sábado, 12 de agosto de 2017

6º Congresso do PSOL Manaus e o futuro do partido no Amazonas

Elson de Melo
12/08/2017

Desde a sua fundação até 2013, o PSOL Amazonas teve suas atividades restritas a capital Manaus. Nesse período, estiveram a frente do Diretório de Manaus, as tendências de orientação Trotskistas CST – Corrente Socialista dos Trabalhadores e o MÊS – Movimento Esquerda Socialista.  A partir do ano de 2015 até os dias atuais, o diretório municipal de Manaus é dirigido por um bloco de tendências composto majoritariamente pelo MÊS (trotskista) e as tendências de orientação Marxistas Leninistas APS-NOVA ERA – Ação Popular Socialista e CRZ – Coletivo Rosa Zumbi. Recentemente o CRZ, anunciou a sua desvinculação com o bloco de tendências que dirige o partido na capital.

É evidente que a capital Manaus, é um território estratégico para o avanço do PSOL no Estado, no entanto, as práticas burocráticas e em certos aspectos extremamente sectárias dessas tendências homogenias na direção municipal de Manaus, tem inviabilizado a organização do partido na capital e a formação de novas lideranças do partido, como expressão popular capaz de vincular o partido as lutas do povo.

Por outro lado, o PSOL vem acumulando avanços significativos no interior, onde a presença dessas tendências é praticamente inexistente. Esse avanço teve início em 2013 com a organização da US – Unidade Socialista no Amazonas, naquele ano, a US assumiu a direção estadual do PSOL e passou a organizar as finanças do partido, estruturou a sede e reorganizou o partido nos municípios onde já haviam filiados, em 2014, lançou a candidatura do ex-deputado estadual Abel Alves, cujo desempenho foi o melhor da história do partido em eleições majoritárias no Estado, esse fator, deu visibilidade ao PSOL e impulsionou a organização do partido no interior.

Em 2015 o 5º Congresso do PSOL Amazonas, terminou empatado na disputa pela direção estadual, a solução foi dividir o mandato, o bloco de tendências MÊS/APS/CRZ dirigiram o partido no ano de 2016 e a US o ano de 2017 (atualmente no exercício do mandato).

Com a hegemonia na direção estadual e na municipal de Manaus, o bloco de tendências MÊS/APS/CRZ, priorizaram a eleição de prefeito na capital, para tanto, promoveram o desmonte da sede do partido, ignoraram os diretórios municipais do interior e se lançaram em uma aventura suicida de lançar uma candidatura sem expressão popular que mais uma vez, só gerou depressão a muitos militantes no final da eleição devido o fracasso do resultado. Para tentar salvar alguma coisa da eleição, a US embora sem estrutura, se engajou na campanha da capital e socorreu como pode as candidaturas do partido nos municípios do interior, com muito sacrifício elegemos um vereador em Benjamin Constant.

No início deste ano, janeiro de 2017, a US assumiu a direção estadual do PSOL. Para surpresa, a direção anterior não promoveu a transição. Sem informação e sem recursos financeiros, a nova direção foi atrás das informações e do material físico do partido, para complicar, a direção anterior não prestou conta com a nova direção e muito menos com a Justiça Eleitoral no tempo hábil. Mesmo sem recursos do fundo partidário, a nova direção reorganizou a sede do partido e deu prosseguimento ao apoio as direções municipais do interior. Hoje o PSOL voltou a ter sede onde em parceria com outras Entidades desenvolve atividades de formação profissional.

Já em plena organização da estrutura física do partido, veio a convocação da eleição suplementar no Amazonas. A nova direção resolveu encaminhar o debate para o conjunto do partido em todo o Estado. Em Manaus todas as tendências participaram dos debates e no interior a maioria dos diretórios discutiram e encaminharam os seus posicionamentos que, na Convenção, o conjunto do partido por maioria absoluta resolveu pela coligação com a Rede Sustentabilidade que indicou o candidato a governador – Luiz Castro e o PSOL lançou o candidato a vice – João Victor Tayah.

Sem entrar no mérito de uma avaliação mais detalhada sobre o resultado, é unanime que foi acertada a decisão do PSOL de coligar com a REDE, não só pelo resultado eleitoral, mas pelo desempenho pessoal dos dois candidatos, pela forma solidária como os dois partidos se comportaram, o envolvimento da imensa maioria da militância do PSOL na campanha e, principalmente pela conquista de novos militantes e o alto índice de solicitação de novas filiações ao partido em todo o Estado. Ao final da campanha, a militância saiu vibrante e entusiasmada para enfrentar novos desafios, talvez esse fato, seja o melhor resultado para o PSOL.

O 6º Congresso do PSOL Manaus, precisa debater com profundidade, temas importantes para o crescimento do partido na capital e os reflexos desse crescimento nos demais Municípios do Estado. Essa temática envolve dentre outros; a presença da militância nos movimentos sociais, a organização das lutas do povo, uma educação política voltada para formação de novas lideranças, o engajamento dos/as filiados/as nas suas entidades de classe (sindicatos e associações), o financiamento da estrutura do partido, a massificação da comunicação do partido junto a sociedade, o exercício da democracia interna como instrumento de controle da disciplina partidária, e principalmente  a organização e funcionamento dos núcleos de base e setoriais do partido.

A Unidade socialista entende que a direção municipal do PSOL na capital, deve ser o principal instrumento agitador do partido, responsável pela organização das manifestações do povo, da propaganda do partido na capital, do encorajamento e mobilização da militância, da formação política, da organização dos núcleos de base, da organização das oposições sindicais...para isso, precisamos de uma direção desburocratizada, sem sectarismo, que não confunda esquerda com esquerdismo e seja capaz de priorizar a política estratégica do partido.

Uma direção aberta a recepcionar e se responsabilizar pelos novos filiados, entendendo que o PSOL pela expressão popular que adquiriu nos últimos tempos, sua principal tarefa é ampliar o seu quadro de filiados/militantes e a sua inserção no seio da sociedade como um partido socialista de massa e popular.

O futuro do PSOL no Amazonas, passa por uma direção menos dogmática burocrática, mais dinâmica e comprometida com o projeto estratégico do partido.

Por um PSOL socialista de massa e popular!

Eelson de Melo é militante do PSOL.

  

domingo, 6 de agosto de 2017

Mais eleitorado ético e menos intelectual desonesto politicamente

Elson de Melo                                                
Domingo, 06 de agosto de 3017

 
 1. ESSA CAMPANHA ELEITORAL SUPLEMENTAR, mostra que a política no Amazonas, ainda é um refúgio para os políticos canalhas! Por outro lado, a impunidade desses políticos, é oxigenada a cada eleição por um eleitorado, cujo maioria ainda acredita nas promessas dos mesmos políticos que há 35 anos enriqueceram enganado o povo e constroem mansões e impérios comerciais com o dinheiro do Estado do Amazonas. Esses políticos estão representados nessa eleição pelos candidatos Amazonino Mendes-PDT, Eduardo Braga-PMDB e a candidata Rebecca Garcia-PP.
2. A CONIVÊNCIA INTELECTUAL com esses políticos canalhas, vem principalmente dos formadores de opinião que compõem as Universidades ao dissertarem suas crônicas, exaltando feitos desses políticos e escondendo as suas falcatruas quando no exercício dos seus mandatos, promovendo uma verdadeira blindagem intelectual aos políticos reconhecidamente corruptos. Graças a canalhice desses intelectuais, esses políticos larápios vão se revezando no governo do Amazonas há 35 anos.
3.   O COMBATE AOS POLÍTICOS CANALHAS, é uma tarefa diária de cada pessoa que nutre no seu caráter a ética como princípio primordial na formação de um eleitorado comprometido com o exercício da cidadania plena, um eleitorado capaz de dizer não a compra de votos, ao político corrupto, ao intelectual desonesto, ao cabo eleitoral vigarista, ao partido que oferece espaço aos políticos fichas sujas.
4.    A FORMAÇÃO DE U ELEITORADO ÉTICO, deve ser obra primeiramente dos partidos que lutam diariamente por transformações sócias, das instituições da sociedade civil que lutam diariamente por moradia, qualidade de atendimento na saúde, por uma escola libertadora, por qualidade de vida digna para toda população.     
5. A UNIÃO PSOL E REDE NESSA ELEIÇÃO, foi o grande diferencial da campanha eleitoral, mostrou que é possível participar de um processo eleitoral com independência e ética, abriu espaço para a formação de um novo bloco histórico na política amazonense e qualificou o debate político com um plano de governo factível e um discurso politizador que inaugura um novo referencial político capaz de empolgar a juventude, envolver os adultos e unir homens e mulheres na luta por um Amazonas prospero para toda nossa gente.
6.   O COMEÇO DAS GRANDES TRANSFORMAÇÕES foi semeada no solo fértil da esperança de um povo amazonense. PSOL e REDE, a partir dessa eleição, são os verdadeiros referenciais da política ética e coerente no Estado do Amazonas, Luiz Castro e João Victor Tayah, conduziram essa campanha dentro do respeito a diversidade, da fidelidade aos princípios partidários, da honestidade intelectual, e da logica participativa. Foi uma campanha inovadora sobre todos os aspectos.
7. A CONTINUIDADE DO PROJETO apresentado nessa eleição pelos partidos PSOL e REDE, deverá ser mantido e ampliado os protagonistas. O Amazonas, possui uma dimensão territorial continental, de difícil mobilidade, fator principal da manipulação eleitoral que os partidos da ordem econômica exercem para se apoderarem dos votos do eleitorado interiorano, a conquista de um eleitorado ético, passa pela capacidade dos dirigentes desses dois partidos [PSOL/REDE] em manter uma agenda permanente, visando dar continuidade ao trabalho desempenhado nessa eleição suplementar. Este escrevente, na condição de filiado ao PSOL antecipa seu voto favorável, a continuidade dessa majestosa aliança PSOL/REDE.

Parabéns camaradas Luiz Castro e João Victor Tayah
A Luta Continua!

Elson de Melo é militante do PSOL

sexta-feira, 30 de junho de 2017

30 de junho dia de GREVE GERAL: nossa luta é permanente até a vitória do proletariado

Elson de Melo
Sexta, 30 de junho de 2017

Camaradas do PSOL Amazonas,

É evidente que ficamos cabisbaixos quando sofremos uma derrota, seja por conta do nosso fracasso, ou por uma decisão monocrática de um Juiz (caso suspensão da eleição suplementar). Ainda bem que a nossa reação é assim, isso mostra que somos humanos e sensíveis a tudo que pretende embrutecer a sociedade, nesse momento precisamos olhar para os nossos camaradas, chama-los para uma reflexão sobre os caminhos a percorrer para, em seguida dar as mãos e seguir a caminhada ombro a ombro, na busca da felicidade.

Para ajudar na nossa reflexão, recorro ao grande revolucionário chinês Mao Tsé-Tung, que não desanimava nunca com as derrotas e sempre com muito entusiasmo afirmava:

“Lutar, falhar, lutar novamente, falhar novamente...até a vitória. Essa é a lógica do povo”.

Mao quando fez essa afirmação, contava para fazer a revolução em uma china com mais de 400 milhões de habitantes, com apenas 400 homens, eram mineiros, camponeses e desertores do partido nacionalista, mas Mao seguia afirmando que:

“Na guerra, as armas são um fator importante, mas não decisivo; as pessoas, não as coisas, é que são decisivas.”.

Mao Tsé-Tung, tinha na sua mente a orientação filosófica de Mencius, filosofo chinês do século IV a.C. que afirmava:

“Quando o Céu está prestes a confiar uma grande missão a um homem, primeiramente exercita sua mente com o sofrimento, e seus nervos e ossos com a fadiga. Expõe seu corpo à fome e o sujeita à extrema miséria. Confunde suas tarefas. Dessa maneira, estimula seus espirito, fortalece sua natureza e supre suas deficiências.”.
 
Para finalizar, chamo ao debate o camarada Vladimir Ilyich Ulyanov nosso popular Lenin que afirma categoricamente:

 "A verdade é sempre revolucionária".

Essa frase parece simplória, mas é de uma profundeza ética e política que todo militante das causas sociais, deve observar sempre. Para Lenin, nós lutadores/as social, precisamos estar em constante reflexão sobre a nossa pratica, estudando as nossa estratégicas, planejando e avaliando as nossas ações, para isso é preciso estudar que segundo Lenin:

 “Não há prática revolucionária sem teoria revolucionária e vice-versa".

Finalizo essa reflexão, chamando tod@s @s camaradas se manterem firme nas frentes de batalhas, sempre atentos aos acontecimentos e entendendo que a nossa missão é transformar essa sociedade injusta para, uma sociedade igual para toda nossa civilização, acho pouco, mas tudo vai depender da nossa dedicação e esforço.

Abraços.

O proletariado vencerá!
Viva o Socialismo!

Elson de Melo é militante do PSOL Amazonas

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Meu Pitaco, nas eleições: Vamos fazer a diferença!

Elson de Melo
Quinta, 15/06/2017

Amanhã (16/06) sexta-feira, o partido REDE do Amazonas, homologará a candidatura do Deputado Luiz Castro a governador Estado, o PSOL já definiu o nome do camarada João Victor Tayah para vice-governador. 

O primeiro turno da eleição suplementar será no dia 06 de agosto. Enquanto isso, até lá, muitas águas vão rolar nos dois grupos da oligarquia caduca (Amazonino, Eduardo, Artur, Omar, Alfredo, Silas) que estão vivendo uma temporada de 'pernadas e rabo de arraia’.

Não podemos e nem temos tempo de entrar no debate desqualificador dos grupos oponentes que estão se digladiando, esse grupo da ‘maldição da rodela’ já é desqualificado pela sua história. 

A coligação REDE/PSOL – Luiz Castro e João Victor Tayah, desde logo, vai abrir um diálogo franco com a população amazonense sobre as soluções emergenciais que pretendemos implementar nos 16 (dezesseis) meses de mandato que restam.

Somos a única ALTERNATIVA POPULAR que o eleitorado do Amazonas pode confiar, portanto, é nossa prioridade apresentar soluções imediatas para solucionar o problema crônico de Segurança Pública no Estado, a Educação, Saúde e Logística para o povo do interior. Esses serão os pilares fundantes de uma gestão Popular.

A nossa campanha será feita da forma mais compreensiva possível, os esclarecimentos sobre o nosso Plano de Governo, serão objeto de reuniões, caminhadas, panfletagens, bandeiradas, cartilhas e uma presença muito forte nas redes sociais na internet, vamos no corpo a corpo, olho no olho, conversar com  a nossa gente, faremos a maior mobilização popular que uma candidatura com recursos financeiros limitados, já fez na política local.

O PSOL mobilizará suas lideranças na política nacional, a se revezarem no apoio a nossa candidatura. Vamos viajar por todo Amazonas do jeito que der (de canoa, a pé, de carro, de barco, avião...) percorrendo lagos, rios, paranás, estradas, ruas e avenidas) para, mostras ao nosso povo que é possível governar com dignidade, sem se envolver com teia da corrupção, levaremos nossas propostas, ouviremos as demandas das comunidades e dizer que é chegado a hora de o povo usar o seu descontentamento com os atuais políticos que estão nos governos e apoiam Temer e sua gangue, a se unirem e romper com essa oligarquia maldita que atrasa o desenvolvimento humano e econômico do Amazonas há mais de três décadas.

É hora de optar pela ALTERATIVA POPULAR – Luiz Castro e João Victor Tayah-PSOL/REDE, os dois partidos que abriram caminhos para cassação de Eduardo Cunha e que enfrentam com muita coragem as tropas malditas do Temer no Congresso Nacional.

Vamos unir os descontentes!
Vamos mobilizar as esperanças!
Vamos libertar o Amazonas das garras dessa oligarquia maldita!

PSOL e REDE – Uma Alternativa Popular para governar o Amazonas

terça-feira, 30 de maio de 2017

Meu ‘pitaco’ sobre a eleição de agosto: Por uma aliança PSOL/REDE/PCB/PSTU

Elson de Melo
Terça, 30 de maio de 2017

O Diretório do PSOL Amazonas, vai na próxima sexta-feira (02/06) marcar a data da convenção do partido, cujo prazo final para realização é o dia 16 de junho. Na convenção o partido vai deliberar sobre coligação e candidaturas. Como é de conhecimento público, esse escrevente vem defendendo que o PSOL articule e participe de uma coligação Popular de Esquerda envolvendo o PSOL/PT/PSTU/PCB/PCdoB/PSB e outros partidos que queiram somar na derrubada dessa oligarquia perversa e corrupta que governa o Amazonas há séculos.

Depois dos últimos debates internos nos dias 13/20/27, os camaradas do PSOL optaram pelo indicativo de coligação apenas entre PSOL/REDE/PSTU/PCB. Particularmente acho um equívoco, mas é menos pior que aventurar uma candidatura própria em uma conjuntura tão polarizada entre os partidos que lutam contra as reformas, e os da ordem que querem aprovar as famigeradas reformas do Temer.

Os debates entre as tendências do PSOL, apontaram os nomes dos camaradas João Victor Tayah e Jevaldo Silva para a convenção decidir sobre quem será o candidato do partido nas eleições de agosto.

Em política os milagres não acontecem, no máximo ocorrem fenômenos eleitorais, portanto, para se obter sucesso em uma eleição, seja lá qual for o partido, ele vai precisar de estratégia e muita organização, infelizmente o debate entre as tendências, passou ao largo sobre esses dois pontos importantíssimo para a caminhada do partido.

Como os camaradas reduziram ao máximo o arco de alianças, passo a defender uma aliança prioritária entre REDE que tem uma candidatura posta e já ofereceu a vice ao PSOL sem prejuízo da participação do PCB e PSTU na composição da coligação.

A REDE vem somando com o PSOL ‘Brasil a dentro’, na mobilização da classe trabalhadora contra essa agenda perversa do governo golpista de Temer, no Amazonas não é diferente. Diante dessa afinidade na ação e dentro de perspectivas futuras, onde a sobrevivência dos dois partidos vai depender da capacidade de os partidos programáticos se unirem para não sucumbirem, o melhor caminho nesse momento para o PSOL é aceitar indicação do Vice de Luiz Castro-REDE.

Quanto ao nome, também é notório a minha preferência pela confirmação do nome de João Victor Tayah. Quando cheguei no PSOL, o Victor já era militante do partido, assim como Jevaldo, por justiça, tenho muito mais afinidade pessoal com Jevaldo que com Victor, mas a política não é feita só de afinidades pessoais, mas de ideias novas, ousadias, coerência, projetos factíveis, capacidade de causar empatias, são dentre tantas, as qualidades que se espera de um líder.

João Vitor talvez pela sua função diária de delegado de polícia, adquiriu a experiência de lidar e resolver conflitos, no partido, ele vem demostrando uma sensibilidade coletiva para além das querelas entre tendências, trata todos como iguais, estou falando de um promissor líder político.

Nós da US buscamos consultar todos os potenciais candidatos dentre os camaradas que compõem o nosso campo que poderiam unir ao máximo o partido, num primeiro momento indicamos o camarada Sidney Seixas de Manacapuru que é hoje a melhor votação do PSOL para um cargo majoritário, mas ele desistiu, isso nos levou a buscar um nome com um perfil agregador fora do nosso campo, avaliamos o nome do camarada João Victor Tayah e pelas qualidades acima, mereceu a nossa indicação. Essas qualidades, foram determinantes para o meu convencimento de apoia-lo como nosso candidato.

As outras tendências indicaram o camarada Jevaldo, é um bom nome, mas nos últimos tempos tem adotado uma postura de insubordinação as decisões do partido, tem feito campanhas para outros candidatos fora do partido e ainda faz campanha contra as candidaturas do partido, para ele os únicos nomes que prestam são os da sua tendência MES, vai na contramão da função de professor que ele ocupa, uma possível candidatura dele, afastaria a imensa maioria dos militantes do partido da campanha.

O sectarismo e maniqueísmo extremo do camarada Jevaldo, tem se confirmado nos debates internos, onde ele e seu grupo, tentam se impor pelo grito e até nas inúmeras tentativas de “chegar as vias de fato”, da mesma forma, ele rege com garções nas redes sociais aos camaradas que não pensam conforme manda a sua tendencia, tem se mostrado muito truculento. isso não ajuda na organização e crescimento do partido, por outro lado, há tempos a tendência MES, age como um partido dentro do PSOL, faz pouco caso de colocar em pratica as diretrizes do PSOL, até agora, não conseguiram explicar a relação institucional da ONG Emancipa, controlada por eles que está envolvida com arrecadação de recursos empresárias inclusive com a Odebrecht para uso em projetos vinculado a sigla do PSOL, fato que vai contra as diretrizes partidária que impede o financiamento empresarial para as atividades do PSOL.   

Com essas dúvidas pendentes, que o MES faz questão de não esclarece para o conjunto do partido, não temos como arriscar uma candidatura vinculada a essa tendência, mesmo que o nome indicado seja uma pessoa de conduta ilibada.

Nos do PSOL Amazonas, precisamos primeiro querer ser grande, segundo ser humildes para reconhecer as nossas limitações, terceiro reconhecer que uma candidatura isolada, para marcar posição, não contribui em nada na organização e crescimento do partido. Assim, sou a favor que o PSOL indique o Vice da chapa de Luiz Castro-REDE e o meu candidato é João Victor Tayah.

Saudações Socialistas
Diretas já!
Fora Temer!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Meu ‘pitaco’ sobre a eleição suplementar de governador do Amazonas

Elson de Melo
12 de maio de 2017

O cenário dessa eleição suplementar para governador do Amazonas, é muito favorável ao bloco contrário ao governo Temer e suas reformas da Previdência e Trabalhista. 

O grupo que se formou em torno do ex-governador Gilberto Mestrinho que o senador Evandro Carreira chamou da “maldição da rodela”; vai nessas eleições suplementar (06 e 27/8), fazer a sua maior disputa pela hegemonia e definir o novo líder. Dividido desde a eleição de 2014, parece que no primeiro turno da eleição, vão sair mais uma vez divididos.

A disputa pela hegemonia do grupo da “maldição da rodela” envolve Eduardo Braga, Amazonino, Omar Aziz, Alfredo Nascimento e Arthur Neto.

Até agora, os membros do grupo da “Maldição da Rodea) que já anunciaram sua candidatura foram; Braga (PMDB), Amazonino (PDT), Marcelo Ramos (PR), Silas Câmara (PRB) Wilker Barreto (PHS) Dermilson Chagas (PEM) e David Almeida (PSD). Essa proliferação de candidaturas do mesmo grupo, pode levar a uma possível polarização, não mais entre eles, como sempre fazem, mas sim, entre o grupo da “Maldição da Rodela” que apoia o governo Temer e suas deformas da Previdência e Trabalhista, e o bloco contrário ao governo Temer.

No bloco que faz oposição ao governo Temer; já estão postos os nomes do José Ricardo (PT), Luiz Castro (REDE), Chico Preto (PMN) e Marcelo Serafim (PSB), o PSOL, PSTU e PCB, ainda não definiram se vão lançar candidatura como sempre fazem. 

Da mesma forma, se esse bloco sair com esse excesso de candidaturas, abre espaço para que a polarização permaneça entre as duas frações do grupo da “Maldição da Rodela”.

Nessa fase das articulações e composições políticas, não existe espaço para o amadorismo e reações emotivas, por outro lado, também não é um espaço para imposições inconsequentes. E momento para agir com paciência, ponderar bastante e muito dialogo para definir os objetivos do bloco e qual o papel de cada partido, antes, durante e depois da eleição, definido isso, tudo será mais fácil.

No caso especifico do bloco que é contrário ao governo Temer e suas reformas, falo dos partidos PT, PCdoB, PSOL, REDE, PCB, PSTU, PMN, PDT e PSB, que pela primeira vez no Amazonas, contam com uma conjuntura nitidamente favorável para polarizar e conquistar o governo do Estado. 

Se o principal objetivo desse bloco é derrotar Temer e seus aliados, estamos diante de uma grande oportunidade, explico:  como eu disse acima, é necessário definir o objetivo, ou seja, derrotar o governo Temer e o grupo da “maldição da rodela” que é seu aliado no Amazonas, o papel de cada partido no processo e os candidatos. 

Sobre o candidato a Governador, particularmente acho que deve ficar com o PT, não o José Ricardo, mas Praciano, nesse processo, é preciso envolver a direção nacional do PDT para assegurar a participação desse partido no bloco contrário a Temer, o candidato a vice, deve ser objeto da combinação, densidade eleitoral e capacidade de arregimentar apoio para campanha.

A candidatura do Praciano é relevante pelo fato de ele ter concorrido recentemente a um cargo majoritário e foi muito bem votado, a possibilidade do PT deslocar Lula para ajudar com seu carisma e popularidade na mobilização da campanha, esse capital político do Praciano e Lula, mais a conjuntura favorável ao bloco popular, são fatores determinantes para rompermos com essa hegemonia do grupo da "da rodela” no Amazonas.

O cenário no Amazonas para essa eleição suplementar para governador, é muito favorável ao bloco contrário ao governo Temer e suas reformas. 

O desafio é, vencer primeiro as intenções pessoais e unir todos esses partidos e outros que vierem, em torno de um único objetivo – derrotar o grupo da “maldição da rodela” que infelicita o povo amazonense há mais de trinta anos.

Assim estaremos dando um grande passo, para resgatar a democracia no Amazonas e no Brasil. E hora se protagonista da história e far a diferença!

Elson de Melo é militante do PSOL



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Antes de candidatura, Projeto!

Elson de Melo
05/05/2017

A Eleição Extraordinária que acontecerá no Amazonas para Governador do Estado, está provocando uma corrida sem critérios de candidaturas. Já são aproximadamente quase 20 pretendentes que colocaram seus nomes como possíveis candidatos/as. Pelo que podemos constatar, a maioria dessas candidaturas, são movidas por projetos pessoais buscando visibilidade para as eleições de 2018. Portanto, sem projeto coletivo e objetivo que visem solucionar os problemas do povo que precisam de solução urgente. Candidatura sem Projeto de governo, é calote eleitoral outra vez!

Como um inquieto com essa forma despropositada de pensar a política, defendo que o PSOL partido que sou filiado e milito, estabeleça de imediato, um diálogo com a sociedade amazonense, visando organizar e formatar um Projeto Emergencial de Governo, que atenda as demandas prementes do povo do Amazonas.

Embora os políticos tradicionais queiram e ainda conseguem manter essa lógica da política do ‘eu faço’, ou seja, do candidato que no período eleitoral tem respostas para todos problemas do Estado e, quando consegue chegar ao governo, só faz ações para, beneficiar uma elite próximo ao governante em detrimento da imensa maioria do povo amazonense.

Nessa eleição, vamos enfrentar dois tipos de ‘mantras eleitorais’, o primeiro mantra é o do salvador da pátria, esse é daquele que rouba, mas faz, que tem experiência administrativa e apoio de grupos que estão há séculos mandando no governo do Amazonas, nesse grupo está o PMDB, PSDB, PTB, PP, PPS, PDT, PSB e outros pequenos partidos. 

O segundo, é o mantra do voto útil, daqueles que agora são oponentes, mas já foram aliados desse outro grupo por muito tempo, mas, no entanto, acham que são menos piores que o primeiro grupo, nesse grupo está o PR, PROS, DEM, PRB, PSD, PSC, SOLIDARIEDADE e outros pequenos partidos. Esses dois blocos são dos partidos aliados do governo Temer.

No campo da esquerda, o PT, PSB, PCdoB e até o PDT e PSB que pela questão nacional podem sair do grupo de lá, vão tentar se apresentar como os legítimos representantes da esquerda no Estado, ocorre que todos eles já estiveram ou ainda estão do lado dos dois grupos que identificamos nos dois parágrafos acima, é o caso do PT e PSB que mantem até agora, cargos no Governo José Melo.

Mas a esquerda ainda tem os partidos que se mantiveram e continuam autênticos aos projetos históricos da classe trabalhadora brasileira, esses partidos, são hoje uma alternativa que surge com maior expressão dentro do processo de impeachment do governo liderado pelo PT e no atual combate as reformas do Governo ilegítimo do presidente Temer, nesse bloco de esquerda estão o PSOL, PSTU, PCB e REDE.

Nos dois primeiros blocos, ou seja, os partidos que dão sustentação ao governo Temer, é quase certo que haverá composições diferentes das da última eleição para prefeito, mas é muito difícil que seus principais líderes Braga, Arthur, Omar e Alfredo Nascimento consigam se juntar em um único palanque, mas haverá partidos pulando de um lado para outro.

Nos dois grupos da esquerda que hoje fazem oposição ao governo Temer, também será muito difícil se unirem em torno de uma única candidatura, principalmente pelo fato de não haver um debate em torno de um projeto comum e ainda pelo fato, de muita desconfiança quanto a falta de transparência do maior partido [PT] sobre as suas possíveis alianças em torno da candidatura Lula para 2018 e do Projeto de Governo.

No caso especifico do PSOL, na minha opinião, o partido deve de imediato, definir um Plano de Governo Emergencial, dentro de uma metodologia que combine o diálogo com a sociedade organizada através das suas Instituições, a sociedade cientifica, com o movimento sindical, os partidos políticos dos blocos da esquerda e os movimentos populares que hoje se colocam contrários aos desmandos do Governo Melo e as reformas do governo Temer e definição da candidatura.

Dentro dessa metodologia, o PSOL deve estabelecer o debate interno e, ouvido os setores organizados da sociedade amazonense, definir num período de três semanas uma candidatura capaz de viabilizar o Plano de Governo Emergencial decorrente desse dialogo.

Antes de candidaturas, Projeto!

Elson de Melo é militante do PSOL






Sindicalismo em Tempo de Pandemia Covid-19

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