segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

A Conferência Eleitoral do PSOL em março

Elson de Melo 
Manaus - 22.01.2018

O 6º CONGRESSO NACIONAL DO PSOL decidiu que a candidatura do partido a Presidente da Republica será definida através de uma Conferencia Eleitoral. A Direção Nacional do partido convocou a Conferência para o dia 10 de março próximo.  

GUILHERME BOULOS líder do MTST é a candidatura mais viável para enfrentar essa conjuntura de retrocessos sociais, econômicos e políticos e, para viabilizar a reorganização da esquerda socialista. Dentro dessa logica, a direção nacional e a bancada na Câmara Federal, convidaram Boulos para ser o candidato do PSOL.

A PARTIR DE HOJE (22/01/2018) até o dia 06 de março, a Executiva Nacional estará recebendo as inscrições de postulantes a indicação.

NOS ÚLTIMOS TRÊS MESES, quatro outros nomes se apresentaram nas redes sociais como pretendentes a indicação, são os/as seguintes: Nildo – ESQUERDA MAXISTA/LRP, Hamilton – APS-NOVA ERA, Plinio Jr. – CST/MÊS e Sônia Gajajara – Movimento ECOSSOCIALISTA.

NO CAMPO TEÓRICO todos os nomes apresentados são excelentes, a diferença está na prática. Dos cinco nomes, Boulos é o único que consegue mobilizar multidões, portanto, tem mais expressão popular, isso não significa menosprezo pelos/as outros/as pretendentes, mas uma constatação. Por outro lado, a visão de um programa para o Brasil do Boulos, passa pela participação coletiva de todos os campos progressistas e pelo respeito a diversidade dentro dos movimentos da esquerda socialista, a Plataforma VAMOS do qual o PSOL é parte, tem mobilizado os movimentos sociais a participarem da construção desse programa, hoje a plataforma VAMOS é a maior referencia dessa construção coletivo.

COM GUILHERME BOULOS O PSOL consegue dialogar com a população das periferias, com os operários, com os camponeses, com os movimentos culturais, com os movimentos indenitários, indígenas, mulheres e principalmente com um eleitorado que vislumbram soluções práticas para os seus problemas diário de salarial, habitacional, de alimentação, terra, trabalho e liberdade.

Boulos Presidente do Brasil
PSOL um partido popular à altura dos desafios

Elson de Melo

Secretário de comunicação do PSOL Manaus/AM

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Para a direita Lula tem que ser preso. Para o esquerdismo sectário Lula tem que ser fuzilado no paredão - dois extremos e a mesma convicção criminosa!

Elson de Melo
Manaus – Amazonas, 11-01-2018

Lembro-me do julgamento do Lula, Jacó Bittar, João Maia, Chico Mendes e José Francisco da Silva, na auditoria militar em Manaus no ano de 1984, o motivo foi a participação deles em um Ato Publico no Acre por ocasião do enterro do camarada Wilson de Souza Pinheiro presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, assassinado na noite de 21 de julho de 1980, um crime encomendado por empresários rurais e executado por jagunços contratados por eles. Lula e os demais camaradas, foram enquadrado na Lei de Segurança Nacional, instrumento jurídico de repressão e intimidação politica da ditadura militar na época.

O julgamento ocorreu no dia 1 de março de 1984, as acusações contra eles eram; “incitamento à luta armada”, “apologia à vingança” e ’incitamento’ à luta pela violência entre as classes sociais, no entanto, tratava-se de uma emboscada jurídica tramada pelo Presidente da Federação da Agricultura do Estado do Acre, que fez uma representação a Policia Federal com essas acusações subjetivas e hipotéticas. Lula e os demais camaradas foram absolvidos por unanimidade.

Na época, há um ano, um grupo de jovens militantes liderado por Ricardo Moraes, havíamos conquistado a Direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus, onde  eu era diretor (2º secretário), também, eu era Presidente do Diretório Municipal do PT Manaus, após o julgamento, Lula, Jacó Bittar, João Maia, Chico Mendes, José Francisco e as personalidades que vieram a Manaus para acompanhar o julgamento dentre as quais a atriz Dina Sfat (falecida), a cantora Fafá de Belém, o Presidente da CUT Jair Meneguelli e deputado, vereadores de todo Brasil, foram para a sede do Sindicato na Rua Duque de Caxias, onde fizemos uma reflexão sobre a continuidade da luta contra a opressão tanto no campo sindical como politico. 

No dia 24 de janeiro de 2018, Lula será julgado pelo TRF- 4 em Porto Alegre-RS, por mais uma denuncia subjetiva e hipotética, numa clara intenção de promover uma condenação sumária a Lula, mais uma vez, Lula é vitima de uma emboscada jurídica, feita por empresários delinquentes e executada por um setor do judiciário que hoje é o instrumento de repressão e intimidação politica da direita golpista.

Embora o Juiz Sergio Mouro já tenha feito a sua parte nessa trama, ou seja, já condenou Lula em primeira instância, o processo seguiu atropelando todos os ritos processuais e provocando um escarnio aos direitos fundamentais da pessoa humana. No campo das ilações politicas, o processo revela uma polarização politica entre a lucidez politica e a insensatez criminosa. Do lado da lucidez politica, estão à esquerda progressistas, a esquerda socialista, e a maiorias do povo brasileiro que de forma objetiva e racional, assumem a defesa da democracia, a preservação do devido processo legal, a ampla defesa e o respeito aos preceitos constitucionais que garante a dignidade da humana. Do lado da insensatez, estão a direita fascista e o esquerdismo insensato representado pelo partido trotskista PSTU e algumas correntes da mesma orientação politica.

Por razões diferentes, o esquerdismo e a direita fascista estão unidos no mesmo proposito – condenar Lula!

Da direita fascista não podemos exigir uma posição diferente, uma vez que ela é a principal protagonista do golpe contra a democracia em qualquer parte do mundo, no Brasil, não é diferente, tentam a todo custo, criar um clima favorável para impor um golpe mais desastroso do que este que está sendo executado por Temer, ou seja, querem restringir todo tipo de manifestação popular e confiscar o que ainda resta de direito dos indivíduos e coletivos.

Já o esquerdismo, como sempre, faz uma leitura equivocada do caráter da revolução brasileira, eles são taxativos em afirmar que Lula por ter feito uma aliança com setores do capital, traiu a classe trabalhadora. Essa afirmação, é a forma mais ridícula de falsear a realidade, de não ter ao longo dos séculos, aprendido nada sobre um processo revolucionário, e o que é pior, comporta-se como a direita fascista, eles acusam, condenam e executam Lula e o PT. Enquanto a direita fascista apregoa a prisão de Lula, o esquerdismo se eles fossem os juízes, colocariam Lula e todos os petistas no paredão para serem fuzilados em praça pública.

É evidente que Lula tem muitos defeitos, que o seu governo foi vacilante na logica do avanço revolucionário, no entanto, é preciso entender que as circunstâncias que o levaram a conquistar o governo, ou seja, chegar a estrutura jurídica do Estado, o levaram a fazer alianças esdruxulas para atender a governabilidade, o equivoco não está nessas alianças, mas, sim, na tentativa de conciliar os interesses antagônicos da sociedade, usando para isso, o atrelamento dos movimentos sociais e sindical ao governo. A esquerda errou, ao não entender, que a eleição de Lula, significava apenas um pequeno passo, na luta histórica da classe trabalhadora, não entenderam, que o processo revolucionário, é longo e com muitas etapas a serem superadas, esqueceram de fazer as avaliações da conjuntura de momento e dos períodos futuros. 

Agora eu pergunto, esse atrelamento foi um ato unilateral do Lula e PT? Claro que não! Esse processo teve a conivência de todos os seguimentos da sociedade, sobre isso, nós da esquerda socialista, precisamos fazer uma avaliação mais aprofundada, para que não sejamos ingênuos em sair por ai condenando as alianças indiscriminadamente. 

De modo especial, chamo para o debate, os/as camaradas do PSOL, partido que devo obediência aos seus encaminhamentos, e, ao mesmo tempo, tenho responsabilidade de sugerir caminhos, é importante ressaltar que, o PSOL tem nos últimos tempos, tomado os encaminhamentos mais coerentes que um partido de esquerda poderia encaminhar dentro da realidade brasileira, o que falta, é um melhor dialogo interno que dei uma uniformidade mais consequente a toda militância para se relacionar com os movimentos social. sindical e o povo da periferia.

A defesa do direito de Lula ser candidato é um desses encaminhamentos que mostra a coerência e maturidade politica do PSOL, o momento é de entender que, o que está em perigo, não é somente o Lula, mas, sim, a frágil democracia brasileira. Isso não significa que estamos abrindo mão da nossa independência politica ou do nossa estratégia eleitoral.

O PSOL já definiu que terá candidatura própria para Presidente da Republica, tenho convicção que o melhor camarada para assumir essa tarefa, é Guilherme Boulos, pela facilidade que ele tem de dialogar com a população de todas as classes sociais, por ser um líder com formação de esquerda, radical sem ser sectário, com muita experiência em convivência coletiva e convenhamos, ele tem uma empatia muito privilegiada.  Mas, caso Boulos não aceite o convite da direção nacional do PSOL, o certo que teremos candidato a Presidente da Republica que pode ser Sônia Gujajara, Plinio, Nildo, Hamilton ou *Afrânio Boppré (*minha 2ª opção).

Voltando aos 13 anos de governo petista, durante esse período, o esquerdismo, concentrou toda sua energia em criticar até os programas mais favoráveis ao povo carente, não conseguiu sequer elaborar um programa alternativo ao ‘lulopetismo’, limitaram-se ao ataque burocrático e dogmático, não conseguiram aglutinar força junto ao proletariado e não se empenharam em organizar o povo para avançar a uma outra etapa revolucionária mais consequente a superação do capitalismo, atualmente, esse setor da esquerda, se empenha em propagandear um discurso de “superar o PT e Lula”, é outro logica equivocada, uma vez, que muda totalmente os objetivos históricos da classe trabalhadora de superação do capitalismo, até pela simples razão de Lula e o PT, não são representantes do capital.

De forma muito sincera, às vezes chego a pensar, que o esquerdismo e suas organizações, são meros interlocutores que o capitalismo usa como fachada para, confundir a classe trabalhadora. Historicamente, eles sempre se comportaram de forma desonesta, combatendo apenas os setores mais avançados da esquerda socialista, atrapalhando a organização da classe trabalhadora e até atentando contra a vida de lideranças históricas como fizeram com Lênin na Rússia.

Ciente que o momento requer a unidade de todas as forças progressistas da sociedade, uma vez que os ataques contra Lula, é a forma mais descarada que o capital tem, para intimidar o povo brasileiro e impor a sua agenda de contingenciamento dos direitos e do avanços da democracia, estou ajudando na convocação do povo brasileiro a comparecerem em todas manifestações que ocorrerão pelo Brasil a partir do dia 13 de janeiro, contra a condenação de Lula, em defesa da democracia e contra o golpe e não a Reforma da Previdência.

Eleição sem Lula é golpe!
Pelo direito de Lula ser candidato.
Não a Reforma da Previdência!
Viva o Socialismo!
Por um PSOL popular à altura dos desafios.


Elson de Melo é secretário de comunicação do PSOL Manaus

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A esquerda pós 2002 e o PT

Elson de Melo
Manaus, 03-01-2018

Lula fora eleito em 27 de outubro de 2002 com uma coligação composta por PT/PCdoB/PL/PMN, no segundo turno, ele recebeu o apoio de 100% da esquerda brasileira, fato! Porém, seu governo, desde o inicio, desprezou totalmente, qualquer sugestão desse importante campo da politica nacional e desde então, a esquerda socialista sofreu por parte do governo Lula e do PT, um tratamento de principal inimigo. 

O rompimento do governo Lula com esquerda socialista se deu no momento em que ele trouxe o então deputado federal eleito pelo PSDB de Goiás Henrique Meireles (atual ministro da fazendo do Temer) para, compor o seu governo que assumiu com poderes supremos o banco central.

Com a Reforma da Previdência que originou o MENSALÃO, setores da esquerda que faziam parte do PT, foram expulsos do partido, por votarem contra a orientação do governo Lula.

Esses setores fundaram o PSOL, que fora fortalecido com a vinda de outros setores da esquerda que ainda se encontravam no PT quando com o escândalo  MENSALÃO. O PT do alto dos poderes consagrado pela alta aceitação do governo Lula nas pesquisas, seguiu desprezando a esquerda socialista e, neutralizando qualquer tentativa de crescimento das lideranças e partidos desse setor politico, fortaleceu a sua aliança com o PMDB e com a oligarquia conservadora liderada por Sarney, Renan e Temer.

Nessa trajetória de governabilidade e poder, o PT só olhava para a esquerda, no segundo turno das eleições de Lula em 2006, Dilma 2010/2014, momento que precisava apenas dos votos da esquerda para se contrapuser ao avanço eleitoral da direita que apostava todas as fichas nas candidaturas do PSDB.

Por ironia do destino, no impeachment da Dilma, o PSOL foi o único partido da esquerda socialista que nunca participou do governo petista a se posicionou contra o GOLPE. Hoje, sem abrir mão de sua estratégia politica de lançar candidatura própria para presidente da republica, o PSOL está na luta "pelo direito de Lula se candidato" e contra o rito sumário que setores da Justiça brasileira, estão impondo aos processos contra o Lula.

A posição do PSOL será sempre de independência e coerência politica em relação ao processo politico nacional, optamos por reorganizar a esquerda socialista, aprofundar as relações com os movimentos sociais populares, avançar no dialogo com os setores mais vulneráveis da sociedade e construir uma alternativa popular, capaz de unir os setores progressistas da politica brasileira.

Entendemos que, mesmo com os apelos retóricos de setores do PT para, uma provável união das esquerdas em função da candidatura de Lula no primeiro turno da eleição próxima, os argumentos e propósitos são insuficientes para, convencer a nossa participação nessa aventura, o PT deve uma retratação publica a toda militância da esquerda socialista do Brasil. Porém, é necessário que todo o campo da esquerda brasileira, se levante contra os ataque a democracia, a parcialidade de parte da Justiça brasileira e pelo direito de Lula ser candidato.

A plataforma “VAMOS” organizada pela Frente Povo Sem Medo, é um esforço dos setores populares, em organizar um programa de governo onde caiba, todos os setores progressistas do proletariado, um programa que reflita as reais soluções dos problemas sociais que a realidade está a reclamar, um programa que radicalize a democracia e inclua todo o povo da periferia.

Pelo direito de Lula ser candidato.
Sou BOULOS para presidente-PSOL!
Viva o Socialismo!

Elson de Melo

Secretário de comunicação do PSOL Manaus(AM)      

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Nova Legislação Trabalhista: negociação na data-base

Elson de Melo
Manaus-AM.08-11-2017

Sábado dia 11 de novembro, é a data fatídica que vai marcar para sempre a vida da classe trabalhadora brasileira, neste dia, começa a vigorar a LEI Nº 13.467, DE 13 DE JULHO DE 2017. A espinhosa reforma trabalhista que altera cerca de 200 dispositivos da legislação do trabalho e traz profundos retrocessos para as condições de trabalho e a organização sindica. 

Sob o tridente dessa nova Lei, as categorias com data-base em novembro, começam as negociações coletivas de trabalho, para tentarem celebrar as Convenções Coletiva de Trabalho - CCT ou Acordos Coletivos de Trabalho - ACT.

Serão os primeiros testes para a nova legislação trabalhista.

O principio patronal é a; "prevalência do negociado sobre o legislado". Do outro lado da mesa, os trabalhadores, vão continuar as suas lutas históricas pela; "ampliação de direitos, condições de trabalho, melhores salários e benefícios".

Desde a redemocratização do país, os empresários, investiram pesado em aprimorar as suas relações de trabalho, transformaram o velho departamento pessoal em uma diretoria ou departamento de recursos humanos - RH, formaram os seus prepostos, aperfeiçoaram o sistema de recrutamento com novos profissionais, os psicólogos ganharam relevância dentro do novo perfil empresarial, bem como outros profissionais assemelhados.

O sistema de gerenciamento de produção, foi modernizado, os diretores, gerentes, supervisores foram treinados para desenvolver nos setores de trabalho, uma relação pessoal envolvente, substituirão o termo funcionários por "colaboradores", foi institucionalizado nas linhas de produção as campanhas de "limpeza", "controle de qualidade", e outras para induzir os trabalhadores a "vestirem a camisa da empresa", aprimoraram o sistemas de monitoramento de opinião pessoal para saber a satisfação dos trabalhadores em relação a gestão da empresa...

Toda essa parafernália de investimento, tem um sentido único; garantir a excelência na produção, com total alienação dos trabalhadores dentro do processo produtivo e, evitar que os trabalhadores se articulassem com o seu sindicato, ou seja, mais lucro, com menos salário envolvido e sem nenhuma aporrinhação. 

Do lado da classe trabalhadora, o movimento sindical, a partir da década de noventa, teve uma acomodação total, os movimentos de oposição sindical acabaram, a CUT se transformando na maior central sindical do país e a Força Sindical a segunda, essas duas centrais, fizeram um pacto tácito de não apoiarem chapas de oposição sindical nos sindicatos filiados a eles de maior representatividade, começando pelos metalúrgicos de São Paulo, pondo fim ao mais importante movimento de oposição sindical do país. 

Os sindicalistas combativos forjados nas lutas diretas nas décadas se setenta e oitenta, deixaram de lado as mobilizações e passaram a serem negociadores burocráticos. 

O resultado dessa apatia sindical, estamos colhendo agora, com quase três décadas de desmobilização sindical, o governo e os seus parlamentares golpistas, empurraram de goela abaixo da classe trabalhadora brasileira, essa espinhosa reforma trabalhista difícil de engolir. 

O que muda na relação capital e trabalho com a nova Lei? Na nossa opinião, nada! A classe trabalhadora continua sua luta histórica por mais direitos, por melhores condições de trabalho e melhores salários. Já os empresários, vão continuar querendo mais produção, com menos direitos aos trabalhadores, nenhum investimento em condição de trabalho e com salários menores. 

O momento histórico é de luta de classe escancarada, de um lado os empresários impondo barbárie aos trabalhadores, como recompensa a sua passividade, de outro, a classe trabalhadora ou retoma a sua disposição de luta, ou será massacrada dia pós dia!

Voltamos as negociações coletivas, é evidente que a nova Lei, retirou direitos, flexibilizou outros e instituiu condicionantes que dificulta os trabalhadores se organizarem para lutarem por mais direitos. Assim, os empresários, vão querer retirar das Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho, todos os benefícios que não estão previstos em Lei (cesta básica, plano de saúde, seguro de vida em grupo, alimentação...) é o boi de piranha para desviar as suas verdadeiras intenções. 

Está claro que não são esses os objetivos principais dos empresários, mas, sim, a flexibilização ou retirada de direitos que a nova Lei não retirou (13º salário, férias, aviso prévio, auxilio creche, licença maternidade, estabilidade das gestantes...). 

Os sindicalistas, que há muito tempo optaram pela negociação sem mobilização, nesse momento, em tese, estão em desvantagens, porém, nem tanto. Explicamos: o principio do negociado prevalecer sobre o legislado, vale para os dois lados, e o que não foi retirado da lei, continua valendo, isso traz de volta um certo equilíbrio, uma vez que as negociações sejam elas feita por comissões como prevê a nova legislação, os sindicatos são partes obrigatórias assegurado pela constituição, sem a presença dos Sindicatos os acordos coletivos não terão legitimidade jurídica.

As Cláusulas mais importantes das negociações, continuam as econômicas (Piso Salarial, Reajuste Salarial e Aumento Real). Com a inflação em baixa, esses fatores não devem emperrar as negociações, até agora, a média de aumento real conquistada por categorias em todo o país, é de 0,37%. 

No Amazonas, a maioria das categorias com data-base em 1º de novembro, ainda não começaram as negociações, os empresários receberam as proposta dentro do prazo, mas não agendaram até agora nenhuma reunião de negociação. Isso é uma tática patronal para tentar impor as suas condições. 

Se os empresários endurecerem nas negociações, não retam duvidas que haverá uma corrida por ambas as partes, a Justiça do Trabalho através dos Dissídios Coletivos.  

Com a inflação baixa, os reajustes salarial serão muito reduzidos, isso poderá contribuir para os trabalhadores lutarem pela manutenção das atuais Cláusulas das Convenções Coletivas e Acordos Coletivos. A classe trabalhadora vai precisar de muita mobilização, calma e paciência, como antidoto para frear a fúria patronal. 

A luta de classe, está exposta. É hora da classe trabalhadora se unir para, garantir novas conquistas. 

Trabalhadores do Brasil, uni-vos!

Elson de Melo é secretário de comunicação do PSOL Manaus

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A candidatura do PSOL a presidente da Republica


Elson de melo
03 de novembro de 2017

Quem será?
Nove, é a quantidade de  pré-candidaturas que até agora foram indicadas para, disputar internamente a candidatura do PSOL que vai concorrer a presidente da República em 2018, são elas: Sônia Guajajara, Áurea Carolina, Talíria Petrone, Marielle Franco, Renato Roseno, Guilherme Boulos, Nildo Ouriques, Luciana Genro e Plinio Sampaio Jr. Muitos dos nomes aqui relacionados, são indicações de tendências internas, sem que as pessoas tenham confirmado a disposição de concorrer.  

É consenso dentro do PSOL que o partido terá candidatura própria a presidente da República em 2018, também era consenso o nome do deputado Chico Alencar para concorrer à presidência, mas ele optou em sair candidato ao senado.

Como o partido está em regime de Congresso, onde está encerrando nesse final de semana (05/11) a etapa dos Congressos Estaduais e nos dias 01, 02, 03 de dezembro, será realizado o 6º Congresso Nacional do PSOL em Luziânia, quando será definido a nova direção nacional e uma provável pré-candidatura a presidente da República.

O campo majoritário que compõem a direção nacional, vai sair mais fortalecido do 6º Congresso Nacional, no momento, busca uma candidatura com forte identificação popular, que promova uma interlocução com a sociedade mais propositiva e menos dogmática, que inspire credibilidade junto ao eleitorado. Para tanto, convidaram o líder dos sem-teto Guilherme Boulos para ser o candidto, cujo perfil, atende os desafios do partido.

As tendências internas minoritárias, tentam forçar um debate em função de nomes, para, com isso, tentar desviar as atenções do debate sobre a concepção partidária que está acontecendo no processo congressual, também, tentam impor uma candidatura sem expressão popular, muitas das quais desconhecidas dentro do próprio PSOL, embora, todas sejam excelentes quadros dirigentes, mas sem força eleitoral suficiente para atender as necessidades do partido que é; a superação da cláusula de barreira imposta pela legislação.

Embora o tema “eleição 2018” faça parte da pauta do 6º Congresso Nacional, é pouco provável que dessa vez, sai um indicativo de nome, isso só será possível, se Boulos antecipar positivamente a resposta sobre o convite da direção nacional, sem essa resposta, a decisão, ficará para o Novo Diretório Nacional que certamente, avaliará com lucidez o cenário político e encaminhará para as bases do partido, um processo de discussão compatível com a democracia interna e a vontade da maioria.

É até relevante a pressa das tendências minoritárias, porém, de difícil aplicação, uma vez que os debates em torno da pauta do Congresso nacional do partido, apontam a necessidade de impulsionar as mobilizações por direitos e contra a votação da reforma previdenciária, além do fortalecimento do partido organicamente e eleitoral, com menos de um mês para o Congresso é impossível promover um debate mais efetivo sobre um programa compatível com a realidade econômica, social e política do Brasil.

Vamos aguardar as resoluções que o 6º Congresso Nacional definir.

Elson de Melo é Secretário de comunicação do PSOL Manaus-AM  

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Educação política no PSOL

Elson de Melo
23-10-2017

A educação política no campo da esquerda é sempre o grande desejo de todos os partidos socialistas contemporâneo, digo desejo, pelo fato de, embora exista como meta nos programas partidários, nas teses e resoluções, porém, pouco investimento ou quase nenhum, são disponibilizados pelos partidos para, a consecução de um programa de educação política voltado para a capacitação dos militantes socialistas, um programa que seja capaz de elevar o conhecimento do indivíduo socialista sobre as necessidades coletivas, do comprometimento humano com a causa e principalmente sobre a teoria socialista e a sua pratica na construção do socialismo.

O PSOL chegou aos seus doze anos de existência sem um programa de educação política. São muitos as variantes que determinaram essa lacuna; o primeiro é a pluralidade interna, ou seja, o partido é composto por tendências e filiados independentes.

Originalmente, o PSOL foi fundado por uma maioria de militantes trotskistas (CST MÊS), com a entrada da APS no partido, o PSOL passa a se organizar em dois blocos interno, hoje alinhados entre a US – Unidade Socialista de um lado e o BE – Bloco Esquerdismo de outro, os dois blocos, comportam tendência de orientação marxista trotskista e marxista leninista. Essa composição heterogênea do partido, produz um debate interminável sobre concepção de organização e prática partidária. Em tempo de Congresso, as duas concepções, travam uma verdadeira briga de rua sem limites.

Onde está a maior divergência?

A principal divergência está na concepção defendida pelos marxistas trotskistas que o PSOL deve ser um partido de quadros dirigentes, formado por uma vanguarda de quadros dirigentes com profundos conhecimentos da literatura socialista, onde a prioridade é o pensamento de Trotsky de “revolução internacionalista permanente”, contrapondo-se a essa concepção, estão os marxistas leninistas e alguns trotskista que defendem que o PSOL seja um partido popular, um partido de massa com profunda inserção nos movimentos sociais, que dispute e ocupe os espaços institucionais no parlamento e no executivo, aberto ao diálogo e composições com outros partidos que conjunturalmente, se afine com a tática eleitoral do PSOL.

Essa composição heterogênea do PSOL, se por um lado, dá uma aparência de hegemonia plural e unidade na ação, na pratica, gera um grande conflito de ideias que determina uma permanente disputa pelo aparelho partidário (direção). Essa disputa pela estrutura partidária, dificulta a consecução de um programa de educação política e de uma estratégia de participação nos movimentos sociais e sindical. Assim, a educação politica ou formação politica fica a cargo de cada tendência interna. 

Como vencer essa dificuldade?

O melhor caminho ainda é a educação política, a polarização interna marxista trotskista X marxista leninista, não pode ser tratada como uma dicotomia, principalmente quando identificamos que as duas visões estratégias, se resumem ao processo revolucionário da Rússia (Trotsky X Lênin). Portanto, diante dessa constatação, se faz necessário um estudo aprofundado sobre o papel dos dois líderes no processo revolucionária russo.

Particularmente, este escrevente, depois de olhar algumas obras dos dois, tem uma admiração profunda por Lênin, entendo, que são poucos os lideres ou militante socialista revolucionários com a capacidade de produzir teoricamente e ter uma prática efetiva com tamanha eficiência sobre os ensinamentos marxistas. Lênin conseguiu ser esse revolucionário socialista completo.

Destaco três obras que além de da biografia de Lênin, são fundamentais para entender a importância de Lênin em qualquer processo de organização política contemporâneo, que busque a transformação social, são elas: “Por onde Começar” escrita por Lênin em 1901, “Carta a um camarada” escrita por Lênin em 1902 e “Que fazer? Escrito por Lênin entre 1901/1902”. Basicamente, essas obras falam de estratégia de organização, da importância da educação política e principalmente da pratica dos militantes revolucionários.

Para nós lutadores sociais contemporâneos, estudar o processo revolucionário russo, trará um grande acumulo as nossas ações, desmistifica muitos dogmas que insistem em aparecer nos discursos raivosos recheados de citações como se fossem verdades absolutas.

A construção do socialismo, é uma obra para ser executada por todos que estão inquietos com as injustiças, descontentes com a realidade perversa que o capitalismo nos impõe, decididos a transformar toda miséria feita pelos capitalistas. Para facilitar a nossa compreensão sobre esse mundo perverso, a educação política é mais que uma necessidade, é o motor que vai conduzir a nossa consciência a enfrentar com firmeza, os percalços da nossa luta cotidiana.  

Por um PSOL à altura dos desafios.
Viva o PSOL popular!
Viva o socialismo!

Elson de Melo, é secretário de comunicação do PSOL Manaus-AM.