"A água
verde do rio se misturou com a lama até tudo ficar marrom. Os moradores estavam
chocados, tentando ajudar de alguma forma", conta Leonardo, sobre o
momento em que a mancha se espalhou por 10 km de praias na foz do rio.
A narrativa acima é o atestado de
óbito do Rio Doce.
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O registro através da poesia, foi
a forma que encontrei, para manifestar toda minha indignação com a tragédia
provocada pelas mineradoras Samarco, a
anglo-australiana BHP Billiton Brasil Ltda. e a Vale do Rio Doce S.A e com a
forma conivente que o governo Dilma/Lula-PT-PMBB, está tratando a maior Tragédia
Ambiental do Mundo!
Elson de
Melo
TRIBUTO AO
RIO DOCE
Elson de
Melo
O Rio Doce
está morto!
Foi
assassinado pela fúria do capital.
Os peixes
que lá nadavam
Morreram sem
saber de que.
As águas que
eram doces
Viraram
lamas, amargas, fétidas e travosas.
As pessoas
que contemplavam
Fugiram sem
saber pra onde.
No Brasil e
no mundo
Crime
ambiental é apenas um desastre.
Não existe
réu, não existe dolo.
Existe
apenas o consolo das multas milionárias.
Quem pode
pagar, pode continuar a matar.
Matar
pessoas, rios, florestas e qualquer forma de vida.
Ao governo
um sobrevoou basta
A missão
está cumprida e a tragédia entendida
Vale a
desculpa dos criminosos e o silencio da impunidade
Aos índios,
ribeirinhos e pescadores, cabe o lamento e o desespero!
O operário
faz protesto para manter o trabalho
O bombeio
tenta o resgate dos corpos não encontrados
O povo
assiste calado, inerte, como se nada tivesse ocorrido.
E o poeta
triste e indignado se afronta.
Lança seus
versos ao tempo
Estufa o
peito e brada ao mundo o seu protesto!
Contra a
inércia e conivência com o crime dos que governam
Inconsolado
declama em prantos o seu eu tributo aos que morreram e
Conclama a
lutar pela vida, os que sobreviveram.

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