quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Um desabafo! "Aos inimigos dos Trabalhadores"

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e sapatosAOS INIMIGOS DOS TRABALHADORES
(Elson de Melo)

Sendo o mundo uma bola
ela gira sem parar
hoje nós choramos

amanhã tu vai chorar.


Nosso choro tem consolo
nossa vida tem solidariedade
tua queda será festejada 
com todas as formalidades.

Somos o povo que luta
por terra trabalho e liberdade
tu é uma pessoa escrota 
amante da crueldade.

Fica o nosso desabafo
nosso repúdio total
tua vida vai ser de desprezo
como nunca antes igual!

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

ECOSSOCIALISMO: Autogestão coletiva no campo

ELSON DE MELO*
QUARTA, 29 DE AGOSTO DE 2018

Na Amazônia não existe nenhum diagnostico que aponte a prosperidade individual da maioria da sua população que moram nos rincões da Região.

A principal atividade que pode gerar prosperidade para essa população é a produção de alimentos, para que isso aconteça de forma ordenada, precisa de gestão coletiva, seja através de Cooperativas de Produção Rural, ou outros tipos de associações ou organizações coletivas que organize a produção e a comercialização dos produtos.

No interior da Amazônia as famílias se auxiliam mutuamente através do ‘puxirum’ uma pratica comum de trabalho coletivo, esse é o primeiro caminho para a organização de um projeto sustentável envolvendo grupos de famílias, é através do trabalho coletivo que podemos organizar a produção e a comercialização dos produtos sem a figura do atravessador.

Um grupo autogerido, é capaz de dividir tarefas de produção, logística e comercialização. Em uma cooperativa podemos chamar isso de organizar departamentos que cuidem da produção; buscando inovar em tecnologias que facilite uma boa colheita, diversificar produtos, agregar valor e organizar o trabalho coletivo, departamento de logística; para dar suporte tanto na produção como na comercialização, departamento comercial; para organizar as compras, formular preços, identificar mercados, fechar negócios e promover vendas.

Como temos afirmados em outros textos, “não existe na Amazônia, outra forma de trabalho que consiga promover a prosperidade que não seja a coletiva”.

Autogestão é a administração de um organismo pelos seus participantes, em regime de democracia direta. Em autogestão, não há a figura do patrão, mas todos os membros envolvidos no negócio participam das decisões administrativas em igualdade de condições.
  
“Autogestão é uma forma de organização e orientação do trabalho coletivo que surgiu historicamente decorrente da necessidade da classe trabalhadora superar as crises de desemprego oriunda das crises cíclicas do capitalismo, os princípios ideológicos são o socialismo libertário, cuja a definição de algumas características fundamentais da autogestão ajuda a entender melhor essa forma de produção em grupo:

1.     A livre associação;
2.     As lideranças emergentes, hierarquia situacional, democracia;
3.     Decisão preferencialmente por consenso;
4.     possibilidade de secessão.

Livre Associação

Livre associação acontece (falando em primeira pessoa) quando estou participando de um grupo no qual meu interesse sobre os resultados, consequências e influência do trabalho coletivo realizado coincide com meus objetivos pessoais, ou seja, é direto, é meu, é primário.

Um grupo ao qual estou unido porque quero e do qual posso sair quando bem entender.

O termo interesse direto serve para distingui-lo do interesse indireto ou secundário que se estabelece na relação de trabalho denominada emprego. “Emprego” é sinônimo de uso, utilização de um meio para algum fim: emprego de uma ferramenta, emprego de uma metáfora, emprego de uma tecnologia, emprego da força de trabalho de pessoas em empreendimentos cujo interesse pelos resultados, consequências e influência do trabalho coletivo realizado é de quem emprega. Esse interesse pode ou não ser também de quem é empregado, mas o interesse comum primário entre empregado e empregador se estabelece pela via monetária.

Em autogestão o interesse por ganhar dinheiro pode existir. Acontece que, quando existe, é secundário ao interesse pelo resultado ou influência do trabalho em si.

Para quem quer ganhar dinheiro em primeiro lugar, serve juntar-se a qualquer empresa que pague bem e melhor é o emprego que paga mais.

Para quem quer realizar uma obra coletiva por interesse pessoal em primeiro lugar, só serve aquela produção específica e é através dela que se vai ganhar dinheiro.

Consenso

Consenso significa discutir os pontos que necessitam de decisão coletiva até que todos concordem com a mesma ideia. Seja essa ideia uma mudança na forma de produção, a data de uma reunião, o custo de um produto, uma propaganda, a escolha de um representante do grupo ou qualquer outra decisão ou escolha coletiva.

Todos concordarem com a mesma ideia não significa que não há necessidade de algumas pessoas cederem para chegar a um acordo. Nesse contexto, no entanto, ceder significa abrir mão de opiniões iniciais sobre a questão, por transformação durante a discussão sobre as diversas diferentes ideias do grupo.

Consenso é diferente da chamada “votação democrática”.
O consenso leva a discussão das diferentes partes até o fim enquanto que a votação é um congelamento da discussão no tempo, o retrato do momento em que se vota.

Na votação, as pessoas defendem os diferentes pontos de vista sobre a questão, buscando convencer umas às outras durante algum tempo. Em determinado ponto cessam as discussões, encerram-se os debates, vota-se e descobre-se a vontade da maioria numérica e a minoria é obrigada a aceitá-la. Por isso a votação também pode ser entendida como uma ditadura da maioria.

No consenso as pessoas debatem a questão até que todas concordem com a mesma decisão. Quem cede, cede porque se transforma, porque entende a necessidade de haver um acordo para que o grupo realize coletivamente um trabalho que interessa também a pessoa que cede. A busca do consenso faz com que a minoria tenha tanta força quanto a maioria. Uma pessoa que não concorde com todo o grupo tem a oportunidade de virar um consenso a seu favor e essa decisão pode realmente ser a melhor para todo grupo.

O consenso pode exigir mais tempo e energia dedicados ao debate entre as diferentes partes do que a votação, mas o consenso gera uma ordem de nível superior que se estabelece sem imposição e com corresponsabilidade. Não uma ordem perpétua e definitiva, mas uma ordem mutante, situacional, racional e passional, que mantém sempre aberta a possibilidade de revisão do pré-estabelecido.

Falso consenso

Quando esse ato de ceder para que haja um consenso não é autêntico, não acontece por transformação, mas por autoimposição, quando há dificuldade ou preguiça de se exporem as divergências, ocorre o que chamamos em autogestão de “falso consenso”. Há um acordo onde externamente todos parecem concordar, mas a discussão deveria ter prosseguido porque internamente algumas pessoas ainda não concordam.

Em ambiente autogerido, todo falso consenso se revela com o tempo.

Um exemplo simples: uma pessoa pode ceder, em nome de um consenso, sobre o horário marcado coletivamente para uma próxima reunião de trabalho concordando em chegar mais cedo e, depois, nessa ocasião futura, chegar atrasado. Houve um falso consenso que se revelou e o resultado foi que a reunião começou efetivamente mais tarde. No momento da discussão talvez o consenso estivesse em todo grupo ceder àquela pessoa e chegar mais tarde, aproveitando o tempo para outras coisas. Esse acordo poderia ter surgido se a pessoa em questão tivesse deixado clara o quanto não estava disposto a chegar cedo. Ou ainda a revelação da inconformidade com chegar mais cedo poderia ter prolongado a discussão até que essa pessoa estivesse realmente convencida de que era preciso chegar mais cedo.

Todo falso consenso prejudica e boicota o trabalho coletivo.

Liderança emergente – hierarquia situacional

Isso significa dizer que não existe a figura do gerente, chefe, patrão, dono, professor, diretor, grande líder, etc.

Todos podem e precisam exercer esses papéis de liderança conforme a necessidade do grupo nas diferentes situações que vão surgindo no decorrer do trabalho coletivo.

A liderança surge da situação, é situacional, emergente, temporária. Quem tem maior experiência prática e/ou teórica sobre os assuntos que envolvem o trabalho coletivo fala, ensina, orienta, lidera.

Quem tem menos experiência e conhecimento, mas tem interesse em que o trabalho se realize da melhor forma possível, obedece, segue, escuta. Isso significa que existe hierarquia na autogestão.

A hierarquização é natural no processo de trabalho coletivo. Não fere os princípios da Autogestão quando pessoas do grupo seguem comandos dados por quem tem mais autoridade construindo uma estrutura hierárquica situacional.

O problema está em cristalizar essa situação, congelar os papéis daquele que comanda e daqueles que obedecem. A melhor solução para um momento não é a melhor solução para todos os momentos. Autogestão significa um grupo permanecer aberto para alterar sua estrutura hierárquica a qualquer momento.

Quem comanda deve estar aberto para dividir ou abrir mão desse papel assim que surge uma nova liderança no grupo. Quem obedece deve estar aberto ao salto para liderança. Para isso é importante perceber que aquele que obedece não tem menor responsabilidade pelo trabalho do que aquele que comanda.

Em Autogestão, se o resultado do trabalho é bom ou ruim a responsabilidade é de todos. Os méritos ou deméritos são para todos. Esse entendimento nos impulsiona a assumir responsabilidade de liderar uma situação quando percebemos que, por nossa experiência ou conhecimento no assunto, o grupo necessita de nossa orientação, de nossa opinião, da ideia que surgiu em nossa mente que pode melhorar a rotina de trabalho, etc.

Possibilidade de Secessão

Secessão significa a possibilidade de qualquer um propor a saída de qualquer outro do grupo. Reunir o grupo e colocar esse assunto como pauta de discussão. Expor os motivos pelos quais entende que deve haver uma secessão.

Visto que as decisões em autogestão são consensuais, para ocorrer a secessão de alguém é preciso, primeiro, que a pessoa que a propôs exponha abertamente seus motivos e convença todo grupo que também será melhor para todos que aquela(s) pessoa(s) não faça(m) mais parte daquele grupo de trabalho e, segundo, que a(s) própria(s) pessoa(s) secessionada(s) concorde(m) com sua saída do grupo.

Perceba que assim como não há "emprego" em Autogestão, também não há "demissão".

A livre secessão é a outra face da moeda da livre associação. Ambas ajudam a fazer a constante renovação e afirmação dos interesses pessoais com o trabalho coletivo.”
(...)site: abcpsigma

Esses princípios básicos da organização coletiva, são essenciais para o sucesso da Autogestão, portanto, todo grupo autogerido, deve se preocupar sempre com a educação formal de seus membros, com a formação politica pra que todos seja capazes de entender cada processo dentro da gestão, como afirmamos acima, mesmo que cada pessoa exerça uma função especifica na Autogestão, todos são importante na engrenagem do negocio, caso um não cumpra corretamente a sua função, coloca em risco toda organização e o resultado final do negocio, ou seja, se o responsável, da logística não manter abastecido as frentes de trabalho, todo o processo fica parado e o prejuízo é eminente, portanto, é importante que cada pessoa agarre a sua tarefa com entusiasmo e dedicação.

Na Autogestão, se não houver organização, não existe produção coletiva e nem resultado final positivo.

*Elson de Melo, é sindicalista e militante do PSOL.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Tributo ao Senador Evandro Carreira

ELSON DE MELO*
MANAUS, 24 DE AGOSTO DE 2018

         “Partiu para o além, deixando um vazio no viver, que a gente às vezes disfarçar esquecer. Dele guardamos a trajetória. Que fica gravada indelével na memoria.”

Hoje 24 de agosto de 2018, o saudoso Senador Evandro das Neves Carreira, se vivo fosse, completaria 91 anos de vida.

Como certa vez o Senador Jefferson Peres afirmou; “Evandro Carreira foi o profeta da Amazônia que pregou no deserto”, incompreendido pelo povo, ignorado pelos políticos locais, Evandro viveu seus últimos dias de vida, mantendo uma rotina diária entre a sua residência, o café do Pina na Praça da Policia e o Amazonas Shopping. Sua tribuna era o Projeto Jaraqui aos sábados pela manhã no Centro de Manaus. 

Evandro Carreira, é filho do desembargador Tocandira Balbi Carreira e Ignácia das Neves Carreira, nascido no dia 24 de agosto de 1927 em  Alvarães município do Estado do Amazonas. Era advogado e foi vereador em Manaus, eleito em 1959 e reeleito em 1963 e Senador da República em 1974, tendo exercido o mandato por 8 anos. Amazonólogo, Expositor e Conferencista sobre a Temática Amazônica em Seminários, Ciclos de Debates, Conferências e Simpósios em Universidades, Diretórios Estudantis e outros organismos, tendo proferido palestras na Escola Superior de Guerra dos E.U.A., na National Defense University e National War College - Forte Mc Mer, Washington, D.C., em 1981. A sua Principal obra literária é “Recado Amazônico”, em 10 volumes, publicados pelo Senado Federal, onde está contida suas atividades como Senador da República pelo Amazonas e a genial afirmação que se constituiu um verdadeiro axioma: “A vocação hidrohelio-fitozoológica da Amazônia”, valendo todos os corolários que decorrem deste axioma, como soem ser as vocações varzeana, ictiológica, ribeirinha, hidroviária, extrativista, fotossintética e pomicultora.

Evandro Carrera faleceu no dia 22 de dezembro de 2015, deixou um legado importante para a vida na Amazônia que ficou registrado em suas obras literárias.

Na qualidade de amigo do grande Amazonologo, faço hoje um esforço para manter viva a memoria do mais brilhante Senador da Republica pelo Amazonas, de todos os tempos.

Que a memoria de Evandro carreira, seja lembrada por todas as gerações, que o futuro encontre nos seus escritos, referencias para manter a nossa floresta viva como viva é, todas as suas ideias.

Evandro das Neves Carreira, presente!

*Elson de Melo, é sindicalista e militante do PSOL.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

ECOSSOCIALISMO: Economia Solidária


ELSON DE MELO
QUARTA, 22 DE AGOSTO DE 2018

Quando falamos em economia, logo vem à mente a palavra “desenvolvimento”,  essa palavra aliada a “sustentabilidade” vem a séculos sendo impregnado na mente dos habitantes da Amazônia como forma de dar uma falsa esperança de que um dia o ribeirinho, o caboclo, o índio, venha se beneficiar do minério, das barragens para produção de energia, da exploração da madeira nobre e até do emprego formal no interior.

Ocorre que esse discurso é uma ‘lorota’ inventada pelos donos de mineradoras, madeireiras, fazendeiros de gado, latifundiários e até das indústrias de montagens de eletrodoméstico nas capitais para, ludibriarem as populações tradicionais do território Amazônico.

Segundo o saudoso Senador Evandro Carreira, é esse “desenvolvimento” que:

Assassina índios e trabalhadores rurais, escraviza peões e seringueiros, paga salário de fome, fabrica analfabeto, prostituta, cheira-cola, sustenta políticos corruptos e outros tipos de bandidos, dissemina o vírus da AIDS, idolatra o consumismo e o imediatismo... Envenena o ar que respiramos, destruindo a camada de ozônio...?”.
(...) Evandro Carreira – em Evandro Carreira Acusa p.21.

Na Amazônia a história vem provando que o individuo sozinho, nunca vai conseguir prosperar pessoalmente e melhorar a sua qualidade de vida e da sua família.

A vida na Amazônia é em função dos rios através da pesca e da terra através dos pequenos plantios, do extrativismo, da caça e da exploração de outras riquezas floresta.

Acontece que, todos esses produtos que alimenta e produz renda ao povo tradicional, só consegue resolver questões imediatas, nunca vai melhorar a sua qualidade de vida.

Visando oferecer uma nova tecnologia social apresentamos neste texto a Economia Solidária.

O que é uma Economia Solidária?
“Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem.

A economia solidária vem se apresentando, nos últimos anos, como inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.

Nesse sentido, compreende-se por economia solidária o conjunto de atividades econômicas de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito, organizadas sob a forma de autogestão.

Segmentos
v  Associações ;
v  Cooperativas;
v  Empresas  Autogestionárias;
v  Grupos de Produção;
v  Clubes de Troca;
v  Grupos Informais;
v  Redes e Centrais;”.

É tarefa dos militantes políticos e dos profissionais comprometidos com a vida do planeta, o progresso pessoal e coletivo do povo do interior Amazônico, ocupar esse espaço social e se misturarem com a população tradicional da Amazônia para, sensibilizá-los a praticarem a Economia Solidária, a Permacultura e o Ecossocialismo como filosofia de vida.

*Elson de Melo, é sindicalista e militante do PSOL.


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Por uma Escola Ideológica Ecossocialista


ELSON DE MELO*
Segunda, 20 de agosto de 2018

As forças progressistas da sociedade passam por uma tentativa de segregação ideológica, fruto do avanço do conservadorismo fascista que tenta a todo custo impor a ideologia dominante nas atuais e futuras gerações.

Os projetos “escola sem partido” busca manter a sociedade alienada das verdadeiras causas da falta de comida, educação, saúde, habitação, salário, trabalho, terra, liberdade e justiça social.

Vendo o relato de uma pessoa afirmando que fez todas as etapas do ensino formal e nunca viu uma palestra de um professor(a) sobre ideologia de classe e de gênero, me leva a propor que os socialistas saiam da defensiva e partam para ofensiva oferendo a população um escola ideológica e ecossocialista.  

Para concretizar essa iniciativa, convido os professores do campo progressista da sociedade, para desenvolvermos o projeto pedagógico da escola, base fundante de um novo modelo de educação autônoma e independente do capital e do Estado opressor que ele controla com mão de ferro e conteúdo de fogo.  

Um dos sonhos do senador Evandro Carreira era a criação da “Universidade Biológica da Amazônia”, cuja principal missão era inventariar todo o ecossistema Amazônico.

Precisamos urgentemente da Universidade Biológica da Amazônia, para começar a fazer o inventário da hileia e saber quem é quem, quem ama quem, quem odeia quem, entre as arvores, os insetos, os peixes, os répteis, as minhocas, os mamimiferos, as aves, o rio, o sol, o calor, a chuva, a umidade.”
(...) Evandro Carreira – em “Evandro Carreira Acusa pg. 15”.

Dentro dessa visão futurística do saudoso Senador Evandro Carreira, é possível desenvolver um projeto pedagógico que inclua definitivamente as pessoas como parte do equilíbrio ecológico da Amazônia, onde elas entendem que o seu instinto de sobrevivência tem o mesmo valor que qualquer outro ser que habita essa Região.

Uma escola que ajude as pessoas compreenderem que a nossa atual sociedade baseia-se na competitividade, na hipocrisia, na futilidade, no fetiche, na violência, no individualismo e que essa evolução, deu-se unicamente pelo interesse do capital em manter os povos subjugados e explorados.

Uma escola que apresente oportunidades cientificas, tecnológicas seja de produção de riqueza como a distribuição dessa riqueza produzida coletivamente que hoje o capitalista acumula individualmente a seu bel prazer.

Uma sociedade humanista, coletiva, preservacionista da natureza, solidária e feliz. É essa a escola que interessa a maioria do povo brasileiro, e, é essa a escola que os socialistas devem apresentar ao povo.

*Elson de Melo, é sindicalista e militante do PSOL.


quarta-feira, 15 de agosto de 2018

ECOSSOCIALISMO: Amazônia e a permacultura como modelo sustentável


Elson de melo*
Quarta, 15 de agosto de 2018

Vivemos uma economia globalizada, mas o mundo precisa de alimentos livres dos agrotóxicos.

A segurança alimentar dos povos precisa de alimentos saudáveis sem a contaminação venenosa proporcionada pele agronegócio que produz alimentos em escala, os venenos jogados sobre as lavouras de cana, soja, milho, feijão, arroz e hortaliças, vem diariamente promovendo doenças incuráveis.

Na Amazônia, e uma falácia afirmar que a geração de emprego pode ser através da mineração e dos grandes projetos de hidrelétricas como querem esses seguimentos predadores convencer os caboclos ribeirinhos que sobrevivem das pequenas plantações e da pesca.

O que essa população precisa é de incentivos públicos para produzir alimentos de forma sustentável e orgânico. O modelo ideal para esse programa é a Tecnologia Social Solidaria através das cooperativas e do modelo sustentável permacultura.

“A Permacultura foi desenvolvida na década de 70 por Bill Mollison e David Holmgren na Tasmânia, como uma resposta ao sistema industrial e agrícola da época. Bill e David organizaram a agricultura ancestral, as habilidades, a sabedoria tradicional e a moderna e criaram a palavra Permacultura. A Permacultura tem como base a ecologia e é um instrumento utilizado para a criação de sistemas humanos sustentáveis, valorizando e unindo os seguintes pontos:

*   Conhecimento tradicional;
*   Agricultura ancestral;
*   Construções eficientes;
*   Equilíbrio (mental, físico e espiritual);
*   Diversidade;
*   Recursos naturais sustentáveis.

Reunindo os Princípios da Permacultura aos atuais conhecimentos Científicos e Tecnológicos e também aos valiosos Conhecimentos Ancestrais, torna-se possível desenvolver técnicas de utilização consciente dos recursos naturais, como o solo e a água!

Chamamos estas técnicas de Tecnologias Sociais, pois elas são simples, eficientes, de baixo custo e de baixo impacto ambiental! Além disso, são facilmente replicáveis em diversas comunidades, inclusive em nossas próprias casas!”. (...) Instituto Çarakura.

Enquanto não conseguirmos sensibilizar os governantes para esse importante debate, vamos à pratica sensibilizar a população da Amazônia sobre esse importante mecanismo social que liberta e transforma positivamente a realidade humana na nossa Região.

*Elson de Melo é sindicalista e militante do PSOL
  

Meus 60 anos de vida

Elson de Melo, 60 anos de vida
Quarta, 15 de agosto de 2018

Hoje, 15 de agosto do ano de 2018, escrevo este poema para celebrar os meus 60 anos de vida. É o retrato de seis décadas bem vividas, a maioria desse período fora dedicado as lutas do povo, motivo que me deixa ainda mais feliz em poder contribuir com muitos momentos de de tenções ou de euforia da nossa gente. 

Lembro nesta data do meu avô Messias Ferreira Pinto da minha mãe Elzira de Melo Pinto, do meu irmão Adilson de Melo Pinto e da minha irmã Terezinha de Melo Pinto que partiram desta vida, mas nos enchem de saudades todos os dias. 

Reverencio o meu pai Raimundo de Lima Pinto, que aos 90 anos ainda lidera a nossa família. Agradeço os meus irmãos Gilson, Edson, Ironilson, Dinilson, Jackson e Fátima de pela dedicação que me oferecem. 

Aos meus sobrinhos e a minha neta Clara Porto Mendes Braga, um carinho muito especial para retribui=los os mesmo carinho que eles me dedicam. 

A minha esposa Deuzirei Mendes Braga e meus filhos Alx e Dhimirson só posso agradecer pelo amor e carinho que eles conduzem a nossa vida e dedicação a esse velho pai e companheiro. 

Obrigado meu Deus.   

MEUS 60 ANOS DE VIDA 
(Elson de Melo)


De costa para o horizonte
vejo o tempo que passou
são 60 anos de vida
que o mundo me dedicou.


Agradeço ao pai querido
a minha mãe com louvor
duas pessoas maravilhosas
que a vida me agraciou.


Olho o tempo passado
as mãos e rosto enrrugados
são marcas do mesmo tempo
que a vida me presentou.


Tudo está consumado
na vida nada me faltou
amor,carinho e esperança
são virtudes que a vida me consagrou.


Saúdo os irmão queridos
por cada momento a mim dedicado
são marcas de uma familía
onde tudo é compartilhado.


Agradeço a esposa e filhos
pelo carinho e amor
por toda compreensão e paciencia
dedicado a este velho pai com muito fervor.


Ao amigos e mais paretes
um abraço apertado
um beijo no coração
com ternura, afeto e respeito.


Dedico esse importante dia
ao meu pai Raimundo de Lima Pinto 
a minha mãe Elzira de Melo Pinto 
e ao meu avô Messias Ferreira Pinto.


Três pessoas que me ensinaram
a cidadania e o direito
o coração bondoso
e a vida em sociedade.


Meus 60 anos chegaram
cheio de história e dedicação humana
guardo sempre na memória
cada momento vivido.


Obrigado meu pai do céu
por esta data esperada
traduzo nesta poesia
um poco da longa estrada percorrida.


Obrigado meu pai do céu
pelo tempo que já consumi
agora espero teu tempo
e a hora que um dia vai vir.


Obrigado meu pai do céu
pelo tempo que vier
pretendo honra-lo sempre
praticando o amor, a solidariedade e a fé.

Sindicalismo em Tempo de Pandemia Covid-19

12 de julho, 2020 Por: Elson de Melo*   O governo aproveitou a pandemia para sufocar de vez o movimento sindical brasileiro. No dia 1º de ab...