"Não sois máquina! Homens é que sois!"
- Charles Chaplin
Por: Elson de Melo – A reestruturação
produtiva promovida pelo capital tem sempre um único objetivo; MAIS LUCRO!
Para conseguir mais lucro o empregador
precisa exercer o controle absoluto sobre seus empregados, para tanto é
necessário uma legislação trabalhista flexível, Legislação sindical autoritária
que controle os Sindicatos e eterniza seus dirigentes, dirigentes sindicais
coniventes, trabalhadores divididos e sociedade dependente.
Surgido na década de 70, a terceirização
faz parte da estratégia do capital para obter mais lucro e instaurar om processo
de controle mais eficaz sobre os trabalhadores, para tanto, novas formas de
gestão de pessoas foram desenvolvidas tendo como base o toytismo.
No Brasil esse sistema de gestão (toytismo)
se aprofunda a partir da década de 80, aqui reporto um triste episódio ocorrido
no Parque Industrial de Manaus(AM) nos anos 80 quando uma onda de mão-de-obra
temporária tomou conta das linhas de produção das fabricas da Zona Franca de
Manaus, naquela época a empresa Homines deu o ‘cano’ na maioria dos
trabalhadores e não pagou o salario, nós tínhamos acabado de assumir a direção
do Sindicato dos Metalúrgicos, desde então, desenvolvemos uma campanha contra
esse tipo de contrato de trabalho e conseguimos colocar na Convenção Coletiva
de Trabalho uma cláusula que proibia a contratação de mão-de-obra temporária.
A mão-de-obra temporária é a mais cruel
forma de precarização do emprego, o trabalhador assina um contrato por tempo
determinado de três meses, podendo ser prorrogado por mais três e ao final, não
recebe as verbas rescisórias (aviso prévio, multa rescisória...) como previsto
aos trabalhadores contratados por prazo indeterminado.
Segundo relatos de trabalhadores do PIM, o
Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus, é hoje o principal incentivador desse
tipo de contrato, se isso for verdade, o que dizer? Seja qual for a forma de
contrato de trabalho, o trabalhador só terá melhores condições de trabalho e
salários, se conseguirem colocar nos seus Sindicatos, direções com disposição
de luta e compromisso de classe. Trabalhadores do mundo, uni-vos!
Elson de Melo é Presidente Estadual do PSOL
Amazonas
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