segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

A Conferência Eleitoral do PSOL em março

Elson de Melo 
Manaus - 22.01.2018

O 6º CONGRESSO NACIONAL DO PSOL decidiu que a candidatura do partido a Presidente da Republica será definida através de uma Conferencia Eleitoral. A Direção Nacional do partido convocou a Conferência para o dia 10 de março próximo.  

GUILHERME BOULOS líder do MTST é a candidatura mais viável para enfrentar essa conjuntura de retrocessos sociais, econômicos e políticos e, para viabilizar a reorganização da esquerda socialista. Dentro dessa logica, a direção nacional e a bancada na Câmara Federal, convidaram Boulos para ser o candidato do PSOL.

A PARTIR DE HOJE (22/01/2018) até o dia 06 de março, a Executiva Nacional estará recebendo as inscrições de postulantes a indicação.

NOS ÚLTIMOS TRÊS MESES, quatro outros nomes se apresentaram nas redes sociais como pretendentes a indicação, são os/as seguintes: Nildo – ESQUERDA MAXISTA/LRP, Hamilton – APS-NOVA ERA, Plinio Jr. – CST/MÊS e Sônia Gajajara – Movimento ECOSSOCIALISTA.

NO CAMPO TEÓRICO todos os nomes apresentados são excelentes, a diferença está na prática. Dos cinco nomes, Boulos é o único que consegue mobilizar multidões, portanto, tem mais expressão popular, isso não significa menosprezo pelos/as outros/as pretendentes, mas uma constatação. Por outro lado, a visão de um programa para o Brasil do Boulos, passa pela participação coletiva de todos os campos progressistas e pelo respeito a diversidade dentro dos movimentos da esquerda socialista, a Plataforma VAMOS do qual o PSOL é parte, tem mobilizado os movimentos sociais a participarem da construção desse programa, hoje a plataforma VAMOS é a maior referencia dessa construção coletivo.

COM GUILHERME BOULOS O PSOL consegue dialogar com a população das periferias, com os operários, com os camponeses, com os movimentos culturais, com os movimentos indenitários, indígenas, mulheres e principalmente com um eleitorado que vislumbram soluções práticas para os seus problemas diário de salarial, habitacional, de alimentação, terra, trabalho e liberdade.

Boulos Presidente do Brasil
PSOL um partido popular à altura dos desafios

Elson de Melo

Secretário de comunicação do PSOL Manaus/AM

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Para a direita Lula tem que ser preso. Para o esquerdismo sectário Lula tem que ser fuzilado no paredão - dois extremos e a mesma convicção criminosa!

Elson de Melo
Manaus – Amazonas, 11-01-2018

Lembro-me do julgamento do Lula, Jacó Bittar, João Maia, Chico Mendes e José Francisco da Silva, na auditoria militar em Manaus no ano de 1984, o motivo foi a participação deles em um Ato Publico no Acre por ocasião do enterro do camarada Wilson de Souza Pinheiro presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, assassinado na noite de 21 de julho de 1980, um crime encomendado por empresários rurais e executado por jagunços contratados por eles. Lula e os demais camaradas, foram enquadrado na Lei de Segurança Nacional, instrumento jurídico de repressão e intimidação politica da ditadura militar na época.

O julgamento ocorreu no dia 1 de março de 1984, as acusações contra eles eram; “incitamento à luta armada”, “apologia à vingança” e ’incitamento’ à luta pela violência entre as classes sociais, no entanto, tratava-se de uma emboscada jurídica tramada pelo Presidente da Federação da Agricultura do Estado do Acre, que fez uma representação a Policia Federal com essas acusações subjetivas e hipotéticas. Lula e os demais camaradas foram absolvidos por unanimidade.

Na época, há um ano, um grupo de jovens militantes liderado por Ricardo Moraes, havíamos conquistado a Direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus, onde  eu era diretor (2º secretário), também, eu era Presidente do Diretório Municipal do PT Manaus, após o julgamento, Lula, Jacó Bittar, João Maia, Chico Mendes, José Francisco e as personalidades que vieram a Manaus para acompanhar o julgamento dentre as quais a atriz Dina Sfat (falecida), a cantora Fafá de Belém, o Presidente da CUT Jair Meneguelli e deputado, vereadores de todo Brasil, foram para a sede do Sindicato na Rua Duque de Caxias, onde fizemos uma reflexão sobre a continuidade da luta contra a opressão tanto no campo sindical como politico. 

No dia 24 de janeiro de 2018, Lula será julgado pelo TRF- 4 em Porto Alegre-RS, por mais uma denuncia subjetiva e hipotética, numa clara intenção de promover uma condenação sumária a Lula, mais uma vez, Lula é vitima de uma emboscada jurídica, feita por empresários delinquentes e executada por um setor do judiciário que hoje é o instrumento de repressão e intimidação politica da direita golpista.

Embora o Juiz Sergio Mouro já tenha feito a sua parte nessa trama, ou seja, já condenou Lula em primeira instância, o processo seguiu atropelando todos os ritos processuais e provocando um escarnio aos direitos fundamentais da pessoa humana. No campo das ilações politicas, o processo revela uma polarização politica entre a lucidez politica e a insensatez criminosa. Do lado da lucidez politica, estão à esquerda progressistas, a esquerda socialista, e a maiorias do povo brasileiro que de forma objetiva e racional, assumem a defesa da democracia, a preservação do devido processo legal, a ampla defesa e o respeito aos preceitos constitucionais que garante a dignidade da humana. Do lado da insensatez, estão a direita fascista e o esquerdismo insensato representado pelo partido trotskista PSTU e algumas correntes da mesma orientação politica.

Por razões diferentes, o esquerdismo e a direita fascista estão unidos no mesmo proposito – condenar Lula!

Da direita fascista não podemos exigir uma posição diferente, uma vez que ela é a principal protagonista do golpe contra a democracia em qualquer parte do mundo, no Brasil, não é diferente, tentam a todo custo, criar um clima favorável para impor um golpe mais desastroso do que este que está sendo executado por Temer, ou seja, querem restringir todo tipo de manifestação popular e confiscar o que ainda resta de direito dos indivíduos e coletivos.

Já o esquerdismo, como sempre, faz uma leitura equivocada do caráter da revolução brasileira, eles são taxativos em afirmar que Lula por ter feito uma aliança com setores do capital, traiu a classe trabalhadora. Essa afirmação, é a forma mais ridícula de falsear a realidade, de não ter ao longo dos séculos, aprendido nada sobre um processo revolucionário, e o que é pior, comporta-se como a direita fascista, eles acusam, condenam e executam Lula e o PT. Enquanto a direita fascista apregoa a prisão de Lula, o esquerdismo se eles fossem os juízes, colocariam Lula e todos os petistas no paredão para serem fuzilados em praça pública.

É evidente que Lula tem muitos defeitos, que o seu governo foi vacilante na logica do avanço revolucionário, no entanto, é preciso entender que as circunstâncias que o levaram a conquistar o governo, ou seja, chegar a estrutura jurídica do Estado, o levaram a fazer alianças esdruxulas para atender a governabilidade, o equivoco não está nessas alianças, mas, sim, na tentativa de conciliar os interesses antagônicos da sociedade, usando para isso, o atrelamento dos movimentos sociais e sindical ao governo. A esquerda errou, ao não entender, que a eleição de Lula, significava apenas um pequeno passo, na luta histórica da classe trabalhadora, não entenderam, que o processo revolucionário, é longo e com muitas etapas a serem superadas, esqueceram de fazer as avaliações da conjuntura de momento e dos períodos futuros. 

Agora eu pergunto, esse atrelamento foi um ato unilateral do Lula e PT? Claro que não! Esse processo teve a conivência de todos os seguimentos da sociedade, sobre isso, nós da esquerda socialista, precisamos fazer uma avaliação mais aprofundada, para que não sejamos ingênuos em sair por ai condenando as alianças indiscriminadamente. 

De modo especial, chamo para o debate, os/as camaradas do PSOL, partido que devo obediência aos seus encaminhamentos, e, ao mesmo tempo, tenho responsabilidade de sugerir caminhos, é importante ressaltar que, o PSOL tem nos últimos tempos, tomado os encaminhamentos mais coerentes que um partido de esquerda poderia encaminhar dentro da realidade brasileira, o que falta, é um melhor dialogo interno que dei uma uniformidade mais consequente a toda militância para se relacionar com os movimentos social. sindical e o povo da periferia.

A defesa do direito de Lula ser candidato é um desses encaminhamentos que mostra a coerência e maturidade politica do PSOL, o momento é de entender que, o que está em perigo, não é somente o Lula, mas, sim, a frágil democracia brasileira. Isso não significa que estamos abrindo mão da nossa independência politica ou do nossa estratégia eleitoral.

O PSOL já definiu que terá candidatura própria para Presidente da Republica, tenho convicção que o melhor camarada para assumir essa tarefa, é Guilherme Boulos, pela facilidade que ele tem de dialogar com a população de todas as classes sociais, por ser um líder com formação de esquerda, radical sem ser sectário, com muita experiência em convivência coletiva e convenhamos, ele tem uma empatia muito privilegiada.  Mas, caso Boulos não aceite o convite da direção nacional do PSOL, o certo que teremos candidato a Presidente da Republica que pode ser Sônia Gujajara, Plinio, Nildo, Hamilton ou *Afrânio Boppré (*minha 2ª opção).

Voltando aos 13 anos de governo petista, durante esse período, o esquerdismo, concentrou toda sua energia em criticar até os programas mais favoráveis ao povo carente, não conseguiu sequer elaborar um programa alternativo ao ‘lulopetismo’, limitaram-se ao ataque burocrático e dogmático, não conseguiram aglutinar força junto ao proletariado e não se empenharam em organizar o povo para avançar a uma outra etapa revolucionária mais consequente a superação do capitalismo, atualmente, esse setor da esquerda, se empenha em propagandear um discurso de “superar o PT e Lula”, é outro logica equivocada, uma vez, que muda totalmente os objetivos históricos da classe trabalhadora de superação do capitalismo, até pela simples razão de Lula e o PT, não são representantes do capital.

De forma muito sincera, às vezes chego a pensar, que o esquerdismo e suas organizações, são meros interlocutores que o capitalismo usa como fachada para, confundir a classe trabalhadora. Historicamente, eles sempre se comportaram de forma desonesta, combatendo apenas os setores mais avançados da esquerda socialista, atrapalhando a organização da classe trabalhadora e até atentando contra a vida de lideranças históricas como fizeram com Lênin na Rússia.

Ciente que o momento requer a unidade de todas as forças progressistas da sociedade, uma vez que os ataques contra Lula, é a forma mais descarada que o capital tem, para intimidar o povo brasileiro e impor a sua agenda de contingenciamento dos direitos e do avanços da democracia, estou ajudando na convocação do povo brasileiro a comparecerem em todas manifestações que ocorrerão pelo Brasil a partir do dia 13 de janeiro, contra a condenação de Lula, em defesa da democracia e contra o golpe e não a Reforma da Previdência.

Eleição sem Lula é golpe!
Pelo direito de Lula ser candidato.
Não a Reforma da Previdência!
Viva o Socialismo!
Por um PSOL popular à altura dos desafios.


Elson de Melo é secretário de comunicação do PSOL Manaus

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A esquerda pós 2002 e o PT

Elson de Melo
Manaus, 03-01-2018

Lula fora eleito em 27 de outubro de 2002 com uma coligação composta por PT/PCdoB/PL/PMN, no segundo turno, ele recebeu o apoio de 100% da esquerda brasileira, fato! Porém, seu governo, desde o inicio, desprezou totalmente, qualquer sugestão desse importante campo da politica nacional e desde então, a esquerda socialista sofreu por parte do governo Lula e do PT, um tratamento de principal inimigo. 

O rompimento do governo Lula com esquerda socialista se deu no momento em que ele trouxe o então deputado federal eleito pelo PSDB de Goiás Henrique Meireles (atual ministro da fazendo do Temer) para, compor o seu governo que assumiu com poderes supremos o banco central.

Com a Reforma da Previdência que originou o MENSALÃO, setores da esquerda que faziam parte do PT, foram expulsos do partido, por votarem contra a orientação do governo Lula.

Esses setores fundaram o PSOL, que fora fortalecido com a vinda de outros setores da esquerda que ainda se encontravam no PT quando com o escândalo  MENSALÃO. O PT do alto dos poderes consagrado pela alta aceitação do governo Lula nas pesquisas, seguiu desprezando a esquerda socialista e, neutralizando qualquer tentativa de crescimento das lideranças e partidos desse setor politico, fortaleceu a sua aliança com o PMDB e com a oligarquia conservadora liderada por Sarney, Renan e Temer.

Nessa trajetória de governabilidade e poder, o PT só olhava para a esquerda, no segundo turno das eleições de Lula em 2006, Dilma 2010/2014, momento que precisava apenas dos votos da esquerda para se contrapuser ao avanço eleitoral da direita que apostava todas as fichas nas candidaturas do PSDB.

Por ironia do destino, no impeachment da Dilma, o PSOL foi o único partido da esquerda socialista que nunca participou do governo petista a se posicionou contra o GOLPE. Hoje, sem abrir mão de sua estratégia politica de lançar candidatura própria para presidente da republica, o PSOL está na luta "pelo direito de Lula se candidato" e contra o rito sumário que setores da Justiça brasileira, estão impondo aos processos contra o Lula.

A posição do PSOL será sempre de independência e coerência politica em relação ao processo politico nacional, optamos por reorganizar a esquerda socialista, aprofundar as relações com os movimentos sociais populares, avançar no dialogo com os setores mais vulneráveis da sociedade e construir uma alternativa popular, capaz de unir os setores progressistas da politica brasileira.

Entendemos que, mesmo com os apelos retóricos de setores do PT para, uma provável união das esquerdas em função da candidatura de Lula no primeiro turno da eleição próxima, os argumentos e propósitos são insuficientes para, convencer a nossa participação nessa aventura, o PT deve uma retratação publica a toda militância da esquerda socialista do Brasil. Porém, é necessário que todo o campo da esquerda brasileira, se levante contra os ataque a democracia, a parcialidade de parte da Justiça brasileira e pelo direito de Lula ser candidato.

A plataforma “VAMOS” organizada pela Frente Povo Sem Medo, é um esforço dos setores populares, em organizar um programa de governo onde caiba, todos os setores progressistas do proletariado, um programa que reflita as reais soluções dos problemas sociais que a realidade está a reclamar, um programa que radicalize a democracia e inclua todo o povo da periferia.

Pelo direito de Lula ser candidato.
Sou BOULOS para presidente-PSOL!
Viva o Socialismo!

Elson de Melo

Secretário de comunicação do PSOL Manaus(AM)      

Sindicalismo em Tempo de Pandemia Covid-19

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