Que o
governo da presidente Dilma é uma desastre, é fato!
Segunda, 14 de março de 2016
Por: Elson de Melo
Passado
um ano, Dilma só conseguiu retirar direitos dos trabalhadores e não recuperou a
economia do país, uma prova que não são os direitos trabalhistas e previdenciários
que impedem o desenvolvimento do Brasil, mas sim a má gestão publica, até aqui
estamos juntos.
Por outro
lado, não será o impeachment de Dilma que vai repor os direitos dos
trabalhadores e recuperar a economia.
A
crise politica é decorrente da total ausência de confiança do povo em relação
aos políticos, como explicar isso um ano pós-eleição que elegeu o parlamento e esse
governo? A resposta é simples, o sistema politico brasileiro foi corrompido, cuja
consequência foi à contaminação das eleições com a proliferação da compra de
votos e uso desproporcional do poder econômico pela maioria dos parlamentares e
governos eleitos.
As
manifestações de ontem (13 de março) ficaram marcadas pela rejeição tanto aos
partidos políticos como aos políticos ligados ao PT e do PSDB com o fora Dilma
e o tratamento dado ao governador de São Paulo e o Senador Aécio Neves que
foram hostilizados na Av Paulista.
Portanto,
a questão não se resume em querer fazer um perfil das pessoas que participaram
das manifestações, mas sim, de encontrar uma solução a luz do processo democrático,
capaz de compor uma pauta positiva para o Brasil, que contemple avanços sociais
para os trabalhadores que produzem a riqueza do país, invertendo a logica que o
governo adotou até agora de retirar direitos, por mais direitos e compor um cronograma
de revitalização da economia, começando por uma moratória temporária do
pagamento da divida publica, usando as contenções decorrentes do superávit
primário para investimentos em moradia e recuperação da indústria.
É
um erro afirmar que as manifestações são apenas dos que votaram contra Dilma,
ou é de predominância de pessoas ricas ou de classe média, ou ainda de mais
brancos que negras, ou então de mais bonitos que feios, querer caracterizar isso,
é no mínimo não atentar para a necessidade e responsabilidade com o momento
delicado que o país está sendo envolvido.

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