POR SAÚDE, TRABALHO, RENDA E LIBERDADE
Trabalhadores do Mundo, Uni-vos!
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| Credito da imagem: ANDES - Sindicato Nacional |
1ª de maio é o Dia Internacional dos Trabalhadores, data que celebramos a luta histórica da classe trabalhadora pela redução da jornada de trabalho.
A Pandemia Covid-19 que está matando o nosso povo, essa tragédia, exige da humanidade, e de modo especial da classe trabalhadora, uma profunda reflexão sobre o futuro das relações de trabalho, a solidariedade, a liberdade e a própria existência da nossa civilização.
Historicamente a classe trabalhadora para conquistar seus direitos, teve que lutar com todas as suas forças e organização contra a tirania da classe patronal, que desde sempre, oprime e massacram operários e camponeses que produzem a riqueza mundial.
A pandemia Covid-19, traz para a classe trabalhadora, não só a duença e morte, como também, uma profunda crise económica, que está gerando desemprego em massa, congelamento e redução de salário e uma total insegurança social.
Diante de tantas ameaças, a classe trabalhadora brasileira e mundial, precisa de muita união para, enfrentarmos unidos, todas as tiranias que governantes e patrões, vão tentar impor as classes subalternas.
É tempo de unidade para garantir, saúde, emprego, renda, democracia e justiça social.
Para contribuir com a reflexão dos trabalhadores e trabalhadora do mundo, trago a poesia “A Internacional” de Eugéne Pottier, um operário que participou da Comuna de Paris (1871). A Internacional pela sua profundidade se tornou o hino do movimento operário internacional a partir dos anos 90 do século XIX.
A INTERNACIONAL
1. De pé oh vítima da fome
De pé famélicos da terra.
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo,
De pé, de pé, não mais senhores.
Se nada somos em tal mundo, sejamos tudo ó produtores.
Bem unidos façamos, nesta luta final, uma terra sem amos a Internacional.
2. Senhores, patrões, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum.
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre comum.
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito.
3. O crime do rico a lei cobre, o estado esmaga o oprimido.
Não há direito para pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos,
Somos iguais a todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres.
4. Abomináveis na grandeza os reis da mina e da fornalha edificaram a riqueza sobre o suor de quem trabalha.
Todo o produto de quem sua
A corja rica colheu.
Querendo que ele o restitua.
O povo quer só o que é seu.
5. Nós fomos de fumo embriagados, paz entre nós, guerra aos senhores.
Façamos greve de soldados,
Somos irmãos trabalhadores.
Se a raça vil cheia de galas
Nos quer à força canibais.
Logo verá que nossas balas
São para os nossos generais.
6. Pois somos do povo os ativos trabalhador forte e fecundo.
Pertence a terra aos produtores
Ó parasita deixa o mundo.
Ò parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar.

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