sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Tributo ao Senador Evandro Carreira

ELSON DE MELO*
MANAUS, 24 DE AGOSTO DE 2018

         “Partiu para o além, deixando um vazio no viver, que a gente às vezes disfarçar esquecer. Dele guardamos a trajetória. Que fica gravada indelével na memoria.”

Hoje 24 de agosto de 2018, o saudoso Senador Evandro das Neves Carreira, se vivo fosse, completaria 91 anos de vida.

Como certa vez o Senador Jefferson Peres afirmou; “Evandro Carreira foi o profeta da Amazônia que pregou no deserto”, incompreendido pelo povo, ignorado pelos políticos locais, Evandro viveu seus últimos dias de vida, mantendo uma rotina diária entre a sua residência, o café do Pina na Praça da Policia e o Amazonas Shopping. Sua tribuna era o Projeto Jaraqui aos sábados pela manhã no Centro de Manaus. 

Evandro Carreira, é filho do desembargador Tocandira Balbi Carreira e Ignácia das Neves Carreira, nascido no dia 24 de agosto de 1927 em  Alvarães município do Estado do Amazonas. Era advogado e foi vereador em Manaus, eleito em 1959 e reeleito em 1963 e Senador da República em 1974, tendo exercido o mandato por 8 anos. Amazonólogo, Expositor e Conferencista sobre a Temática Amazônica em Seminários, Ciclos de Debates, Conferências e Simpósios em Universidades, Diretórios Estudantis e outros organismos, tendo proferido palestras na Escola Superior de Guerra dos E.U.A., na National Defense University e National War College - Forte Mc Mer, Washington, D.C., em 1981. A sua Principal obra literária é “Recado Amazônico”, em 10 volumes, publicados pelo Senado Federal, onde está contida suas atividades como Senador da República pelo Amazonas e a genial afirmação que se constituiu um verdadeiro axioma: “A vocação hidrohelio-fitozoológica da Amazônia”, valendo todos os corolários que decorrem deste axioma, como soem ser as vocações varzeana, ictiológica, ribeirinha, hidroviária, extrativista, fotossintética e pomicultora.

Evandro Carrera faleceu no dia 22 de dezembro de 2015, deixou um legado importante para a vida na Amazônia que ficou registrado em suas obras literárias.

Na qualidade de amigo do grande Amazonologo, faço hoje um esforço para manter viva a memoria do mais brilhante Senador da Republica pelo Amazonas, de todos os tempos.

Que a memoria de Evandro carreira, seja lembrada por todas as gerações, que o futuro encontre nos seus escritos, referencias para manter a nossa floresta viva como viva é, todas as suas ideias.

Evandro das Neves Carreira, presente!

*Elson de Melo, é sindicalista e militante do PSOL.

Um comentário:

  1. Muito antes de Marina Silva, o senador Evandro Carreira já defendia a Amazônia. Faltam políticos que defendam vigorosamente a Amazônia, com muito cientificismo e honestidade, no Congresso Nacional, tal qual fazia o senador Evandro Carreira: Amazônia

    Diante da notória mudança climática global (invernos e verões extremos, períodos de estiagem mais longos e fora de época, etc.), faz-se premente a preservação da Amazônia.
    Contudo, infelizmente, os políticos de hoje em dia, em sua maioria, quando não relegam a Amazônia para terceiro plano, simplesmente a ignoram, pois estão vendidos ao capitalismo selvagem. A Amazônia é a maior vítima do capitalismo selvagem.

    "Cada nicho biológico, cada ecossistema tem sua música, o seu equilíbrio.
    A AMAZÔNIA é um ciclópico ecossistema, resultado de milhões de ecossistemas menores e talvez em escala: são milhões, talvez bilhões de acordes, de músicas, de sinfonias, que resultam num imenso RENDILHADO HIDROHELIOFITOZOOLÓGICO, agasalhando bilhões de espécies vitais, que se entrelaçam, interagindo, configurando a HIDROESFINGE, cujo mistério, a espécie humana desvenda, ou desaparece do Planeta Terra.
    Há uma interação, um sinergismo tão intenso, complexo e profundo entre os seres vivos na AMAZÔNIA, que resulta na mais soberba e eloquente lição SOCIALISTA ditada por Deus ao homem e ao universo: O TODO É MAIS IMPORTANTE QUE A PARCELA!" (Evandro Carreira).

    AMAZÔNIA

    Imenso laboratório,
    Onde o informe e o disforme
    Se convulsionam num turbilhão em líquido.

    Afloram vivos
    Em angústia de síntese,
    Em ânsia de análise.

    O ciclo se fecha e garante
    A viagem pelo sidéreo.

    Romper o ciclo é o finito
    Mantê-lo é cavalgar estrelas,

    Na certeza do encontro
    Com o ABSOLUTO.

    Autor: Evandro Carreira, 1975.

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