terça-feira, 19 de maio de 2020

“Para não Esquecer” – Repouso Eterno ao Cacique Kokama Messias Martins Moreira

O Cacique Messias Kokama é o agachado na frente do banner do Movimento Indígena do PSOL Amazonas 
Na quarta-feira, 13 de maio, o cacique Kokama, Messias Martins Moreira veio a óbito vitima da pandemia de coronavírus. Para nunca esquecer o líder Kokama, nós que tivemos a honra de acolhê-lo como filiado do PSOL em 2013, prestamos essa singela homenagem ao grande guerreiro.

O cacique Messias Moreira, é natural do Município de Santo Antônio do Içá no auto Solimões, em Manaus, dedicou sua vida a lutar por moradia para a população indígena que vivem na área urbana da capital amazonense.

Com determinação, Messias liderou seu povo na tentativa de conquistar uma área de terra na periferia de Manaus para construírem suas moradias, por muito tempo, travaram uma luta incansável por um pedaço de chão para morar. Depois de promoverem muitas ocupações e também sofrerem tantos despejos das terras reivindicadas por grileiros e especuladores imobiliário, Messias e seu povo conquistaram uma área onde hoje está instalado o Parque das Tribos no bairro do Tarumã em Manaus, lá moram mais de 2.500 indígenas de 35 etnias, foi nesse local que os Kokamas velaram o cacique Messias e, para não esquecerem a sua luta, consagraram seu nome a escola que estão construindo naquela comunidade indigena.

No PSOL, o cacique Messias, participou da organização da Setorial Ecossocialista Estadual do partido e do Movimento Indígena do PSOL Amazonas.

Prezados parentes e todos que apoiam a causa indígena, como vocês, estamos muito consternados com a morte do cacique Messias, ele será para sempre, lembrado por nós como um grande amigo e camarada, como um líder exemplar de um povo que luta pelo seu território, pela sua cultura e pela vida plena, hoje, 19 de maio, data do sétimo dia da sua morte, nos com a certeza de que "Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada”, como escreveu o Poeta Maior, Fernando Pessoa. Assim, nunca esqueceremos o cacique Messias Martins Moreira, como nosso eterno camarada de causas e lutas.

Camarada Messias, foi na luta que nos conhecemos, foi nas curvas da estrada da vida que lutamos. Para ficar para sempre nas nossas memorias, hoje entoamos o canto de lamentos dos parentes Kokamas, em sinal de respeito e gratidão pelas alegrias que você em vida nos proporcionou. Vá na paz, grande guerreiro Messias, tenha um repouso eterno ao lado de Tupã.

Cacique Messias Martins Moreira, presente hoje e sempre!

Manaus, 19 de maio de 2020.

Elson de Melo – Secretário de Comunicação Estadual do PSOL Amazonas
Thiago Oliveira – Secretário de Comunicação Municipal do PSOL Manaus

sexta-feira, 1 de maio de 2020

1º De Maio Dia Internacional dos Trabalhadores

POR SAÚDE, TRABALHO, RENDA E LIBERDADE
Trabalhadores do Mundo, Uni-vos!

Credito da imagem:  ANDES - Sindicato Nacional
1ª de maio é o Dia Internacional dos Trabalhadores, data que celebramos a luta histórica da classe trabalhadora pela redução da jornada de trabalho.

A Pandemia Covid-19 que está matando o nosso povo, essa tragédia, exige da humanidade, e de modo especial da classe trabalhadora, uma profunda reflexão sobre o futuro das relações de trabalho, a solidariedade, a liberdade e a própria existência da nossa civilização.

Historicamente a classe trabalhadora para conquistar seus direitos, teve que lutar com todas as suas forças e organização contra a tirania da classe patronal, que desde sempre, oprime e massacram operários e camponeses que produzem a riqueza mundial.

A pandemia Covid-19, traz para a classe trabalhadora, não só a duença e morte, como também, uma profunda crise económica, que está gerando desemprego em massa, congelamento e redução de salário e uma total insegurança social. 

Diante de tantas ameaças, a classe trabalhadora brasileira e mundial, precisa de muita união para, enfrentarmos unidos, todas as tiranias que governantes e patrões, vão tentar impor as classes subalternas. 

É tempo de unidade para garantir, saúde, emprego, renda, democracia e justiça social. 

Para contribuir com a reflexão dos trabalhadores e trabalhadora do mundo, trago a poesia “A Internacional” de Eugéne Pottier, um operário que participou da Comuna de Paris (1871). A Internacional pela sua profundidade se tornou o hino do movimento operário internacional a partir dos anos 90 do século XIX.

A INTERNACIONAL

1. De pé oh vítima da fome
De pé famélicos da terra.
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo,
De pé, de pé, não mais senhores.
Se nada somos em tal mundo, sejamos tudo ó produtores.
Bem unidos façamos, nesta luta final, uma terra sem amos a Internacional.

2. Senhores, patrões, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum.
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre comum.
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito.

3. O crime do rico a lei cobre, o estado esmaga o oprimido.
Não há direito para pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos,
Somos iguais a todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres.

4. Abomináveis na grandeza os reis da mina e da fornalha edificaram a riqueza sobre o suor de quem trabalha.
Todo o produto de quem sua
A corja rica colheu.
Querendo que ele o restitua.
O povo quer só o que é seu.

5. Nós fomos de fumo embriagados, paz entre nós, guerra aos senhores.
Façamos greve de soldados,
Somos irmãos trabalhadores.
Se a raça vil cheia de galas
Nos quer à força canibais.
Logo verá que nossas balas
São para os nossos generais.

6. Pois somos do povo os ativos trabalhador forte e fecundo.
Pertence a terra aos produtores
Ó parasita deixa o mundo.
Ò parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar.

Sindicalismo em Tempo de Pandemia Covid-19

12 de julho, 2020 Por: Elson de Melo*   O governo aproveitou a pandemia para sufocar de vez o movimento sindical brasileiro. No dia 1º de ab...