Elson
de Melo
12 de maio de 2017
O cenário dessa eleição suplementar para governador do Amazonas, é muito favorável ao bloco contrário ao governo Temer e suas reformas da Previdência e Trabalhista.
O
grupo que se formou em torno do ex-governador Gilberto Mestrinho que o senador
Evandro Carreira chamou da “maldição da rodela”; vai nessas eleições suplementar (06 e 27/8), fazer a sua
maior disputa pela hegemonia e definir o novo líder. Dividido desde a eleição de 2014,
parece que no primeiro turno da eleição, vão sair mais uma vez
divididos.
A
disputa pela hegemonia do grupo da “maldição da rodela” envolve Eduardo Braga,
Amazonino, Omar Aziz, Alfredo Nascimento e Arthur Neto.
No
bloco que faz oposição ao governo Temer; já estão postos os nomes do José
Ricardo (PT), Luiz Castro (REDE), Chico Preto (PMN) e Marcelo Serafim (PSB), o
PSOL, PSTU e PCB, ainda não definiram se vão lançar candidatura como sempre
fazem.
Da mesma forma, se esse bloco sair com esse excesso de candidaturas,
abre espaço para que a polarização permaneça entre as duas frações do grupo da “Maldição
da Rodela”.
Nessa
fase das articulações e composições políticas, não existe espaço para o
amadorismo e reações emotivas, por outro lado, também não é um espaço para
imposições inconsequentes. E momento para agir com paciência, ponderar bastante
e muito dialogo para definir os objetivos do bloco e qual o papel de cada
partido, antes, durante e depois da eleição, definido isso, tudo será mais fácil.
No
caso especifico do bloco que é contrário ao governo Temer e suas reformas, falo
dos partidos PT, PCdoB, PSOL, REDE, PCB, PSTU, PMN, PDT e PSB, que pela
primeira vez no Amazonas, contam com uma conjuntura nitidamente favorável para
polarizar e conquistar o governo do Estado.
Se o principal objetivo desse bloco
é derrotar Temer e seus aliados, estamos diante de uma grande oportunidade, explico: como eu disse acima, é necessário definir o
objetivo, ou seja, derrotar o governo Temer e o grupo da “maldição da rodela”
que é seu aliado no Amazonas, o papel de cada partido no processo e os
candidatos.
Sobre o candidato a Governador, particularmente acho que deve ficar
com o PT, não o José Ricardo, mas Praciano, nesse processo, é preciso envolver
a direção nacional do PDT para assegurar a participação desse partido no bloco contrário a Temer,
o candidato a vice, deve ser objeto da combinação, densidade eleitoral e
capacidade de arregimentar apoio para campanha.
A
candidatura do Praciano é relevante pelo fato de ele ter concorrido recentemente
a um cargo majoritário e foi muito bem votado, a possibilidade do PT deslocar
Lula para ajudar com seu carisma e popularidade na mobilização da campanha,
esse capital político do Praciano e Lula, mais a conjuntura favorável ao bloco
popular, são fatores determinantes para rompermos com essa hegemonia do grupo
da "da rodela” no Amazonas.
O
cenário no Amazonas para essa eleição suplementar para governador, é muito favorável ao bloco contrário ao governo Temer e
suas reformas.
O desafio é, vencer primeiro as intenções pessoais e unir todos
esses partidos e outros que vierem, em torno de um único objetivo – derrotar o
grupo da “maldição da rodela” que infelicita o povo amazonense há mais de
trinta anos.
Assim
estaremos dando um grande passo, para resgatar a democracia no Amazonas e no
Brasil. E hora se protagonista da história e far a diferença!
Elson
de Melo é militante do PSOL

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