Na era da comunicação instantânea,
essa posse traz um desafio especial – tornar o PSOL influente
positivamente na consciência popular do povo da capital amazonense, um partido
que consiga sensibilizar o povo à lutar pela sua libertação das garras sangrentas
do capital.
Elson de Melo
13 de outubro de 2017
Quarta-feira (11/10), aconteceu a
posse do novo diretório municipal do PSOL Manaus, na oportunidade, assumi a
secretária de comunicação do partido.
A posse para secretário de
comunicação do PSOL Manaus, é a mais importante da minha vida. Tenho um carinho
especial pela minha posse na presidência do Ação Católica Esporte Clube, na
querida comunidade Novo Amazonas no Município de Urucurituba-AM aos 17 anos,
ela marcou muito a minha vida de desportista e por ser o início de uma
caminhada que já ultrapassou mais de 40 anos de militância nas causas do povo
oprimido, os outros cargos nas outras instituições para qual eu fora eleito por
diversas vezes, também foram importante, principalmente pela amplitude das
lutas e conquistas que ajudei a conseguir.
Na era da comunicação instantânea,
essa posse traz um desafio especial – tornar o PSOL influente positivamente na consciência
popular do povo da capital amazonense, um partido que consiga sensibilizar o
povo à lutar pela sua libertação das garras sangrentas do capital.
Nesses mais de 40 anos de militância,
já foi eleito para muitos cargos em direção de sindicatos, centrais sindicais e
partidos políticos. Em partidos políticos eu já fora eleito presidente municipal
do PT Manaus, do PSOL Manaus e do Diretório Estadual do PSOL Amazonas, foram
boas experiências, onde aprendi a entender melhor, o processo político
partidário.
Mas, o que difere essa posse das
outras, é o contexto partidário, e o enfrentamento de uma conjuntura política, econômica
e institucional, onde o capital, destrói o tecido social, corrompe a consciência
do povo levando a população ter nojo dos políticos, dos partidos políticos, das
instituições constituídas do Estado e a duvidar da democracia.
Particularmente no PSOL, vivemos
um momento de afirmação do partido como uma alternativa popular capaz de
dialogar com a sociedade, para viabilizar um projeto de transformação social
para o Brasil, que devolva ao povo excluído, políticas públicas de inclusão
social, a cidadania e os direitos, que lhes foram arrancados com as reformas do
presidente golpista Michel Temer.
Há 42 anos, quando eu fora eleito
para assumir a direção de um clube de futebol literalmente da várzea, o desafio
era organizar um time que refletisse a grandeza da comunidade Novo Amazonas,
agora, o desafio, é ajudar na organização de um partido popular e de massa,
capaz de promover as transformações econômica, política e social, que o Brasil
precisa. Nos outros cargos para qual eu fora eleito, o desafio era construir um
tecido social que a ditadura havia destruído. Daí a relevância dessa posse para
o cargo de secretário de comunicação do PSOL Manaus.
Eu sempre afirmo que, não gosto
de assumir cargos de direção em uma organização, é uma discussão que tenho
comigo mesmo; meu lado anarquista diz que as vezes eu tenho que me criticar de
quando em vez, já o meu lado marxista leninista, orienta que eu estude a
realidade para organizar o proletariado e construir a sociedade socialista, não
é uma dicotomia, mas isso me ajuda a ver a realidade de forma mais objetiva.
O cargo de direção, implica em
disputa interna e geralmente quem ganha, passa a ser alvo só de cobranças, primeiro,
pelo fato de as pessoas só verem relevância no título do cargo, já vi muitos
militantes brilhantes enquanto apenas ativistas, sucumbirem quando assumiram
algum cargo de direção.
Sobre isso, existe muitas
explicações e motivos, porém, o que leva ao insucesso, é a timidez ou autossuficiência;
a timidez impede de externarmos as nossas limitações, ou seja, pedir ajuda, isso
implica em não suportar as críticas, já a autossuficiência, nos tornam arrogantes
e incapazes de reconhecer as nossas limitações, reagimos as críticas com na
maioria das vezes com indiferença, agimos isoladamente, fatores que tenciona o
ambiente. Nas duas situações, quando as coisas não avançam positivamente, geralmente
a pessoa fica desiludida e a maioria desiste antes concluir o mandato.
No campo da esquerda, as
cobranças burocráticas, vão além da crítica, existe no militante de esquerda,
uma estranha aptidão de desconstruir quem assume um cargo de direção, geralmente,
eles se acham autossuficientes e superiores intelectualmente, isso os tornam
autoritários e chatos, essa postura acontece principalmente, em razão de
concepções na maioria das vezes equivocadas sobre o processo de organização
partidária e da luta do povo, infelizmente, essa prática é a muito comum entre
nós da esquerda socialista.
A conjuntura nacional, mostra o
tamanho das dificuldades que estamos enfrentando, ao dirigente da luta do povo,
cabe explicar com clareza essa complexidade, porém, jamais desanimar a militância,
pelo contrário, o papel do dirigente é apontar caminhos e motivar a militância.
Essa é uma das razões que me entusiasma em afirmar que, “essa é a mais importante
posse de toda minha vida”!
Elson de Melo, é secretário de
comunicação do PSOL Manaus.

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