Mandalla DHSA, com sede na Paraíba, é uma OSCIP que está desenvolvendo tecnologias Sociais com base na ética e nos princípios e métodos de design permacultural, alcançando para a Permacultura a maior repercussão já vista no país (leia seção da página 4). Em menos de três anos, chegou a mais de 80 municípios de nove estados brasileiros, beneficiando diretamente duas mil pessoas com a garantia da segurança alimentar e a geração de excedentes para a comercialização. Entre as famílias beneficiadas, a renda média é de R$400,00 ao mês, sendo que há exemplos de agricultores auferindo renda mensal de R$1.700,00.

Os Institutos de PermaculturaSão oito no total, atuando de forma diversa. Aqueles que fundaram a RBP, Rede Brasileira de Permacultura (IPAB, em Santa Catarina, IPA, no Amazonas, IPEC, em Goiás e IPEP, no Rio Grande do Sul), funcionam como centros de pesquisa, formação e demonstração de tecnologias apropriadas, com apoio financeiro da PAL – Permacultura América Latina, instituição comandada pelo iraniano Ali Sharif, com sede em Santa Fé, Estados Unidos. A única exceção é o IPAB, que não possui centro demonstrativo e, por isso, atua de forma independente, dispensando financiamentos vindos do estrangeiro através da PAL.

A ação institucional do IPAB está voltada para pequenos agricultores e tem a parceria de sindicatos, prefeituras, ONGs e movimentos sociais. Os sistemas permaculturais fomentados pelo IPAB estão nas Unidades de Produção Familiar. O instituto atua também na multiplicação de conhecimentos em Permacultura através do Projeto de Formação de Professores.

A exemplo do IPAB, o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), o Instituto de Permacultura Cerrado Pantanal e o IPEMA (Instituto de Permacultura da Mata Atlântica), possuem projetos sociais e muitos parceiros, mas não fazem parte da RBP. A título de ilustração, cito o Projeto Policultura no Semi-Árido, implantado no sertão da Bahia, atendendo hoje 700 famílias de pequenos agricultores. Com o apoio do IPB, as famílias estão desenvolvendo sistemas agroflorestais e garantindo para si segurança alimentar, trabalho e renda. O projeto ajuda os sertanejos a combater a desertificação e conviver harmoniosamente com a caatinga.

O IPOEMA (Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente), no Distrito Federal, que é o mais novo entre os institutos brasileiros, vai atuar fortemente no atendimento a comunidades locais e tradicionais, além de trabalhar com pesquisa e formação de novos permacultores.

Por enquanto, há pouca ou nenhuma interação entre os institutos de Permacultura do Brasil.

Rede Permear de Permacultores
Criada no ano passado, inaugurou um novo caminho para a Permacultura em nosso país. Em concordância com as palavras de David Holmgren, que citarei em seguida, ouso dizer que a Rede Permear é a prova de maturidade do processo de desenvolvimento da Permacultura no Brasil: “Quando o campo de trabalho é novo, as relações de competição prevalecem, exatamente como nos sistemas naturais imaturos e de rápido crescimento. Mesmo na Permacultura, que está fortemente enraizada na cooperação, a competição tem acontecido, causando estranheza, mas, sobretudo, mostrando quando o processo ainda não amadureceu. Em ecossistemas maduros, assim como em sociedades tradicionais estáveis, as relações tendem a se tornar mais mutualísticas e simbióticas”.

A Rede Permear chegou lá: integra hoje catorze projetos autônomos em quatro estados brasileiros (Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e mais o Distrito Federal. Os projetos são chamados de autônomos porque são iniciativas de pessoas, famílias e comunidades que trabalham em cooperação e com recursos próprios para multiplicar os conhecimentos em Permacultura (todos recebem formação como professores do IPAB) e para oferecer exemplos de sistemas produtivos de apoio à vida no lugar onde moram.


Nós da Rede Permear costumamos dizer que a nossa teia deve alcançar todo permacultor ou grupo de permacultores cujo trabalho tem como princípio de ação a ética da Permacultura. E queremos para esta rede tudo aquilo que um sistema permacultural deve conter: diversidade e abundância de idéias e projetos, cooperação, solidariedade, sinergia, diálogo e amor, muito amor. Por fim, que seja para todos um caminho de transformação.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PSOL LEVA DILMA E SERRA A NOCAUTE NO HORÁRIO ELEITORAL

Por: FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO
Link: http://www1.folha.uol.com.br/
O PSOL e seu candidato à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, levaram Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), simbolicamente, a nocaute na noite desta terça-feira no horário eleitoral gratuito.

Conforme a Folha antecipou, na peça publicitária em que o partido abordou o tema do financiamento público de campanha, dois atores fisicamente semelhantes aos candidatos --embora um pouco mais gordinhos do que os mesmos-- se encontraram em um ringue de boxe.
Dilma e Serra se enfrentam em ringue de boxe em programa de TV de Plínio de Arruda
Divulgação
Garoto do PSOL leva Dilma e Serra a nocaute na televisão

No começo da cena, um locutor anuncia: "doações dos banqueiros em 2006: R$ 10,5 milhões". A câmera foca o candidato. A locução é repetida. A câmera, então, foca a candidata --em nenhum momento os nomes de Serra ou de Dilma foram mencionados.
Um corte na cena mostra os dois sendo nocauteados, derrotados por um garoto que surge no meio da peça e é apresentado por meio de um trocadilho com uma marca de cartão de crédito: "candidatura feita pelo povo: não tem preço. Tem pessoas que banqueiro ajuda (sic). Para todas as outras, existe o PSOL".
Na segunda metade da peça, já fora do ringue, em um estúdio convencional, Plínio expôs suas ideias sobre o financiamento público de campanha.
"Se as candidaturas forem financiadas pelas empresas, elas vão cobrar depois. Vão exigir o que deram, e com juros", disse.

domingo, 15 de agosto de 2010

ELEIÇÃO 2010: O DEBATE DOS SEM PROJETO!

Por: Elson de Melo (*)

"Nossa riqueza não está em Manaus, mas no interior, Manaus já tem a bendita Zona Franca, que não foi presente da “Maldição da Rodela”, mas do General Humberto Castelo Branco. A riqueza do Amazonas está no cultivo das suas várzeas, produzindo culturas de ciclo curto, na criação de peixes em fazendas aquáticas ou gaiolas."

Evandro carreira – em artigo – “A Maldição da Rodela”.


O eleitor que esperava conhecer melhor o projeto dos candidatos ao governo do Estado do Amazonas, certamente não conseguiu aferir no de bate realizado pela TV Rio Negro-Bandeirante na ultima quinta feira 12/08/2010. Como afirmei em outra oportunidade, essa é a eleição dos candidatos sem projeto. Guardada as proporções de quem foi pior, todos foram em média literalmente péssimos!... Pelo desempenho deles no debate, o resultado do pleito pode ser o seguinte: voto em branco 90%, votos nulos 10%, sendo que o índice de abstenções será de aproximadamente 80%. Seria melhor obrigar os partidos substituírem os atuais candidatos!

O candidato a Presidente pelo PSOL Plínio de Arruda Sampaio vem denunciando as desigualdades sociais, econômica e política, faz parte dessa desigualdade os privilégios protagonizado pela grande imprensa e os institutos de pesquisa eleitoreira que estão dando as três candidaturas do capital. O formato dos debates vem a cada ano burocratizando a intervenção dos candidatos e condicionando os temas. Assim, as emissoras dão a entender que existe uma igualdade e uniformidade entre as candidaturas que se apresentam. Dentro dessa estratégica da grande mídia, apenas Plínio vem conseguindo superar essas amarras.

Participaram do debate aqui no Amazonas seis candidatos, sendo dois representantes do Planalto Central, um da Oposição Burguesa e três dos Partidos da Esquerda Socialistas. Não precisa ser cientista político para concluir que os seis fizeram um pacto pela mediocridade. Foi um festival de gagueira e palavras desconectadas dos temas sugeridos, os relatos sobre a realidade amazonense tanto pelos que estão no poder como os que se opõem, passaram longe de qualquer caracterização dos problemas sofridos pelo nosso povo do interior e dos centros urbanos, confundiram sala de aula com escola, escola com navegação e alhos com bugalhos! Não ouvimos uma proposta de combate as desigualdades sociais e econômicas. “Foi sofrível!...” declarou um amigo.

Para simplificar o debate, vamos tratar de sentenciar que ambos são totalmente despreparados para governar o nosso Estado! Exagerei? Claro que não! Ambos concentram seu raio de ação na capital, todos não dominam a vocação socioeconômica do Amazonas, defendem o desenvolvimento sustentável nos termos do capital. São unânimes em transferir para os professores todos os problemas da educação, elegem o salário e a qualificação desses vitimados mestres, como principal instrumento de transformação radical do atual sistema educacional. Não sabem que, educação está relacionada com atenção total a criança, formação de caráter, recreação, esporte, lazer, saúde, cultura, alimentação, pedagogia transformadora e infra-estrutura.

A ortodoxia do capital parece que contaminou os três candidatos socialistas, não responderam temas relevantes sobre tecnologia, biopirataria, educação, logística, além de não provocarem o debate sabre à prosperidade do povo do Amazonas. Esqueceram que na lógica socialista a prioridade é o coletivo onde o todo é mais importante que a parcela. Pautar a BR319 como relevante para nossa população é no mínimo não conhecer a complexidade amazônica, pior ainda, é patrocinar a ganância capitalista quanto apenas o valor monetário das riquezas do nosso Estado. Significa concordar com a degradação da floresta e com a falácia dos tempos da ditadura de Integração Nacional.

Esqueceram que na Amazônia os rios são nossas estradas, que na visão do capital a construção de estradas é apenas grilar terras da União, surrupiar dinheiro publico e engordar os cofres das empreiteiras. Para nós caboclos que aqui habitamos, seja nas margens dos rios ou nas cabeceiras, grotões e centros urbanos o que importa é a melhoria da qualidade de vida é não a panacéia de grandes projetos que servem apenas para vilipendiar nossas esperanças.

Para candidatos como Omar, Alfredo e Hissa, discutir o desenvolvimento para o Amazonas é natural que se apeguem apenas na subjetividade de nome desenvolvimento. Para os socialistas essa palavra significa mais exploração, portanto, temos que propor coisas palpáveis como; aproveitamento das várzeas para produção de alimentos orgânicos, o aprimoramento de tecnologias sociais como o Puxirum para dar eficiência no modo de produção coletivo dos nossos ribeirinhos, a promoção de uma logística que facilite o escoamento da produção para os centros consumidores como forma de aferir preços adequados aos produtores e baratear para o consumidor final. Adotar a Permacultura como modelo de tecnologia adequado para a nossa região. Infelizmente estamos testemunhando mais uma vez uma esquerda dogmática e sem projeto, é por essa incompetência que esse grupo da maldição da rodela parece que vai emplacar mais quatro anos!

Enquanto Plínio de Arruda vem rompendo paradigmas Brasil a fora. Aqui os representantes da esquerda dão um show de despreparo. Porém, como militante dessa esquerda, declaro. “Os interlocutores que se apresentam nesse momento, não refletem o pensamento da maioria dos Lutadores socialistas”. Como já afirmei em outros momentos, faz-se necessário que os partidos da esquerda socialista façam uma autocrítica sobre a forma de construção das suas candidaturas, adotar o principio burguês da disputa interna sem observar o vinculo orgânico com as lutas sociais, fatalmente, resulta em vexames como os que passamos no debate da ultima quinta feira. Com fraternidade.

(*) Élson de Melo é Sindicalista.
E-mail: elsonpmelo@gmail.com
Blog: http://elsondemelo.blogspot.com/

sábado, 14 de agosto de 2010

HOJE É O MEU ANIVERSÁRIO



Por um erro na hora de fazerem o meu registro, a data do meu aniversário foi alterada, na verdade completei 52 anos no dia 05 de agosto, enquanto minha mãe era viva sempre celebrava nessa data. Agora que a Sra. Elzira de Melo Pinto já não se encontra entre nós, perdi minha testemunha, então passei a comemorar o meu aniversário no dia 15 de agosto, como consta no registro de nascimento.

Hoje comemoro os meus 52 anos de idade, mais de meio século de vida, estou muito feliz, primeiro por abraçar meu Pai Sr. Raimundo Lima Pinto, segundo por estar com saúde, terceiro por estar recebendo muitas mensagens dos meus Irmãos, Sobrinhos, Filhos Amigos e até minha Netinha Clara. Espero que a mesma felicidade contagie a todos os amigos, parentes e simpatizantes nosso.

Amanha dia 16 de agosto será o aniversario da minha querida mulher Lene, essa mulher que entrou na minha vida por puro acaso, me deu dois filhos maravilhosos Dhimirson e Alex, o ultimo é o pai da Clara. Por tudo isso, antecipo meus parabéns para essa linda mulher que muito me ajuda na realização dos meus sonhos, assim, desejo a ela muitas felicidades declarando solenemente: “Te Amo!”. Você é mais que uma luz é a estrela que guia os meus caminhos. Muitos beijos meu eterno amor.

Agradeço meus camaradas do PSOL, os Companheiros do Movimento Sindical e os militantes do Movimento SOS Encontro das Águas. Espero que tenhamos bastantes sucessos em nossas caminhadas. Até aqui, a vida tem dedicado a esse cinqüentão muitas oportunidades de poder ajudar na construção de uma sociedade mais justa. Sou apenas um lutador social que acredita na força dos oprimidos para alcançar um mundo de paz, prosperidade e igual para todos.

Obrigado pelos votos de parabéns!

Élson de Melo 52 anos de vida.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

TSE SUSPENDE DIVULGAÇÃO DE PESQUISA MANIPULADA

Após a entrada com processo no Tribunal Superior Eleitoral, o candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, conseguiu a suspensão da divulgação de pesquisa eleitoral do Instituto Vox Populi realizada no Rio Grande do Sul. O questionário da pesquisa não incluía o nome de Plínio Arruda Sampaio e uma das perguntas era referente ao desempenho dos candidatos no debate na rede Bandeirantes, realizado na última quinta-feira (5 de agosto).

O questionário suspenso foi registrado com número 22.955/2010, e a pesquisa está registrada no TSE sob o número 22955/2010. Foi encomendada pela Rádio e Televisão Bandeirantes LTDA (Grupo Bandeirantes) e pela Internet Group do Brasil S.A (o portal IG). O registro, de acordo com o portal do TSE, data de 7 de agosto deste ano. O recurso da suspensão deve ser feito em 48 horas.

A não inclusão de Plínio no questionário prejudicaria o candidato e fere o princípio da isonomia. O candidato irá se pronunciar pelo seu twitter (@pliniodearruda) na noite de hoje.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

PLÍNIO: A VITÓRIA “É POSSÍVEL!”

Por: Élson de Melo (*)

Quem lembra dos torcedores equatorianos gritarem para seus jogadores em um jogo Brasil X Equador quando no final do jogo a seleção equatoriana ganhava por 1 X 0, a torcida vibrava aos gritos de “É possível!!!”. O entusiasmo era tanto que os jogadores suportaram com muita raça a blitz Brasileira em busca do empate. O “É possível!!!” venceu!

Na eleição de 1999 Brizola era o favorito, em segundo vinha Lula, até que a Globo lançou Collor, como um furacão Collor contagiou o país e logo ultrapassou Lula e Brizola. O Brasil estava todo colorido! Foi exatamente no mês de agosto daquele ano que o PT organizou uma grande reunião em São Paulo, mais precisamente na sede da Milmar, empresa de propriedade de Julho Albertone compadre de Lula.

Collor estava disparado na frente dos dois e Lula era o terceiro com 5% das intenções de votos. Era uma diferença de mais de 6% para Brizola o segundo colocado, após dois dias de reunião os presentes voltaram para seus Estados com o propósito de levar Lula para o segundo turno.

Como hoje Plínio está empolgando os brasileiros, Lula naquela época também conseguiu bom desempenho nos debates. Nos Estados enfrentávamos como hoje a maquina dos Governadores e Prefeitos apoiando Collor, por outro lado Brizola era muito forte no Sudeste e Sul do País, foi na garra dos militantes que superamos o dinheiro dos poderosos, que supermos todas as barreiras e no final levamos Lula para o segundo Turno. Lula só perdeu porque foi muito fraco no ultimo debate. Pelas recentes declarações dele, podemos assegurar que Lula entregou o jogo aos 45 minutos do segundo tempo!

A presença de Plínio no debate da TV Bandeirante mostra que o povo brasileiro está disposto a seguir uma rota mais ousada da Política Nacional, significa que o combate às desigualdades econômicas e sociais é um forte componente que pode conduzir Plínio ao segundo turno dessa eleição. Utopia? Não, é realidade que só está dependendo dos Lutadores Sociais se engajarem nessa campanha. O PSOL precisa estruturar de imediato uma Agenda Nacional para Plínio, acoplando a essa agenda atividades de arrecadação de fundos e formação de grupos de apoiadores independentes.

Reconhecer a força econômica dos adversários de Plínio é mais um elemento de motivação para buscar no povo os parceiros ideais para vencer os que fazem esse mesmo povo, sofrer nas filas dos ambulatórios, nas filas dos bancos, do transporte coletivo, do prato cidadão, em fim vencer a corrupção e resgatar a dignidade de todos. Com Plínio é possível! Vencer não é impossível.

(*) Élson de Melo é Sindicalista

OS CANDIDATOS QUE NÃO PRECISAM DE VOTO

No Amazonas as pesquisas apontam como eleitos os Candidatos Eduardo Braga, Sinésio Campos, Praciano e Dilma Rousseff. São verdadeiros campeões de votos, esses já podem ir para casa descansar ou tirar umas férias e preparar o uniforme para posse. É mais quatro anos de sacrifício pelo povo. Isso já está garantido.

O Prefeito Amazonino garante que Dilma terá a maior votação do País aqui no Amazonas, esses votos já estão embalados pronto para viajar para o TSE, dono dos votos dos amazonenses, o velho Prefeito aproveita para se credenciar como o Candidato da futura Presidente nas eleições para prefeito daqui a dois anos, oportunidade que terá Eduardo Braga como adversário.

Se no dia três de outubro Alfredo ganhar, Serafim será o outro adversário. Se o vencedor for Omar como apontam as pesquisas. Amazonino terá também a companhia de Alfredo. A questão é com quem vai o PT? É claro que terá candidato próprio, será mais uma vez Praciano! Atenção Esquerda Socialista Revolucionária do Amazonas. 2012 prometem muitas boas chances.

Mas estou fazendo todo esse rodeio só para dizer como vai ser a nossa representação no Senado a partir de 2012. Braga que já está eleito quer a todo custo eleger Vanessa para derrotar Artur. Vamos supor que eles consigam essa proeza. Com Omar Governador e para enterrar o velho de uma vez o velho Amazonino Eduardo será Candidato a Prefeito tendo como vice Vanessa. Assim eles conseguem em dois anos despachar as duas mais expressivas Lideranças política do Amazonas, em menos de dois anos.

Se esse enredo pegar, o Amazonas terá dois suplentes no Senado a partir de 2012, que são: Lirio Parissoto, dono da Videolar (você conhece?) Suplente de Eduardo e Francisci Garcia dono da TV Rio Negro (o mais novo comunista) Suplente da Vanessa. É o Amazonas seguindo sua sina de ser representado no Senado por medíocres Suplentes!

Como Gilberto em 1988, Eduardo não está fazendo campanha para Senador e sim para prefeito. Portanto, nessa eleição ele não precisa de voto!

UMA ELEIÇÃO VICIADA

Por: Élson de Melo (*)

Embora o Ministério Público Eleitoral venha cumprindo seu papel institucional de fiscalizar o cumprimento da Lei, o que a sociedade está assistindo é os demais organismos responsáveis pela aplicação da legislação, macular um processo eleitoral atenuando delitos com aplicação apenas de multas irrisórias aos Candidatos e Autoridades governamentais que cometem atos ilegais. O Presidente Lula e os Candidatos José Serra e Dilam Rousseff, já acumulam mais de seis multas cada, se fosse alguém do povo certamente já estaria sido enquadrada no princípio da reincidência que resultaria na aplicação de pena mais rigorosa com execução imediata. No entanto, são premiados com sanções apenas monetárias para continuarem a tripudiarem sobre o Judiciário e a população.

Da mesma forma, as grandes redes de comunicação falseiam a verdade dando informações truncadas sobre o processo eleitoral. Excluem de sua programação os candidatos ditos de menor densidade política, omitem do eleitor fatos relevantes sobre os candidatos que praticaram ou praticam atos ilícitos. Essas emissoras precisam saber que são apenas detentoras das concessões para operarem em conformidade com a Lei. E, é a própria lei quem garante a paridade de informação nas eleições, não podendo haver privilégios e nem descriminação aos candidatos.

Aqui no Amazonas onde a Lei sempre foi um instrumento marginal para os detentores o poder no Estado. É rasgada a cada Eleição. Dessa vez o agressor é o Partido do Presidente Lula PT, que segundo o Ministério Público Eleitoral – MPE, o diretório estadual do PT do Amazonas e seu presidente João Pedro Gonçalves da Costa, utilizou inserções, político-partidárias da legenda, veiculadas em junho de 2010 no Estado, para realizar propaganda eleitoral antecipada em favor da então pré-candidata petista a Presidência da República Dilma Rousseff.

O Ministério Público Eleitoral – MPE, representa ainda, contra o Deputado Federal Francisco Praciano/PT-AM e a Professora Marilene Corrêa da Silva Freitas candidata ao Sendo pelos mesmos motivos. O Processo já Chegou ao Tribunal Superior Eleitoral – TSE cuja relatora é a Ministra Nancy Andrighi. O PT e o Presidente Lula agem impunemente praticando delitos eleitorais a todo o momento, como se não bastasse, afrontam o Judiciário em toda sua dimensão, num total desrespeito ao Estado de Direito e ao equilíbrio dos poderes da Nação!

Visando garantir a democracia, e, combater a impunidade, a sociedade espera do Ministério Público, ações mais contundentes como: abertura de um Ação de Investigação Eleitoral e outras cabíveis, para apurar o crime eleitoral e punir os culpados com a inelegibilidade e se forem eleitos a perda do mandato. Se deixar o Executivo tripudiar sobre o Judiciário, quem perde é a sociedade. Pelo tanto de multa que já foram aplicadas até agora e pela reincidência dos delitos pelos mesmos autores até agora, podemos concluir que essa eleição padece de vícios e muita duvida!

(*) Élson de Melo – Sindicalista

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

TA NA FOLHA... PLÍNIO REBATE SIRKIS E DIZ QUE "PV PARTIU PARA BAIXARIA"

O candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda, rebateu hoje a afirmação feita por Alfredo Sirkis, presidente do PV no Rio, de que ele moraria em um apartamento de R$ 1 milhão.

Em nota enviada à Folha hoje, a assessoria do candidato afirma que Plínio mora em uma casa alugada no bairro Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

Para o candidato do PSOL, com essa afirmação, Sirkis mostrou que "a tropa de choque do PV parte para a baixaria".

Plínio afirma que a acusação se deu pela falta de argumentos do Partido Verde para responder à categorização do partido como "eco-capitalista", feita pelo candidato durante o debate, na última quinta-feira.

Em sua declaração de bens feita ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Plínio afirma ter R$ 2,1 milhões. Entre os itens declarados, constam dois imóveis: um sítio no valor de R$ 154 mil e um apartamento de R$ 115 mil.

NO CEARÁ, PLÍNIO ARRUDA COMEMORA PARTICIPAÇÃO EM DEBATES

Candidato à Presidência pelo PSOL confirmou presença em debate da TV Globo e na sabatina de amanhã, na Associação Comercial em SP

Por: Lauriberto Braga, iG Ceará

O presidenciável do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, comemorou neste domingo, em Fortaleza (CE), a participação no debate da TV Globo marcado para 30 de setembro. Ele também informou que participa amanhã da sabatina promovida pela Associação Comercial de São Paulo, na capital paulista. "Fui convidado para evento das Associações Comerciais com os presidenciáveis. Isso é uma demonstração da seriedade do PSOL", afirmou.

Plínio de Arruda foi destaque no primeiro debate entre os principais candidatos à Presidência, realizado na última quinta-feira na TV Bandeirantes. Para ele, participar dos debates é a verdadeira oportunidade do brasileiro conhecer quem são os candidatos para dirigir o Brasil de 2011 a 2014.

O presidenciável agradeceu a militância que fez campanha, inlcusive pela internet, para ele participar dos debates. "Agradeço aos meus tuitadores (usuários do microblogging twitter) a mobilização que fez a Globo me convidar para o debate".

Desde sábado na capital cearense, Plínio de Arruda esteve nesta manhã com moradores de rua e catadores de lixo na Praça da Bandeira, na região central de Fortaleza. O candidato se comprometeu a diminuir a desigualdade social. "O PSOL se levanta nessa eleição contra essas desigualdades. É inaceitável vivermos num país onde milhares de pessoas ainda vivem na rua".

Acompanhado da candidata a governadora pelo PSOL, Soraya Tupinambá, e de candidatos a deputados federal e estadual pelo partido, Plínio Arruda encerrou a visita ao Ceará com um corpo a corpo no principal mercado de frutas e verduras de Fortaleza, o São Sebastião.

domingo, 8 de agosto de 2010

PLÍNIO RECOLOCA A ESQUERDA NO DEBATE POLÍTICO

Destoando dos demais candidatos e levantando questões fundamentais que deveriam fazer parte do debate político, Plínio foi a voz de esquerda no último debate da Band, o único a tratar de temas que fogem ao script traçado até aqui para essas eleições. Não é à toa que chamou tanto a atenção, no início do debate Plínio já fez um alerta: . “Opa! Eram três, agora são quatro, e tem muitos outros que não puderam vir a esse debate.”

De cara levou para o debate temas centrais dos movimentos sociais, como a reforma agrária e o limite da propriedade da terra, a redução da jornada de trabalho e o combate ao desmatamento. Dilma tentou enrolar sobre as 40 horas semanais, mas acabou admitindo que para ela cabe ao mercado regular essa demanda, ou seja, lavou às mãos, frustrando até mesmo setores cutistas que travam a luta pela redução da jornada. Serra foi na mesma linha, disse que está seria uma questão para ser decidida sindicato por sindicato. Quanto ao limite da propriedade da terra, as opiniões dos dois principais candidatos novamente convergiram.

Já Marina Silva, na sua linha de conciliar tudo, praticamente propôs um governo de coalizão entre petistas e tucanos, o que, aliás, não seria propriamente um contrasenso, uma vez que há mais similaridades do que divergências nos oito anos do governo FHC e nos oito anos do governo Lula.

Plínio novamente foi a voz dissonante ao contrapor a Marina Silva a impossibilidade de conciliar a defesa do meio ambiente com o capitalismo, mostrando que o sistema tem uma lógica intrínseca de destruição ambiental.

A repercussão à participação do Plínio no debate mostra que há um espaço à esquerda, que é possível afirmar uma alternativa que resgate a participação política e o combate à desigualdade. Plínio fez questão de chamar atenção para o caráter absolutamente desigual da sociedade brasileira e denunciou o consenso forjado de que o crescimento da economia tem levado à melhora da vida da população. Para Plínio a destruição dos serviços públicos essenciais como saúde e educação, o aumento do lucro do capital financeiro, os juros extorsivos e o pagamento da dívida pública que consome quase metade do orçamento, são alguns dos demonstrativos de que as coisas não andam tão bem quanto tentam fazer a população acreditar.

A repercussão também deixa claro o papel nefasto que a grande mídia cumpre ao cercear o debate político e limitar a apresentação das alternativas que estão colocadas na disputa. Antes do debate, Plínio teve poucas oportunidades de expressar na chamada grande imprensa suas posições, isso interdita o debate e faz parecer aos olhos dos eleitores que não há outras opções. Nesse sentido fazemos coro com a campanha de setores que foram alijados do debate na TV e rádio, justamente porque a legislação é restritiva e só dá direito à participação a candidatos cujo partido tenha representação na Câmara dos Deputados. Vale lembrar que durante a discussão da minirreforma eleitoral o PSOL defendeu a participação nos debates na TV, rádio e internet de todos os candidatos inscritos para a disputa eleitoral, independente de sua representação na Câmara. Neste aspecto em particular, tivemos que enfrentar e derrotar a emenda apresentada pelo senador Mercadante do PT que era ainda mais restritiva, pois assegurava apenas aos partidos com 10 ou mais parlamentares a participação nos debates.

No caso da internet, o PSOL é também vítima desse processo de cerceamento, a Folha/UOL vai realizar no dia 18 de agosto o debate presidencial na web e não convidou Plínio. No debate para o governo de São Paulo, Paulo Bufalo também não foi convidado, assim como no debate de presidente, a Folha/UOL restringiu a apenas três candidatos.

Depois da boa exposição do Plínio no debate, da repercussão tanto na imprensa como nas redes sociais, com destaque para o Twitter onde chegou a liderar o treding mundial e saltou de 9 mil seguidores no dia do debate para mais de 16 mil até este sábado, cabe agora fortalecer ainda mais a campanha, ganhar às ruas, mostrar que a proposta do PSOL é consistente, é programática e tem lastro nos movimentos sociais.
A esquerda socialista pode desempenhar um papel decisivo nessas eleições, pode recolocar no debate temas fundamentais, pode servir para organizar a mobilização social e desmascarar os acordos espúrios, o poder econômico e o consenso dos poderosos expressos nas demais candidaturas.

Vamos à luta que a campanha é curta!
Secretaria de Comunicação do PSOL SP

POR QUE VOTAREI EM PLÍNIO SAMPAIO

Por: Raphael Tsavkko Garcia *

-- Plínio Soares de Arruda Sampaio --

Por que votarei em Plínio? Indo direto ao ponto? Por coerência. Minha e do candidato.

Por Plínio contestar a ordem vigente e buscar uma alternativa ao jogo da direita.

O homem e o candidatoSão décadas de defesa dos movimentos sociais, das classes trabalhadoras, enfim, do verdadeiro povo brasileiro. Plínio representa anos de luta social, pelos direitos humanos e pela dignidade de todos e todas.

Da história de apoio ao MST, à Liga campesina, passando pela defesa da Constituição Cidadã, até a defesa do aborto, dos direitos humanos e do povo brasileiro, Plínio de Arruda, do alto de seus 80 anos de idade, demonstra a vitalidade de quem sabe ser justa sua luta.

De uma origem rica, filho de produtores de café, Plínio foi pouco a pouco se aproximando das posições de esquerda em seus 60 anos de militância. Das juventudes católicas, passando pelo Partido Democrata Cristão, Plínio foi cada vez mais se aproximando do povo e de seus anseios. O socialismo foi um caminho natural que, até hoje, trilha como poucos.

Diferentemente de outros políticos que respeitam apenas a si próprios e dificilmente se subordinam à vontade coletiva, passando por cima de seus partidos e de sua base e chegando ao grotesco de fazer comparações absurdas com teor eleitoreiro, ou que procuram mascarar suas posições através de propostas escapistas e sem sentido, Plínio respeita sua base, respeita as bandeiras históricas do movimento social e passa até mesmo por cima de seus próprios preconceitos e visões pré-concebidas, se mostrando não apenas um grande ser humano e político, mas um estadista, alguém que passa por cima até mesmo de suas posições pessoais pelo bem de todo o povo.

Posição de Plínio sobre o Aborto:

“Apóio o movimento em favor da descriminalização do aborto porque, evidentemente, a lei atual demonstrou ser, não apenas ineficaz, mas claramente perniciosa, uma vez que obriga as mulheres a recorrer a pessoas despreparadas e inescrupulosas para interromper uma gravidez indesejada.”

Em entrevista ao R7, ele é ainda mais claro, separando suas opiniões pessoais do que o Brasil efetivamente precisa:

“Em assuntos polêmicos recorrentes nas sabatinas, Plínio se mostrou favorável à união homoafetiva no Brasil, justificando sua posição no direito de vida civil em comum que pessoas do mesmo sexo têm. Sobre o aborto, disse ser uma questão social grave que precisa ser analisada como política pública.”

Plínio quer legalizar o aborto, ao mesmo tempo em que monta uma estrutura de saúde para avaliar e orientar as pessoas, algo que nenhum outro candidato ou partido jamais pensou ou cogitou.

Tão importante quanto é saber, também, que ele é o único candidato a defender uma punição – exemplar – aos torturadores e criminosos, civis e militares, da Ditadura Militar.

A mídia e os “nanicos”
Católico, Plínio consegue, diferentemente de outros, manter para si suas posições e opiniões religiosas. Pensa em governar para todos e não para si e para grupos de interesse. Defende as causas do povo e não as suas próprias e, exatamente por isto, é escondido pela mídia.

Ao tocar em feridas profundas, acaba por desagradar a importantes e influentes setores. E sofre as consequências.

Nas pesquisas, Plínio aparece com menos de 1%. Isto quando aparece. Até o momento boa parte das pesquisas são feitas com apenas o nome dos três primeiros colocados. Os demais são relegados ao ostracismo.

Na maioria das pesquisas os “nanicos” nem aparecem, ou sua votação oscila de forma incongruente. A mídia tem bombardeado o público com a ideia de que só existem 3 candidatos. Como o povo saberá quem são os demais?

Neste cenário, até mesmo o Rui Costa Pimenta pode aparecer como quarta força, basta que a pesquisa seja feita na esquina da sede do PCO!

Pelo peso do PSOL, pela história do Plínio e pela militância, fica claro que, começando a campanha, os números começarão a ter alguma relevância e sua candidatura crescerá. Por enquanto é má fé acreditar que piadas prontas como Eymael ou desconhecidos como Ciro Moura tenham qualquer votação relevante e, especialmente, maior que a do Plínio.

Plínio foi criminosamente excluído do Roda Viva – existe inclusive um abaixo-assinado pela sua participação – e sequer a TV Brasil, pública, se incomodou de convidá-lo para entrevistas.
Debates? Fazem de tudo para excluí-lo, enquanto tentam construir um cenário fictício perpetuando a ideia de que existem apenas 3 projetos, o do PT, o do DemoTucanato e o da Criacionista, e nenhuma alternativa viável. Ao menos, nenhuma viável para os que detém o poder.

As posições
Dentre as declarações de Plínio aparecem a defesa dos movimentos das mulheres; da revisão da Lei da Anistia; da reestatização da Vale, que foi entregue a preço de banana por FHC; a paralização do processo de licitação e o abandono da ideia estúpida da construção da usina de Belo Monte, em defesa dos povos indígenas e da biodiversidade local; e a defesa do EcoSocialismo e não de um EcoCapitalismo neodesenvolvimentista tão em moda entre os demais candidatos.

O que Plínio disse sobre a Anistia:

“O ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio, que permaneceu 12 anos exilado no Chile e nos Estados Unidos durante a ditadura militar (1964-1985), diz acreditar que crimes bárbaros, como sequestros e torturas, não deveriam ser anistiados como decidiu nesta quinta-feira (29) o STF (Supremo Tribunal Federal). – A Lei da Anistia ocorreu em nome da harmonia política da época e os líderes já entregaram o poder, mas não existe anistia para sequestros e torturas. Os bárbaros crimes cometidos não podem ser anistiados.”

A reforma agrária e a proibição de qualquer forma de transgênico são bandeiras das mais relevantes para o candidato do PSOL, que tem um longo histórico de militância nesta área. A defesa do meio ambiente e da biodiversidade não poderiam ser esquecidas pelo candidato socialista, que constantemente critica a criminalização dos movimentos sociais – que, segundo alguns, colocam-se contra o progresso ao tentarem conseguir melhor qualidade de vida para toda a população.

Seguindo os anseios da população e dos movimentos sociais, Plínio defende com unhas e dentes a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a taxação de grandes fortunas, sendo, por isto, considerado radical. Ao se apresentar como o candidato contra o sistema, é considerado radical, sonhador e, até mesmo, perigoso pelos setores reacionários.

Sua defesa intransigente da soberania do país e do povo brasileiro o fazem ser tachado de radical por aqueles que querem criar uma falsa polarização e por quem tem medo do único candidato com coragem de pôr o dedo nas mais diversas feridas abertas deste país.

Querem excluí-lo dos debates, das entrevistas a programas como o RodaViva e, para isto, usam pesquisas de qualidade suspeita para chamá-lo de “nanico”, de “irrelevante”. A mídia tem medo de sua defesa da democratização dos meios de comunicação, do fim dos monopólios midiáticos, da defesa do software livre e das rádios comunitárias e meios de comunicação alternativos que possam levar informação de qualidade em oposição ao amálgama de mentiras propagado pela mídia de massa.

Felizmente, após o debate na Band, a mídia parece ter acordado, ou melhor, notado que não adianta excluí-lo. Forçosamente convidado – a lei eleitoral exige -, Plínio deu um show, conseguindo apoiadores e admiradores, dando um banho nos demais candidatos. Desde chamar a Marina de “EcoCapitalista” e Serra de “Hipocondríaco”, até apresentar um programa socialista para o país e, com bom humor e ironia, desmontar os demais discursos.

Conclusão
O voto em Plínio não deve ser encarado como um mero voto de protesto contra a falsa polarização da disputa, mas como um voto consciente numa alternativa real e em construção, numa opção política diferente, que resgata aquilo que o PT abandonou em nome da “governabilidade” e resgata os anseios dos movimentos sociais e populares.

Votar em Plínio é defender o antigo PT, o partido de massas, de luta. É casar antigas bandeiras, ainda válidas, com um partido novo, em formação.

Plínio defende o que o PT costumava defender. Porque com ele é irreal e com o PT era a utopia de todo militante?

A tática usada pela direita é atacar suas ideias, tachá-lo de radical. A da esquerda, infelizmente, não é muito diferente. Acusam-no de fazer o jogo da direita. Mas como?

Esse papo de “jogo da direita” é realmente uma mordaça. Alguns tentam criar o medo da vitória do Serra para tentar calar a voz dissidente. Plínio toca em pontos fundamentais, como a reforma agrária, e ninguém pode respondê-lo, porque ninguém a fez ou tem propostas para fazê-la. Então novamente entra o papo de ajudar a direita. Oras, se o PT em oito anos não se interessou em efetivamente fazer uma profunda reforma agrária no país, por que questionar este fato – como faz o MST constantemente – seria jogar com a direita?

A verdade é de direita? Eu acho que não. Então, realmente, eu não entendo.

Plínio mostra que existe uma alternativa. Em uma sociedade conservadora como a nossa, sabemos que não será eleito, mas o crescimento de sua campanha forçaria a inclusão do PSOL na mesa de negociações. Com peso e força, o PSOL poderia pleitear junto ao PT, poderia pressionar e ter peso para isso. Seria uma chance de trazer o PT, ou o governo, para a esquerda.

Plínio significa, enfim, a mudança real, para melhor, do país. À caminho do socialismo.

* Raphael Tsavkko Garcia, São Paulo-SP, é jornalista.

sábado, 7 de agosto de 2010

1º DE AGOSTO DE 1985 O DIA QUE O DISTRITO INDUSTRIAL PAROU: UMA HISTÓRIA A SER CONTADA - COMENTÁRIO

Ola meu Irmão,
Bom dia.

Foi muito emocionante, quando li em seu blog o relato que você fez, não deu outra, só lagrimas, senti saudades das pessoas que nunca mais tinha ouvido falar principalmente os nomes de seu Elias meu companheiro de trabalho, Antonia Priante amiga inesquecível e outros mais. Visualizei você tão jovem mais com muita determinação e disposição de luta, hoje fico pensando como pode uma pessoa dedicar sua vida em prol de outras e não ser reconhecida, você merece ser condecorado pela graça de deus por tudo isso, Deus te abençoe e lhe de muitos anos de vida. Os parabéns são seus! Você é um vencedor.

Adilson.

domingo, 1 de agosto de 2010

1º DE AGOSTO DE 1985 O DIA QUE O DISTRITO INDUSTRIAL PAROU: UMA HISTÓRIA A SER CONTADA

Por: Elson de Melo (*)


" A 1ª grande assembléia e a mais importante decisão.
31 de julho de 1985 os metalúrgicos dizem:
os patrões disseram não a greve é a solução!
Greve até a vitória!!!"

Dia 31 de julho de 1985, pela manhã os Diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus, fazem uma grande mobilização na entrada do Distrito Industrial, foram distribuídos panfletos convocando a Categoria para uma Assembléia Geral decisiva sobre a proposta dos trabalhadores. Além dos panfletos (mosquitinho) foi hasteada uma grande quantidade de Flâmulas Amarelas com letras pretas com os dizeres: “Assembléia decisiva hoje. Compareça!”.

A tarde no final do expediente pareciam que todos os ônibus que faziam rotas para o Distrito Industrial, foram desviados para o centro de Manaus, o destino era o Campo do Oratório na igreja de São José Operário na Esquina da Rua Ramos Ferreira com Visconde de Porto Alegre. Eram Homens e Mulheres que desciam em romaria em direção esse local. Todo esse ritual fazia parte da indignação dos trabalhadores diante da situação de salário e das condições de trabalho a que eram submetidos dentro das fabricas. Naquele momento aquela multidão de Operários e Operárias estava fazendo história. Caminhavam para realizarem a maior e a mais importante Assembléia da história dos Trabalhadores do Amazonas.

Não sei qual era a dimensão do campo. Ficou totalmente lotado, curioso, tentei caminhar no meio da multidão, não consegui! Além de lotado a gente não podia sair do local, era muita gente. Antes de eu anunciar o início da Assembléia e chamar o companheiro Ricardo Moraes Presidente do Sindicato para apresentar aos presentes à contraposta patronal, a multidão gritava “Se eles disseram não a Greve é a Solução!!!”.

Lembrando isso hoje, ainda me dá arrepios, foi um momento inesquecível, eu ia completar vinte e sete anos no dia 15 de agosto, éramos todos muito jovens, mas, ali estava a resposta ao trabalho árduo que desenvolvíamos, todos nos chamavam de “os meninos dos Metalúrgicos”. Embora tivéssemos recebidos muitas ajudas desde quando decidimos conquistar a Direção do Sindicato, destaco o trabalho do Padre Renato, da Professora Marlene Pardo Ribeiro, da equipe da FASE a época Antonio Vieira, Matilde e Paulo, da equipe do DIEESE César Conconne e Sergio Mendonça, do Dr. Mauricio Advogado do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, do Professor Aloysio Nogueira Presidente do PT a época e de outros companheiros dos movimentos sociais e da UFAM. Porém, naquele momento, era sobre nós que pesava toda a responsabilidade, mas, diante da contraproposta patronal, não havia outro caminho senão a greve. A única experiência que tínhamos de greve foi em Abril a greve da Sanyo. Greve Geral era a primeira.

Quando nem bem o Ricardo Moraes terminou de apresentar a contraproposta patronal, os gritos surgiram em coro, “Greveeee!!!!! Greveeee!!! Greveeee!!!!”. Eu e Ricardo nos olhamos e o caboclo parrudo de Catutuba encaminhou a votação com a multidão aprovando de punho serrado e por unanimidade a 1ª Greve Geral dos Metalúrgicos de Manaus. Lamento não ter as fotos, quem tiver e quiser nos ajudar nesse resgate histórico é só mandar para o E-mail: elsonpme50@gmail.com ou fazer contato no fone: (92) 9930232, será uma honra publicar os créditos.

No dia 1º de agosto pela madrugada fomos assegurar a paralisação. As primeiras empresas a pararem foram as que tinham turnos iniciando às 6h. Philco, Philipes, em seguida Semp e Moto Honda. Os trabalhadores da Honda foram os grandes heróis da greve, efetivado a greve na empresa, eles saíram em passeata paralisando todas as demais fabricas, eram os guerreiro de branco empunhando a bandeira brasileira fazendo sua história. Muitas fábricas formaram seu comando de greve ainda à noite na assembléia, as que não conseguiram formar seus comandos fizeram logo pela manhã. Como se fossemos veteranos conduzimos a greve com extrema cautela e tendo total controle da situação.

Se a Direção do Sindicato era formada por um grupo de jovens idealistas, a categoria era muito mais nova ainda! Com exceção de Honda e Caloy, a grande maioria dos grevistas eram mulheres, tinha empresa que o quadro de funcionário era formado por garotas de 15 a 18 anos. Durante a greve aconteceu de tudo, casal que se separou porque o marido ou a mulher furou a greve, outros se enamoraram e até casaram depois, em fim, uma greve é feita de muitas historias, com determinação e vontade de dar um basta em tudo que é imposto de errado pelos patrões.

Passado vinte e cinco anos da primeira greve, podemos afirmar que aquele momento foi muito importante para melhoria das condições de trabalho e salário dos trabalhadores do Distrito Industrial. Mas, a importância maior está no respeito que a categoria passou a ter por parte da sociedade e dos patrões. Até hoje a categoria Metalúrgica serve de referencia para as demais categorias do Estado e da região.

Aproveito está data para homenagear a bravura e determinação da Diretoria eleita em 1983 pela chapa PUXIRUM, composta por jovens ousados, que tinham como meta a transformação de uma realidade cruel nas fabricas do Distrito Industrial, onde tudo era ruim, ambiente quente e poeirento, comida de péssima qualidade, o transporte era em ônibus velhos e sujos, não existia creche, não havia plano de saúde e seguro de vida, os salários eram uma vergonha e tanto outros que atentavam contra a dignidade do trabalhador.

É importante que os novos operários saibam que o pouco que existe de condição de trabalho melhor no chão de fabrica, devemos a uma geração de homens e mulheres que já não estão mais trabalhando no Distrito. Dentre eles está o Ex-presidente do Sindicato Ricardo Morais, os Diretores Simão Pessoa, Chico Fera, Magno Frazão, Celi Aquino, Alberto, Adalberto, Biil, Silvestre, Carlos Lacerda, Elias Sereno, Jonacy, Francisca, Rosenilda, Isabel Alegria, Seu Elias, José Raimundo, Ana, Amiraldo, Bíbi, Divaldo, Élson de Melo (esse caboclo que faz esta narrativa) e os já falecidos Antonia Priante Carlos Marinho a quem prestamos nossa homenagem póstuma. Foi assim que tudo começou.

Não tenho como relatar os membros do Comando de Greve, pois eram mais de cem pessoas. É importante registrar a importância do apoio das instituições sociais que foram nosso suporte em todos os momentos, para não cometer injustiça não vou identificar, porém, não custa nada afirmar: quem quiser lutar de fato contra as injustiças que oprime os trabalhadores e suas famílias, não pode prescindir do papel determinante dessas Entidades e pessoas.

O que mudou no Distrito Industrial e no Amazonas após 1º de Agosto de 1985? Após essa data houveram muitas transformações no campo das relações de trabalho, governamentais e comerciais, o que não é simples de responder, é preciso fazer uma criteriosa observação do comportamento desses empresários do DI, em relação às compras locais, a relação com os órgãos de comunicação, os investimentos nas políticas de governo do Estado, a responsabilidade social, a relação com a comunidade... São fatores que a partir dessa data mudaram totalmente, o que abordaremos em outras brochuras.

Este texto é apenas um pequeno relato que faço para que o Movimento Sindical em nosso Estado, de modo especial os Trabalhadores Metalúrgicos, busquem a compreender melhor esse momento conjuntural, hoje as empresas aceleram sua produção, sem se importar com os mais de quinze mil trabalhadores que estão mutilados vitima das doenças profissionais como a Ler/Dort, Escoliose e outras. Na verdade, só muda o tempo. Se nada for feito mais vidas sofrerão essas conseqüências. A exploração é ainda maior, enquanto os empresários faturam uma montanha de dólares e os Trabalhadores estão perdendo a cada ano muito do que já tínhamos conquistado. 1ª Greve Geral do Distrito: uma história a ser Contada.

(*) Élson de Melo é Sindicalista e Diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus na época.