MANUAL
DO MILITANTE
MILITANTE: Logo que alguém
começa a militar vemos inicialmente uma sede pela militância, que muitas vezes
se não for bem direcionada acaba como faísca, vão com tanta sede ao pote que ao
não verem resultados rápidos acabam desanimando.
É importante o militante compreender o
processo dialético da militância, ele enxergar além daquele momento, tentar
visualizar o que suas ações trarão de consequência para o futuro. Poderá
ocorrer de inicialmente o militante não ter muita politização.
Neste caso ele terá que ter cuidado com os
"achismos" mas nem por isso deve deixar de investigar, questionar e
elaborar.
MILITANTE ORGÂNICO:
É aquele que tem iniciativa própria, que pensa o partido, respira o partido, é
o partido. Ele busca se informar sobre todas as atividades e se esforça para estar
presente nelas. Ele não se restringe a sua célula, núcleo ou corrente. Ele quer
debater com todos. Mas insufla em seu peito a politica de sua corrente e sabe
da necessidade de estar bem informado para a construção de argumentos que
provarão a politica de sua corrente e de seu pensamento. O militante orgânico
preocupa-se em saber debater, argumentar, escrever. Ele acima de tudo quer
construir o partido.
Ele percebe que um argumento seu, poderá ser
decisivo em uma plenária.
O militante Orgânico procura identificar
aonde mais e melhor ele pode atuar, tanto dentro do partido como no meio em que
está inserido, seu trabalho, sua comunidade, etc...
Procurando por exemplo na sua comunidade o
que esta faltando, quais as necessidades que os assolam. E, cria um projeto
para levar ao encontro do partido, ele conversa com os membros do partido
tentando identificar o que poderão fazer na construção deste projeto e dialoga
a respeito com os membros de sua comunidade. Sem esquecer que este projeto deve
ser em pró da questão social. Deve ser uma construção socialista e que seu
dever de revolucionário é engajar a todos para a construção de um mundo melhor.
Assim como fez o jovem revolucionário
Ernesto Che Guevara que em uma de suas passagens podemos destacar sua prisão no
México junto com Fidel e demais revolucionários que futuramente desembarcariam
em Sierra Maestra.
Durante o interrogatório que se seguiu, enquanto
todos inclusive Fidel negaram serem socialistas, Che além de confessar seus
ideais, ainda tentou convencer seus interrogadores a se tornarem socialistas
também(livro de Jon Lee Anderson, pág. 239)
SIMPATIZANTE: É aquele que
simpatiza com politicas do partido, ou simpatiza com membros do partido. Você já
deve ter ouvido a expressão "eu voltei no fulano porque simpatizo com
ele", ou "eu não voto no partido voto na pessoa". Normalmente
este simpatizante não é politizado.
Mas há também simpatizantes que são politizados
como, por exemplo, membros de DCES, ou grupos que tem alguma atuação politica
mesmo que não partidária. Como ONGS, Sindicatos, estudantes, etc... Vemos
muitos simpatizantes participarem de Plenárias, cursos e até atos públicos.
MILITANTE ESPORÁDICO:
É aquele que é filiado, mas devido ao trabalho, faculdade, família etc... Tem
pouco tempo para militar, este militante poderá contribuir muito usando seu
tempo disponível utilizando, por exemplo, a internet, e é necessário não
perdermos contato com este camarada, pois nem por isso ele deixa de ser
valoroso e futuramente pode ser que ele tenha mais tempo pra militar, ao
terminar a faculdade, por exemplo, e seu conhecimento acadêmico neste caso será
de grande contribuição. Este militante independente de seus motivos no momento,
serem família, Faculdade ou trabalho, tem grande probabilidade de um dia se
tornar orgânico.
Glossário
Marxismo-PAQ
Conceitos básicos das três fontes do
marxismo:
Filosofia Dialética alemã;
Economia Política inglesa;
E, Política Socialista francesa.
Filosofia
Materialismo Histórico Dialético: O
materialismo em contraposição ao idealismo é a concepção filosófica de que o
ser precede a consciência, que a natureza precede o espírito, pois a
consciência e o espírito são produtos da capacidade racional humana,
desenvolvida pelo sua evolução concreta como espécie. A dialética, desenvolvida
por Hegel é um avanço na tecnologia do pensamento filosófico, como uma
superação da lógica puramente formal, e dos próprios dogmatismos sendo usada
pra determinar as leis do movimento, e ela se prova pelo próprio avanço das
ciências naturais. Marx por meio das contribuições do materialismo
histórico-dialético elaborou um novo meio de analisar a história e a política
tendo por ponto de partida as contradições, os conflitos e suas bases
objetivas, possibilitando um entendimento mais universal do processo histórico
e civilizatório até então inviável para outras teorias anteriores.
Totalidade
Concreta:
É uma categoria do materialismo que define que a unidade do mundo não se consiste
no ser, mas consiste em sua materialidade, pois a concretude unifica e
determina o ser e esse ser material está em constante movimento pois não há
matéria sem movimento e movimento sem matéria, tal como provam as próprias
ciências naturais.
Movimento
da Realidade:
Segundo a dialética marxista a realidade não estática, é em sua totalidade
vários processos de constantes transformações e a realidade não muda de forma
gradual e previsível, mas seguindo as leis da lógica dialética, ou seja em
saltos de qualidade(similares aos saltos quânticos) com um desenvolvimento em
espiral, pela transformação da quantidade em qualidade.
Luta
de Classes:
Condição na qual a história se move, por meio dos conflitos sociais econômicos
e políticos entre setores sociais com interesses antagônicos nos diferentes
modos de produção, entre oprimidos e opressores: tanto do entre escravo e
senhor, servo e barão, trabalhador e burguês. Essa luta se dá de forma
ininterrupta hora mais acirrada, hora mais velada e o marxismo é a ferramenta
teórica e prática desenvolvida para que os debaixo enfrentem os de cima e mudem
o mundo conforme seus interesses.
Economia
Política
Mercadoria: coisa que satisfaz
uma necessidade humana e pode ser trocada ou negociada e produto de determinado
tempo de trabalho cristalizado.
Valor
de Uso:
valor estabelecido por sua utilidade.
Valor
de Troca:
valor relacional de proporção de troca de uma mercadoria por outra direta (escambo)
ou indiretamente(compra e venda por intermédio de moeda).
Capital: ao contrário da
lei geral da circulação de mercadorias em que M-D-M, o capital circula de D-M-D,
onde o dinheiro fruto de lucro é reinvestido na produção (não simplesmente
entesourado) e capaz de comprar meios de produção e explorar força de trabalho.
Capital
Constante:
Capital investido em meios de produção como máquinas e ferramentas.
Capital
Variável:
capital investido no pagamento de mão-de-obra
Mais Valia: relação social de
produção em que se explora a compra de uma mercadoria cujo valor de uso fosse
ser uma fonte de valor, que é a força de trabalho humana, que é comprada com salário
(trabalho socialmente necessário para a manutenção da mercadoria, ou seja, a
vida do trabalhador) que representa apenas uma parte do trabalho produzido. As
horas não pagas, o sobre trabalho é apropriado pelo burguês, esta é a mais valia.
Mais Valia
absoluta:
mais valia obtida pelo aumento do tempo de trabalho sem aumento de
remuneração(redução do investimento em capital variável).
Mais Valia
Relativa:
mais valia obtida pelo investimento em capital constante, com instrumentos de
tecnologia mais eficiente obtendo um maior produto.
Exército
Reserva:
camada do proletariado estruturalmente desempregada a fim de desvalorizar o
salário daqueles que estão empregados.
Crise
de Superprodução:
crise mais comum no capitalismo fruto do excessivo investimento de capitais na
produção de mercadorias e a incapacidade de vendê-las.
Trabalho: aquilo que o homem
faz para transformar a natureza e gerar valor.
Infraestrutura: organização social
concreta das inter-relações com os homens com a natureza e a sua produção para
satisfazer suas necessidades.
Superestrutura: relações de
organização da vida social do ponto de vista político e ideológico, e composta
pelo Estado, Exército, Justiça, Igreja, Escola, Sindicatos, Partidos...
Forças
produtivas:
A força de trabalho e os meios de produção (terras, maquinas, ferramentas etc...).
Classe: Grupo social em
que se determina o papel social em que indivíduos ou coletivos exercem na
produção e na organização social.
Estado: Entidade com
monopólio do uso da força é quem garante por meio da superestrutura do aparelho
repressor e o aparelho ideológico a exploração da classe dominante sobre as
classes exploradas.
Modo
de produção:
maneira em que a sociedade se organiza historicamente para as relações de
produção e as classes que o compõe
Modo
de produção Comunista Primitivo: Típicos da pré-história homens trabalham e
consomem coletivamente, não há classes sociais nem propriedade privada de meios
de produção nem acúmulo de excedente. Igualitário, porém pouco desenvolvido.
Modo
de produção Asiático:
Típico da Antiguidade Oriental Sociedade de castas, com uma classe com controle
burocrático de terras, águas irrigáveis e do Estado, com posse de excedente
econômico, apenas administrando o trabalho de outra classe, na posição de servidão.
Modo
de produção Escravista: Sociedade de classes, típica da Antiguidade Ocidental,
baseada na propriedade privada de meios de produção e do excedente econômico,
com a classe dominante tendo propriedade inclusive dos trabalhadores, os
escravos que eram comprados e vendidos como mercadoria, sendo também um meio de
produção
Modo
de produção Feudal:
Modo de produção medieval, em que há uma classe dos servos ligados à terra é
explorada e deve sustentar as “classes” militar e eclesiásticas, e a classe dos
senhores feudais, nobres que exploram os servos na terra que arrendam de outro
nobre, que arrenda de outro nobre as terras que são do rei o suserano de todos.
Modo
de produção Capitalista: Modo de produção predominante atualmente, consolidado
com o advento da industrialização e as revoluções democráticas burguesas, em
que há duas principais classes antagônicas, a burguesia, dona dos meios de
produção que extrai mais-valia explorando o proletariado que apenas possui
força de trabalho.
Modo de produção Comunista: modo de produção
em que não há classes nem Estado, nem propriedade privada de meios de produção,
a economia é planificada e os próprios trabalhadores dirigem democraticamente a
produção e a política. Esse estágio civilizatório é possível por meio de uma
revolução socialista internacional, fruto da mobilização dos “de baixo” e da
organização de uma vanguarda versada no marxismo.
Ditadura
democrática do proletariado: regime político em que há supremacia da maioria (povo
proletariado) que governa em detrimento da minoria dos burgueses, que governa
no capitalismo.
MEDITAÇÃO
“É por força que medito em minha mente
inquieta e socialista, para que eu possa fazer o meu melhor possível me
tornando um autentico revolucionário, honrando tudo aquilo que eu sinto ser
verdadeiro."
Campeão Fabian

Nenhum comentário:
Postar um comentário