Elson de Melo
Manaus, 03-01-2018
Lula fora eleito em 27 de
outubro de 2002 com uma coligação composta por PT/PCdoB/PL/PMN, no segundo
turno, ele recebeu o apoio de 100% da esquerda brasileira, fato! Porém, seu
governo, desde o inicio, desprezou totalmente, qualquer sugestão desse importante
campo da politica nacional e desde então, a esquerda socialista sofreu por
parte do governo Lula e do PT, um tratamento de principal inimigo.
O rompimento do governo Lula
com esquerda socialista se deu no momento em que ele trouxe o então deputado
federal eleito pelo PSDB de Goiás Henrique Meireles (atual ministro da fazendo
do Temer) para, compor o seu governo que assumiu com poderes supremos o banco
central.
Com a Reforma da Previdência
que originou o MENSALÃO, setores da esquerda que faziam parte do PT, foram
expulsos do partido, por votarem contra a orientação do governo Lula.
Esses setores fundaram o PSOL,
que fora fortalecido com a vinda de outros setores da esquerda que ainda se
encontravam no PT quando com o escândalo
MENSALÃO. O PT do alto dos poderes consagrado pela alta aceitação do
governo Lula nas pesquisas, seguiu desprezando a esquerda socialista e,
neutralizando qualquer tentativa de crescimento das lideranças e partidos desse
setor politico, fortaleceu a sua aliança com o PMDB e com a oligarquia
conservadora liderada por Sarney, Renan e Temer.
Nessa trajetória de
governabilidade e poder, o PT só olhava para a esquerda, no segundo turno das
eleições de Lula em 2006, Dilma 2010/2014, momento que precisava apenas dos
votos da esquerda para se contrapuser ao avanço eleitoral da direita que
apostava todas as fichas nas candidaturas do PSDB.
Por ironia do destino, no
impeachment da Dilma, o PSOL foi o único partido da esquerda socialista que
nunca participou do governo petista a se posicionou contra o GOLPE. Hoje, sem
abrir mão de sua estratégia politica de lançar candidatura própria para
presidente da republica, o PSOL está na luta "pelo direito de Lula se
candidato" e contra o rito sumário que setores da Justiça brasileira, estão
impondo aos processos contra o Lula.
A posição do PSOL será sempre
de independência e coerência politica em relação ao processo politico nacional,
optamos por reorganizar a esquerda socialista, aprofundar as relações com os
movimentos sociais populares, avançar no dialogo com os setores mais
vulneráveis da sociedade e construir uma alternativa popular, capaz de unir os
setores progressistas da politica brasileira.
Entendemos que, mesmo com os
apelos retóricos de setores do PT para, uma provável união das esquerdas em
função da candidatura de Lula no primeiro turno da eleição próxima, os
argumentos e propósitos são insuficientes para, convencer a nossa participação
nessa aventura, o PT deve uma retratação publica a toda militância da esquerda
socialista do Brasil. Porém, é necessário que todo o campo da esquerda
brasileira, se levante contra os ataque a democracia, a parcialidade de parte
da Justiça brasileira e pelo direito de Lula ser candidato.
A plataforma “VAMOS” organizada
pela Frente Povo Sem Medo, é um esforço dos setores populares, em organizar um
programa de governo onde caiba, todos os setores progressistas do proletariado,
um programa que reflita as reais soluções dos problemas sociais que a realidade
está a reclamar, um programa que radicalize a democracia e inclua todo o povo
da periferia.
Pelo direito de Lula ser
candidato.
Sou BOULOS para
presidente-PSOL!
Viva o Socialismo!
Elson de Melo
Secretário de comunicação do
PSOL Manaus(AM)

Nenhum comentário:
Postar um comentário