Onde anda você,
candidato esperado?
Os jornais se
apressam a polarizar algumas candidaturas dos tradicionais grupos que disputam
a hegemonia da velha oligarquia, hoje no poder no Amazonas. Na esquerda, uma
parte se articula com parte dessa oligarquia e outra fica com medo de ousar
para apresentar uma candidatura popular.
Dentre as
candidaturas especuladas pela imprensa oligárquica, apenas José Ricardo do PT,
tem um perfil diferente, porém, está longe de arriscar o seu mandato de
deputado estadual, o PCdoB acena com a velha conciliação ‘seja lá com quem for’.
Essa é a parte da esquerda que flerta com a oligarquia.
Na esquerda
socialista, o PSOL é o único partido com um tempinho na TV/RÁDIO e direito de
participar nos debates, cuja condição é o partido ter pelo menos 05 deputados
federais, porém, ainda não acenou com candidatura ao governo, o medo de ousar,
pode atrapalhar o lançamento de uma candidatura popular capaz de unir um bloco
para além dos partidos tradicionais da esquerda socialista tradicional.
Na eleição
suplementar, o PSOL acertou em fazer uma coligação com a REDE, o
candidato Luiz Castro, teve um bom desempenho nos debates e conseguiu quase 40
mil votos, poderia ser melhor, faltou profissionalismo no
marketing, fator que não pode ser menosprezado por nenhuma campanha eleitoral,
por menor que seja. O improviso não leva uma ideia ao sucesso. Em 2018, PSOL e REDE já anunciaram que terão candidatura própria a Presidente da Republica, no entanto, a nível estadual, é importante manter essa aliança e ampliar o bloco, não será uma tarefa fácil, porém necessária.
As candidaturas próprias
do PSOL até hoje, foram verdadeiros arranjos que não contribuíram em nada no
fortalecimento do partido, pelo contrário, só serviram para marcar uma posição burocrática.
A reforma política,
impõem ao PSOL, uma condição de lutar pela sobrevivência e no Amazonas, o partido precisa
responder com um desempenho eleitoral, muito superior aos menos de 1% de votos
que conseguiu até agora.
Observando os quadros
do partido com perfil de uma candidatura popular, destaco o médico
hematologista, Dr Nelson Fraiji, o ex-candidato a prefeito de Manacapuru
em 2016 Sidney Seixas, porém, não sabemos se eles estão dispostos a enfrentar
uma disputa ao governo do Estado, caso eles não aceitem a missão, o partido
deverá até o final do ano, montar um quebra-cabeça para definir uma candidatura com um perfil mais popular
que os anteriores, mas o PSOL terá uma candidatura à altura desse desafio.
Elson de Melo, é
secretário de comunicação do PSOL Manaus.

Nenhum comentário:
Postar um comentário