quinta-feira, 30 de junho de 2011

Câmara Federal aprova Medida Provisória 171 e libera a rapinagem sigilosa

Por Elson de Melo
da Redação

Medida 171 da Presidente Dilma

Os Deputados Federais numa demonstração de desleixo com seus mandatos, abdicaram do direito que o Povo os consagrou de legislar e fiscalizar o Executivo, aprovaram a Medida Provisória 171 (Estelionato) da Presidente Dilma, aquela que libera a rapinagem sem escrúpulo.

Pois é, sob o pretexto de acelerar as obras da Copa e Olimpíadas, ela foi aprovada ontem na Câmara Federal com apoio dos Deputados governistas e mais PSDB, PSD e DEM. Recentemente o Deputado Praciano PT/AM, lançou em Manaus um Fórum de combate a corrupção pela transparência, da mesma forma assistimos as mensagens do PSB/AM, vangloriando-se de seus governos postarem na internet toda suas contas. Acontece que tanto o Deputado como o PSB, apoiou essa afronta a cidadania e ao direito de informação dos gastos feitos pelos governantes responsáveis pela gestão dos impostos que pagamos. Ambos são conveniente com esse: Estelionato Eleitoral - DomTotal..

Parece que esses senhores são dotados de varias caras e discursos, frente a Presidente rendem suas submissões, no seu Estado de origem, viram os arautos da Ética, Transparência e da Probidade. Sobre a postura dos Parlamentares do Amazonas no Congresso Nacional é sempre assim, em Brasília aceitam tudo, em Manaus todo está errado e prometem combater o que eles já concordaram e aprovaram, hora votando, hora se ausentando das votações. Fique atento povo amazonense! o governo quer urgência para copa ou licença para... Rapinar? Eis a questão.

Porque será que na campanha eles não colocaram isso em seus planos de governo, a presidente Dilma deveria ter incluído essa proposta no seu plano, teve bastante tempo só no TSE ela protocolizou varias versões do seu plano de governo, em nenhum deles consta essa medida, portanto, o que está em curso é um verdadeiro Estelionato eleitoral | Visor nunca antes visto neste país, é a vadiagem imperando no Brasil!.

A Presidente Dilma quando candidata, deveria dizer ao povo brasileiro que não aceitava o jogo democrático, que em vez de Democracia o regime seria Ditatorial.

Agora ela só não fecha o Congresso, porque os congressistas homologam sem divergir em nada, tudo que o executivo manda, claro que existe contrapartida, qual? Todos nós desconfiamos...

Aprendemos que Democracia é participação, transparência, controle social dos gastos do governo e acima de qualquer urgência está a ética e probidade administrativa, coisa que a Presidente e suas Excelências os Congressistas, fazem questão de tripudiar sobre esses valores, transigir sobre isso, é mais que retrocesso é golpe de verdade!

Deus Salve a Democracia no Brasil.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vaticano estabelece 22 de outubro como dia do beato João Paulo II

Internacional
Por Redação, com agências internacionais - de Roma
Papa João Paulo II
O Vaticano concluiu, neste domingo, mais um passo na intenção de transformar em santo o falecido papa João Paulo II, em uma cerimônia neste domingo que reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas, a maior multidão já reunida em Roma desde seu funeral, seis anos atrás.

– De agora em diante o papa João Paulo II será chamado beato – proclamou em latim o papa Bento XVI, trajando vestes brancas e douradas e determinando que o dia dedicado a seu predecessor será o 22 de outubro, data da inauguração do pontificado de João Paulo, em 1978. Depois da leitura da proclamação por Bento XVI, em meio aos aplausos da multidão, foi apresentada uma tapeçaria que mostra o rosto sorridente do beato.

A praça São Pedro estava lotada, e a multidão chegou até o rio Tibre, a mais de meio quilômetro de distância. Os fiéis, muitos deles cantando e carregando suas bandeiras nacionais, avançaram em direção ao Vaticano ainda antes do amanhecer, vindos de todas as direções, para se assegurarem de uma boa posição para acompanhar a missa. A polícia estimou a multidão na área do Vaticano em cerca de 1,5 milhão de pessoas. Muitos fiéis passaram a noite na praça, enfeitada com cartazes do falecido papa e com um de seus dizeres mais famosos:

– Não tenham medo!

Em sua homilia, Bento XVI louvou João Paulo II dizendo que ele tinha “a força de um titã”, e afirmou também que ele deu a milhões de pessoas “a força necessária para ter fé”.

– Abençoe-nos agora – pediu o papa.

Muitos dos fiéis presentes vieram da Polônia, o país de origem de João Paulo. Dezenas de bandeiras polonesas vermelhas e brancas eram agitadas no meio da multidão, e muitos aplausos foram ouvidos quando um grupo de poloneses soltou uma grande faixa dizendo: “Obrigado, Deus”, segurada ao alto por balões.

– Estivemos no funeral dele e não podíamos deixar de estar aqui para vê-lo beatificado – falou Janusc Skibinski, 40 anos, que fez uma viagem de carro de 29 horas com sua família, vindo de sua casa perto da fronteira da Polônia com Belarus.

Um lugar de honra foi reservado para a irmã Marie Simon-Pierre Normand, freira francesa que sofria da doença de Parkinson e cuja cura inexplicável foi atribuída à intercessão de João Paulo II junto a Deus para fazer um milagre, fato que forneceu a justificativa para sua beatificação.

Depois da proclamação, a freira segurou ao alto um relicário de prata com um frasco de sangue tirado do papa nos últimos dias de sua vida para o caso de ser necessário uma transfusão. Para que João Paulo II possa ser canonizado, o Vaticano terá que atribuir outro milagre à intercessão dele, depois de sua beatificação.

João Paulo foi beatificado no dia em que a Igreja celebra o Dia da Divina Misericórdia, que este ano caiu no 1º de maio, coincidindo com o mais importante feriado de trabalhadores no mundo comunista. O timing foi irônico, em vista do papel exercido pelo papa polonês na queda do comunismo em seu país de origem e em toda a Europa do leste. O ex-presidente polonês Lech Walesa, líder do sindicado Solidariedade, também estava na igreja.

A cerimônia de beatificação teve a presença de cerca de 90 delegações oficiais de várias partes do planeta, incluindo membros de cinco famílias reais europeias e 16 chefes de Estado. Mas, ao contrário do que previa o papa morto, os países comunistas da ásia, entre eles a China, ganham mais espaço no mundo e na Polônia, terra de João Paulo II, há o renascimento do comunismo como alternativa à crise capitalista que varre os países europeus e os EUA.

Os restos mortais de João Paulo II são idolatrados pela igreja

terça-feira, 26 de abril de 2011

1º DE MAIO: A Saga do Trabalhador da Zona Franca de Manaus

Cultura
Elson de Melo
A Saga do Trabalhador da Zona Franca de Manaus

Distrito Industrial de Manaus(AM)
Dia 1º de maio é dia do Trabalhador,
Trabalhador da roça e do nosso pescador,
Num dia é seringueiro, no outro é agricultor,
Batalha sol a pino, para manter seu sustento,
Cria gado, planta juta e ninguém lhe dá valor.

Num dia triste da vida, o caboclo ouviu no rádio, a conversa do doutor,
Que na cidade sorriso, havia relógio barato, emprego e muita festa,
Correu arrumou sua boroca, para seguir sua sina,
Numa noite de magia, embarcou, no primeiro motor da linha,
Alegre todo contente, na escadaria dos Remédios desembarcou.

Uma vez na capital, estava selado seu destino,
De ser trabalhador operário, ou ser um eterno menino,
Conheceu a Zona Franca, seu comércio e a indústria,
Correu foi ser empregado, numa fabrica juta,
Depois quebrou castanha, trabalhou na construção,
Nas fabricas do Distrito, a idade foi a condição,
De não ser admitido, na linha de produção.

O caboclo agora anda triste, resmunga com toda razão,
Convidaram para festa, mas, não lhe deram a opção,
De escolher a camisa do terno de estimação,
Sobrou-lhe apenas a lembrança, do seu torrão que morava,
De onde veio sem volta, só saudade e lamentação.

Agora seu filho trabalha, numa fabrica de televisão,
Monta as mais modernas Tvs, mas, não pode comprar não!
Uma Tv de plasma, ou de HD digital com alta definição,
Contenta-se com a noticia, de ter dado lucro de bilhões... de dólares,
Que só enriquece o patrão. Veja só a contradição!

A saga desse caboclo parece coisa de ficção,
Caramba! Isso é verdade, é pura confissão,
Ainda falta dizer, aonde mora esse peão,
E o salário que recebe, só dá pra comprar o pirão,
As outras coisas da vida ficam para outra encarnação.

Pra não pensarem que o poeta, só fala de solidão,
Vamos unir nossas forças, para aumentar a pressão,
É hora de garantir conquistas, que eles sempre dizem não.
O caminho para o intento está na nossa união,
Nesse 1º de maio, eis a convocação, solidariedade e luta, pra fortalecer nossa razão.

Trabalhadores do mundo. Uni-vos!

Elson de Melo - Sindicalista

Mensalão: História do maior escândalo no Brasil

Política
Antonio Carlos Lacerda (*)
Fonte: Pravda.ru
Link: http://josecarlosalexandre.blogspot.com

Mensalão: História e perspectivas sobre o maior escândalo de corrupção política no Brasil

Se analisado à luz do rito processual penal brasileiro, as perspectivas sobre o processo do Mensalão, o maior escândalo de corrupção política na história do Brasil, são de que ele pode terminar sem punição dos acusados

No Brasil, o processo que tramita no Supremo Tribunal Federal sobre o maior escândalo de corrupção política da história do País, conhecido por Mensalão, pode finalizar sem punição dos acusados por força da prescrição do crime de formação de quadrilha.

No próximo mês de agosto, 22 réus do processo do Mensalão, que está sob julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), estarão livres de uma das principais acusações, a de formação de quadrilha.

O desmantelamento do esquema de corrupção política através do Mensalão, a pior crise política do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será iniciado na última semana de agosto deste ano, quando vai prescrever o crime de formação de quadrilha.

O crime de formação de quadrilha, citado mais de 50 vezes na denúncia do Ministério Público - aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) -, é visto como uma espécie de "ação central" do esquema, mas desaparecerá sem que nenhum dos 'mensaleiros' seja julgado. Entre os 38 réus do processo, 22 respondem por formação de quadrilha.

Apontado pelo Ministério Público como o "chefe" do Mensalão, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil da Presidência da República no governo do ex-presidente Lula, parece estar mais próximo da absolvição.

Foi do próprio ex-presidente Lula o primeiro sinal político concreto em favor da contestação do processo do Mensalão. Ao deixar o governo, Lula disse que sua principal missão, a partir de janeiro deste ano - já estamos em março - seria "mostrar que o Mensalão é uma farsa".

Réus no Mensalão, enquadrados no crime de formação de quadrilha, enquanto aguardam o julgamento recuperaram as forças políticas que perderam e já começam ocupar cargos importantes no governo da presidente Dilma Rousseff.

Um dos fatos que demonstra essa articulação envolveu a indicação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, e mostrou a preocupação do governo com o futuro do Mensalão na Suprema Corte de Justiça do Brasil.

Na sabatina informal com Fux, um integrante do governo perguntou ao então candidato: "Como o senhor votará no Mensalão?". Para não se comprometer, Fux deu uma resposta padrão: se houvesse provas, votaria pela condenação; se não houvesse, pela absolvição.

Entre os atuais ministros do STF, causa também uma certa estranheza o fato de o ministro José Antônio Dias Toffoli participar do julgamento do Mensalão. Advogado do PT, ex-assessor da liderança do partido na Câmara e subordinado a José Dirceu na Casa Civil da Presidência da República no governo do ex-presidente Lula, Dias Toffoli já participou do julgamento de recursos do Mensalão.

Um dos ministros do STF teria lembrado que o ex-ministro Francisco Rezek se declarou suspeito de participar do julgamento do ex-presidente Fernando Collor de Mello no STF por ter sido ministro das Relações Exteriores no seu governo e retornado ao STF por indicação do próprio Fernando Collor. Por conta disso, Francisco Rezek entendeu por bem não participar do julgamento do então presidente Fernando Collor de Mello no Supremo Tribunal Federal.

Dentro do próprio governo existem articulações políticas para fortalecer e blindar políticos do PT que são réus do Mensalão. O exemplo mais cínico e atrevido dessas manobras foi a nomeação do ex-deputado José Genoino, que na época do escândalo do Mensalão era presidente do PT, para o cargo de assessor especial do Ministério da Defesa, pelo próprio ministro Nelson Jobim, atendendo pedido de petistas. Genuino nada sabe sobre defesa e nada tem a ver com militares.

João Paulo Cunha, outro petista réu no Mensalão, foi eleito membro da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara dos Deputados. Por ser membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, João Paula Cunha passa a ter uma blindagem política.

Além das manobras políticas para por fim sem punições ao processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal vários outros obstáculos processuais colaboram para que os culpados saiam impunes do episódio.

Como obstáculos processuais, a complexidade da investigação que envolve os 38 réus é um deles. As dificuldades naturais para se conseguir provas de todas as denúncias contra os acusados faz com que os próprios ministros do Supremo Tribunal Federal admitam que, muitos dos réus, entre eles personagens centrais do Mensalão, deverão ser absolvidos.

Se se buscar um histórico do Supremo Tribunal Federal, poderá ser constatado que as poucas condenações daquela Corte de Justiça só ocorreram quando foram exibidas provas absolutas, cabais e incontestáveis.

Diane desse fato histórico do tribunal, o ex-ministro José Dirceu sairia impune do processo, por força das dificuldades de se localizar provas suficientes para condená-lo por corrupção ativa. Assim, diante da já esperada prescrição do crime de formação de quadrilha, o tribunal não teria como condenar José Dirceu, estrela de primeira grandeza do PT, acusado de ser o mentor intelectual e chefão do Mensalão.

A mesma expectativa vale para duas outras estrelas petistas: Luiz Gushiken, ex-ministro do governo Lula, denunciado por peculato, e o ex-deputado Professor Luizinho, que foi líder do governo na Câmara, acusado de lavar dinheiro.

Ao contrário do autor da denúncia do Mensalão, ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, o atual procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nunca conversou diretamente com o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo.

Aliás, Roberto Gurgel formulou, tardiamente, em dezembro passado, 12 pedidos de diligência que acabaram por atrasar o calendário processual do Mensalão, previsto por Barbosa.

Segundo o calendário do ministro Joaquim Barbosa, toda a instrução do processo do Mensalão estará concluída em abril ou maio deste ano. Em seguida, Joaquim Barbosa terá de analisar mais de 42 mil páginas do processo, reunidas em 200 volumes, com quase 600 depoimentos e um calhamaço de provas colhidas.

Depois de proferir seu voto como relator do Mensalão, o que deverá ocorrer até dezembro deste ano ou no início do que vem, Joaquim Barbosa remeterá o processo para o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo, que, da mesma forma, terá de fazer uma leitura de todas as peças processuais para então proferir seu voto como revisor.

Feito todo esse procedimento processual, o Mensalão estaria pronto para julgamento no segundo semestre de 2012. Entretanto, há quem diga que, por prudência, o Supremo Tribunal Federal não julgaria o Mensalão no segundo semestre de 2012 pelo fato de ser um processo com potencial capaz de interferir nas eleições municipais previstas para o mês de outubro daquele semestre em todo o País.

Então, o julgamento do Mensalão ficaria para 2013, exatos oito anos depois de descoberto o maior escândalo de corrupção política em toda a história do Brasil.

Em 2007, no julgamento do inquérito do Mensalão, quando o Supremo Tribunal Federal acatou a denúncia contra os acusados foi criada uma expectativa de que os envolvidos no escândalo não escapariam de uma condenação na Suprema Corte de Justiça do Brasil.

Naquela oportunidade, a rapidez com que foi julgada e acatada a denúncia do procurador-geral da República, além do raro consenso dos ministros sobre o Mensalão criou-se a sensação de que não haveria impunidade para os acusados.

Essa sensação, que foi apenas uma ilusão dentro de um contexto artificial, foi provocada pela troca de mensagens entre ministros durante uma sessão do tribunal.

Os ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia conversavam, por meio do sistema de comunicação interno do tribunal, sobre uma possível articulação de colegas para derrubarem integralmente a denúncia do Mensalão. A suspeita não era apenas dos dois. Outros ministros disseram ter ouvido um colega do tribunal dizer que rejeitaria a denúncia do então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.

Com a divulgação dessa informação, criou-se um clima de constrangimento, e nenhum ministro sentiu-se à vontade para discutir à exaustão cada ponto da denúncia. Então, decidiu que, melhor seria acelerar a conclusão do julgamento da denúncia em favor da abertura do processo contra os acusados.

Com esse cenário favorável à aceitação da denúncia, o relator do processo do Mensalão, ministro Joaquim Barbosa, teve o trabalho facilitado, com a denúncia sendo recebida praticamente na íntegra e a impressão de que a investigação não tinha pontos falhos.

Atualmente, ministros do próprio tribunal teriam dito que vários pontos do inquérito seriam derrubados facilmente se o julgamento tivesse transcorrido em clima de normalidade.

O ESCÂNDALO DO MENSALÃO

Escândalo do Mensalão ou "Esquema de compra de votos de parlamentares" é o nome dado à maior crise política sofrida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005/2006 no Brasil.

Em 14 de maio de 2005, foi divulgada pela imprensa de uma gravação de vídeo na qual o ex-chefe do DECAM/ECT, Maurício Marinho, solicitava e também recebia vantagem indevida para ilicitamente beneficiar um falso empresário - na realidade o advogado curitibano Joel Santos Filho, o denunciante da corrupção, que, para colher prova material do crime, faz-se passar por empresário interessado em negociar com os Correios.

Na negociação estabelecida com o falso empresário, Maurício Marinho expôs, com riqueza de detalhes, o esquema de corrupção de agentes públicos existente naquela empresa pública.

Segundo o então procurador-geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, na denúncia que apresentou e foi acolhida pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-deputado Federal Roberto Jefferson - então Presidente do PTB, acuado, pois o esquema de corrupção e desvio de dinheiro público estava focado em dirigentes dos Correios indicados pelo PTB, resultado de sua composição política com integrantes do governo - revelou detalhes do esquema de corrupção de parlamentares, do qual fazia parte, esclarecendo que parlamentares que compunham a chamada "base aliada do governo" recebiam, periodicamente, recursos do Partido dos Trabalhadores em razão do seu apoio ao Governo Federal, constituindo o que se denominou como "Mensalão".

O neologismo Mensalão, popularizado pelo então deputado federal Roberto Jefferson em entrevista que deu ressonância nacional ao escândalo, é uma variante da palavra "mensalidade", usada para se referir a uma suposta "mesada" paga a deputados para votarem a favor de projetos de interesse do Poder Executivo. Segundo o deputado, o termo já era comum nos bastidores da política entre os parlamentares para designar essa prática ilegal.

A palavra "Mensalão" foi então adotada pela mídia para se referir ao caso. A palavra, tal como ela é, foi utilizada também na mídia internacional sempre acompanhada de uma pseudo-tradução. Em espanhol já foi traduzida como "mensalón" e em inglês como "big monthly allowance" (grande pagamento mensal) e "vote-buying" (compra de votos).

Entre 22 a 27 de agosto de 2007, o Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento das 40 pessoas denunciadas pelo procurador-geral da República, em 11 de abril de 2006.

O tribunal recebeu praticamente todas as denúncias feitas contra cada um dos acusados, o que os fez passar da condição de denunciados à condição de réus no processo criminal, devendo defender-se das acusações que lhes foram imputadas perante a Justiça, para, posteriormente, serem julgados pelo tribunal.

Em julho de 2008, foi descoberto, durante uma investigação sobre o banqueiro Daniel Dantas, que o Banco Opportunity foi uma das principais fontes de recursos do Mensalão. Através do Banco Opportunity, Daniel Dantas era o gestor da Brasil Telecom, controladora da Telemig e da Amazônia Telecom.

As investigações apontaram que essas empresas de telefonia injetaram R$ 127 Milhões nas contas da DNA Propaganda, administrada por Marcos Valério, o que, segundo a Polícia Federal, alimentava o Valerioduto, esquema de pagamento ilegal a parlamentares.

A Polícia Federal pôde chegar a essa conclusão após a Justiça ter autorizado a quebra de sigilo do computador central do Banco Opportunity.

Esta é, portanto, a história e a expectativa sobre o Mensalão, considerado o maior escândalo de corrupção política da história do Brasil, que assombrou a opinião pública brasileira e 'conquistou', de forma negativa para o País, até o noticiário da imprensa internacional.

(*) Antonio Carlos Lacerda é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU. E-mail:- jornalistadobrasil@hotmail.com

domingo, 24 de abril de 2011

Segunda Caminhada da Terra do SERPAJ-Brasil e ABAI

Caminhada da Mãe Terra, 22 de abril de 2011

Neste ano de 2011, em que a Campanha da Fraternidade das igrejas cristãs pede um maior cuidado com o planeta que sofre como em dores de parto, aconteceu um fato muito interessante. O dia internacional da Mãe Terra (22 de abril) coincidiu com a Sexta-Feira Santa. Será isto um sinal dos tempos? Membros de duas ONGs sediadas em Mandirituba, PR, Fundação Vida para todos – ABAI e SERPAJ Brasil comemoraram este dia com uma caminhada meditativa ao longo da trilha da Reserva Mãe da Mata. Adultos e crianças refletiram sobre o sofrimento e a morte de Cristo e o sofrimento da Mãe Terra. A terra não pertence ao homem, o homem pertence à Terra. Nos humanos somos terra também, somos a parte da terra que pensa, sonha e tem responsabilidade.

Por Marianne Spiller

sábado, 23 de abril de 2011

Testamento de um Judas

Há oito anos passados
Um sapo virou rei
De uma herança maldita
Ao mensalão ele se fez

Passado todo esse tempo
Não sofreu oposição
Sua maior proeza
Foi aumentar a riqueza na conta do patrão.

Agora em tempos de páscoa
Venho dividir a riqueza
Deixo pra Dilma a Presidência
E pro Sarney a decência...

Para os pobres deixo a bolsa família
Para os banqueiros os juros em dólar
Compenso o Genoino
Com a defeza na cola do Jobim

Das coisas que inventei
Deixo a manteiga e os Juros
Na conta dos aloprados
Um dossiê de apuros

Aos aposentados deixo um fator
Para nunca mais esquecerem
Que no meu governo o pobre
Só farofa é que ele come

Ao PCdoB deixo a copa
Pra tapioca esquentar
E um chope bem gelado
Pra Senadoras Vanessa degustar!

Para o Artur deixo a banana
Pra Heloisa Helena o Limão
Ao Heráclito um abraço forte
E pro Mão Santa a solidão.

Para não ficar na pendência
Reabilito o Zé Dirceu
Da mesma forma o Delúbio
E o Silvinho deixo pra noutra vêz!

Ao Serra dou um conselho
Deixa pro Aécio agora a vêz
Pois o Cassab já é nosso
Junto com ele vem mais de cem

Da rapadura eu Fuji
Do feijão com arroz já escapei
Agora é charuto, caviar e Whisky
Cachaça nunca mais, nem pensar!
Isso é verdade...Não sei.

Nunca antes nesse país
Um presidente esqueceu tanto
Das coisas que aconteciam
Nas barbas e nos seus quantos!
Nunca soube nunca viu, pra não perder o encanto.

Agora deixa eu falar:
Se liga Fernando Henrique
Paguei a divida externa
Agora Vaz me pagar!

Se duas vezes me ganhastes
Outras duas eu ganhei dos teus
Agora com Dilma em campo
Perde eu, perde você

Pra finalizar esse testamento
Quero a todos declarar
Que a Dilma é a minha cara
E o Zé Dirceu nosso cú...elho

Desse governo quero a fiança
Para bancar minhas palestras
Pra engordar a riqueza
E enganar a pobreza.

Seja qual for seu julgamento
Não adianta reclamar
Hoje estou de fora
Amanhã eu quero voltar
Te cuida Dilma, pios posso ainda reencarna.

*Qualqer semelhança com a imagem abaixo é apenas conicidencia.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa de Vida Digna

*Heloisa Helena

Eis um período – para mim - maravilhosamente propício para a reflexão sobre Vida, Liberdade, Renascimento, Ritos de Passagem... Hipocrisia, Angústia, Poder, Solidão! Desde criança – na catequese por queridas freiras holandesas e padres católicos - que eu achava muito estranho o fato de Jesus ter sido recebido de forma imensamente triunfal “como Rei e Salvador” pelo mesmo povo que em poucos dias gritavam “Crucifica-o, Crucifica-o”... Eu - pequeninha, magrela e de imensas tranças – ficava pensando “que gente mais falsa...”

O Domingo de Ramos é exemplar! Jesus – debochado por muitos como o “filho do carpinteiro e de Maria” (aliás, pensemos o que sofreu Maria diante das línguas cínicas e ferinas das víboras fofoqueiras...) – que já tinha, de chicote na mão, literalmente botado pra quebrar no templo cheio de farsantes e vendilhões... entra de Jumentinho e é saudado entusiasticamente pela multidão! O Poder Local – César, Pilatos e Cia – em conluio mais que atual, demonstra à multidão que quem estiver ao lado do Rei dos Céus estará contra o Rei da Terra... aí o coeficiente de trairagem popular aumentou velozmente e foram aplaudidas todas as formas de humilhações (da brutalidade nas agressões físicas às cusparadas e xingamentos preconceituosos!). E se faz necessário lembrar que, com raríssimas exceções masculinas, a linda coragem da solidariedade a Jesus, no episódio, ficou mesmo para as mulheres!

O Monte das Oliveiras é outro momento de imensa intensidade espiritual e angústia absolutamente humana... onde Jesus, mesmo tomado pela Fé e Orações, demonstra tanto sofrimento, tristeza e medo... o retrato da humildade das nossas fraquezas humanas, seja nos apóstolos que dormiam ou na extrema exaustão emocional de Jesus que o leva a suar gotas de sangue. E durante a Crucificação, além do perdão e da opção pelo sacrifício, se apresenta também o doloroso sentimento de abandono e solidão gemendo na frase “Eloí Eloí, lema sabactâni...Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonaste...”

E a Páscoa? Ah! Além dos deliciosos ovos de chocolate para alguns que podem comprar... A Páscoa verdadeira em nosso tempo não chegou! Muitos de nós estamos lutando por ela irmanados nos Ritos de Passagem: Escravidão e Liberdade do Povo de Deus, Morte e Renascimento de Jesus! Infelizmente ainda persistem o sofrido caminhar de muitos nas travessias dos desertos de indigência social; nas peregrinações de humilhações extremas por vagas nas escolas e assistência à saúde; nas horas de angústia e desespero em ônibus superlotados; nos escombros sob as chuvas soterrando crianças; nas infames vendas de órfãos para ricos pedófilos e virgindades de meninas para bandidos políticos; na exploração insaciável e predatória da natureza... e em tantas outras formas de Violência, Escravidão e Morte...

A Páscoa chegará quando a música, em belos adágios por violinos e flautas, estiver sendo tocada por pequenas mãos pobres e frágeis de crianças que o maldito narcotráfico machucou, mas não aniquilou... A Páscoa chegará quando não ensinarmos às nossas crianças a prática desrespeitosa das palavras humilhantes e malditas “negrinha, doido, aleijado, bicha”... A Páscoa chegará quando os idosos estiverem sendo contemplados com profundo respeito às marcas que o tempo deixou... A Páscoa chegará quando não se ostentar por vaidade luxuosa as peles de animais no vestuário... A Páscoa chegará quando a intolerância religiosa for extirpada e o oportunismo vulgar e comercial em nome de Deus for superado...

Alguns dirão que tudo isso é romantismo ridículo e impossível de se concretizar... Alguns vão preferir simplesmente fazer de conta que nada vêm nas dores e sofrimento do mundo crucificado... E euzinha e muitos outros mais repetiremos Cecília: “É preciso não esquecer nada...nem o sorriso para os infelizes, nem a oração de cada instante... O que é preciso esquecer... é o dia carregado de atos e a idéia de recompensa e glória...”

Felizes todos os dias em que buscamos a Páscoa... nas Travessias em Lágrimas pelos Desertos ou em Caminhos Perfumados de Jasmins, Angélicas, Lírios e todas as Flores que anunciam a Generosa Festa da Colheita de Paz e Justiça Social que um dia chegará!

*HELOÍSA HELENA é vereadora pelo PSOL em Maceió.

Sindicalismo em Tempo de Pandemia Covid-19

12 de julho, 2020 Por: Elson de Melo*   O governo aproveitou a pandemia para sufocar de vez o movimento sindical brasileiro. No dia 1º de ab...