Por Elson de Melo*
As afirmações da Presidente da
Republica, Governadores e Ministros empossados, é um mantra! Repetidas muitas vezes,
cansamos de ouvir frases informando que a economia vai mal e que ações austeras
serão tomadas para recupera-la, na área politica a reforma politica é anunciada
mais uma vez pela Presidente como a grande panaceia que eliminará todos os
males do sistema politico vigente. Para os trabalhadores sobrou o fardo pesado
de pagar as contas decorrentes da má gestão governamental e desde o
descobrimento do Brasil.
Na segunda-feira (2912.2014) a
Presidente Dilma edita seu pacote de maldades, cuja principal vitima é a classe
trabalhadora brasileira. As medidas do pacote ‘Vaca Tussa’ impõem aos
assalariados medidas restritiva de acesso aos benefícios previdenciários como:
ABONO
SALARIAL: ao invés de trabalhar apenas 1 mês e ganhar até 2 salários mínimos
para receber este benefício, o trabalhador terá que trabalhar por, pelo menos,
seis meses seguidos com carteira assinada!
SEGURO
DESEMPREGO: antes, o trabalhador podia solicitar o seguro-desemprego após
trabalhar 6 meses, agora, será preciso trabalhar 18 meses, ou seja – um ano e
seis meses!
AUXÍLIO
DOENÇA: o prazo de afastamento a ser pago pelo empregador era de 15 dias.
Agora, passará a ser de 30 dias!
PENSÃO POR
MORTE: o benefício era de 100% do vencimento e passará a ser de 50% mais 10%
por dependente. Além disto, não havia necessidade de contribuição mínima para
receber o benefício. Agora, será necessário comprovar o pagamento de 24 meses
de contribuição previdenciária, ou seja – só com dois anos de contribuição para
a previdência!
Esse pacote ‘Vaca Tussa’ é a
maior contradição da Presidente Dilma que em campanha afirmou categoricamente
que não mexeria em conquistas trabalhistas “Nem que a vaca tussa”. Há dois dias
antes da posso de Dilma para o segundo mandato, a vaca tossiu, arrotou, vomitou
e cagou na cara dos trabalhadores brasileiros!
Para os trabalhadores do campo a
Presidente Dilma ofertou sua afilhada Kátia Abreu como Ministra da Agricultura,
sinal de mais violência no campo, cuja vitimas serão Índios, posseiros, liderem
sindicais, religiosos das pastorais da terra, ambientalistas, militantes da
esquerda socialista, a floresta e fauna.
Combater
essas maldades é tarefa do PSOL
O PSOL é atualmente o maior
partido da esquerda socialista brasileira. No segundo turno das eleições o partido
assumiu uma posição clara de combater o avanço da direita retrógada ao
recomendar o não voto em Aécio, mas também não afirmou apoio ao Dilma, porem,
lideranças expressivas do PSOL a nível nacional declararam voto a candidata do
PT. No Amazonas, o partido optou pela neutralidade no segundo turno das
eleições local e assumiu o compromisso de comandar o sentimento de oposição do
povo amazonense.
Agora é importe e urgente que o
partido defina de imediato um calendário de atividades publicas que responda
com nitidez os anseios populares decorrente das frustrações que já começaram e
que vão se acentuarão no decorrer dos mandatos tanto da Presidente, como do
Governador e Prefeitos.
Para organizar essas tarefas, apresento
para os camaradas do partido no Amazonas, uma pauta mínima a ser encaminhada
pelo PSOL:
·
Mobilização da Reforma Política;
·
Participação no Fórum Social Mundial da
Biodiversidade que acontecerá em Manaus de 26 a 30 de janeiro de 2015;
·
Organizar o movimento de luta pela tarifa
zero nos transportes públicos;
·
Organizar o movimento de luta dos
trabalhadores contra as medidas que arrocham salários e subtrai direitos dos
trabalhadores.
Entendo que existem outras
pautas, mas seja qual for, é hora do partido assumir de fato a verdadeira
oposição ao governo Federal, Estadual e Municipais. O PSOL tem lado e firmeza de
proposito. Nosso lugar é ao lado dos trabalhadores.
*Elson de Melo é Presidente do
PSOL Amazonas

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