sexta-feira, 11 de julho de 2014

Soneto para a Juventude que Luta e Toma Partido

















SONETO PARA A JUVENTUDE QUE LUTA E TOMA PARTIDO
Elson de Melo

A JUVENTUDE!

Como é bela a vida quando se é jovem
Às vezes pensamos que esse tempo é tardio
Outras vezes achamos que ele não acaba
Mas o tempo é tempo passa e deixa saudade
Saudade da mocidade que não voltará jamais

Na dinâmica da vida a juventude é bonita e feliz
São os anos da vida começando de verdade
Vivemos a grande e dura realidade
Que nos desafia e impõem condições e requer capacidade

É hora de tomar o comando da vida
Planejar nosso futuro caminhar num novo rumo
É hora de tomar partido de conquistar espaço
De lutar por um mundo novo de paz e prosperidade

Caminhar em busca da gloria
Tropeçar construindo a historia
Ter vivo na memoria a esperança da vitória
Unir força e experiência, construir, transformar...

Amar, vibrar, lutar, realizar, conquistar, gritar
Romper as amarras, superar os obstáculos
Preservar a natureza e construir um ambiente livre
Tomar partido, por justiça, paz e Liberdade.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Movimento Sindical brasileiro na berlinda



Em 1986 por ocasião do julgamento de um pedido de ilegalidade de greve na empresa Moto Honda no Tribunal Regional do Trabalho - TRT 11ª Região – Amazonas, o Desembargador Benedito Lira revisor do Dissídio, fundamentando seu voto pela legalidade da greve afirmou: “quando vi os metalúrgicos do ABC continuarem uma greve julgada ilegal, ali conclui que a lei de greve estava sepultada”.

Hoje estamos assistindo varias categorias de trabalhadores, fazendo greve a revelia das direções sindicais, muitas delas para contestar Acordos ou Convenção Coletiva, celebradas sem a participação dos trabalhadores.

Por outro lado, vemos as autoridades, defendendo essa pratica nefasta que ainda existe na maioria dos Sindicatos, onde as direções assinam acordos espúrios para agradar os empregadores e os governos em detrimento aos anseios dos trabalhadores, e, o que é pior, recorre ao judiciário para legitimar praticas fraudulentas operada por sindicalistas burocratas e mal intencionados.

Em 1983 quando fundamos a Central Única dos Trabalhadores, as principais bandeiras de luta dos trabalhadores eram a Liberdade e autonomia sindica frente ao governo e o empresariado, infelizmente, o que estamos assistindo é a total e irrestrita alienação das entidades sindicais brasileiras a uma estrutura sindical autoritária, caótica que impede os trabalhadores de lutar por conquistas que melhore salários, ambiente de trabalho e assegure uma melhor qualidade de vida aos seus familiares.

Para quem nunca organizou uma greve, posso assegurar que a decisão de os trabalhadores chegarem a esse extremo, só pode ser movidos por profundo descontentamento pelas condições salariais e condições de trabalho, principalmente quando a direção do Sindicato está do lado do empregador e do governo.

Pode até não acontecer, mas arrisco afirmar – a Classe Trabalhadora começa a mudar os rumos do sindicalismo brasileiro –  as manifestações dos Garis do Rio, Motoristas do Rio e São Paulo, é o principal indícios que estamos recolocando o movimento sindical na berlinda, que é urgente a organização de oposições sindicais comprometidas com a pauta histórica dos trabalhadores e que os trabalhadores estão dispostos a retomar seu papel de protagonistas da sua própria historia.

Viva a classe trabalhadora brasileira!
Salve a união dos trabalhadores!
Pelo fim da estrutura sindical autoritária e pelega!
Por liberdade e autonomia sindical!
Trabalhadores do mundo, uni-vos!

Elson de Melo –  Presidente Estadual do PSOL/AM

domingo, 2 de fevereiro de 2014

PSOL Amazonas: superando limites de uma politica sem limites



Por: Elson de Melo*

A política brasileira é movida pelo poder econômico, somente os partidos políticos ligados ao capital, dominam há séculos o governo e sempre estão a serviço do grande capital que continua manipulando o Estado e oprimindo o nosso povo. O PSOL nasce da necessidade de rearticulação dos lutadores sociais, que ficaram órfãos quando o PT foi abduzido pelos banqueiros, latifundiário, grandes especuladores... Desde sua fundação, o PSOL vem superando os limites impostos por essa política do toma lá da cá.

Alinhado a esquerda socialista, o PSOL afirma na sua filosofia, de “um partido socialista e anticapitalista”. No campo das possibilidades, um partido da esquerda socialista na política brasileira e mundial, sofre o estigma oriundo da guerra fria que norteou a política internacional por quase oito décadas, onde, de um lado os Estados Unidos comandava os países do ocidente e de outro a União Soviética, comandava os países do bloco dos não alinhados. Esse estigma limita em muito o avanço de um partido da natureza do PSOL, é um verdadeiro exercício de superação de limites dia pós dia.  

Observando a natureza do PSOL, é possível estabelecer uma reflexão dirigida aos desafios atuais, que nos levam a situações extremas diante dos novos paradigmas científicos, as crescentes possibilidades técnicas, as alterações dos padrões sociais, a proliferação de problemas ambientais, os contextos conjunturais, as modernas formas de escravidão, as imutáveis questões da existência. São fatores que requer dos lutadores sociais, investigações precisas, que identifique com clareza os caminhos a percorrer.

A pluralidade do PSOL é um fator positivo se observado os valores éticos e sociáveis pelas correntes internas que disputam a hegemonia do aparelho partidário. Caso contrario, a organização fracassará enquanto instrumento de possibilidades de transformação social. Não estou propondo o consenso, mas sim estabelecer um debate pedagógico que aprofunde de forma civilizada as estratégias e táticas realistas a luz de uma plataforma de unidade capaz superar as dicotomias e especulação filosóficas.

Estamos diante de uma realidade cruel e desafiadora, e isso nos leva a não desperdiçar possibilidades, precisamos para tanto, ultrapassar o individualismo, o relativismo moral e intelectual que a nível global reina absoluto nas sociedades ditas modernas, a ética de situações limites, busca respostas para o domínio do ambiente e da ecologia, onde o capital há cada dia manipula a genética e incorpora na indústria da alimentação elementos químicos que compromete a saúde dos humanos e a vida na terra.

O PSOL Amazonas está completando dez anos de organização, num primeiro momento, podemos dizer que se trata de uma criança caminhando para pré-adolescência, no entanto, é preciso acelerar o seu crescimento, torna-lo o principal instrumento de reação política da classe trabalhadora, avançar na caminhada organizacional e eleitoral, combinando um plano de atividades praticas com um forte e consequente projeto pedagógico de educação política.

Essa combinação nos abre um leque de possibilidades dentro desse cenário cruel que é a política brasileira, é a nossa criatividade e organização que fará a diferença, e, isso só será possível, se acreditarmos na mobilização popular, na capacidade transformadora dos trabalhadores e principalmente se superarmos os medos que nos rodeiam há toda hora.

Para superar a força do capital, só organização. Para superar os limites da política tradicional, muita ação mobilizadora. Para superar nossos medos, mais educação política e determinação. Assim o PSOL Amazonas, será capaz de superar os limites de uma política sem limites.

*Elson de Melo é Presidente do PSOL(AM)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Morre Mandela...Mandela não morre...Mandela transcende!

Elson de Melo*

Aos 95 anos morreu ontem (05/12/2013) Nelson Rolihlahla Mandela, o maior Líder Mundial dos últimos séculos, sua liderança a frente do povo da África do Sul, mostrou ao mundo a vergonha que foi o regime de segregação racial vigente no país até 1994, Apartheid (significa "vidas separadas" em africano) era um regime segregacionista que negava aos negros da África do Sul os direitos sociais, econômicos e políticos.

O apartheid imposto pela Inglaterra e Holanda ao povo sul-africano, é um crime de lesa-humanidade que jamais prescreverá! Mandela superou 27 anos de prisão imposta pelos saqueadores da África do Sul, mas, com amor a sua gente, superou com grandeza a vida no cárcere. 

A historia de Mandela é uma mistura de sofrimento, dor, coragem, amor, paciência, compreensão, fé, solidariedade, firmeza, determinação... E muita luta.

Nelson Rolihlahla Mandela (Xhosa Pronúncia: [xoliːɬaɬa mandeːla]) (18 de julho, 1918 - 5 de dezembro de 2013) foi um Sul-Africano revolucionário anti-apartheid que foi preso e, em seguida, tornou-se um político e filantropo que serviu como presidente da África do Sul 1994-1999 . Ele foi o primeiro negro Sul-Africano para o cargo, e o primeiro eleito em um pleito representativo de eleição. Seu governo voltada para desmantelar o legado do apartheid através de luta contra o racismo institucionalizado, a pobreza e a desigualdade e promover a reconciliação racial. Politicamente um nacionalista Africano e socialista democrático, ele serviu como o presidente do Congresso Nacional Africano (ANC) 1991-1997. Internacionalmente, Mandela foi o secretário-geral do Movimento dos Não-Alinhados 1998-1999.

A passagem de Mandela é o justo descanso do guerreiro... Descanse em paz Nelson Rolihlahla Mandela (nasceu em 18 de julho, 1918 – faleceu em 5 de dezembro de 2013).
  • Morre Mandela, fica a liberdade do seu povo!
  • Morre Mandela, fica o maior símbolo de luta pela liberdade!
  • Morre Mandela, fica a história de um povo!
  • Morre Mandela...Mandela não morre...Mandela transcende!
  • Viva a LIBERDADE!!!
 *Elson de Melo é Presidente do PSOL Amazonas

sábado, 19 de outubro de 2013

4º Congresso Estadual do PSOL/AM: a importância de um plano de atividade prática a militância e a direção do Partido

Por Elson de Melo

“Nenhum partido pode, sem cair no aventureirismo, planejar sua atividade com base na esperança de explosões sociais e complicações políticas. Nós devemos seguir a nossa estrada, desenvolver sem pausas o nosso trabalho sistemático, e quando menos esperarmos, e surgirem esses imprevistos, tanto maiores serão as possibilidades de não nos deixarmos pegar desprevenidos por nenhuma “reviravolta histórica”.”
::: Lenin – em “Por onde Começar – 1901

Camaradas do PSOL

 Estamos vivendo um momento de muita agitação social em todo o Brasil, a razão dessas mobilizações são inúmeras, mas, as principais delas é o total abandono pelos governos das politicas sociais publica como; educação, saúde, politica salarial, reforma agraria e a escalada desenfreada de privatização do pouco que restou da onda privatizante que o governo do PSDB já havia consumado. O governo do PT/PMDB está vendendo o que restou das riquezas brasileiras!

Nos últimos dias assistimos as greves dos Correios, bancários e ainda está em andamento a greve dos professores em diversos Estados e Municípios do país. Agora vai começou a greve dos petroleiros, os Movimentos de Sem Terras e Sem Tetos, começam a deixar as migalhas que o governo do PT aporta em suas instituições, para exigirem na forma tradicional a tão sonhada Reforma Agrária e Urbana.

Essa retomada das greves dos trabalhadores brasileiros e da radicalização dos movimentos sociais é sintomática, trata-se do fim da alegria do consenso que começou com celebre frase dos marqueteiros do PT criada quando Lula venceu a primeira eleição para Presidente “a esperança venceu o medo”, alguém se lembra dela!? Pois sim, juto com essa frase foi lançado o programa “Fome Zero” que é o principal responsável pela reeleição dos governos petista e também por todas as mazelas desse mesmo governo como: os escândalos do mensalão, dólares na cueca, sanguessugas, aloprados...!

Cansados de assistir e ouvir a enxurrada de propaganda oficial e extraoficial do governo, a população tomou em junho as ruas de todo país para protestar e escolheu como principal alvo a inercia do governo Dilma/PR-PMDB, os Partidos Políticos e a politica. Atordoado com o fim da alegria do consenso, o governo lança mão do velho e tão desacreditado ‘Pacto Social’ como forma de conter a fúria dos manifestantes, junto com essa medida, anuncia um embrulhão contendo a sonhada reforma politica através de uma minirreforma da constituição e um plebiscito – uma verdadeira conversa para boi dormir!

Pois bem, e nós que militamos nos partidos da esquerda socialista, o que fazíamos e que fizemos? Em uma análise racional, é possível afirmar que quase nada, na real, a maioria da militância foi pego de surpresa também, sabe por quê? No caso especifico do PSOL/AM, nos falta militância orgânica, se olharmos ao nosso entorno, vamos encontrar um pouco mais que meia dúzia de militantes que atendem o chamado do partido.

De modo particular, não vejo isso como desalento, mas, sim como um grande desafio para a próxima direção do Partido no Amazonas, é preciso ter claro que um militante não se forma apenas com boa vontade, é preciso persistência, um pouco de dedicação, organização, formação politica, um bom plano de marketing e comunicação e, uma firme estratégia de luta (plano de atividade prática), sem a qual não haverá militância consequente.

Sobre esse aspecto, Lenin escreveu um artigo em 1901 intitulado “Por onde Começar?”, ele começa dizendo:

“No último ano, a pergunta “Que fazer?” se impôs com força particular aos social-democratas russos. Não se trata de escolher um caminho (como foi o caso nos fins dos anos oitenta e início dos anos noventa do século XIX), mas de saber quais passos práticos devemos dar sobre uma rota já traçada, e precisamente de que modo. Se trata do método e do plano de atividade prática. E precisamos reconhecer que os problemas do caráter e dos métodos da luta, fundamental para um partido prático, não estão completamente resolvidos entre nós e continuam a suscitar sérios dissensos, que revelam uma instabilidade e incerteza ideológica deploráveis. De um lado, está ainda bem viva a tendência “economicista”, que inferioriza e restringe o trabalho de organização e agitação política. De outro lado, continua de cabeça firmemente erguida a tendência do ecletismo sem princípios, que muda ao sabor de qualquer brisa e não sabe distinguir entre os interesses imediatos das tarefas essenciais e das exigências permanentes do movimento no seu conjunto.”

Cento e doze anos se passaram e parecem que Lenin está escrevendo hoje; olhando para a conjuntura que vivemos, avaliando as nossas deficiências, refletindo sobre o caráter da nossa luta e apontando estratégias e táticas a trilharmos. Porque essa citação? Primeiro por que acho importante estudar a história para tiramos dela lições importantes para o nosso cotidiano, segundo, para aprender com a história dos que foram capaz de implementar transformações relevantes em sua época, por fim, para compartilhar com os camaradas as nossa preocupações em relação ao que pesamos sobre a importância do nosso partido na conjuntura atual.

Como eu disse acima, o nosso desafio é organizar um plano de atividade prática e uma militância ativa, consequente e determinada.  Considero ser essas as principal tarefa da nova direção do PSOL/AM que vamos ter a oportunidade de escolher no 4º CONGRESSO DO PSOL AMAZONAS dias 25 e 26 de outubro em Manaus. Entendo que um partido da envergadura do PSOL a nível Nacional, não pode mais ser conduzido no Amazonas como um partido pequeno, irrelevante, despropositado que serve apenas para coonestar com os políticos tradicionais que aqui aportaram para saquear nossa população. O que defendo e acho que todos nós. É um PSOL respeitado e protagonista das transformações que o nosso povo precisa.

Para que isso aconteça, precisamos que todas as instancias do partido funcione regularmente, de uma militância aguerrida e determinada, de uma direção partidária que estimule e impulsione as lutas da população, precisamos combater o pessimismo da dificuldade de recursos financeiros dando maior ênfase na formação de uma militância consciente, desinibida, veloz no raciocínio, ética e consequente na execução dos planos de trabalhos traçados, só assim teremos recursos humanos e financeiros pra alavancar nossas ações.

A nova direção do PSOL/AM precisa estimular a participação dos seus militantes a serem protagonistas das lutas da sua categoria no local de trabalho, na comunidade e mais, dar o suporte devido para que as lutas que cada militante organizar, seja vitoriosa, assim, a nova direção deve ser estimuladora e não repressora das iniciativas dos seus militantes, é urgente combater a desconfiança que vem norteando, estrangulando e regulando o avanço do partido no Amazonas, o militante precisa ter confiança na sua direção e não medo ou resignação.

O papel de cada militante do partido é acima de tudo, organizar a luta politica da população e fortalecer o partido. Da direção, é planejar, organizar e disponibilizar todas as condições para o bom desempenho das atividades organizadas pelo militante, para ressaltar essa importância cito mais um fragmento do Artigo de Lenin “Por onde começa?”, aqui ele aborda as diversas atividades continuas de um militante politico junto ao proletariado:

“Amanhã, pode se colocar uma tarefa mais difícil, por exemplo, apoiar o movimento dos desempregados de alguma região. Depois de amanhã, deveremos estar talvez em nosso posto participando de modo revolucionário de um levante camponês. Hoje, devíamos usar o agravamento da situação política que o governo criou com a cruzada contra o zemstvo (espécies de parlamentos rurais de tipo feudal russo). Amanhã, deveremos apoiar a indignação da população contra este ou aquele esbirro tzarista, desencadeando e ajudando, mediante os boicotes, as denúncias, as manifestações etc., a dar uma lição tal que o constranja a se retirar. Tal grau de preparação para a luta se pode formar somente com uma atividade contínua em que se empenhe a tropa regular. Se nós unirmos nossas forças para desaguar em um jornal de escala nacional, tal trabalho fará surgir e formará não somente os propagandistas mais hábeis, mas também os organizadores mais provados, os chefes políticos mais capazes de saberem lançar no momento exato a palavra de ordem da luta decisiva e dirigir essa luta.”

No Artigo “Por onde começa”, Lenin reafirma que o caminho estratégico já está definido é o socialismo. Portanto, o que  precisamos saber é como começar. Ele aponta como primeiro passo a comunicação, no caso da época o Jornal do Partido. Hoje, guardado as proporções, a comunicação continua fundamental para o sucesso das nossas atividades, portanto, o PSOL/AM, deve organizar seu sistema de comunicação, tanto interna, como externa.

Com a tecnologia disponível, não podemos mais ser refém da mídia dirigida e a serviçal do capital, precisamos dar visibilidade a população, de tudo que pensamos em relação a economia, a educação, a saúde, ao direito, ao trabalho e vida digna que queremos construir com a nossa gente. E, o mais importante, municiar a militância com conteúdos e instrumentos de agitação e propaganda do projeto alternativo de poder popular que queremos.

ELSON DE MELO
Secretário de politica Amazônica
PSOL - Amazonas

Sindicalismo em Tempo de Pandemia Covid-19

12 de julho, 2020 Por: Elson de Melo*   O governo aproveitou a pandemia para sufocar de vez o movimento sindical brasileiro. No dia 1º de ab...