quarta-feira, 22 de agosto de 2018

ECOSSOCIALISMO: Economia Solidária


ELSON DE MELO
QUARTA, 22 DE AGOSTO DE 2018

Quando falamos em economia, logo vem à mente a palavra “desenvolvimento”,  essa palavra aliada a “sustentabilidade” vem a séculos sendo impregnado na mente dos habitantes da Amazônia como forma de dar uma falsa esperança de que um dia o ribeirinho, o caboclo, o índio, venha se beneficiar do minério, das barragens para produção de energia, da exploração da madeira nobre e até do emprego formal no interior.

Ocorre que esse discurso é uma ‘lorota’ inventada pelos donos de mineradoras, madeireiras, fazendeiros de gado, latifundiários e até das indústrias de montagens de eletrodoméstico nas capitais para, ludibriarem as populações tradicionais do território Amazônico.

Segundo o saudoso Senador Evandro Carreira, é esse “desenvolvimento” que:

“Assassina índios e trabalhadores rurais, escraviza peões e seringueiros, paga salário de fome, fabrica analfabeto, prostituta, cheira-cola, sustenta políticos corruptos e outros tipos de bandidos, dissemina o vírus da AIDS, idolatra o consumismo e o imediatismo... Envenena o ar que respiramos, destruindo a camada de ozônio...?”.
(...) Evandro Carreira – em Evandro Carreira Acusa p.21.

Na Amazônia a história vem provando que o individuo sozinho, nunca vai conseguir prosperar pessoalmente e melhorar a sua qualidade de vida e da sua família.

A vida na Amazônia é em função dos rios através da pesca e da terra através dos pequenos plantios, do extrativismo, da caça e da exploração de outras riquezas floresta.

Acontece que, todos esses produtos que alimenta e produz renda ao povo tradicional, só consegue resolver questões imediatas, nunca vai melhorar a sua qualidade de vida.

Visando oferecer uma nova tecnologia social apresentamos neste texto a Economia Solidária.

O que é uma Economia Solidária?
“Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem.

A economia solidária vem se apresentando, nos últimos anos, como inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.

Nesse sentido, compreende-se por economia solidária o conjunto de atividades econômicas de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito, organizadas sob a forma de autogestão.

Segmentos
v  Associações ;
v  Cooperativas;
v  Empresas  Autogestionárias;
v  Grupos de Produção;
v  Clubes de Troca;
v  Grupos Informais;
v  Redes e Centrais;”.

É tarefa dos militantes políticos e dos profissionais comprometidos com a vida do planeta, o progresso pessoal e coletivo do povo do interior Amazônico, ocupar esse espaço social e se misturarem com a população tradicional da Amazônia para, sensibilizá-los a praticarem a Economia Solidária, a Permacultura e o Ecossocialismo como filosofia de vida.

*Elson de Melo, é sindicalista e militante do PSOL.


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Por uma Escola Ideológica Ecossocialista


ELSON DE MELO*
Segunda, 20 de agosto de 2018

As forças progressistas da sociedade passam por uma tentativa de segregação ideológica, fruto do avanço do conservadorismo fascista que tenta a todo custo impor a ideologia dominante nas atuais e futuras gerações.

Os projetos “escola sem partido” busca manter a sociedade alienada das verdadeiras causas da falta de comida, educação, saúde, habitação, salário, trabalho, terra, liberdade e justiça social.

Vendo o relato de uma pessoa afirmando que fez todas as etapas do ensino formal e nunca viu uma palestra de um professor(a) sobre ideologia de classe e de gênero, me leva a propor que os socialistas saiam da defensiva e partam para ofensiva oferendo a população um escola ideológica e ecossocialista.  

Para concretizar essa iniciativa, convido os professores do campo progressista da sociedade, para desenvolvermos o projeto pedagógico da escola, base fundante de um novo modelo de educação autônoma e independente do capital e do Estado opressor que ele controla com mão de ferro e conteúdo de fogo.  

Um dos sonhos do senador Evandro Carreira era a criação da “Universidade Biológica da Amazônia”, cuja principal missão era inventariar todo o ecossistema Amazônico.

“Precisamos urgentemente da Universidade Biológica da Amazônia, para começar a fazer o inventário da hileia e saber quem é quem, quem ama quem, quem odeia quem, entre as arvores, os insetos, os peixes, os répteis, as minhocas, os mamimiferos, as aves, o rio, o sol, o calor, a chuva, a umidade.”
(...) Evandro Carreira – em “Evandro Carreira Acusa pg. 15”.

Dentro dessa visão futurística do saudoso Senador Evandro Carreira, é possível desenvolver um projeto pedagógico que inclua definitivamente as pessoas como parte do equilíbrio ecológico da Amazônia, onde elas entendem que o seu instinto de sobrevivência tem o mesmo valor que qualquer outro ser que habita essa Região.

Uma escola que ajude as pessoas compreenderem que a nossa atual sociedade baseia-se na competitividade, na hipocrisia, na futilidade, no fetiche, na violência, no individualismo e que essa evolução, deu-se unicamente pelo interesse do capital em manter os povos subjugados e explorados.

Uma escola que apresente oportunidades cientificas, tecnológicas seja de produção de riqueza como a distribuição dessa riqueza produzida coletivamente que hoje o capitalista acumula individualmente a seu bel prazer.

Uma sociedade humanista, coletiva, preservacionista da natureza, solidária e feliz. É essa a escola que interessa a maioria do povo brasileiro, e, é essa a escola que os socialistas devem apresentar ao povo.

*Elson de Melo, é sindicalista e militante do PSOL.


quarta-feira, 15 de agosto de 2018

ECOSSOCIALISMO: Amazônia e a permacultura como modelo sustentável


Elson de melo*
Quarta, 15 de agosto de 2018

Vivemos uma economia globalizada, mas o mundo precisa de alimentos livres dos agrotóxicos.

A segurança alimentar dos povos precisa de alimentos saudáveis sem a contaminação venenosa proporcionada pele agronegócio que produz alimentos em escala, os venenos jogados sobre as lavouras de cana, soja, milho, feijão, arroz e hortaliças, vem diariamente promovendo doenças incuráveis.

Na Amazônia, e uma falácia afirmar que a geração de emprego pode ser através da mineração e dos grandes projetos de hidrelétricas como querem esses seguimentos predadores convencer os caboclos ribeirinhos que sobrevivem das pequenas plantações e da pesca.

O que essa população precisa é de incentivos públicos para produzir alimentos de forma sustentável e orgânico. O modelo ideal para esse programa é a Tecnologia Social Solidaria através das cooperativas e do modelo sustentável permacultura.

“A Permacultura foi desenvolvida na década de 70 por Bill Mollison e David Holmgren na Tasmânia, como uma resposta ao sistema industrial e agrícola da época. Bill e David organizaram a agricultura ancestral, as habilidades, a sabedoria tradicional e a moderna e criaram a palavra Permacultura. A Permacultura tem como base a ecologia e é um instrumento utilizado para a criação de sistemas humanos sustentáveis, valorizando e unindo os seguintes pontos:

*   Conhecimento tradicional;
*   Agricultura ancestral;
*   Construções eficientes;
*   Equilíbrio (mental, físico e espiritual);
*   Diversidade;
*   Recursos naturais sustentáveis.

Reunindo os Princípios da Permacultura aos atuais conhecimentos Científicos e Tecnológicos e também aos valiosos Conhecimentos Ancestrais, torna-se possível desenvolver técnicas de utilização consciente dos recursos naturais, como o solo e a água!

Chamamos estas técnicas de Tecnologias Sociais, pois elas são simples, eficientes, de baixo custo e de baixo impacto ambiental! Além disso, são facilmente replicáveis em diversas comunidades, inclusive em nossas próprias casas!”. (...) Instituto Çarakura.

Enquanto não conseguirmos sensibilizar os governantes para esse importante debate, vamos à pratica sensibilizar a população da Amazônia sobre esse importante mecanismo social que liberta e transforma positivamente a realidade humana na nossa Região.

*Elson de Melo é sindicalista e militante do PSOL
  

Meus 60 anos de vida

Elson de Melo, 60 anos de vida
Quarta, 15 de agosto de 2018

Hoje, 15 de agosto do ano de 2018, escrevo este poema para celebrar os meus 60 anos de vida. É o retrato de seis décadas bem vividas, a maioria desse período fora dedicado as lutas do povo, motivo que me deixa ainda mais feliz em poder contribuir com muitos momentos de de tenções ou de euforia da nossa gente. 

Lembro nesta data do meu avô Messias Ferreira Pinto da minha mãe Elzira de Melo Pinto, do meu irmão Adilson de Melo Pinto e da minha irmã Terezinha de Melo Pinto que partiram desta vida, mas nos enchem de saudades todos os dias. 

Reverencio o meu pai Raimundo de Lima Pinto, que aos 90 anos ainda lidera a nossa família. Agradeço os meus irmãos Gilson, Edson, Ironilson, Dinilson, Jackson e Fátima de pela dedicação que me oferecem. 

Aos meus sobrinhos e a minha neta Clara Porto Mendes Braga, um carinho muito especial para retribui=los os mesmo carinho que eles me dedicam. 

A minha esposa Deuzirei Mendes Braga e meus filhos Alx e Dhimirson só posso agradecer pelo amor e carinho que eles conduzem a nossa vida e dedicação a esse velho pai e companheiro. 

Obrigado meu Deus.   

MEUS 60 ANOS DE VIDA 
(Elson de Melo)


De costa para o horizonte
vejo o tempo que passou
são 60 anos de vida
que o mundo me dedicou.


Agradeço ao pai querido
a minha mãe com louvor
duas pessoas maravilhosas
que a vida me agraciou.


Olho o tempo passado
as mãos e rosto enrrugados
são marcas do mesmo tempo
que a vida me presentou.


Tudo está consumado
na vida nada me faltou
amor,carinho e esperança
são virtudes que a vida me consagrou.


Saúdo os irmão queridos
por cada momento a mim dedicado
são marcas de uma familía
onde tudo é compartilhado.


Agradeço a esposa e filhos
pelo carinho e amor
por toda compreensão e paciencia
dedicado a este velho pai com muito fervor.


Ao amigos e mais paretes
um abraço apertado
um beijo no coração
com ternura, afeto e respeito.


Dedico esse importante dia
ao meu pai Raimundo de Lima Pinto 
a minha mãe Elzira de Melo Pinto 
e ao meu avô Messias Ferreira Pinto.


Três pessoas que me ensinaram
a cidadania e o direito
o coração bondoso
e a vida em sociedade.


Meus 60 anos chegaram
cheio de história e dedicação humana
guardo sempre na memória
cada momento vivido.


Obrigado meu pai do céu
por esta data esperada
traduzo nesta poesia
um poco da longa estrada percorrida.


Obrigado meu pai do céu
pelo tempo que já consumi
agora espero teu tempo
e a hora que um dia vai vir.


Obrigado meu pai do céu
pelo tempo que vier
pretendo honra-lo sempre
praticando o amor, a solidariedade e a fé.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Ecossocialismo: Amazônia Tecnologias Sociais e prosperidade


Elson de Melo*
Quarta, 08 de agosto de 2018

Começo este texto que abre a coluna que leva a minha assinatura no site “O imparcial do Amazonas”, citando os pilares das campanhas politicas do saudoso Senador Evandro Carreira “peixe e várzea contra a fome”.

O sonho do Senador era ver a nossa Amazônia produzindo proteína para alimentar o mundo!

Para corroborar com esse sonho, ele escreveu a coletânea “Recado Amazônico” e um dos mais importantes escritos para atualidade o livro, “Amazônia - Usina de Alimentos para o Terceiro Milênio “.

As obras do Senador Evandro, não são simples registros literários, são ensinamentos políticos, preocupação com a população ribeirinha da Região, com os caboclos, os índios, a economia, a ecologia, água, e, principalmente a preocupação com as vocações econômicas e sociais da Região Amazônica, sua biodiversidade e territórios.

Evandro foi um ‘amazônida ecossocialista’ visionário que estudou a complexidade do Bioma Amazônico com profundidade, mas pregou no deserto conforme afirmou em artigo o Senador Jefferson Peres.

Evandro defende que o território Amazônico seja inventariado antes que qualquer outra ação do homem seja tomada em relação as suas riquezas naturais.

Como tecnologia social, o Senador defende as Cooperativas Varzeanas para organizar, promover a produção coletiva e comercialização de gêneros de cíclicos curtos, como hortaliças, grãos e a piscicultura em gaiolas ou através do manejo correto dos lagos evitando a pesca predatória.

Para Evandro Carreira, “a floresta amazônica deverá ser o ciclópico divã psicanalítico da espécie humana, onde ela se deitará para repensar e analisar todos os conflitos de seu destino cósmico”.

Assim, a prosperidade do povo ribeirinho, do caboclo, dos índios na Amazônia, está na sobrevivência da floresta em pé, caso contrario, se a devastação for efetivada, é essa população que sofrerá todos os impactos negativos do tão propalado “desenvolvimento”.

Para evitar que a barbárie da devastação aconteça, será preciso que essas populações, recorram a tecnologia social para garantir a sua qualidade de vida e a prosperidade do território e das futuras gerações. O Ecossocialismo é uma das filosofias que ajuda garantir a unidade social dos povos em favor do desenvolvimento humano e da felicidade plena.

*Elson de Melo, é sindicalista e militante do PSOL.      


terça-feira, 26 de junho de 2018

Esquerda no Amazonas e a disputa eleitoral majoritária no Estado


Elson de Melo
Manaus, 26 de junho de 2018

Em 1982 o PT com a candidatura do professor Osvaldo Coelho ao governo do Amazonas dava inicio ao projeto histórico da classe trabalhadora no âmbito da disputa eleitoral majoritária no Estado.

Até então, salvo melhor juízo, não existe registro que um partido de esquerda tenha lançado uma candidatura ao governo do Estado. Nesses 36 anos o PT, PSTU, PCB e PSOL já lançaram por diversas vezes candidaturas ao governo de Estado, porém, foram candidaturas apenas para marcar posição, nada que abalasse os alicerces da oligarquia local.

Nesse período os partidos tradicionais da esquerda PCB e PCdoB faziam o projeto da oligarquia comandado por Gilberto Mestrinho. Para esses partidos, essas alianças eram apenas estratégicas com o que eles classificavam de “burguesia nacional”.  Tempos depois, aquele PCB se transformou em PPS e PCdoB continua advogando a aliança útil. 

Passado 36 anos, os partidos de esquerda no Amazonas continuam flertando com a oligarquia e, nessa eleição travam uma luta interna para apoiarem uma das frentes da oligarquia local representadas por Amazonino Mendez-PDT, Omar Aziz-PSD, David Almeida-PSB e Wilson Lima-PSC.

Em recente entrevista ao blog “Radar Amazônico”, o candidato David Almeida (PSB) negou, que tenha aliança com o PCdoB ou outros partidos envolvidos na Lava Jato, no caso especifico, o “outro partido envolvido na lava jato” que se referiu, é o PT. 
  
É lamentável ver os dirigentes desses partidos se humilhando e mendigando espaço nessas coligações onde, até o PSOL não sei se por ingenuidade, ou conivência, entrou nessa onda de aliança útil.

No passado, era possível justificar que essas composições eram apenas "aliança estratégica com a burguesia nacional" para criar as condições objetivas de viabilizar o projeto histórico da classe trabalhadora de emancipação econômica, social e politica.

Hoje, porém, não existe mais espaço para essa desculpa, o que está ocorrendo de fato é uma total e irresponsável adesão ao projeto da oligarquia sem nenhum proposito social, econômico ou politico que não seja a manutenção de alguns mandatos de pessoas que na pratica pouco tem contribuído na organização da classe trabalhadora para viabilizar o seu projeto histórico.

O PSOL se afastou da ideia de apoiar David Almeida para lançar a pré-candidatura do camarada sindicalista Berg Barbosa atual presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas. No entanto, parece que a pré-candidatura estacionou no pré-lançamento feito pela US - Unidade Socialista, campo interno do partido que majoritariamente dirige o PSOL no Estado, a oficialização da pré-candidatura segundo decisão da Conferência Eleitoral Estadual, carece de confirmação do Diretório Estadual, organismo ao qual foi delegado a decisão de oficializar a candidatura majoritária a governo, essa demora, leva ao desgaste interno e externo a pré-candidatura, uma vez que sem uma definição do diretório, outras duas pré-candidaturas do professor Jevaldo Silva e da assistente social Marklize Santos embora não tenham nenhuma possibilidade de serem referendadas tanto pelo diretório. Como pela convenção, no momento confundem a a pré-campanha do Berg.

Por outro lado, não vejo nenhuma movimentação para buscar alianças com os outros partidos da esquerda PT, PCdoB e PCB forças politica que estão sendo rejeitadas por uma das frentes da oligarquia não por terem alguém envolvido na Lava Jato, mas sim, por serem partidos de esquerda.

A eleição suplementar de 2017 mostrou que a esquerda tem força suficiente para disputar em igualdade com a oligarquia o poder governamental do Estado do Amazonas, para isso, basta vencer o medo de enfrentar primeiro as nossas diferenças para unir os partidos em torno de uma única candidatura e segundo, definir um programa Amazônico que inclua toda a população amazonense no caminho da prosperidade, se nós conseguirmos enxergar essa possibilidade, com toda certeza, faremos muito mais pelo nosso povo do que fora feito nesses 36 anos de alianças eventuais com a oligarquia.

É momento de fazermos o projeto histórico da classe trabalhadora, de acreditar na luta do povo e vencer nossas diferenças estratégicas e táticas para unir a esquerda e mostrar que é possível mudar a politica no Amazonas.

VAMOS Sem Medo de Mudar o Amazonas!

Elson de Melo é militante do PSOL 

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Presidente Temer é "Persona Non Grata" na Zona Franca de Manaus e no Amazonas

Elson de Melo
Manaus - 06/06/2018

A Medida provisória e o decreto presidencial do presidente Temer que concede subvenção, com recursos do Orçamento Geral da União, para o óleo diesel produzido e importado, comercializado no Brasil, afeta diretamente os incentivos do polo de concentrados da Zona Franca de Manaus, ameaça mais cem mil empregos diretos e indiretos na cadeia produtiva só no Estado Amazonas.

Segundo estudo feito pela SUFRAMA – Superintendência da Zona Franca de Manaus, existe a hipótese do fechamento do segmento de concentrados do PIM – Polo Industrial de Manaus que afetará diretamente a cadeia produtiva do setor produtivo do guaraná e a produção de açúcar, empresas como a Agropecuária Jayoro no Município de Presidente Figueiredo que além de ter o maior plantio de guará individual do Amazonas é também a única fabrica de açúcar que produz o açúcar mascavo para a Coca-Cola no Estado e emprega diretamente mais de mil trabalhadores, a paralisação de uma empresa desse porte, afeta diretamente a vida de toda população do Município. 

A produção média do Polo de Concentrado do Amazonas gira em torno de 80 mil toneladas por ano e conta com 26 empresas instaladas no PIM – Polo Industrial de Manaus.

A indústria de concentrados é o setor do PIM – Polo Industrial de Manaus que pode fazer uma ligação mais efetiva da Zona Franca de Manaus com o interior do Estado. 

Hoje empresas como Ambeve que está instalada em Maués produzindo mudas de guaraná e incentivando o plantio da espécie naquele município que coletivamente é o maior produtor do Amazonas, a Coca-Cola através da Recofarma e Jayoro que plantam e industrializam a cana de açúcar e o guaraná em Presidente Figueiredo, são responsáveis por milhares de empregos diretos e indiretos no Amazonas, só para exemplificar o potencial do polo na economia do Amazonas.  

É importante registrar que a produção de grãos do guaraná no Amazonas, não atende a metade da demanda das indústrias de concentrados do Amazonas, a maioria dos grão, vem do Estado da Bahia. Temer com a sua pavorosa MP, fere de morte, o único setor da Zona Franca de Manaus, que gera trabalho e renda no interior do Amazonas, prejudicando não só presente, mas o futuro do nosso povo.

Temer ao editar o decreto presidencial reduziu de 20% para 4% a alíquota do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados sobre os concentrados de bebidas não-alcoólicas (refrigerantes e sucos), na pratica, inviabiliza as indústrias desse setor da Zona Franca de Manaus que perdem competitividade para os fabricantes de bebidas fora do Amazonas.

Temer com outras medidas fiscais anteriores a esta, já causou uma grande onda de desemprego em Manaus, agora com essa MP e o decreto presidencial, promove mais desemprego em todo o Estado do Amazonas.

Diante de tamanha estupidez do decreto presidencial que vai acabar com mais cem mil empregos o Estado, consideramos o Presidente Michel Temer “Persona Non Grata” no Amazonas, inimigo da Zona Franca de Manaus e da Classe Trabalhadora amazonense.

Elson de Melo é sindicalista e militante do PSOL 

Sindicalismo em Tempo de Pandemia Covid-19

12 de julho, 2020 Por: Elson de Melo*   O governo aproveitou a pandemia para sufocar de vez o movimento sindical brasileiro. No dia 1º de ab...