segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Vitória do PSOL

ELSON DE MELO
Manaus, 21 de agosto de 2017

Aconteceu no 6º Congresso Municipal do PSOL Manaus, o que já havíamos previsto em escritos anteriores – o debate principal foi em torno da concepção e pratica partidária e a estratégia de organização do partido, no final, prevaleceu a tese da Unidade Socialista que majoritariamente vai dirigir o Diretório Municipal de Manaus no biênio 2017/2018. Vitoria do PSOL!

A esquerda socialista no Amazonas, ao longo dos tempos, não conseguiu ainda se firmar como uma alternativa atraente ao povo amazonense. A história registra muitos movimentos de resistência, mas nenhum com grandes resultados político partidário, desde o início do século IX até os dias atuais, esses movimentos pontuais tinham muitas convicções ideológicas, porém, com pouca ou quase nada de orientação partidária, primeiro com os anarquistas, depois com os comunistas e mais recente com os socialistas abrigados no PT/PCdoB/PSTU e há um pouco mais de dez anos o PSOL.

Em 1924, o movimento tenentista, liderado por Ribeiro Junior, conseguiram depor um governador e governar o Estado por 36 dias, depois o movimento foi sufocado.  Na era Vargas, o PTB, aglutinou no Amazonas parte importante do movimento sindical, o resultado foi a eleição do advogado trabalhista Plínio Ramos Coelho governador do Estado, porém o único legado que ficou para a classe trabalhador, é a histórica Casa do Trabalhador no centro de Manaus que fora doada por Plínio aos Sindicatos da época.

Com o golpe militar de 1964, os principais ativistas ligados ao PCB e PTB, ao movimento sindical CGT – Comando Geral dos Trabalhadores e estudantil, foram presos, outros assassinados o que levou a um imenso refluxo do movimento de esquerda socialista no Amazonas. Nesse período, é implantado em Manaus, a Zona Franca, a economia do Amazonas, passa por uma transformação radical, deixa de ser comercial/extrativista para se tornar comercial/ industrial.

A Zona Franca provoca uma onda migratória para Manaus, a cidade passou de 200 mil habitantes para mais de 2 milhões de habitantes atualmente. O comercio era intenso, as indústrias se instalaram, a população cresceu e qualidade de vida do povo ficou mais precária. Somente no final da década de 70, os movimentos partidários, estudantil e sindical voltaram a se organizar.

A criação do PT, propiciou aos trabalhadores, se interessarem pelas suas entidades de classe, surge então os movimentos de oposição sindical. A principal oposição sindical em Manaus, foi a dos metalúrgicos, essa articulação tomou força depois do 1º Encontro Sindical do PT realizado no bairro do Alvorada, em seguida a oposição passou a ser chamada de “OPOSIÇÃO SINDICAL METALURGICA PUXIRUM”, o nome foi escolhido em uma reunião num sábado a tarde na escolinha da professora Valeriana no bairro do Coroado. Em 1983 é fundado a CUT – Central Única dos Trabalhadores, este escrevente estava lá no velho prédio da companhia de cinema Vera Cruz em São Bernardo do Campo (SP) como delegado de base do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus.

Em fevereiro de 1983 a chapa PUXIRUM é eleita para direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus, em 1985 os trabalhadores metalúrgicos fazem a primeira greve geral da categoria, em 1986 foi feito uma outra greve geral. Com esse movimento dos trabalhadores, o PT passa a comandar o movimento da esquerda socialista no Amazonas.

Com a chegado do PT ao governo Federal, logo em seguida a fundação do PSOL, o PT deixa de ser o referencial da esquerda socialista no Amazonas, ficando esse papel para o PSOL/PSTU/PCB, porém, o PT segue sendo o principal partido de massa no estado e continua sendo até agora.

O PSOL durante mais de uma década, não conseguiu sair do isolamento político, os motivos são diversos, mas o que mais emperrou o crescimento do partido até agora, é o excesso de burocracia, a seletividade para acolher novos filiados em Manaus, para esclarecer essa afirmação, veja a evolução do número de filiados em Manaus: 2010 – 55, 2011 – 55, 2012 – 77, 2013 –  76, 2014 – 217, 2015 – 222 – 2016 – 319 e 2017 – 500 (fonte-TSE, estatística do eleitorado – mês base, abril de cada ano). Dos 500 filiados, apenas 95 participaram do 6º Congresso realizado no sábado (19/08). Isso mostra a falta de motivação dos filiados em participar das atividades do partido, na nossa modesta opinião, a burocracia da direção desmotiva os filiados.

O 6º Congresso, se dividiu em dois blocos, O campo popular Unidade Socialista com maioria de um lado e as tendências APS-NOVA ERA/MÊS/CRZ/LRP/ESQUERDA MARXISTA de outro. Onde está a divergência? Teoricamente está na concepção e pratica partidária.

A US defende um partido que trabalhe uma política mais ampla no campo popular, um PSOL que fortaleça a Frente Povo Sem Medo, um diálogo positivo com os setores progressista da esquerda popular e avance na defesa das putas históricas da classe trabalhadora, que consiga dar mais ênfase ao empoderamento das mulheres na política, que potencialize as pautas transversais dos movimentos de direitos humanos e construa na pratica um PSOL popular.

As outras tendências, que no 5º Congresso foram vencedores, defendem um partido seletivo, onde para se filiar no PSOL precisa no mínimo ter decorado o “Programa de Transição de Trotsky ” ou pelo menos “O Capital de Marx”., ou seja, excluem quem simpatiza com o partido que não preenchem essas exigencia, defendem que o PSOL seja apenas um partido de quadro dirigentes iluminados, que só tem o que ensinar e nada a aprender com os demais filiados, os discursos foram o mais maniqueísta possível e todos atirando pedras na Unidade Socialista.

A Unidade Socialista começou a se organizar dentro do PSOL Amazonas em 2013 quando vencemos a disputa pelo diretório estadual do partido, em 2015 fomos vencidos na disputa pelo diretório Municipal de Manaus e empatamos na disputa pelo diretório estadual, motivo que levou a direção nacional dividir o mandato da estadual em um ano de gestão para cada bloco, coube ao MÊS dirigir o ano de 2016 e a US o ano atual [2017]. Já abordamos em outras oportunidades que, o período de 2016, ano que o bloco liderado pelo MÊS, ficou a frente do diretório estadual, o partido ficou até sem sede, portanto, a gestão foi um desastre. 

Nestes pouco mais de seis meses a frente do diretório estadual, a US já conseguiu recuperar a sede, organizar uma eleição, ajudar diretamente na organização das manifestações das mulheres, organizar e mobilizar a greve geral de abril e as outras manifestações contra as reformas do temer, manter assistência a maioria dos diretórios municipais...tudo isso, se virando nos trinta para articular a logística.

Por essas e outras razões que afirmamos, a vitória é do PSOL! O resultado do 6º Congresso do PSOL Manaus, é uma etapa muito importante para a consolidação do PSOL em Manaus, conforme o nosso relato acima, a história de um partido da esquerda socialista, só tem sentido, se ele for capaz de ser protagonista da organização da luta da classe trabalhadora, fora isso, tudo mais é retórica sem compromissos práticos.

O novo PSOL em Manaus começa agora!
Em defesa dos direitos, reorganizar a esquerda e transformar o Brasil
Somos um PSOL à altura dos desafios 

Elson de Melo é militante do PSOL   



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Por um novo PSOL para Manaus

Elson de Melo
Manaus, 17 de agosto de 2017
Dai-nos uma organização de revolucionários e nós revolucionaremos a Rússia
 Vladimir Ilitch Ulianov – Lênin

 1. Lênin quando proferiu a frase acima, ele ainda não conhecia o marxismo, mas o interesse dele por essa teoria revolucionária foi tão expressivo que depois de conhece-la, ele foi capaz de organizar um partido político revolucionário e fazer a revolução socialista na Rússia em 1917 do século XX, esse fato, tornou-se referências para todos os socialistas do mundo.

2. Nós socialistas revolucionários, neste ano de 2017, estamos celebrando o centésimo aniversário da Revolução Russa. Todas as tendências internas do PSOL reivindicam o socialismo, portanto, o referencial histórico principal, é a grande revolução proletária do mundo, construída e realizada pelo partido criado por Lênin na Rússia. O PSOL é fruto dessa construção, e nós que acreditamos nas transformações, somos os precussores da agitação popular e da organização das classes subalternas.

3.    Mas, o que isso tem a ver com o 6º Congresso Municipal do PSOL Manaus?

4. É evidente que a intenção inicial desta reflexão, é desmistificar a palavra “revolução” trazendo para o debate, a sua real força política como processo de transformação social, econômica e política da realidade objetiva da cidade de Manaus, dentro das possibilidades percebidas que, no caso especifico do PSOL Manaus, ainda inexiste estudos aprofundados que oriente uma pratica mais consequente dos nossos filiados.

5.   Sem esses elementos de investigação científicos, a palavra “revolução” é apenas um palavrão, um dogma, uma subjetividade e até motivo de desconfiança dos que apenas ouvem, sem aprofundar o seu verdadeiro sentido. O 6º Congresso do PSOL, recebeu doze teses para serem debatidas pela militância, todas apontam uma realidade objetiva, porém, com diferentes percepções. Na lógica das interpretações da realidade, é claro que os encaminhamentos das ações e tarefas a serem mobilizadas, também são diferentes.

6.   São essas interpretações da realidade, que define a concepção de partido que cada tendência reivindica como a ideal para o PSOL. Sem entrar no mérito das concepções partidária defendida por cada tendência como forma instituída do PSOL, mas observando as suas análises da realidade, é possível constatar que o debate gira em torno de duas concepções revolucionarias, um bloco defende que o PSOL seja um partido socialista restrito a uma vanguarda iluminada de dirigente, com critérios rígidos de recepção de novos filiados, o outro bloco, defende que o PSOL seja um partido socialista popular e de massa, com forte ligação orgânica com a classe trabalhadora, respeitando os limites das suas organizações. Nós da US – Unidade Socialista, somos o bloco que defende um PSOL popular e de massa.
  
7.    Para contribuir com o debate revolucionário proposto por diversas tendências, nós da US – Unidade Socialista Amazonas, entendemos que é possível o PSOL em Manaus, ser um partido protagonista das transformações que a população do Município tanto necessita. Para tanto, precisamos construir um novo PSOL em Manaus a partir do 6º Congresso Municipal.

8.    O novo PSOL deve ser um partido instituinte que promova a educação política, criativo, dinâmico, propositivo, orgânico, receptível, protagonista das lutas do povo e principalmente, um partido capaz de dialogar com a sociedade com linguagem acessível ao entendimento das nossas propostas. Queremos um partido aglutinador de tod@s @s lutadores sociais, que prese pela organização e mobilização da sua militância, que motive os movimentos sociais, que se oriente pela defesa das demandas do proletariado. Um partido verdadeiramente socialista revolucionário popular e das massas.       

9.  Manaus é a única cidade industrial da Região Norte, o polo industrial da Zona Franca de Manaus e o comercio são as principais atividades econômica do município, o seu PIB – Produto Interno Bruto é de R$ 64,1 bilhões referência o ano de 2013, renda per capita de R$ 32.300,00 ano base 2013, possui um território com Área de 11.401,092 km², sua população é de 2.094.391 habitantes (estimativa 2016 - IBGE), o IDHM – Índice de Desenvolvimento Humano Municipal é 0,737 - alto (PNUD - 2010).

10. Os dados acima, mostram uma cidade com uma economia robusta, porém, com uma enorme desigualdade social, embora a renda per capta seja de R$ 32.300,00, não representa a realidade percebida da maioria das pessoas que aqui habitam, uma vez que essa maioria da população, sobrevivem com renda fixa inferior ao salário mínimo. Manaus ainda possui um analfabetismo que atinge mais de 6% da população, na cidade ainda morrem 14,2 crianças, por cada 1000 crianças nascida vivas, antes de completar um ano.

11. Manaus é composta por uma população majoritariamente de migrantes, são retirantes dos Estados vizinhos do Norte, do Nordeste e do interior do Amazonas, essa complexa mistura populacional, dificulta a formação da verdadeira identidade dos habitantes da cidade, talvez por isso, os operários, ainda não se reconheçam enquanto força política transformadora, são trabalhadores que diariamente são submetidos ao rigoroso controle industrial, mas não se consideram operários, falta-lhes uma identidade de classe.

12.  O PSOL Manaus, precisa aprofundar esses estudos cientificamente, identificar a verdadeira fisiologia e ecologia da cidade e suas complicações, bem como, a sua formação populacional, as origens, identidade, cultura e perspectivas dos seus habitantes. Na política, não existe espaço para o empirismo, precisamos de trabalhos sérios de comprovada investigação cientifica para que o partido venha definir com precisão as suas intervenções para transformar essa realidade. Portanto, é preciso não banalizar a palavra “revolução”, precisamos, sim, dar o devido sentido a esse processo de transformação social.

13. A US – Unidade Socialista, não medirá esforços para viabilizar esse processo de transformação, para tanto, precisamos definir no 6° Congresso Municipal do PSOL Manaus, uma direção aberta a desafios, uma direção que tenha coragem de ousar, de construir mecanismos de organização partidária, capaz de impulsionar e intensificar as tarefas de mobilização e organização das classes subalternas.

14. Uma direção dinâmica, com métodos de ação claros, comprometida em viabilizar as políticas definidas nos órgãos de deliberação do partido, cumprindo fielmente as resoluções dos Congressos, municipal, estadual e nacional. Uma direção que não confunda a disputa pela hegemonia dos aparelhos partidários, com a imposição das orientações particular da tendencia e que respeite as divergências sem se sobrepor as diretrizes do partido. Cada tendência tem o direito de divergir, porém, não lhes é dado o direito de denegrir a imagem do partido, da militância e das suas lideranças.

15. É tempo de construção e afirmação do PSOL. Nós da US – Unidade Socialista, chamamos todas as tendências, a priorizarem externamente as tarefas do partido - unidade na luta, sem prejuízo das tarefas estratégicas de cada tendência ou campo político interno. Nesse sentido, as atuações de toda militância do partido, deve estar voltada prioritariamente para a organização da resistência popular ao golpe promovido por Temer e sua curriola, inserindo-se nas atividades das suas entidades de classe, na militância comunitária, na organização das oposições sindicais, na organização dos núcleos de Base. O processo eleitoral é um outro fator que merece da direção municipal uma atenção especial, tanto na organização das candidaturas, como na elaboração de um plano de governo que reflita a esperança do nosso povo.

16. Voltando a Lênin, precisamos inovar na política, percorrer novos caminhos, combatendo o oportunismo, seja dos reformistas como do esquerdismo, sem com isso, inviabilizar o projeto político do partido. Para isso, precisamos radicalizar na organização, trabalhar com respeito e a paciência necessária a nova militância, oferecendo a ela, um plano de atuação pratica, que seja possível de estimular novas lideranças que reafirme o programa do partido no seio das organizações econômicas e sociais do nosso povo.

17. Como Lênin, entendemos que a educação política é o passo fundamental para a formação de uma militância consequente e comprometida com as transformações que o partido propõem - “Sem teoria revolucionária, não há prática revolucionária.”. Mesmo com os tempos difíceis da conjuntura nacional, o PSOL é o partido com uma grande aceitação popular, no entanto, não podemos nos acomodar com essa feliz constatação, pelo contrário, precisamos empoderar o partido, mantendo firme a nossa autonomia e conquistar o entusiasmo da sociedade.

18. Queremos um novo PSOL para Manaus, para que o partido seja em breve o maior referencial positivo das classes subalternas, que seguem órfãos de um partido verdadeiramente transformador. Com esses propósitos, saudamos toda militância do PSOL presentes ao 6º Congresso do partido em Manaus.

Saudações Socialista!
Viva a Revolução Proletária!
Salve o novo PSOL em Manaus!

Elson de Melo, é militante do PSOL



sábado, 12 de agosto de 2017

6º Congresso do PSOL Manaus e o futuro do partido no Amazonas

Elson de Melo
12/08/2017

Desde a sua fundação até 2013, o PSOL Amazonas teve suas atividades restritas a capital Manaus. Nesse período, estiveram a frente do Diretório de Manaus, as tendências de orientação Trotskistas CST – Corrente Socialista dos Trabalhadores e o MÊS – Movimento Esquerda Socialista.  A partir do ano de 2015 até os dias atuais, o diretório municipal de Manaus é dirigido por um bloco de tendências composto majoritariamente pelo MÊS (trotskista) e as tendências de orientação Marxistas Leninistas APS-NOVA ERA – Ação Popular Socialista e CRZ – Coletivo Rosa Zumbi. Recentemente o CRZ, anunciou a sua desvinculação com o bloco de tendências que dirige o partido na capital.

É evidente que a capital Manaus, é um território estratégico para o avanço do PSOL no Estado, no entanto, as práticas burocráticas e em certos aspectos extremamente sectárias dessas tendências homogenias na direção municipal de Manaus, tem inviabilizado a organização do partido na capital e a formação de novas lideranças do partido, como expressão popular capaz de vincular o partido as lutas do povo.

Por outro lado, o PSOL vem acumulando avanços significativos no interior, onde a presença dessas tendências é praticamente inexistente. Esse avanço teve início em 2013 com a organização da US – Unidade Socialista no Amazonas, naquele ano, a US assumiu a direção estadual do PSOL e passou a organizar as finanças do partido, estruturou a sede e reorganizou o partido nos municípios onde já haviam filiados, em 2014, lançou a candidatura do ex-deputado estadual Abel Alves, cujo desempenho foi o melhor da história do partido em eleições majoritárias no Estado, esse fator, deu visibilidade ao PSOL e impulsionou a organização do partido no interior.

Em 2015 o 5º Congresso do PSOL Amazonas, terminou empatado na disputa pela direção estadual, a solução foi dividir o mandato, o bloco de tendências MÊS/APS/CRZ dirigiram o partido no ano de 2016 e a US o ano de 2017 (atualmente no exercício do mandato).

Com a hegemonia na direção estadual e na municipal de Manaus, o bloco de tendências MÊS/APS/CRZ, priorizaram a eleição de prefeito na capital, para tanto, promoveram o desmonte da sede do partido, ignoraram os diretórios municipais do interior e se lançaram em uma aventura suicida de lançar uma candidatura sem expressão popular que mais uma vez, só gerou depressão a muitos militantes no final da eleição devido o fracasso do resultado. Para tentar salvar alguma coisa da eleição, a US embora sem estrutura, se engajou na campanha da capital e socorreu como pode as candidaturas do partido nos municípios do interior, com muito sacrifício elegemos um vereador em Benjamin Constant.

No início deste ano, janeiro de 2017, a US assumiu a direção estadual do PSOL. Para surpresa, a direção anterior não promoveu a transição. Sem informação e sem recursos financeiros, a nova direção foi atrás das informações e do material físico do partido, para complicar, a direção anterior não prestou conta com a nova direção e muito menos com a Justiça Eleitoral no tempo hábil. Mesmo sem recursos do fundo partidário, a nova direção reorganizou a sede do partido e deu prosseguimento ao apoio as direções municipais do interior. Hoje o PSOL voltou a ter sede onde em parceria com outras Entidades desenvolve atividades de formação profissional.

Já em plena organização da estrutura física do partido, veio a convocação da eleição suplementar no Amazonas. A nova direção resolveu encaminhar o debate para o conjunto do partido em todo o Estado. Em Manaus todas as tendências participaram dos debates e no interior a maioria dos diretórios discutiram e encaminharam os seus posicionamentos que, na Convenção, o conjunto do partido por maioria absoluta resolveu pela coligação com a Rede Sustentabilidade que indicou o candidato a governador – Luiz Castro e o PSOL lançou o candidato a vice – João Victor Tayah.

Sem entrar no mérito de uma avaliação mais detalhada sobre o resultado, é unanime que foi acertada a decisão do PSOL de coligar com a REDE, não só pelo resultado eleitoral, mas pelo desempenho pessoal dos dois candidatos, pela forma solidária como os dois partidos se comportaram, o envolvimento da imensa maioria da militância do PSOL na campanha e, principalmente pela conquista de novos militantes e o alto índice de solicitação de novas filiações ao partido em todo o Estado. Ao final da campanha, a militância saiu vibrante e entusiasmada para enfrentar novos desafios, talvez esse fato, seja o melhor resultado para o PSOL.

O 6º Congresso do PSOL Manaus, precisa debater com profundidade, temas importantes para o crescimento do partido na capital e os reflexos desse crescimento nos demais Municípios do Estado. Essa temática envolve dentre outros; a presença da militância nos movimentos sociais, a organização das lutas do povo, uma educação política voltada para formação de novas lideranças, o engajamento dos/as filiados/as nas suas entidades de classe (sindicatos e associações), o financiamento da estrutura do partido, a massificação da comunicação do partido junto a sociedade, o exercício da democracia interna como instrumento de controle da disciplina partidária, e principalmente  a organização e funcionamento dos núcleos de base e setoriais do partido.

A Unidade socialista entende que a direção municipal do PSOL na capital, deve ser o principal instrumento agitador do partido, responsável pela organização das manifestações do povo, da propaganda do partido na capital, do encorajamento e mobilização da militância, da formação política, da organização dos núcleos de base, da organização das oposições sindicais...para isso, precisamos de uma direção desburocratizada, sem sectarismo, que não confunda esquerda com esquerdismo e seja capaz de priorizar a política estratégica do partido.

Uma direção aberta a recepcionar e se responsabilizar pelos novos filiados, entendendo que o PSOL pela expressão popular que adquiriu nos últimos tempos, sua principal tarefa é ampliar o seu quadro de filiados/militantes e a sua inserção no seio da sociedade como um partido socialista de massa e popular.

O futuro do PSOL no Amazonas, passa por uma direção menos dogmática burocrática, mais dinâmica e comprometida com o projeto estratégico do partido.

Por um PSOL socialista de massa e popular!

Eelson de Melo é militante do PSOL.

  

sábado, 5 de agosto de 2017

Mais eleitorado ético e menos intelectual desonesto politicamente

Elson de Melo                                                
Domingo, 06 de agosto de 3017

 
 1. ESSA CAMPANHA ELEITORAL SUPLEMENTAR, mostra que a política no Amazonas, ainda é um refúgio para os políticos canalhas! Por outro lado, a impunidade desses políticos, é oxigenada a cada eleição por um eleitorado, cujo maioria ainda acredita nas promessas dos mesmos políticos que há 35 anos enriqueceram enganado o povo e constroem mansões e impérios comerciais com o dinheiro do Estado do Amazonas. Esses políticos estão representados nessa eleição pelos candidatos Amazonino Mendes-PDT, Eduardo Braga-PMDB e a candidata Rebecca Garcia-PP.
2. A CONIVÊNCIA INTELECTUAL com esses políticos canalhas, vem principalmente dos formadores de opinião que compõem as Universidades ao dissertarem suas crônicas, exaltando feitos desses políticos e escondendo as suas falcatruas quando no exercício dos seus mandatos, promovendo uma verdadeira blindagem intelectual aos políticos reconhecidamente corruptos. Graças a canalhice desses intelectuais, esses políticos larápios vão se revezando no governo do Amazonas há 35 anos.
3.   O COMBATE AOS POLÍTICOS CANALHAS, é uma tarefa diária de cada pessoa que nutre no seu caráter a ética como princípio primordial na formação de um eleitorado comprometido com o exercício da cidadania plena, um eleitorado capaz de dizer não a compra de votos, ao político corrupto, ao intelectual desonesto, ao cabo eleitoral vigarista, ao partido que oferece espaço aos políticos fichas sujas.
4.    A FORMAÇÃO DE U ELEITORADO ÉTICO, deve ser obra primeiramente dos partidos que lutam diariamente por transformações sócias, das instituições da sociedade civil que lutam diariamente por moradia, qualidade de atendimento na saúde, por uma escola libertadora, por qualidade de vida digna para toda população.     
5. A UNIÃO PSOL E REDE NESSA ELEIÇÃO, foi o grande diferencial da campanha eleitoral, mostrou que é possível participar de um processo eleitoral com independência e ética, abriu espaço para a formação de um novo bloco histórico na política amazonense e qualificou o debate político com um plano de governo factível e um discurso politizador que inaugura um novo referencial político capaz de empolgar a juventude, envolver os adultos e unir homens e mulheres na luta por um Amazonas prospero para toda nossa gente.
6.   O COMEÇO DAS GRANDES TRANSFORMAÇÕES foi semeada no solo fértil da esperança de um povo amazonense. PSOL e REDE, a partir dessa eleição, são os verdadeiros referenciais da política ética e coerente no Estado do Amazonas, Luiz Castro e João Victor Tayah, conduziram essa campanha dentro do respeito a diversidade, da fidelidade aos princípios partidários, da honestidade intelectual, e da logica participativa. Foi uma campanha inovadora sobre todos os aspectos.
7. A CONTINUIDADE DO PROJETO apresentado nessa eleição pelos partidos PSOL e REDE, deverá ser mantido e ampliado os protagonistas. O Amazonas, possui uma dimensão territorial continental, de difícil mobilidade, fator principal da manipulação eleitoral que os partidos da ordem econômica exercem para se apoderarem dos votos do eleitorado interiorano, a conquista de um eleitorado ético, passa pela capacidade dos dirigentes desses dois partidos [PSOL/REDE] em manter uma agenda permanente, visando dar continuidade ao trabalho desempenhado nessa eleição suplementar. Este escrevente, na condição de filiado ao PSOL antecipa seu voto favorável, a continuidade dessa majestosa aliança PSOL/REDE.

Parabéns camaradas Luiz Castro e João Victor Tayah
A Luta Continua!

Elson de Melo é militante do PSOL

sexta-feira, 30 de junho de 2017

30 de junho dia de GREVE GERAL: nossa luta é permanente até a vitória do proletariado

Elson de Melo
Sexta, 30 de junho de 2017

Camaradas do PSOL Amazonas,

É evidente que ficamos cabisbaixos quando sofremos uma derrota, seja por conta do nosso fracasso, ou por uma decisão monocrática de um Juiz (caso suspensão da eleição suplementar). Ainda bem que a nossa reação é assim, isso mostra que somos humanos e sensíveis a tudo que pretende embrutecer a sociedade, nesse momento precisamos olhar para os nossos camaradas, chama-los para uma reflexão sobre os caminhos a percorrer para, em seguida dar as mãos e seguir a caminhada ombro a ombro, na busca da felicidade.

Para ajudar na nossa reflexão, recorro ao grande revolucionário chinês Mao Tsé-Tung, que não desanimava nunca com as derrotas e sempre com muito entusiasmo afirmava:

“Lutar, falhar, lutar novamente, falhar novamente...até a vitória. Essa é a lógica do povo”.

Mao quando fez essa afirmação, contava para fazer a revolução em uma china com mais de 400 milhões de habitantes, com apenas 400 homens, eram mineiros, camponeses e desertores do partido nacionalista, mas Mao seguia afirmando que:

“Na guerra, as armas são um fator importante, mas não decisivo; as pessoas, não as coisas, é que são decisivas.”.

Mao Tsé-Tung, tinha na sua mente a orientação filosófica de Mencius, filosofo chinês do século IV a.C. que afirmava:

“Quando o Céu está prestes a confiar uma grande missão a um homem, primeiramente exercita sua mente com o sofrimento, e seus nervos e ossos com a fadiga. Expõe seu corpo à fome e o sujeita à extrema miséria. Confunde suas tarefas. Dessa maneira, estimula seus espirito, fortalece sua natureza e supre suas deficiências.”.
 
Para finalizar, chamo ao debate o camarada Vladimir Ilyich Ulyanov nosso popular Lenin que afirma categoricamente:

 "A verdade é sempre revolucionária".

Essa frase parece simplória, mas é de uma profundeza ética e política que todo militante das causas sociais, deve observar sempre. Para Lenin, nós lutadores/as social, precisamos estar em constante reflexão sobre a nossa pratica, estudando as nossa estratégicas, planejando e avaliando as nossas ações, para isso é preciso estudar que segundo Lenin:

 “Não há prática revolucionária sem teoria revolucionária e vice-versa".

Finalizo essa reflexão, chamando tod@s @s camaradas se manterem firme nas frentes de batalhas, sempre atentos aos acontecimentos e entendendo que a nossa missão é transformar essa sociedade injusta para, uma sociedade igual para toda nossa civilização, acho pouco, mas tudo vai depender da nossa dedicação e esforço.

Abraços.

O proletariado vencerá!
Viva o Socialismo!

Elson de Melo é militante do PSOL Amazonas

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Meu Pitaco, nas eleições: Vamos fazer a diferença!

Elson de Melo
Quinta, 15/06/2017

Amanhã (16/06) sexta-feira, o partido REDE do Amazonas, homologará a candidatura do Deputado Luiz Castro a governador Estado, o PSOL já definiu o nome do camarada João Victor Tayah para vice-governador. 

O primeiro turno da eleição suplementar será no dia 06 de agosto. Enquanto isso, até lá, muitas águas vão rolar nos dois grupos da oligarquia caduca (Amazonino, Eduardo, Artur, Omar, Alfredo, Silas) que estão vivendo uma temporada de 'pernadas e rabo de arraia’.

Não podemos e nem temos tempo de entrar no debate desqualificador dos grupos oponentes que estão se digladiando, esse grupo da ‘maldição da rodela’ já é desqualificado pela sua história. 

A coligação REDE/PSOL – Luiz Castro e João Victor Tayah, desde logo, vai abrir um diálogo franco com a população amazonense sobre as soluções emergenciais que pretendemos implementar nos 16 (dezesseis) meses de mandato que restam.

Somos a única ALTERNATIVA POPULAR que o eleitorado do Amazonas pode confiar, portanto, é nossa prioridade apresentar soluções imediatas para solucionar o problema crônico de Segurança Pública no Estado, a Educação, Saúde e Logística para o povo do interior. Esses serão os pilares fundantes de uma gestão Popular.

A nossa campanha será feita da forma mais compreensiva possível, os esclarecimentos sobre o nosso Plano de Governo, serão objeto de reuniões, caminhadas, panfletagens, bandeiradas, cartilhas e uma presença muito forte nas redes sociais na internet, vamos no corpo a corpo, olho no olho, conversar com  a nossa gente, faremos a maior mobilização popular que uma candidatura com recursos financeiros limitados, já fez na política local.

O PSOL mobilizará suas lideranças na política nacional, a se revezarem no apoio a nossa candidatura. Vamos viajar por todo Amazonas do jeito que der (de canoa, a pé, de carro, de barco, avião...) percorrendo lagos, rios, paranás, estradas, ruas e avenidas) para, mostras ao nosso povo que é possível governar com dignidade, sem se envolver com teia da corrupção, levaremos nossas propostas, ouviremos as demandas das comunidades e dizer que é chegado a hora de o povo usar o seu descontentamento com os atuais políticos que estão nos governos e apoiam Temer e sua gangue, a se unirem e romper com essa oligarquia maldita que atrasa o desenvolvimento humano e econômico do Amazonas há mais de três décadas.

É hora de optar pela ALTERATIVA POPULAR – Luiz Castro e João Victor Tayah-PSOL/REDE, os dois partidos que abriram caminhos para cassação de Eduardo Cunha e que enfrentam com muita coragem as tropas malditas do Temer no Congresso Nacional.

Vamos unir os descontentes!
Vamos mobilizar as esperanças!
Vamos libertar o Amazonas das garras dessa oligarquia maldita!

PSOL e REDE – Uma Alternativa Popular para governar o Amazonas

terça-feira, 30 de maio de 2017

Meu ‘pitaco’ sobre a eleição de agosto: Por uma aliança PSOL/REDE/PCB/PSTU

Elson de Melo
Terça, 30 de maio de 2017

O Diretório do PSOL Amazonas, vai na próxima sexta-feira (02/06) marcar a data da convenção do partido, cujo prazo final para realização é o dia 16 de junho. Na convenção o partido vai deliberar sobre coligação e candidaturas. Como é de conhecimento público, esse escrevente vem defendendo que o PSOL articule e participe de uma coligação Popular de Esquerda envolvendo o PSOL/PT/PSTU/PCB/PCdoB/PSB e outros partidos que queiram somar na derrubada dessa oligarquia perversa e corrupta que governa o Amazonas há séculos.

Depois dos últimos debates internos nos dias 13/20/27, os camaradas do PSOL optaram pelo indicativo de coligação apenas entre PSOL/REDE/PSTU/PCB. Particularmente acho um equívoco, mas é menos pior que aventurar uma candidatura própria em uma conjuntura tão polarizada entre os partidos que lutam contra as reformas, e os da ordem que querem aprovar as famigeradas reformas do Temer.

Os debates entre as tendências do PSOL, apontaram os nomes dos camaradas João Victor Tayah e Jevaldo Silva para a convenção decidir sobre quem será o candidato do partido nas eleições de agosto.

Em política os milagres não acontecem, no máximo ocorrem fenômenos eleitorais, portanto, para se obter sucesso em uma eleição, seja lá qual for o partido, ele vai precisar de estratégia e muita organização, infelizmente o debate entre as tendências, passou ao largo sobre esses dois pontos importantíssimo para a caminhada do partido.

Como os camaradas reduziram ao máximo o arco de alianças, passo a defender uma aliança prioritária entre REDE que tem uma candidatura posta e já ofereceu a vice ao PSOL sem prejuízo da participação do PCB e PSTU na composição da coligação.

A REDE vem somando com o PSOL ‘Brasil a dentro’, na mobilização da classe trabalhadora contra essa agenda perversa do governo golpista de Temer, no Amazonas não é diferente. Diante dessa afinidade na ação e dentro de perspectivas futuras, onde a sobrevivência dos dois partidos vai depender da capacidade de os partidos programáticos se unirem para não sucumbirem, o melhor caminho nesse momento para o PSOL é aceitar indicação do Vice de Luiz Castro-REDE.

Quanto ao nome, também é notório a minha preferência pela confirmação do nome de João Victor Tayah. Quando cheguei no PSOL, o Victor já era militante do partido, assim como Jevaldo, por justiça, tenho muito mais afinidade pessoal com Jevaldo que com Victor, mas a política não é feita só de afinidades pessoais, mas de ideias novas, ousadias, coerência, projetos factíveis, capacidade de causar empatias, são dentre tantas, as qualidades que se espera de um líder.

João Vitor talvez pela sua função diária de delegado de polícia, adquiriu a experiência de lidar e resolver conflitos, no partido, ele vem demostrando uma sensibilidade coletiva para além das querelas entre tendências, trata todos como iguais, estou falando de um promissor líder político.

Nós da US buscamos consultar todos os potenciais candidatos dentre os camaradas que compõem o nosso campo que poderiam unir ao máximo o partido, num primeiro momento indicamos o camarada Sidney Seixas de Manacapuru que é hoje a melhor votação do PSOL para um cargo majoritário, mas ele desistiu, isso nos levou a buscar um nome com um perfil agregador fora do nosso campo, avaliamos o nome do camarada João Victor Tayah e pelas qualidades acima, mereceu a nossa indicação. Essas qualidades, foram determinantes para o meu convencimento de apoia-lo como nosso candidato.

As outras tendências indicaram o camarada Jevaldo, é um bom nome, mas nos últimos tempos tem adotado uma postura de insubordinação as decisões do partido, tem feito campanhas para outros candidatos fora do partido e ainda faz campanha contra as candidaturas do partido, para ele os únicos nomes que prestam são os da sua tendência MES, vai na contramão da função de professor que ele ocupa, uma possível candidatura dele, afastaria a imensa maioria dos militantes do partido da campanha.

O sectarismo e maniqueísmo extremo do camarada Jevaldo, tem se confirmado nos debates internos, onde ele e seu grupo, tentam se impor pelo grito e até nas inúmeras tentativas de “chegar as vias de fato”, da mesma forma, ele rege com garções nas redes sociais aos camaradas que não pensam conforme manda a sua tendencia, tem se mostrado muito truculento. isso não ajuda na organização e crescimento do partido, por outro lado, há tempos a tendência MES, age como um partido dentro do PSOL, faz pouco caso de colocar em pratica as diretrizes do PSOL, até agora, não conseguiram explicar a relação institucional da ONG Emancipa, controlada por eles que está envolvida com arrecadação de recursos empresárias inclusive com a Odebrecht para uso em projetos vinculado a sigla do PSOL, fato que vai contra as diretrizes partidária que impede o financiamento empresarial para as atividades do PSOL.   

Com essas dúvidas pendentes, que o MES faz questão de não esclarece para o conjunto do partido, não temos como arriscar uma candidatura vinculada a essa tendência, mesmo que o nome indicado seja uma pessoa de conduta ilibada.

Nos do PSOL Amazonas, precisamos primeiro querer ser grande, segundo ser humildes para reconhecer as nossas limitações, terceiro reconhecer que uma candidatura isolada, para marcar posição, não contribui em nada na organização e crescimento do partido. Assim, sou a favor que o PSOL indique o Vice da chapa de Luiz Castro-REDE e o meu candidato é João Victor Tayah.

Saudações Socialistas
Diretas já!
Fora Temer!