quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A esquerda pós 2002 e o PT

Elson de Melo
Manaus, 03-01-2018

Lula fora eleito em 27 de outubro de 2002 com uma coligação composta por PT/PCdoB/PL/PMN, no segundo turno, ele recebeu o apoio de 100% da esquerda brasileira, fato! Porém, seu governo, desde o inicio, desprezou totalmente, qualquer sugestão desse importante campo da politica nacional e desde então, a esquerda socialista sofreu por parte do governo Lula e do PT, um tratamento de principal inimigo. 

O rompimento do governo Lula com esquerda socialista se deu no momento em que ele trouxe o então deputado federal eleito pelo PSDB de Goiás Henrique Meireles (atual ministro da fazendo do Temer) para, compor o seu governo que assumiu com poderes supremos o banco central.

Com a Reforma da Previdência que originou o MENSALÃO, setores da esquerda que faziam parte do PT, foram expulsos do partido, por votarem contra a orientação do governo Lula.

Esses setores fundaram o PSOL, que fora fortalecido com a vinda de outros setores da esquerda que ainda se encontravam no PT quando com o escândalo  MENSALÃO. O PT do alto dos poderes consagrado pela alta aceitação do governo Lula nas pesquisas, seguiu desprezando a esquerda socialista e, neutralizando qualquer tentativa de crescimento das lideranças e partidos desse setor politico, fortaleceu a sua aliança com o PMDB e com a oligarquia conservadora liderada por Sarney, Renan e Temer.

Nessa trajetória de governabilidade e poder, o PT só olhava para a esquerda, no segundo turno das eleições de Lula em 2006, Dilma 2010/2014, momento que precisava apenas dos votos da esquerda para se contrapuser ao avanço eleitoral da direita que apostava todas as fichas nas candidaturas do PSDB.

Por ironia do destino, no impeachment da Dilma, o PSOL foi o único partido da esquerda socialista que nunca participou do governo petista a se posicionou contra o GOLPE. Hoje, sem abrir mão de sua estratégia politica de lançar candidatura própria para presidente da republica, o PSOL está na luta "pelo direito de Lula se candidato" e contra o rito sumário que setores da Justiça brasileira, estão impondo aos processos contra o Lula.

A posição do PSOL será sempre de independência e coerência politica em relação ao processo politico nacional, optamos por reorganizar a esquerda socialista, aprofundar as relações com os movimentos sociais populares, avançar no dialogo com os setores mais vulneráveis da sociedade e construir uma alternativa popular, capaz de unir os setores progressistas da politica brasileira.

Entendemos que, mesmo com os apelos retóricos de setores do PT para, uma provável união das esquerdas em função da candidatura de Lula no primeiro turno da eleição próxima, os argumentos e propósitos são insuficientes para, convencer a nossa participação nessa aventura, o PT deve uma retratação publica a toda militância da esquerda socialista do Brasil. Porém, é necessário que todo o campo da esquerda brasileira, se levante contra os ataque a democracia, a parcialidade de parte da Justiça brasileira e pelo direito de Lula ser candidato.

A plataforma “VAMOS” organizada pela Frente Povo Sem Medo, é um esforço dos setores populares, em organizar um programa de governo onde caiba, todos os setores progressistas do proletariado, um programa que reflita as reais soluções dos problemas sociais que a realidade está a reclamar, um programa que radicalize a democracia e inclua todo o povo da periferia.

Pelo direito de Lula ser candidato.
Sou BOULOS para presidente-PSOL!
Viva o Socialismo!

Elson de Melo

Secretário de comunicação do PSOL Manaus(AM)      

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