Tudo indica que no dia 07 de outubro próximo, o eleitorado
amazonense vai ter mais uma vez que decidir entre uma das candidaturas das quatro
frentes que a oligarquia que governa o Amazonas há 36 anos, definiu como opção.
A primeira frente é liderada pelo atual
governador Amazonino Mendes/PDT que já conta com os seguintes partidos: PDT,
MDB, SD, PPS.
A segunda frente é liderada pelo senador
Omar Aziz/PSD com apoio do prefeito Arthur Neto/PSDB e conta com o apoio dos
seguintes partidos: PSD, PSDB, DEM, PR, PHS.
A terceira frente tem como líder o
presidente da Assembleia Legislativa, deputado David Almeida/PSB e tem o
apoio dos seguintes partidos: PSB, PCdoB, REDE, PMN, PSOL, PT.
A quarta frente é uma candidatura do Jornal
A Critica, cujo candidato é o radialista Wilson Lima/PSC e conta com o apoio dos
seguintes partidos: PSC, PSL.
A única candidatura que poderá ser
apresentada como contraponto, será a do PSTU que deverá ser alguém sem nenhuma
expressão eleitoral, uma vez qeu o Herbert Amazonas está hoje no PSOL.
Enquanto a política nacional segue
polarizada entre as forças populares progressistas, representado pelas
candidaturas do Lula/PT, Boulos/PSOL, Manuela/PCdoB e Ciro/PDT, contra as da
direita representadas por Bolsonaro/PSL, Flávio Rocha/PRB e as de centro
direita de Alckmin/PSDB, Marina/REDE, no Amazonas, essas forças se misturam em
uma corrida sem programas ou qualquer preocupação com um futuro prospero para o
povo amazonense.
Não existe diferença programática ou
pessoal entre as quatro candidaturas apresentadas pela oligarquia.
Amazonino é
o caudilho que sempre sufocou a vida dos amazonenses.
Omar é aluno mais aplicado
do Amazonino em fazer maldades aos amazonenses.
David Almeida é legitimo
representante da dinastia José Melo e sua esposa Edilene Melo de quem David foi
por longos anos o seu estafeta, foi Edilene que fez de David um deputado
estadual e atual presidente da Assembleia.
Wilson Lima é um produto da família
Calderaro que, a depender das ofertas, pode até abortar a candidatura como fez
em 2016 quando decidiu entregar a candidatura a vice de Marcelo Ramos para o Josué
Neto.
O PP do empresário Francisco Garcia surfa
nas ondas de todas as quatro candidaturas da oligarquia, esse partido está
esperando a melhor proposta para viabilizar a candidatura de Rebeca Garcia ao
senado.
Já a candidatura do PSTU, será para marcar
posição e sem muitas perspectivas.
Particularmente, como militante da esquerda
socialista, entendo que os partidos que estão compondo o bloco de resistência ao
golpe PT/PSOL/PCdoB/PCB deveriam apresentar para o povo amazonense uma candidatura
única ao governo do Estado, ou seja, formar uma frente, fora das alternativas
da oligarquia que governa o Amazonas há 36 anos.
Está imagem minha (Elson de Melo)
ao lado do filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista Karl
Marx, é no presente, a minha homenagem aos 200 anos de nascimento desse
cientista social que dedicou a sua vida a estudar e elaborar as bases da nova
civilização que vai superar o egoísmo dos capitalistas e institucionalizará a
sociedade igualitária – o socialismo.
A imagem simboliza a celebração
dos 200 anos de nascimento do mais importante intelectual da classe
trabalhadora de todos os tempos Karl Marx, ele é lembrado hoje e, será
lembradopor todas as gerações que
vierem depois da minha.
São homens e mulheres livres, que
no futuro, vão consolidar os pensamentos de Marx, Engels, Lenin,
Gramsci, Rosa Luxemburgo, Mao Tsé-Tung, Che Guevara, Elson de Melo e todos os
outros e outras camaradas que dedicaram e dedicam a vida, construindo a base
para essa nova civilização da igualdade social, econômica e política. A
sociedade socialista.
A nova sociedade socialista, onde
as pessoas terão tudo em comum, será a redenção da humanidade, o egoísmo dará
lugar a solidariedade, a paz será uma realidade, a riqueza será de todos, não
haverá fome nem violência, será a sociedade das pessoas livres, justas e
felizes.
Viva os 200 anos de Karl Marx!
Viva o socialismo!
Viva a liberdade!
Proletários do mundo inteiro,
uni-vos!
Manaus, 5 de maio de 2018
Data de celebração dos 200 anos
de nascimento de Karl Marx.
Getúlio Vargas
diante das perseguições impostas pela elite brasileira e internacional preferiu
escrever uma carta e afirmar que saia da vida para entrar para a história para
depois dar um tiro na cabeça cometendo o suicídio.
Lula o líder popular
mais importante de toda a historia politica do Brasil, perseguido pelas elites nacional e internacional, depois de saber que um
Juiz a serviço do capital decretou a sua prisão, resolveu buscar as energias no
seu solo sagrado ao lado do povo que em multidão cercaram o prédio do Sindicato do Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP),
onde Lula nasceu para a politica e se transformou no maior e melhor presidente de todos os
tempos do Brasil.
Lula antes de de atender
o mandado do Juiz executor, preferiu fazer o que sempre fez e adotou como
filosofia; “Na dúvida não erre. Pergunte”. Durante dois dias, Lula ouviu
advogados, amigos, parentes, padres, pastores, cientistas, sindicalistas,
lideranças de movimentos sociais e o povo que compareceu para protege-lo e
evitar a sua prisão se assim ele desejasse.
No final da manhã do
dia 7 de abril, data em que a sua saudosa esposa (falecida em 2017) faria 68 anos. Lula
optou por receber as bênçãos divinas através de um Ato Ecumênico "in memoriam" de Dona Marisa Letícia para, em
seguida fazer o mais importante pronunciamento da sua vida até agora.
Lula optou em
atender o mandado do Juiz executor, no seu pronunciamento ele cumprimentou companheiros(as)
e personalidades, historiou a sua trajetória, fez considerações, declarou a sua
indignação, pacificou e conclamou o povo a resistir contra o golpe, reafirmou a sua inocência e, proclamou
a sua condição de imortal quando
afirmou “E não adianta eles tentarem fazer com que eu pare. Porque eu não sou
mais um ser humano. Eu sou uma ideia. Uma ideia misturada com a ideia de vocês.”.
O pronunciamento do
Lula foi uma aula pública que as universidades do mundo vão adotar como
referencia para as ciências sociais porá as atuais e futuras gerações de acadêmicos.
Leia a integra do
pronunciamento de Lula:
“Queridas companheiras, queridos companheiros.
Querido companheiro
Vagner, presidente da CUT. Querido companheiro Aloizio Mercadante, ex-senador,
ex-deputado federal, ex-ministro da Educação, ex-ministro da Casa Civil da
presidenta Dilma – se eu tivesse tantos títulos assim eu seria presidente da
República.
Nosso companheiro
Guilherme Boulos, que está iniciando uma jornada sendo candidato à presidência
pelo PSOL, é um companheiro da mais alta qualidade e vocês têm que levar em
conta a seriedade desse menino. Eu digo menino porque ele só tem 35 anos de
idade e, quando eu fiz a greve de 78, eu tinha 33 anos e consegui através da
greve ajudar a criar um partido e virar presidente. Você tem futuro, meu irmão.
É só não desistir nunca.
Agora quero
cumprimentar essa garota bonita, garota militante do PCdoB que está fazendo a
sua primeira experiência como candidata a presidenta. Eu acho um motivo de
orgulho e perspectiva de esperança deste país ter gente nova disposta a
enfrentar a negação da política, assumindo a política e dizendo “nós queremos
ser presidentes da República para mudar a história do país!”
Quero agradecer a
companhia dessa mulher. Possivelmente a mais injustiçada das mulheres que
ousaram fazer política neste país. Acusada pelo jeito de governar. Acusada por
não saber conversar. Acusada de não saber fazer política, mas eu quero ser
testemunha de vocês.
A Dilma foi a pessoa
que me deu a tranquilidade de fazer quase tudo que eu consegui fazer na
presidência da República pela confiança, pela seriedade e pela qualidade e
competência técnica da Dilma.
Eu sou grato de
coração porque o nosso governo não teria sido o que foi se não fosse a
companheira Dilma. Por isso, Dilma, você sabe que eu serei eternamente grato e
compartilho o meu sucesso na presidência com vossa excelência independentemente
do que aconteça neste mundo.
Quero cumprimentar
meu querido companheiro Fernando Haddad, que viveu o melhor período de
investimento na educação brasileira neste país. Quero cumprimentar o meu
companheiro Celso Amorim, que certamente foi o mais importante ministro das
relações exteriores que este país já teve, que colocou o Brasil como
protagonista mundial durante todo o nosso governo.
Quero cumprimentar o
nosso companheiro Ivan Valente, deputado pelo PSOL, companheiro que está aqui
nos apoiando.
Quero cumprimentar o
nosso companheiro extraordinário João Pedro Stedile, presidente, coordenador do
Movimento dos Sem Terra.
Quero cumprimentar o
companheiro Juliano, presidente do PSOL.
Quero cumprimentar o
nosso querido escritor Fernando Morais, que está escrevendo a biografia do
nosso governo e nunca termina.
Quero cumprimentar o
nosso querido companheiro Paulo Pimenta, líder do PT, o homem que tem o blog do
deputado mais importante de Brasília e o cidadão que melhor tem enfrentado o
Moro e a Operação Lava Jato naquilo que são os efeitos dela. Parabéns, companheiro
Pimenta.
Quero cumprimentar o
índio mais esperto deste país, o governador do Piauí, companheiro Wellington
Dias, que está cumprindo o terceiro mandato e pelo andar das pesquisas está a
caminho de cumprir o quarto mandato.
Quero cumprimentar
aqui o companheiro Emídio, tesoureiro do PT, ex-prefeito de Osasco, que tem
trabalhado incansavelmente pra gente recuperar o papel do PT na história deste
país.
Quero cumprimentar o
companheiro Orlando Silva, deputado do PCdoB.
Quero cumprimentar o
nosso companheiro Índio, da Intersindical, companheiro de muita qualidade.
Quero cumprimentar o
companheiro Adilson da CTB, que é muito importante pra causa sindical.
Quero cumprimentar a
nossa companheira Gleisi Hoffmann, a nossa querida presidenta do nosso partido.
Quero cumprimentar o
companheiro Luiz Marinho, que foi presidente do PT, ministro do Trabalho,
ministro da Previdência. Vou contar duas coisas do Marinho. O Marinho foi
catador de algodão, catador de café e catador de amendoim em Santa Fé. O
Marinho foi pintor na Volkswagen, foi presidente deste sindicato, da CUT, e foi
o melhor prefeito que São Bernardo já teve e agora é nosso presidente estadual.
Quero cumprimentar o
nosso senador Lindbergh, que eu conheci na campanha para tirar o Collor, tentei
tirar ele do PCdoB para levar para o PT, mas a minha relação de amizade com o
João Amazonas era tão forte que eu não tive coragem de conversar com ele.
Quero chamar aqui o
presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo, companheiro Vagner e
o companheiro Moisés.
Ah, quero
cumprimentar também o nosso vereador e futuro senador Eduardo Suplicy.
Eu pedi para vir
aqui o companheiro de Sergipe, vice-presidente do PT que tem a missão de
coordenar as caravanas da cidadania por todo o território nacional e vocês tem
acompanhado pela internet o companheiro Marcio Macedo.
Eu pedi para chamar
aqui dois sindicalistas. Porque eu nasci neste sindicato. Quando eu cheguei
aqui isso era um barraco, esse prédio foi construído na nossa diretoria. Aqui,
para vocês saberem, eu fui diretor de uma escola que tinha 1080 alunos, vocês
acham que eu fui só torneiro mecânico então podem dizer fui diretor de escola.
Aqui está o Paulão,
metalúrgico e da secretaria sindical do PT. Wagner, eu queria aproveitar que
vocês estão aqui para dizer que parte da democracia brasileira a gente deve a
este sindicato a partir de 1978. Aqui foi minha escola. Aqui aprendi
sociologia, economia, física, química e aprendi a fazer política.
Quando fui
presidente deste sindicato, as fábricas tinham 140 mil professores que me
ensinavam a fazer as coisas. Toda vez que eu tinha dúvida eu ia perguntar pra
peãozada. Na dúvida não erre. Pergunte. E o Wagner está cedendo este prédio
para a nossa campanha.
O Moisés aqui é um
companheiro que nunca se negou a contribuir com o movimento social. Ele nunca
negou absolutamente nada. Então eu quero uma salva de palma para estes
companheiros que são os sustentáculos do nosso governo.
Este sindicato tem
mais de 280 diretores. Para ser diretor tem que ser eleito pelo chão de
fábrica. Se a gente fizesse isso em todo sindicato do Brasil, a gente teria
muito menos pelego. Eu fiz questão de citar eles porque muitas vezes a pessoa
planta o alimento, lava e a gente não sabe quem é.
Eu confesso que vivi
os meus melhores momentos políticos aqui. A minha matrícula é 25886 de setembro
de 68. De lá para cá eu mantenho uma relação maior do que qualquer presidente
que tem aqui. Vicentinho já foi presidente, Menegueti também, Guiba, Zé Nobre,
agora o Wagnão e por todos eles eu sou tratado como ainda fosse presidente pela
relação.
Eu queria dizer para
vocês que eu estou contando isso para tentar chegar ao que quero dizer. Em
1979, esse sindicato fez uma das greves mais extraordinárias e nós conseguimos
fazer um acordo com a indústria automobilística que foi dos melhores. E eu
tinha um chão de fábrica com 300 mil trabalhadores. E o acordo era bom. Eu resolvi
levar o acordo pra assembleia e convenci a peãozada a ir mais cedo. E eu queria
que eles bebessem um pouquinho porque a gente fica mais ousado, mas eles bebiam
uma garrafa.
Nós começamos a
colocar o acordo em votação. Mas 100 mil não aceitavam. Era o melhor. A gente
não perdia décimo terceiro, a gente não perdia nada. Mas a peãozada queria 83
ou nada.
Olha tá aqui o
senador do Acre, Jorge Viana que eu não vi porque é baixinho.
Olha para falar em
nome dos artistas eu quero chamar aqui o Osmar Prado. E tem a mulherada de
Belém. Mas eu citei o Osmar, que é de uma qualidade extraordinária. O que Deus
não deu de tamanho para ele deu de inteligência. E ele já fez papéis
extraordinários. Mas tem um que ele era motorista chamado de Tabaco. E eu acho
que ele tem uma posição política.
Eu ia dizendo que
nós não conseguimos aprovar a proposta que eu considerava boa. E eu ia na porta
e ninguém me ouvia. E eu vi um cartaz que dizia: “ Lula fala para os ouvidos
moucos dos trabalhadores”. Nós levamos um ano para recuperar o prestígio. E eu
fiquei pensando com ares de vingança: os trabalhadores podem fazer 100 dias de
greve que eles vão até o fim, pois eu vou testá-lo em 80.
E a gente fez a
maior greve daquele tempo, 41 dias de greve, eu fui preso no 17° dia e os
trabalhadores começaram depois de alguns dias a furar a greve. Eles falavam
para eu acabar com a greve. Eu dizia que os trabalhadores que vão decidir. Mas
eles não aguentaram.
Mas é engraçado que
na derrota a gente ganhou muito mais do que quando a gente ganhou
economicamente. Isso prova que o que a gente ganha não é só dinheiro.
Agora estamos quase
que na mesma situação. Estou sendo processado e eu tenho dito claramente. O
processo do meu apartamento, eu sou o único ser humano que sou processado pelo
apartamento que não é meu. E eles sabem que o Globo mentiu quando disse que era
meu. A Polícia Federal da Lava Jato quando fez o inquérito mentiu que era meu.
O Ministério Público mentiu dizendo que era meu. E eu achei que o Moro ia
resolver, mas ele mentiu dizendo que era meu. E me condenou a nove anos de
cadeia.
É por isso que eu
sou um cidadão indignado, porque eu já fiz muita coisa com os meus 72 anos, mas
eu não os perdoo por ter passado à sociedade a ideia de que sou um bandido.
Deram a primazia de fazer um pixuleco. Deram a primazia dos bandidos chamaram a
gente de petralha. Deram a primazia dos bandidos viverem negando a política
neste país.
E eu digo todo dia:
nenhum deles tem coragem ou dorme com a consciência tranquila da honestidade e
da inocência que eu durmo. Eu não estou acima da justiça. Se eu não acreditasse
na justiça eu não teria criado partido, eu teria feiro a revolução. Eu acredito
numa justiça justa, numa justiça que vota um processo baseado nos autos do
processo, na prova concreta do crime.
O que eu não posso
admitir é um procurador que fez um PowerPoint e foi para a televisão dizer que
o PT é uma organização criminosa que nasceu para roubar o Brasil e o Lula, por
ser a figura mais importante do partido, é o chefe. Portanto, se o Lula é o
chefe eu não preciso de provas, eu tenho convicção.
Eu quero que ele
guarde a convicção dele para os comparsas dele, para os asseclas dele e não
para mim. Certamente um ladrão não estaria exigindo prova. Estaria de rabo
preso e de boca fechada torcendo para a imprensa não falar o nome dele.
Eu tenho mais de 70
horas de Jornal Nacional me triturando. Eu tenho mais de 70 capas de revista me
atacando. Eu tenho milhares de páginas de jornais me atacando. Eu tenho mais a
Record me atacando. Eu tenho mais a Bandeirantes. Eu tenho mais as rádios do
interior.
O que eles não se
dão conta é que quanto mais eles me atacam, mais cresce a minha relação com o
povo brasileiro. Eu não tenho medo deles. Eu até já falei que gostaria de fazer
um debate com o Moro sobre a denúncia. Eu queria que ele me mostrasse alguma
coisa de prova. Eu já desafiei os juízes do TRF-4 que eles fossem para um
debate na universidade que eles quisessem para provar qual é o crime que eu
cometi neste país.
Sou um construtor de
sonhos. E há muito tempo atrás eu sonhei que seria possível governar este país
envolvendo milhões e milhões de pessoas pobres na economia, envolvendo milhões
nas universidades, criando milhões de empregos neste país.
Eu sonhei que era
possível um metalúrgico sem diploma universitário cuidar mais da educação do
que os diplomados que governaram este país.
Eu sonhei que era
possível diminuir a mortalidade infantil levando leite, feijão e arroz para que
as crianças pudessem comer todo dia.
Eu sonhei que era
possível levar os estudantes da periferia e colocá-los nas melhores
universidades deste país para que a gente não tenha juízes e procuradores
apenas da elite. Daqui a pouco nós vamos ter juízes e procuradores nascidos na
favela de Heliópolis, nascido em Itaquera, nascido na periferia. Nós vamos ter
muita gente dos Sem Terra, da CUT, formados.
Eu cometi este crime
que eles não querem que eu cometa mais. É por conta desses crimes que eu tenho
10 processos contra mim. Eu cometi o crime de botar negro na universidade,
fazer pobre comer carne, pobre comprar carro, viajar de avião, pobre fazer sua
pequena agricultura e ter sua casa própria. Se esse foi o crime que eu cometi,
eu quero dizer que eu vou continuar sendo criminoso. Vou fazer muito mais.
Em 1986, eu fui o
deputado constituinte mais votado da história do País. E nós fomos descobrir
que dentro do PT, havia uma desconfiança dentro do PT de que só tinha poder
quem tinha mandato. Eu não citei o Humberto Costa, a Fátima será a futura
governadora do Rio Grande do Norte, esse aqui é o que mais denuncia a Lava
Jato, o Rossetto foi ministro e talvez vá ser o governador do Rio Grande do
Sul. Aqui está a Jandira, que é extraordinariamente combativa.
Então, companheiros,
quando eu descobri que só tinha valor no PT quem era deputado eu deixei de ser
deputado porque eu queria provar que seria a figura mais importante do PT sem
ter mandato. Porque se alguém quiser ganhar de mim no PT, só tem um jeito: é
trabalhar mais do que eu e gostar do povo mais do que eu.
Nós agora estamos
num trabalho complicado. Eu talvez viva o momento de maior indignação que um
ser humano vive. Não é fácil o que sofre a minha família, os meus filhos, o que
sofreu a Marisa e eu quero dizer que a antecipação da morte da Marisa foi a
safadeza e a sacanagem que a imprensa e o Ministério Público fizeram contra
ela.
Porque essa gente eu
acho que não tem filho, não tem alma, e não tem noção do que sente uma mãe ou
um pai quando vê um filho atacado.
Eu então resolvi
levantar a cabeça. Não pensem que eu sou contra a Lava Jato.
Se pegar bandido tem
que pegar e prender. Todos nós queremos isso. Todos nós a vida inteira
dizíamos: só prende pobre, não prende rico. Eu quero que continue prendendo
rico. Mas qual é o problema? Que você não pode fazer julgamento subordinado à
imprensa porque no fundo você destrói as pessoas, a imagem das pessoas e depois
os juízes vão julgar e dizem “eu não posso ir contra a opinião pública porque a
opinião pública está pedindo para cassar”.
Quem quiser votar
com base na opinião pública largue a toga e vá ser deputado e escolha um
partido e vá ser candidato. Ora, a toga é um emprego vitalício. O cidadão tem
que votar apenas com base nos autos dos processos.
Eu acho que ministro
da Suprema Corte não deveria dar declaração de como vai votar. Nos Estados Unidos
você não sabe em quem votou para que ele não seja vítima de pressão. Então juiz
tem que ter a cabeça mais fria, mais responsabilidade na hora de votar. O
Ministério Público é uma instituição muito forte. Por isso esses meninos, que
fazem um curso de direito e depois fazem três anos de concurso porque o pai
pode pagar, deveriam conhecer um pouco de política para saber o que eles fazem
na sociedade.
Tem uma coisa
chamada responsabilidade. Eu fui presidente e indiquei quatro procuradores e
fiz discurso em todas as posses. E eu dizia: quanto mais forte a instituição,
mais forte as pessoas têm que ser. Você não pode condenar as pessoas pela
imprensa para depois você julgá-las.
Quando eu fui
prestar depoimento lá em Curitiba, eu disse para o Moro: você não tem condições
de me absolver porque a Globo está exigindo que você me condene e você vai me
condenar.
Eu acho que tanto o
TRF-4 quanto o Moro, a Lava Jato e a Globo têm um sonho de consumo: primeiro o
golpe não terminou com a Dilma, só vai concluir quando eles conseguirem
convencer que o Lula não pode ser candidato a presidente da República em 2018.
Não é porque eu vou ser eleito. Eles não querem que eu participe.
Eles não querem o
Lula de volta porque na cabeça deles pobre não pode ter direito. Pobre não pode
comer picanha, andar de avião, fazer universidade. Pela lógica deles pode só
pode comer coisa de segunda categoria.
O outro sonho de
consumo deles é a fotografia do Lula preso. Eu fico imaginando o tesão da Veja
colocando a minha foto na capa. Eu fico imaginando o tesão da Globo colocando a
minha foto preso.
Eles vão ter
orgasmos múltiplos. Eles decretaram a minha prisão e deixa eu contar uma coisa:
eu vou atender o mandato deles. E vou atender porque eu quero fazer a
transferência de responsabilidade. Eles acham que tudo de errado que acontece
neste país foi por minha causa.
Eu já fui condenado
a três anos de cadeia porque um juiz em Manaus decidiu que eu não preciso de
arma porque eu tenho uma língua felina. Então é preciso fazer o Lula calar porque,
se ele não calar, ele vai continuar falando. Está na hora da onça beber água e
eles acharam que essa frase era a senha.
Eles já tentaram me
prender por obstrução de justiça. Não deu certo. Agora querem me pegar numa
prisão preventiva que é mais grave porque não tem habeas corpus. O Vaccari está
preso há três anos. O Marcelo Odebrecht gastou 400 milhões e continua preso.
Mas eu não vou gastar um tostão.
Porque eles não
sabem que o problema deste país não se chama Lula, chama-se vocês, a
consciência do povo, o MST, o MTST, tem muita gente. Eles sabem que aquilo que
a nossa pastora disse e eu tenho dito: não adianta evitar que eu ande por este
país porque tem milhões e milhões de Lulas, Boulos, Manuelas, Dilmas Rousseff
para andar por mim.
Não adianta tentar
parar as minhas ideias porque elas já estão pairando no ar e não tem como
prendê-las.
Não adianta parar os
meus sonhos porque quando eu parar de sonhar eu sonharei pela cabeça de vocês.
Não adianta achar
que tudo vai parar quando o Lula tiver um infarto porque o meu coração baterá
pelo coração de vocês. E são milhões de coração. E não adianta eles tentarem
fazer com que eu pare. Porque eu não sou mais um ser humano. Eu sou uma ideia.
Uma ideia misturada com a ideia de vocês.
Essa é uma prova: eu
vou cumprir o mandato e vocês vão ter que se transformar, cada um de vocês, não
vão mais chamar Chiquinha, Joãozinho, Zezinho, todos vocês vão virar Lula e vão
andar por este país sabendo o que têm que fazer. Todo dia eles têm que saber
que a morte de um combatente não para a revolução. Eles têm que saber que nós
vamos fazer uma regulação dos meios de comunicação para que o povo não seja
vítima de mentiras todo santo dia.
Vocês que são mais
inteligentes do que eu poderão queimar os pneus, fazer as passeatas, as
ocupações no campo e na cidade. Parecia impossível a ocupação de São Bernardo e
amanhã vocês vão ter a notícia de que ganharam o terreno que invadiram.
Eu estava na
fronteira com o Uruguai e as pessoas me diziam: Lula, dá uma voltinha ali, só
atravessar a rua, finge que vai comprar uísque e vai embora e pede asilo
político, você pode ir na Embaixada da Bolívia, do Uruguai, da Rússia, de lá
você pode ficar falando. Eu falei que não tenho mais idade e eu vou
enfrentá-los olhando no olho. Eu quero saber quantos dias eles vão pensar que
estão me prendendo.
Quanto mais dias
eles me deixarem lá, mais Lulas vai nascer neste país e mais gente vai querer
brigar neste país. Porque a democracia não tem limite nem hora para a gente
brigar. Eu estou fazendo uma coisa muito consciente. Se dependesse da minha
vontade eu não iria, mas eu vou. Mas eu vou porque vão dizer que eu estou
foragido. Eu não estou escondido. Eu vou lá na barba deles para eles saberem
que eu não tenho medo, que não vou correr e que vou provar a minha inocência.
Eu vou terminar com
uma frase que eu peguei em 1982 de uma menina em Catanduva que dizia: os
poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais poderão deter a
chegada da primavera.
E nós queremos a
chegada da primavera, nós queremos mais escolas, mais casas, menos mortalidade,
nós não queremos repetir a barbaridade que fizeram com a Marielle no Rio de
Janeiro, não queremos repetir a barbaridade que fazem com os meninos negros na
periferia deste país, nós não queremos repetir a mortalidade por desnutrição,
nós não queremos mais que os jovens não tenham esperança de entrar numa
universidade porque este país é tão cretino que foi o último a ter universidade
e falaram muito fazer escola e agora eu pergunto quanto custou não fazer há 50
anos atrás.
Eu tenho orgulho de
ser o único presidente sem diploma, mas que foi o que mais fez universidade
neste país para mostrar que essa gente que não confunda inteligência com anos
na universidade. Isso não é inteligência. É conhecimento. Inteligência é quando
você sabe tomar decisão. É quando você tem lado. Quando não tem medo discutir
com os companheiros o que é prioridade. E a prioridade deste país é garantir
que o brasileiro volte a ter cidadania.
Não vou vender a
Petrobras, vamos fazer uma nova constituinte e revogar a venda do petróleo. Não
vamos deixar vender o BNDES, não vamos deixar vender a Caixa, destruir o Banco
do Brasil e vamos fortalecer a agricultura familiar que é responsável por 70 %
dos alimentos que comemos neste país.
É com essa crença,
de cabeça erguida para chegar ao delegado e dizer: Estou à disposição. E a
história vai provar daqui alguns dias que quem cometeu crime foi o delegado que
me acusou, o juiz que me julgou e o Ministério Público que foi leviano comigo.
Eu quero que vocês
saibam que se tem uma coisa que eu aprendi é gostar de falar com povo, quando
eu pego na mão de vocês, quando eu beijo vocês eu não estou beijando por
segundas intenções. Eu estou beijando porque eu dizia que eu vou voltar para
onde eu vim e eu sei quem são meus amigos eternos e meus amigos eventuais.
Os de gravatinha
agora desapareceram. E quem está comigo são aqueles que estavam comigo antes de
eu ser presidente. São aqueles que comiam rabada comigo, frango com polenta,
que tomava caldo de mocotó no Zelão. É aquele que tem coragem de invadir um
terreno para fazer casa, aqueles que têm coragem.
Vocês vão perceber
que eu sairei dessa maior, mais forte, mais verdadeiro e inocente porque eu
quero provar que eles é que cometeram um crime político de perseguir um homem
que tem 50 anos de história política.
Eu não tenho como
pagar a gratidão e o carinho e respeito que vocês têm dedicado a mim durante
todo esse tempo. E eu quero dizer a vocês, Guilherme e Manuela. Eu tenho
orgulho de ver dois jovens disputando o direito de ser presidente deste país.
Podem ter certeza
que este pescoço não vai baixar porque minha mãe fez esse pescoço curto para
ele não baixar. Eu vou de cabeça erguida e vou sair de peito estufado. Um forte
abraço e muito obrigado por tudo o que vocês fizeram por mim!"
(Discurso de Lula proferido no dia 07 de abril em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo-SP.)
A greve dos professores mostra que
quando a categoria está convencida do que quer, ninguém consegue impedir as
suas decisões, por outro lado, mostra o quanto a burocracia sindical tem
retardado a resistência da classe trabalhadora na luta contra a retirada de
direitos e a precarização do trabalho e salário.
Para comentar a greve legitima e
legal dos professores do Amazonas, recorro a Karl Marx, que segundo ele, “a
greve é a expressão mais nítida a luta de classe”, no caso especifico dos
professores, entre um estado burguês e os proletários da educação.
O Estado por se colocar sempre como
regulador das relações de trabalho, é também o lado autoritário e repressor do
capital, que impõe limites aos movimentos grevistas a maior manifestação de
descontentamento da classe trabalhadora contra o seu empregador (patrão).
Apostando no autoritarismo do Estado
o governador Amazonino Mendes negou-se a negociar e buscou uma decisão do
Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, que condenou os professores a
suspenderem a greve e multou a ASPROM SINDICAL principal instituição
mobilizadora da categoria nos últimos tempos, essa pratica intransigente e
ameaçadora, é a mais nítida expressão dessa investida autoritária do Estado
burguês contra as reivindicações da classe trabalhadora.
Fiel a história da categoria os
professores mantiveram a greve e fortaleceram a mobilização da categoria fato que levou o
governo a oferecer uma contraproposta aos grevistas que está sendo analisada e
vai a deliberação na próxima segunda-feira (02/04) em duas assembleias a primeira
convocada pela ASPROM as 9h00min em frente a sede do governo na Av. Brasil –
Compensa e a segunda as 15h00min na Praça do Congresso – Centro de Manaus (AM). .
Embora com outros atores, mas com as
mesmas dificuldades, principalmente a vacilação da direção burocrática do
SINTEAM que tentou ignorar a mobilização da categoria, preferindo articular uma
negociação paralela à pauta do movimento paredista, fato que só atrapalhou o
movimento, mas diante da reação dos professores a direção burocrática do
sindicato que fora atropelada pelas greves de advertências, teve que assumir a
greve da categoria.
A categoria dos professores tem mais
que uma historia de resistência – tem o “MOVIMENTO DOS PROFESSORES” – uma
instituição que está acima dos caprichos burocráticos dos sindicatos, que entende as concepções politicas que orbitam dentro da categoria, tem uma
história de resistência, o movimento dos professores do Amazonas é uma
instituição da categoria que quando se articula, vai sempre atropelar as
direções burocráticas que insistirem em não reconhecer as diversas concepções
de organização que compõem o movimento.
A greve dos professores deste ano de 2018
mostra a maturidade e o acumulo histórico da categoria que começou com a
formação da APPAM – Associação Profissional dos Professores do Amazonas no
final da década de 70 tendo a frente o professor Aloysio Nogueira sua principal liderança de todos os tempos e outros professores, quando a categoria promoveu uma paralisação didática
para, reivindicar seus direitos, no inicio da década de 80 a categoria
promoveu greves geral acompanhado de greve de fome e a famosa batalha do igarapé
de Manaus.
Em tempos de rearticulação dos
movimentos de luta contra a exploração, o movimento dos professores do
Amazonas, mais uma vez, forma a vanguarda da luta no Estado, reunindo assembleias
gigantescas nas praças e em outros espaços públicos, apresentando a sociedade a
sua pauta, seu clamor e as suas expectativas em relação a educação e as
condições de trabalho dessa importante categoria de servidores públicos que com
justiça estão reivindicando respeito, valorização dos profissionais da
educação, melhoria na estruturar educacional do Estado e consequentemente uma
educação de qualidade, além de uma melhor condição de trabalho e reajustes
salarial que reponha o valor de compra dos salários dos professores, pedagogos
e os demais servidores da SEDUC.
Os professores em greve reivindicam
um reajuste salarial de 35%, devolução do plano de saúde, não cobrança de 6% do
vale transporte, vale refeição de R$ 600,00 (seiscentos reais), auxilio
localidade...
O governador Amazonino Mendes fez uma
contraproposta de 14,57% sedo que, 4,57% agora e os 10% vinculado a arrecadação do Estado escalonada até dezembro, Vale alimentação de R$ 420,00, não desconto dos 6% no Vale transporte, auxilio localidade de R$ 200,00 até R4 1000,00 e cumprimento do Plano de Careira e Remuneração..
Sem entrar no mérito dos demais itens
da contraproposta do governador, é importante ressaltar que os 14,57 escalonado e vinculado as arrecadações do Estado, não repõe
as perdas salariais dos últimos quatro anos, só efetiva 4,57% de reajuste nos
salários, os 10% restante, é uma promessa que o governo faz condicionado a um resultado que foge o controle dos professores, portanto sem obrigação do governo cumprir uma vez que não
estabelece datas para sua efetivação, ou seja, trata-se de uma leviandade – uma farsa temerosa.
A estratégia do governo ao apresentar
essa contraproposta dúbia, é apostar mais uma vez na divisão da categoria, no
enfraquecimento do movimento grevista, de colocar no subconsciente dos
professores uma falsa expectativa e assim ganhar tempo para derrotar a greve
dos professores.
Diante dessa estratégia do governo de
apostar na ansiedade dos professores e com isso desmobilizar a greve, ou seja, o governo vai endurecer com os grevistas, promovendo o desconto dos dias parados e efetivando as outras medidas constante na decisão judicial, será necessário que o movimento busque com urgência, ampliar os apoios da sociedade, promovendo um debate franco com a sociedade sobre a situação da educação no
Amazonas.
Dentro dessa estratégia, é importante
envolver os estudantes, as famílias dos estudantes, os políticos e partidos políticos
de oposição, as centrais sindicais, as igrejas e lideranças religiosas, as associações e federações de bairros e os
movimentos sociais como um todo.
Em momentos de luta contra os
poderosos, a solidariedade do povo é a melhor forma de fortalecer a greve e
remover os obstáculos que vão aparecendo no caminho.
Todos pela educação!
Todo apoio a greve dos professores!
Unir, Resistir, Lutar e Vencer!
Eleson de Melo é sindicalista e secretário
de comunicação do PSOL Amazonas
Boulos é uma
liderança que desperta os mais diversos sentimentos. Por ele vir do povo da
periferia - os sem-teto, os com teto certamente vão achar sempre uma desculpa
para tentar desqualifica-lo, os burocratas são impiedosos com quem vem da
periferia e ousa ocupar o espaço politico que eles preparam para chamar de seu.
Boulos ao aceitar
o convite da bancada federal e da direção nacional do PSOL para ser candidato a
presidente, mostra que na luta dos desiguais e contra as desigualdades a
politica é um caminho que queiramos ou não, VAMOS ter que percorrer.
O PSOL até o
momento tem quatro candidaturas que já se apresentaram oficialmente, dia 6 de
março, termina o prazo para apresentação de candidaturas e dia 10 de março,
haverá a Conferência Eleitoral Nacional que definirá quem será a candidatura do
PSOL em 2018.
Boulos pela sua importância
histórica enquanto liderança comprometida com a luta da classe trabalhadora;
com a reconstrução da esquerda e com um projeto radical de transformação social
para o Brasil, vem merecendo das instancias do PSOL, dos seus principais e
lúcidos dirigentes, um dialogo importante com o MTST, a Frente Povo Sem Medo,
os movimentos culturais e os demais movimentos sociais, esse dialogo, passa pela
necessidade de reorganização da esquerda, pelo fortalecimento da democracia,
pela defesa de direitos e pelo aprofundamento das propostas já catalogadas pela
plataforma VAMOS que no dia 3/3 terá um dos pontos mais alto com a realização
da CONFERÊNCIA CIDADÃ.
Na oportunidade,
parabenizo a camarada Sônia Guajajara pelo comportamento exemplar nesse
processo, embora sendo pré-candidata lançada pelo Movimento Ecossocialista, a
camarada, não se permitiu contaminar com essa animosidade que despolitiza o debate
interno e transforma o processo de escolha da candidatura em uma disputa sem
ética. A camarada Guajajara estará participando da Conferência Cidadã junto com Boulos - grifo nosso.
Pois bem, Boulos
não incomoda apenas os burocratas do PSOL, a candidatura está incomodando todos
os analistas da burguesia, parte do PT, a direita, o esquerdismos sectários, as
candidaturas de centro-esquerda. Boulos incomoda pelo fato de ser uma liderança
forjada nas ruas, na luta por um teto, por um pedacinho de chão, e, quem tem
essa capacidade de mobilizar multidões, incomoda muita gente!
VAMOS COM BOULOS!
Elson de Melo é
secretário de comunicação do PSOL Amazonas