sábado, 22 de maio de 2010

MINHA CASA MINHA DIVIDA

O governo está investindo alto em propaganda para ampliar a especulação imobiliária e endividar cada vez mais a população de baixa renda. São leilões da casa própria onde as empresas que especulam com o dinheiro público, arrecadam valores astronômicos na intermediação dos imóveis, cuja, vitima principal é a própria população pobre que acredita estar fazendo um grande negócio.

O Brasil é um país onde a economia é controlada por juros altos e arrocho salarial. O financiamento imposto pelo setor bancário está sujeito a essas variações, o aumento da divida publica, que a cada dia cresce de forma astronômica, vai se tornando uma bola de neve incontrolável. Quando ela se desmoronar, não terá ninguém que possa conter a decretação de insolvência da maioria dos que hoje se empolgam e investem seus últimos vinténs na aquisição da casa própria.

Os aloprados que defendem o governo, certamente vão questionar esse comentário. A rapinagem que eles aprenderam tão rápido os impõe ao delírio de achar que o Brasil está no trilho rumo ao paraíso, isso os leva a inconseqüência de comandar uma caminhada de homens e mulheres com olhos vedados em direção ao abismo da inadimplência total.

Embora os fundamentos da economia apontem sinais de robustez, ainda vale o velho dito popular que “caldo de galhinha e precaução não faz mal a ninguém”. Essa máxima que nós brasileiros conhecemos muito bem, deve servir de alerta para os menos desavisados quando pensarem em fazer coro com a propaganda institucional do governo e engordar as contas dos grandes especuladores imobiliários. Que se valendo do sofisma de Lula, empurra goela abaixo planos de financiamento sem a devida precaução com o futuro do nosso povo.

Não se trata de apostar no caos ou inibir o sonho da casa própria, na verdade temos apenas a intenção de alertar nossos companheiros para não se iludirem com esse engodo, digno de estelionato eleitoral. Forjado para condicionar os desprovidos de um local seu para morar, a trocarem esperança por voto, para tanto são levados investirem no escuro toda a sua economia e confiança, em um caminho sem volta e de difícil resgate.

Assim é que o governo pretende comprometer o nosso povo, vendendo uma ilusão em troca de fidelidade a um projeto que não considera sua política de juros altos feita para endividar os menos desavisados. O despotismo é tão rude que eles montam uma forte campanha de marketing para ludibriar os que precisam de imóvel próprio!

Não custa nada lembrar, foi à corrida imobiliária, que quebrou a economia americana e desencadeou a maior crise de liquidez que o mundo já testemunhou. Pense nisso antes de se endividar.

Élson de Melo – Sindicalista

sexta-feira, 21 de maio de 2010

MANDA QUEM TEM DINHEIRO E OBEDECE QUEM TEM NECESSIDADE

sexta-feira, 21 de maio de 2010
Por: Fernado Lobato


“Manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Creio que todos conhecem esse provérbio popular como creio que ninguém discordaria da sua modificação para “Manda quem tem dinheiro e obedece quem tem necessidade”, visto que tal mudança em nada modificaria o seu sentido. Na verdade, creio que essa versão modificada exemplifica melhor a lógica da sociedade liberal capitalista em que vivemos, onde o dinheiro não é uma simples base de troca de produtos, mas, sem dúvida alguma, um poderoso instrumento de controle e promoção social. Sua posse, num grande montante, confere um poder semelhante ao da espada do HE-MAN, herói dos desenhos animados, visto que, quando ostentado, transforma o seu detentor num ser poderoso, bonito e quase invencível. Alguém muito endinheirado, sem perigo de ser ridicularizado, fica à vontade para gritar, em alto e bom som, “EU TENHO A FOORÇAAAAA”.

A posse de muito dinheiro, entretanto, não cria, no endinheirado ou cheio da bufufa, virtudes semelhantes aquelas do personagem HE-MAN, marcado que é pela preocupação com o bem estar dos habitantes do Reino de Etérnia. A espada do HE-MAN sempre o torna poderoso para agir com altruísmo, mas a posse de muito dinheiro, normalmente, transforma o seu detentor em alguém preocupado demais com a manutenção da sua condição de endinheirado, ainda que, não raro, sua condição tenha sido fruto de ações criminosas ou desonestas. Na lógica da sociedade liberal capitalista, o dinheiro possui poder por si mesmo, pouco importando o caráter do seu detentor. É ele, o dinheiro, o dono do poder e não aquele que o possui. Quem o perde, perde também toda a dignidade e prestígio que possuía diante dos que antes o cortejavam, pois o que eles cortejavam não era a pessoa em si, mas o desfrute que o seu dinheiro proporcionava. Triste é, de fato, na lógica dessa sociedade do ter, a condição de alguém que, depois de ser muito rico, cai na mais absoluta miséria material.



É essa lógica que faz com que muitos jovens prefiram abraçar uma carreira dentro do narcotráfico do que seguir uma vida comum e digna através de uma profissão qualquer. É essa mesma lógica que faz com que o crime se torne, cada vez mais, sofisticado e organizado, fenômeno, inclusive, bastante explorado pelos roteiristas de Holiwood. É também a realidade dessa lógica que faz com que milhões e milhões de pessoas, todas as semanas, deixem uma parte de seu suado dinheirinho nas agências lotéricas, pois sabem que um prêmio da mega-sena é tão ou mais poderoso que a espada do HE-MAN. O sonho do pulo do gato está na cabeça de todos porque todos são premidos e estimulados a agir dentro dessa lógica. É o novo modelo de carro que foi lançado. É a TV FULL HD de 50, 60, 100 ou 150 polegadas. É a bolsa, o sapato, o vestido ou um lugar chique. Tudo, quase tudo, nos empurra para a idéia de que a felicidade é algo que pode ser alcançado através da posse de coisas definidas como de grande valor. Não é por acaso que muitos fabricantes se empenham na produção de objetos cada vez mais caros, pois os ricos precisam ser estimulados a crer que ainda não possuem o suficiente.

Ser socialista numa sociedade que funciona dentro dessa lógica perversa significa não uma loucura ou falta de lucidez como querem fazer crer os que se incomodam com os que a matrix capitalista não foi capaz de formatar, mas, sobretudo, de sanidade mental. Quem ainda é da espécie Homo Sapiens Sapiens sabe que os que mandam neste mundo são semelhantes ao Sr. Mustafá Mond, personagem do livro “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley. Quem ainda leu, leia urgentemente. Na leitura inicial do livro você será fortemente estimulado a taxar o seu autor de louco e degenerado, mas, com paciência e percepção apurada, você descobrirá que está diante de uma mente genial e profundamente lúcida. Na ficção escrita em 1930, Huxley enxerga o futuro como um mundo marcado pela falência da família, pela banalização do sexo , pelo consumo de drogas em massa, pelo culto exacerbado à juventude e beleza física, pela futilidade da vida e dos costumes sociais, pelo desprestígio das Ciências Humanas, principalmente do conhecimento histórico. Será que esse mundo criado ficcionalmente em 1930 tem alguma semelhança com o mundo de hoje? Reflita e responda.


Ser socialista dentro da matrix capitalista é ter clareza de que a dignidade não está no ter mas no ser. É não ser estúpido a ponto de achar que tudo deve ser regido pelas leis do mercado. É não achar que a lei da oferta e da procura é absoluta e inquestionável. É crer que o estado existe para servir ao cidadão e não ao poder econômico. Os sofistas do liberal capitalismo querem fazer crer que ser socialista no século XXI significa sonhar com a reconstrução do Muro de Berlim ou a ressuscitação da União Soviética. Que comunista e socialista é tudo a mesma coisa e que todos comem criancinhas. São esses mesmos sofistas que sabotam qualquer política pública que vise melhorar os níveis de educação pública nesse país. São os mesmos que falam em livre mercado enquanto, por baixo dos panos, fazem as mais sórdidas negociatas com o poder público para fortalecer seus empreendimentos. Ser socialista, enfim, não é querer ser sempre do contra, mas sim ter a consciência de que o nosso objetivo, enquanto sociedade, continua sendo caminhar na direção de um mundo mais justo, igual e fraterno, onde os recursos públicos sejam, de fato, usufruídos por todos aqueles que honestamente produzem a riqueza de uma nação.

Postado por Fernando Lobato às 17:17

domingo, 16 de maio de 2010

A CRISE CLIMÁTICA AFETA MAIS AS MULHERES


A CRISE CLIMÁTICA AFETA MAIS AS MULHERES
Publicada em 27.04.2010
Fonte: Harold Santos/REMTE /Minga informativa dos movimentos sociais


Durante as catástrofes naturais cada vez mais freqüentes como: secas, terremotos e inundações, as mulheres são as mais afetadas pela crise climática, tendo que sustentar os lares em suas tarefas de cuidado: alimentando, buscando água, produzindo, reproduzindo a vida, tarefas essas que têm que ser cumpridas em condições muito mais difíceis e severas.


“As mudanças climáticas afetam de maneira direta as condições de vida e de trabalho das mulheres, particularmente por sua proximidade aos elementos de vida, como a agricultura, seu contato com a água e para poder cumprir com o ciclo de cuidado da vida que lhe foi transferido como responsabilidade prioritária”, disse Magdalena León, Coordenadora da REMTE Rede Mulheres Transformando a Economia do Equador, ao concluir o painel “Economia para a Vida” realizado no contexto da Conferência Mundial dos Povos sobre Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra, em Cochabamba.


“Nosso papel na alimentação é fundamental, é um dos âmbitos mais afetados; e em todo o ciclo do plantio e de colheita, de processamento de alimentos e no espaço urbano na provisão de alimentos do dia a dia, são geradas situações de escassez e carência, tudo isso torna mais complexa a situação de trabalho das mulheres”, afirmou León.


Frente a essa realidade, o desafio mais importante é sustentar as reivindicações por justiça climática, ecológica a nível internacional; os responsáveis têm que assumir os danos causados mudando suas próprias modalidades de produção industrial poluentes, seus níveis e tipos de consumo contaminantes e depredadores que estão causando este impacto. “É preciso que haja um fluxo de recursos de compensação ainda que tardio e parcial, para reparar e restaurar o dano ocasionado e gerar condições para que possamos impulsionar projetos próprios de bem viver”, enfatizou a Coordenadora da REMTE - Equador.


A historia do protocolo de Kyoto, que entrou em vigor em fevereiro de 1995 e foi ratificado por 190 países, com exceção dos Estados Unidos e China - as potências mais contaminadoras - voltou a repetir-se na cúpula climática de Copenhague em dezembro de 2009, que acabou fracassando.


Frente a esse panorama, Magdalena León, considera que estamos em um momento onde o poder geopolítico dos países desenvolvidos é visto como fragilizado pela própria magnitude da crise planetária e pelos níveis de catástrofes que vão gerando consciência na humanidade.


A Conferência Mundial dos Povos sobre Mudanças Climáticas e Direitos da Mãe Terra tem como horizonte gerar poder geopolítico para os povos frente ao poder das potências. “A convocatória que fez o presidente Evo Morales é uma convocatória aos povos, é atuar como povos, fazer justiça como povos frente a instituições (países desenvolvidos) que estão corrompidas e incapazes de encontrar soluções para o mundo, frente a uma potência que depreda a vida. Agora a voz dos povos tem que alcançar o nível de tomada de decisões, o que até agora não foi conseguido”, finalizou León.


RECONHECER O TRABALHO DAS MULHERES PRODUTORAS E REPRODUTORAS.


“A construção de um novo modelo de desenvolvimento social que combata o capitalismo, deverá reconhecer as mulheres como produtoras, seu trabalho reprodutivo e o reconhecimento de sua liderança social, sem discriminação, para a condução da sociedade”, expressou Rosa Guillen, coordenadora da REMTE do Peru e militante da Marcha Mundial das Mulheres.


Guillen afirmou que: “temos que entender que o capitalismo afetou mais às mulheres porque negou o trabalho cotidiano de cuidar da vida, de cuidar da saúde e das famílias, de cuidar da alimentação, além disso, tornou invisível este trabalho e quer controlar o trabalho em favor da geração de riquezas.” O modelo capitalista gera desigualdade das mulheres frente aos homens no trabalho, “às mulheres são dados salários baixos, não se valoriza o trabalho e a contribuição das mulheres”, disse.


Um dos grandes desafios da luta das mulheres é conseguir que a sociedade reconheça que as mulheres têm aportes nas lutas comuns, e ter sua liderança respeitada. “Juntos homens e mulheres devemos construir uma transformação que gere igualdade, possibilidades de desenvolvimento sustentável, o Bem Viver para homens e mulheres como família e como sociedade.”



AS MULHERES INDÍGENAS MONOLÍNGÜES SÃO AS MAIS VULNERÁVEIS DO PLANETA



A vulnerabilidade afeta de maneira diferente às mulheres e aos homens nos riscos de desastres naturais, pelas desigualdades existentes na educação, falta de informação, alimentação, manifestou Rosa Ribeiro da Marcha Mundial das Mulheres do Peru.


“Enquanto os homens podem chegar a ter nível médio, as mulheres são analfabetas, enquanto eles têm acesso à informação, elas têm menos; enquanto os homens se alimentam melhor, as mulheres sempre ficam com o resto na panela, e sobretudo em tempos de seca, quando há muito pouca comida as mulheres comem muito pouco”, indicou Ribeiro.


Para que uma população seja afetada por um evento “hidro climático”, essa população precisa estar em um nível de vulnerabilidade, sem poder responder nem recuperar-se frente a esse evento. Por exemplo, viver junto a um rio, a torna vulnerável à inundações.


As mulheres mais vulneráveis são as indígenas monolíngües e ao não ter nenhum nível de participação em suas organizações mistas e nos espaços de desenvolvimento local, isso as expõe aos riscos de desastres. “Quando vem uma epidemia, essa enfermidade afeta as mulheres, aos meninos e meninas, essa é a nossa vulnerabilidade”, enfatizou.


Ribeiro argumentou que quando ocorrem os desastres os que migram primeiro são os homens e as mulheres ficam no controle das atividades produtivas e do cuidado dos filhos e filhas. Assim mesmo não contam com um registro que demonstre que são donas de suas moradias, o que é difícil para as mulheres comprovarem. Ainda mais quando elas não têm documento de identidade e não falam castelhano, diante dessas adversidades não podem reconstruir suas casas.


O evento mais catastrófico para as mulheres é a seca, pois não deixa “nada”, as obrigando a estratégias como o tráfico e a prostituição para conseguirem alguma renda e o alimento diário.


De forma geral, segundo Ribeiro, a sociedade torna invisível esses problemas pro sua complexidade. Um desafio das mulheres é fazer respeitar os direitos da Mãe Terra dando visibilidade aos problemas que afetam a vida das mulheres, assim se dará um passo importante para o BEM VIVER.


Harold Santos/REMTE /Minga informativa dos movimentos sociais

sábado, 15 de maio de 2010

AMAZONAS ELEIÇÃO 2010: O MONOLOGO DOS SEM PROJETOS

Eleições 2010: O monologo dos sem Projetos
Por Elson de Melo (*)


O Amazonas padece da falta de liderança política que represente um real projeto de transformação social para o nosso povo. As candidaturas anunciadas, as candidaturas retiradas, mostram a fragilidade e ausência de lideres com projetos sólido e realmente conseqüente. Quem acompanha essa dita costura de alianças, vai perceber que tudo está sendo decidido nos gabinetes de Brasília. Por outro lado, os Partidos políticos são o reflexo dessa falta de compromisso com as coisas do Estado


No dia 07/05/2010, assisti na TV/UFAM o Escritor amazonense Márcio Souza fazer comentários em tom de desabafo, a respeito da política e dos políticos do Amazonas que insistem nos arranjos eleitorais com um único objetivo, abocanhar o orçamento do Estado. O termo está correto! Querem de fato saquear os cofres públicos a qualquer preço, para isso, são capazes de pisar no pescoço da mãe, cuspir na cara do pai e c..ar na cabeça dos eleitores.


Não vai faltar político justificando o que levou a desistir de sua candidatura: foi para facilitar o palanque de determinado candidato a Presidente, que foi um pedido do Presidente da Republica, isso é melhor para derrotar quem está no poder, é para unir a oposição. E, eu pergunto. Que oposição? A que construiu o estresso e a que sucateou sem dar satisfação aos usuários? Para eles é tão fácil mudar de postura, e depois apenas comunicar o eleitor o seu novo endereço. Projeto que é bom. Nem pensar!


Agora inventaram uma outra balela. “A terceira via”. Vixi, vixi, vixi...! Só o nome é de dar arrepio, quem tem um pouco de sensibilidade ou conhecimento da história vai logo concluir que esse nome não trás boas recordações, parece com quarta coluna ou até ja vi em uma certa campanha eleitoral! Mas, vamos em frente, vale pela intenção, porém, cadê o projeto político, social e econômico? Hááá, isso fica para depois. Caro leitor, será que eu estou querendo colocar o os carros na frente dos bois? É possível que sim, no entanto, pergunto aos mestres das articulações políticas. Qual a posição desses grupos sobre: a vontade de construírem o porto das Lajes no Encontro das Águas, a devastação da floresta agora com as inundações provocadas pela construção de usinas hidrelétricas em qualquer queda da’água que acharem na Amazônia, e a prosperidade da polpação? Será que vão continuar a construção de portos submersos ou estradas invisíveis? Qual é mesmo o projeto dos nossos políticos que só atendem a Brasília? Alguém sabe? Dou-lhe uma. Dou-lhe duas dou-lhe três... Na mão do freguês! Ninguém sabe? Nem eu!...


É por culpa desses políticos que a farinha vai custar em breve R$ 15.00(quinze reais) o quilo, o jaraqui vai desaparecer das bancas, a cidade vai continuar intransitável, os ônibus velhos e lotados, continuamos sem segurança pública, em fim vamos passar mais quatro anos ouvindo desculpas. Tudo porque os partidos aliados estão apresentando a intenção de fazerem um projeto para o Amazonas! E, o Manoel Pracinha vai expulsar os camelôs do centro de Manaus. Seja qual forem os políticos, todos repetem o mesmo monologo. “É bom para o Amazonas estar de bem com Brasília...” Acredite se quiser!...


(*) Élson de Melo – Sindicalista
E-mail: elsonpmelo50@gmail.com

sábado, 8 de maio de 2010

Dom Cappio: "Objetivo da transposição do Rio São Francisco é corrupto e já foi alcançado"


sábado, 8 de maio de 2010


Em sua primeira visita à Suíça,na última quinta feira, 6 de maio de 2010, o bispo Luís Flávio Cappio, de Barra, na Bahia, diz que a transposição do Rio São Francisco serviu para angariar fundos para as eleições de 2010 e que a conclusão do projeto não é importante para o governo.


Ele critica os projetos de irrigação que beneficiam a agroindústria e diz que a alternativa seria a agricultura familiar e a democratização da água acumulada em cerca de 70 mil açudes do Nordeste setentrional.


Dom Luís Flávio Cappio participa das comemorações dos cinco anos da declaração ecumênica em defesa da água como direito humano e bem público, assinada em 2005 pelas conferências nacionais dos bispos do Brasil e da Suíça e pela Federação das Igrejas Protestantes Suíças.


Para ler a íntegra da matéria clik no endereço abaixo:

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A questão social

Fundação Lauro Campos - Socialismo e Liberdade
Para inserir ou remover o seu e-mail
Desprivatizar o Governo
Paulo Passarinho
A decisão do Banco Central não surpreendeu, apesar de revoltante.A própria Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central já havia deixado claro que nesta reunião de abril a taxa Selic seria elevada, mais uma vez.Há semanas, assistimos a uma torrente de informações que nos dão conta de um ritmo de crescimento da atividade econômica, em diferentes setores da indústria e do comércio, interpretado como um sinal de aquecimento da economia acima do desejável. Essa é a visão amplamente difundida, como uma verdade absoluta, pelos analistas e comentaristas das grandes redes de comunicação, com o suporte de economistas afinados com a política defendida pelo próprio Banco Central.
Emblemas da degradação
Léo Lince
A notícia, quando saiu nos jornais em meados de março, provocou o impacto de uma pluma caindo sobre o carpete. Ninguém disse nada, nenhum dos analistas usuais de nossa vida política teceu qualquer comentário. Logo, página virada, a gravidade do fato noticiado ganhou a consistência fantasmagórica do inaveriguável. E agora lateja sob o manto do silêncio.
STF garante impunidade de torturadores
Fundação Lauro Campos
Às vésperas do julgamento em que o STF teve que se pronunciar sobre a aplicação da Lei de Anistia aos crimes de tortura, assassinato e desaparecimento praticados pelos agentes da ditadura civil-militar, o Dr.Luís Fernando Camargo de Barros Vidal, presidente da Associação Juízes Para a Democracia, disse que "a possibilidade de julgamento dos criminosos da ditadura militar é um elemento necessário para o encerramento de um ciclo de nossa história desde a perspectiva do estado de direito e da legitimidade democrática".
Fundamentalismo e política na atualidade
Tariq Ali
Em outubro de 2003, Tariq Ali participou no Rio de Janeiro do encontro internacional denominado Estados Gerais da Psicanálise. Pronunciou, então, uma conferência sobre as relações entre o fundamentalismo e a política no mundo atual. "Acho que devemos começar a falar sobre uma palavra muito usada nos últimos anos: fundamentalismo. Uma palavra que começa com "F"; e vou agora ligá-la a outra palavra, que é também usada ou que tem sido usada através dos séculos, que é a palavra fanatismo" - introduziu o conceituado escritor paquistanês..
MST propõe aliança com a cidade por uma agricultura sustentável
Vinicius Konchinski
João Pedro Stédele
Há cerca de 30 anos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começou a se organizar nacionalmente com um propósito: promover a reforma agrária no Brasil. Os anos passaram, o movimento se consolidou, milhares de militantes foram assentados, e o foco de atenção do MST se ampliou.
Quem defende bloqueio não é anticubano, diz Yoani
Salim Lamrani
A blogueira Yoani Sánchez é a nova personalidade da oposição cubana. Desde a criação de seu blog, Generación Y, em 2007, obteve inúmeros prêmios internacionais: o prêmio de Jornalismo Ortega y Gasset (2008), o prêmio Bitacoras.com (2008), o prêmio The Bob's (2008), o prêmio Maria Moors Cabot (2008) da prestigiada universidade norte-americana de Colúmbia. Do mesmo modo, a blogueira foi escolhida como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo pela revista Time (2008), em companhia de George W. Bush, Hu Jintao e do Dalai Lama.
O desemprego sem saída
Ernesto Montero Acuña
Com o crescente desemprego atual, será impensável uma solução acertada para a crise econômica, por sua própria natureza, principalmente nos países industrializados. Em inícios de 2010, o número de desempregados no mundo se incrementara em 34 milhões com relação a 2007, apesar dos meios de difusão e das instituições financeiras divulgarem o suposto declínio da crise.
A questão social
Ignacio Ramonet
Sob o lema "Alto à miséria!", a União Europeia (UE) declarou 2010 "Ano da pobreza e da exclusão social". É que já há, na Europa dos Vinte e Sete, uns 85 milhões de pobres... Um europeu em cada seis sobrevive na penúria. E a situação continua a degradar-se à medida que se estende a onda expansiva da crise. A questão social volta a colocar-se no cerne do debate. A ira popular manifesta-se contra os planos de austeridade na Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda, etc.
Nasce um novo movimento climático na Bolívia
Naomi Klein
A cúpula climática na Bolívia teve seus momentos de alegria, leveza e absurdos. No fundo, porém, sente-se a emoção que esse encontro provocou: a raiva diante da impotência. A Bolívia está em meio a uma dramática transformação política, que nacionalizou indústrias e elevou como nunca as vozes indígenas. Mas suas geleiras andinas estão derretendo numa velocidade alarmante, ameaçando o fornecimento de água em duas de suas principais cidades. Os bolivianos não podem mudar seu destino por si mesmos.
Vietnã: há 35 anos da derrota dos Estados Unidos
Luis Manuel Arce
Faz 35 anos, em 30 de abril de 1975, os tanques das Forças Armadas Populares de Libertação do Vietnã penetraram nos muros exteriores do antigo Palácio Presidencial de Saigon e seus combatentes içaram as bandeiras vitoriosas do Governo Revolucionário Provisório e da Frente Nacional de Libertação. A guerra e a ocupação militar e política dos Estados Unidos terminaram nesse dia, definitivamente.

domingo, 2 de maio de 2010

COMITIVA DO S.O. S VAI AO ENCONTRO DAS ÁGUAS NO DIA 25 DE MAIO


Uma comitiva de intelectuais, artistas, lideranças políticas, sindicais, comunitárias, religiosas, cientistas, pesquisadores, estudantes, professores e ambientalistas vãos percorrer todo o ambiente que compõem o complexo Encontro das Águas. Vários barcos estarão saindo de pontos diferentes da cidade de Manaus e do Município do Careiro.

O objetivo da viagem é inspecionar todo o complexo visando emitir uma visão cientifica e social do ambiente específico e do entorno. A comitiva vai filmar, fotografar, reunir com moradores, promover palestras, oficinas, recreações nas comunidades do Aleixo, Terra Nova, Catalão, Janauary e Xiborena, nos Municípios de Manaus, Careiro da Várzea e Iranduba.

Os interessados em participar da comitiva, podem confirmar sua adesão pelo E-mail: ncpamz@gmail.com até o dia 20 de maio de 2010.

sábado, 1 de maio de 2010

A RACIONALIDADE PETISTA E A CANDIDATURA DE OMAR AZIZ


A racionalidade Petista e a candidatura de Omar Aziz
Por Ademir Ramos (*)

NCPAM

sábado, 1 de maio de 2010

Os romanos ensinaram a todos o quanto à política pode e deve ser necessária para afirmação de um determinado projeto de poder. Ensinaram também que os fins justificam os meios. Tal racionalidade requer dos atores participantes efetivas orientações finalísticas que resultem no controle do Estado em favor da oligarquia dominante, contrariando interesses republicanos afeitos a democracia.

Nesse contexto, a redução da política a racionalidade tem nome e pode muito bem ser identificada como manipulação, corrupção e outros ilícitos visando à apropriação do poder de Estado como instrumento de concentração da riqueza nas mãos de grupos que circulam na constelação do mandante político paroquial.

No Amazonas não é diferente. A candidatura do atual governador Omar Aziz (PMN) adensa valores materiais e simbólicos, construindo cenários que vão muito mais além do que a presente disputa eleitoral de 2010.

A postura do governador Omar Aziz tem sido de subalternidade ao continuísmo do ordenamento das ações de Eduardo Braga (PMDB), que renunciou ao mandato para concorrer a uma vaga de senador da república. De outro lado agiganta-se a força Lulista através do PT mediado pela direção nacional do partido, que não abre mão do palanque único em torno de Alfredo Nascimento (PR) para o governo do Estado do Amazonas e da candidatura Dilma Rousseff.

Nesse tabuleiro, Omar Aziz, pouco ou nada fez para salvaguardar a rainha (sua candidatura a reeleição). Os peões que lhe serviam de escudo estão sendo devorados pela voracidade petista em cumprimento a ordem do “companheiro Lula”. A única mexida do atual governador do Amazonas foi à promessa de aliançar com o prefeito Amazonino Mendes (PTB) e se continuar encurralado pelos Lulistas do PT promete também subir no palanque do candidato José Serra (PSDB).

Telefonema pra cá e visita pra lá. Aparentemente, o governador do Amazonas, nesse cenário, tem sido frágil sabe lá se por estratégia ou por exclusão. O que se sabe é que o PT de Lula não aceita a candidatura de Omar Aziz e para isso tem trabalhado contra. No entanto, pode-se comprovar que o governador Omar Aziz não tem se afirmado também como candidato, criando um campo favorável para o avanço de seus adversários. Essa ambigüidade é terrível para o eleitor e muito mais para o pretenso candidato, que nas pesquisas deverá obter resultados negativos conforme já se comprova no atual cenário.

Dessa feita, as conversas e as tratativas do fórum da política devem continuar, deixando claro que o Lulismo já definiu as balizas do futuro entendimento quanto aos candidatos. Para o PT a eleição do governador do Amazonas deve está alinhada a candidatura Dilma e muito mais deve ser ancorada na eleição de Alfredo Nascimento, ex-prefeito de Manaus e ex-ministro do governo Lula.

O que não se sabe e não conhece é a proposta do governador do Amazonas, que deveria exercer sua liderança e chamar para si as negociações, criando um campo de força para afirmação da sua candidatura se assim for e de seus aliados partidários. Por isso, tem parecido fraco e dúbio, permitindo aos Lulistas petistas oferecer tudo, menos referendar sua candidatura ao governo do Estado do Amazonas nas próximas eleições.

Mas, ainda há tempo. No entanto, faz-se necessário que Omar Aziz assuma a liderança do cargo e de imediato comece a discutir o seu projeto político, considerando as variáveis impostas, saindo da condição de coadjuvante para responder como protagonista, não mais a sombra do ex-governador Eduardo Braga, mas como direção partidária dotado de um projeto político capaz de convencer aos eleitores do Amazonas de sua legitimidade quanto às propostas apresentadas e das representações que serão aferidas nas urnas. Ao contrário tudo não passará de fumaça.

(*) É professor, antropólogo e coordenador do NCPAM/UFAM.

Postado por NCPAM às 13:47:00