As eleições recentes mostraram que o eleitor amazonense está
em busca de novas propostas para dirigir os destinos do Estado, o que determina
essa constatação é o fato de o PSDB ser o Partido com maior votação no Estado (ver aqui) seguido do PCdoB, PSD e PMDB. O PSOL aparece como o Partido mais votado dentre
os da esquerda socialista independente, um resultado que podemos dizer ser
apenas da força que a sigla PSOL vem acumulando desde sua fundação.
O Partido Socialismo e Liberdade vêm se consolidando como o
principal partido de oposição ao atual sistema que governa o País há 20 anos
representado na polarização PSDB e o PT que comanda o Novo Centrão (Base
Aliada).
Um Partido em
crescimento
O PSOL cresceu nas eleições municipais de 2012 em relação ao
pleito anterior, em 2008 (ver aqui). Foram eleitos 49 vereadores e um prefeito. O PSOL
ainda disputou o segundo turno em Belém (PA) e Macapá (AP), teve em diversas
capitais o Vereador mais votado, elegeu o Prefeito de Itaocara (RJ) no 1º
turno e o de Macapá (AP) no 2º turno.
Embora elegendo o Prefeito de Macapá (AP) no 2º turno,
prefiro considerar apenas o resultado do 1º turno como a expressão mais lucida
do crescimento do partido, já o resultado do segundo turno deve servir como parâmetro
para uma reflexão mais profunda sobre a nossa politica de alianças que pretendo
comentar em outra oportunidade.
No dia 27/10/2012, o Diretório Estadual do PSOL/AM, reuniu
seus membros para fazer uma avaliação das eleições municipais, num primeiro
momento se olharmos apenas o numero de eleitos, podemos afirmar que o partido
saiu menor do que entrou no pleito, perdemos o único Vereador que tínhamos no
Amazonas, porém se olharmos o resultado da votação, principalmente em Manaus, podemos
afirmar que ouve um ligeiro crescimento eleitoral do partido.
Uma estratégia que
contemple do imediato até as utopias!
Para este otimista militante, a grande decisão tomada pela
Direção do PSOL no Amazonas foi a de começar organizar as estratégias para as próximas
eleições – pensar o futuro é sempre motivo para alimentar as esperanças –, fator
preponderante para retomar os nossos projetos e ações que se bem combinados nos
torna realmente os protagonistas das transformações que o Amazonas precisa.
Para dar prosseguimento a essa decisão, foi agendado a
primeira atividade para o dia 10/11/2012 sábado, onde começaremos a discursão
sobre o nosso projeto estratégico para governar o Amazonas, a consecução de um
projeto dessa natureza, passa primeiro pelo convencimento dos nossos militantes
da importância de definirmos nossos objetivos e planejarmos nossas ações, isso
nos torna competitivos eleitoralmente e fortes organicamente.
O segundo momento será, identificar o perfil da nossa
população, as demandas dos Municípios e a popularidade do nosso partido, essa é
uma missão importante na concepção das nossas estratégias, mas pra este
militante, o maior desafio está na definição do modelo econômico que
pretendemos para o Amazonas, esse tema deve ser voltado para a importância do
Estado no cenário mundial e no fortalecimento da cultura, costumes e identidade
na nossa população.
É preciso entender que o Estado do Amazonas não é uma província
e muito menos uma fabula, somos um Estado grandioso em ecologia, com uma
população fabulosa e economicamente sustentável.
O Parque Industrial de Manaus será sempre motivo de
preocupação, sua manutenção é ponto convergente de todas as forças politicas
local, porém não é a única forma de sobrevivência do nosso povo, digo sobrevivência
pelo fato dos atuais governantes assim se referirem quando o assunto é geração
de emprego, no caso do PSOL, precisamos questionar esse conceito de emprego na
Amazônia.
Quando as elites interessadas em deslocar o foco da população
dos seus verdadeiros potenciais econômicos para o tema emprego, na verdade eles
estão interessados apenas em aumentar o exercito de reserva nos centros urbanos
para ampliarem seus lucros pagando salários de misérias aos trabalhadores
empregados, por outro lado, esvaziam o interior com a falta de politicas
publicas que garanta uma boa qualidade de vida a população interiorana, a consequência
disso é o aumento dos latifúndios nas mãos de grandes grupos econômicos e a
devastação das florestas.
O Projeto do PSOL tem a obrigação de garantir politicas
publicas para assegurar o desenvolvimento humano das populações tradicionais,
respeitando sua cultura, costumes e atendendo suas demandas, nesse sentido,
entendo como aspecto fundamental desse Projeto os princípios definidos no
Manifesto Ecossocialista (ver aqui). Nosso projeto dever contemplar as propostas imediatas
que a polução reclama e as utopias que conduza nossas esperanças.
Elson de Melo – Sindicalista

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