Passou a ser comum no âmbito da esquerda, ouvir
e ver pessoas que se apresentam como socialistas fazerem afirmações e até
defesa de “um novo socialismo, um outro socialismo é possível, por uma nova
esquerda...”. De onde vem esses argumentos? Qual a base cientifica e prática que
os leva a proferirem esses jargões? De onde vem e para ode vão esses
propagandistas do pensamento eclético que sempre sustentou o liberalismo ao
longo da história? O certo é, que, a maioria desses confusos esquerdistas, ou
não conhecem, ou negam deliberadamente a história da esquerda socialista no
mundo, na verdade, são vendedores de concepções liberais tingidas de
socialistas.
Não e de agora que esses ativistas se
esquivam de assumir o comunismo como forma de sociedade onde os meios de
produção são coletivos, e, por isso, ignoram a base cientifica do socialismo e
renegam ao esquecimento a teoria marxista como método dialético de
transformação social e econômico. A luz da história, essa batalha teórica no
âmbito da esquerda socialista, vem de longe, parte por avaliações equivocadas
da conjuntura, parte pelo proposito de apenas reformar o capital e manter os
privilégios dos teóricos revisionista e oportunista. A mais conhecida nitidez
dessa disputa, foram a concepção dos mencheviques contra os bolcheviques no
seio do Partido Operário Social Democrata Russo – POSDR.
O deslocamento teórico de um projeto pratico
de sociedade socialista, para diversas outra nomenclatura, sem teoria
revolucionária, desorienta parte da militância da esquerda socialista, e os
transformam, em apenas ativistas reformistas, dogmáticos e imediatistas. O mais
inconsequente desse proposito, está no fato, de essas tendências reformistas,
valerem-se de uma ótica baseada em um esquerdismo ultrarradical, com leitura de
conjunturas pré-revolucionária subjetiva e sem nenhum compromisso pratico de
transformação social em direção ao socialismo.
A tradição dos partidos da esquerda
socialista manda que a sua organização, seja uma escola de formação ideológica,
filosófico e política, deve o mesmo adotar uma pedagogia capaz de dotar seus
componentes de conhecimento sobre as leis do desenvolvimento do capitalismo e
as vias de chegada ao socialismo e ao comunismo, onde os militantes devem
aprender que a luta é de classe, que a correlação de força se dá na relação
capital e trabalho, ou seja no modo de produção da sociedade capitalista.
O processo revolucionário não é um proposito
sem objetivos, é em função dos objetivos que se organiza um partido político,
cuja função é dinamizar a luta política e disputar os espaços institucionais no
âmbito do estado burguês. Compreender essa dinâmica é fundamental para que cada
militante, entenda qual é a sua vocação e o papel que melhor pode desempenhar
para contribuir e alcançar esses objetivos.
No Brasil e no mundo, estamos vendo uma
grande ofensiva ideológica do capital, as guerras que provocam milhões de
refugiados em todo mundo, usa o fundamentalismo como seu principal pretexto,
para que o imperialismo, se aproprie das riquezas naturais dos territórios em
litígio. Entender essa realidade, só será possível, se pelo menos a vanguarda
dirigente dos partidos socialistas e comunistas, forem capazes de retomar o
processo histórico através da leitura de como acontece a exploração do homem
pelo capital e a luta inconciliável pelo controle dos meios de produção (terra,
maquinas...).
O Manifesto do Partido Comunista nos ensina
que:
Homem livre
e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, membro de corporação e
ofícial-artesão, em síntese, opressores e oprimidos estiveram em constante
oposição uns aos outros, travaram uma luta ininterrupta, ora dissimulada, ora
aberta, que a cada vez terminava com uma reconfiguração revolucionária de toda
a sociedade ou com a derrocada comum das classes em luta. ”.
Os ecléticos, fazem
questão de passar ao lado dessa história, tentam esconder a luta de classe
entre explorados e exploradores, para tanto, os ecléticos exploram fragmentos
de teses e documentos para compor um pensamento sem objetivos claros, mas
pintados de um esquerdismo voluntarioso e desprovido de estudo da realidade
objetiva e de um projeto de superação do capital e a conquista da sociedade
socialista e comunista.
Com essas teorias
compostas de fragmentos, eles conseguem confundir parte da vanguarda que
reivindica a luta pelo socialismo, são diversionistas e burocráticos ao
extremo. Assim, os partidos socialistas, dedicam um tempo precioso em lutas
internas, enquanto o conservadorismo, amplia sua hegemonia, impondo sua
ideologia e prolongando a exploração capitalista.
É urgente que a
esquerda socialista, reassuma seu papel na história, tendo como prioridade o
aprofundamento do conhecimento das relações de produção e os caminhos para o
socialismo e o comunismo. Para tanto, a
educação política a luz do materialismo histórico, se faz necessário. Uma
esquerda socialista consequente, não pode prescindir dos estudos marxista-leninista.

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