domingo, 18 de julho de 2010

5ª ROMARIA DA FLORESTA

Povo de fé nos céus e de pé nos chãos

(foto da 4ª Romaria, fonte: blog do Comitê Dorothy)

Após cinco anos do assassinato de irmã Dorothy Stang (12/02/05), o povo continua sua luta. Vejam o convite para a 5ª Romaria da Floresta.

CONVITE PARA A 5ª ROMARIA DA FORESTA


“Se quiser a Paz, faça a Justiça.”
Nos 22 a 25 de julho de 2010, em Anapu/PA, haverá a 5ª Romaria da Floresta. Os romeiros e as romeiras caminharão do túmulo da Irmã Dorothy, no Centro São Rafael até a Cruz marcando o lugar onde Irmã Dorothy foi assassinada no Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança (PDS) no 12 de fevereiro de 2005.
Esta caminhada é de fé, de resistência, de celebração e esperança. Temos fé de que Deus está conosco, o povo organizado em defesa da vida, a vida do povo e da floresta. As forças de ganância que devoriam a floresta para gerar lucro são grandes e fortes. Caminhamos para declarar e mostrar que não estamos nos entregando a estas forças, mas sim, as resistindo.
Dorothy as resistiu, até as últimas conseqüências, e nós ficamos. Assumimos esta luta também e caminhamos juntas e juntos. Queremos a terra e condições e segurança para trabalhar nela em harmonia com a floresta.
Junte-se a nós, caminhemos juntas. Venha. Seja um romeiro, uma romeira da Floresta. Traga sua mensagem. Sente a força do povo unido e organizado em defesa da vida. Fortaleça sua fé e coragem em memória da Irmã Dorothy e na confiança que esta luta pela vida continua e você pode fazer parte!
A concentração vai ser no Centro São Rafael, Anapu a partir de meio dia. Pode dormir no Centro no 21 de julho. A saída da romaria será às 15horas, no 23 de julho. Chegaremos no PDS à tarde no 24 de julho. No 25 de julho, celebramos a Santa Missa no local da Cruz onde Ir. Dorothy foi morta. Em seguida haverá almoço, e depois uma brincadeira/festa com o povo do PDS. Às 17 horas os transportes contratados trarão os romeiros e as romeiras de volta para Anapu.Traga prato, colher, copo, rede e cordas ou barraquinha, sapatos ou sandália confortável, chapéu ou boné. Prepare uma mensagem, canto, poesia, oração, cartaz, faixa, teatro para ser partilhado ao longo da caminhada.
Estamos esperando você!Um abraço,
A Comissão Organizativa


“Terra tem que ser para sempre, temos que pensarnaqueles e naquelas que vê deois de nós.”
Ir. Dorothy

CENTRAIS SINDICAIS SE UNEM POR MELHORES SALÁRIOS


No ano em que a economia brasileira deverá crescer mais de 7%, as centrais sindicais resolveram deixar as diferenças de lado para juntar forças na tentativa de arrancar aumentos reais de salários mais polpudos nas negociações salariais do segundo semestre. A estratégia prevê ainda uma maior mobilização na luta por direitos como a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, bandeira de quase 20 anos das centrais.


É na segunda metade do ano que se concentram as negociações das categorias mais organizadas do País, como metalúrgicos, petroleiros, bancários, eletricitários e químicos. As centrais querem unificar a campanha salarial dessas categorias.


As reivindicações de aumento real de salários dessas categorias variam de 5% a 11%, além da reposição das perdas com inflação. Em 2009, o aumento ficou, em média, 2% acima da inflação.
Sindicatos filiados a uma mesma central já fazem campanhas unificadas. A união das centrais, porém, é inédito na história do movimento sindical brasileiro.


A idéia inicial do movimento é buscar a unidade das centrais na campanha, porém sem unificar toda a pauta de reivindicações nem a data-base das categorias. No entanto, traria um índice de referência para as reivindicações de aumento real dos salários. Uma das idéias em discussão prevê que o índice seja equivalente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em 7,3% este ano.


Além disso, a pauta das diversas categorias incluiria também alguns pontos considerados bandeiras do movimento sindical. Além da redução da jornada para 40 horas, os sindicalistas discutem, entre outras coisas, a inclusão de mecanismos semelhantes à Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que causa arrepios no mundo empresarial. Ela estabelece que nenhuma empresa não pode demitir sem apresentar justificativa.


A movimentação das centrais parece não assustar o empresariado. Pelo menos na ótica do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, que vê com "naturalidade" a mobilização dos trabalhadores. "Tem períodos em que a posição negocial dos empresários é muito mais forte, porque atrás dos trabalhadores está o fantasma do desemprego", observa o executivo. "De repente, como agora, os fantasminhas mudam de lado e vão para trás dos empresários."


Para Francini, o fato de a economia brasileira viver um bom momento, com crescimento previsto de mais de 7%, favorece a mobilização dos trabalhadores. "É natural, mas não quer dizer isso que deva ser concedido ou não deva ser concedido, apenas é um jogo de forças que sempre existe numa negociação."

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 10 de julho de 2010

'O PROJETO DESENVOLVIMENTISTA ESTÁ SENDO CONSTRUÍDO SOBRE OS CADÁVERES DOS INDÍGENAS', AFIRMA DOM ERWIN KRÄUTLER

Local: São Leopoldo - RS
Fonte: IHU - Instituto Humanitas Unisinos

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou na tarde dessa sexta-feira o Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Os dados apresentados são referentes às violações de direitos praticadas contra os indígenas em 2009. Dentre as principais violências apontadas pela publicação estão: danos ao patrimônio, assassinatos, ameaças de morte e mortes por desassistência à saúde.

As informações são do sítio do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), 09-07-2010.

O objetivo do relatório é denunciar e chamar a atenção da opinião pública para a situação desumana em que vivem muitos indígenas no país. As 20 comunidades do povo Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul, que vivem acampadas à beira de rodovias, confirmam os dados apresentados pela publicação. Eles são ameaçados, torturados e atacados porque lutam pela garantia de seus direitos, como a posse da terra, dado que comprova o fato de que grande parte das violências estão relacionadas à conflitos fundiários.

Para dom Erwin Kräutler, presidente do Cimi e bispo da Prelazia do Xingu, o relatório deve chegar ás mãos dos agentes dos governos federal e estadual para que se coloque um basta na violência contra os indígenas. “O sangue derramado desse povo clama aos céus. O projeto desenvolvimentista do governo está sendo construído sobre os cadáveres dos indígenas. O que tem mais valor, as grandes obras ou a vida humana, a família?”, indaga Kräutler.

Lucia Helena Rangel, que é professora da PUC/SP e coordenou a pesquisa, destaca que o mais importante da publicação não é chegar a uma conclusão de que a violência contra os indígenas tem aumentado ou diminuído ao longo dos anos. “Embora possamos falar de um aumento de casos de violências contra esses povos nos últimos dez anos, isso não é o mais significativo, pois os números destacados no relatório não podem ser trabalhados estatisticamente”, afirmou a coordenadora.

Para Roberto Liebgott, vice-presidente do Cimi, o relatório vem mostrar "a omissão como opção política do governo federal em relação aos povos indígenas". Tal atitude implica em diferentes formas de violências, como a não demarcação de terras, falta de proteção das terras indígenas, descaso nas áreas de saúde e educação e a convivência com a execução de lideranças, ataques a acampamentos e outras agressões por agentes de segurança, ataques a indígenas em situação de isolamento, tortura por policiais federais, suicídios entre outras.

O relatório foi produzido com base nos relatos dos missionários do Cimi e nas informações divulgadas pela imprensa. A publicação está dividida em quatro capítulos: violência contra o patrimônio; violência contra a pessoa praticada por particulares ou por agentes do poder público; violências provocadas por omissão do poder público; e violência contra os povos indígenas isolados ou de pouco contato. O Cimi ainda apresenta este ano uma tabela com o nome das terras indígenas sem providências.

A publicação será enviada aos órgãos do poder público e entidades que trabalham em prol da garantia dos direitos humanos.

Nota da IHU On-Line:

D. Erwin Kräutler estará na Unisinos, no dia 05 de agosto, debatendo a Amazônia e a situação dos povos indígenas do Brasil. Veja a programação, clicando aqui.

domingo, 4 de julho de 2010

ELEIÇÃO 2010: NO AMAZONAS TUDO IGUAL!!!

Por: Élson de Melo (*)

Definido os candidatos ao governo, nada de diferente aconteceu! Há mais de meio século é assim, as oligarquias continuam a dar as cartas na sucessão Estadual. Enquanto a esquerda continua sua velha rotina de submissão raivosa e sem projeto. Seja qual forem às colorações dos palanques, está tudo como antes no quartel de Abrantes!

Se o capital consegue a nível nacional, sem nenhum trauma, confiscar um projeto que há mais de trinta anos surgiu como novo – PT&Lula. No Amazonas os partidos de esquerda não conseguem sequer se habilitar como destino futuro de um bom projeto. O PT desde a última participação do Professor Aloysio Nogueira como candidato majoritário, abandonou seu projeto de poder local, digo isso pelo fato de o último candidato ao Governo João Pedro em 2002, ser o principal articulador do chamado Partido da boquinha. Um triste fim para grandes companheiros que ainda continuam acreditando em milagres. Missão impossível para quem acredita em transformação.

É importante reconhecer que Partidos historicamente adesistas aos fragmentos do capital como: PSB, PC do B E PPS, vão aos poucos voando em céu de brigadeiros nas asas do governo Lula e fazendo o Projeto dos outros. Na verdade esses partidos só servem para coadjuvantes, jamais terrão projetos próprio, vão ser sempre partidos da conveniência e do fisiologismo de esquerda. Sua principal missão é coonestar com o capital e sofismar para os trabalhadores!

Dentro dos ditos partidos da esquerda socialista revolucionaria representado no Amazonas por: PCB, PSTU e PSOL, o roteiro não é muito diferente, entra ano sai ano eles não conseguem organização suficiente para pelo menos contestar as artimanhas das oligarquias locais enquanto partidos ideológicos ainda não se deram conta do seu papel junto ao proletariado, como Partidos Eleitorais comportam-se como “os coitado” dessa e das próximas eleições. Aguardam por milagres ou por algum capitalista bondoso para financiar suas campanhas. Isso chega a ser ridículo.

Nesse processo eleitoral os eleitores não vão poder fugir do bicho feio, seja no plano Nacional como Local, todos são obrigados a escolher o mesmo caminho, pois não existe sequer encruzilhada para confundir, somente Plínio acena como o caminho para a felicidade. Os dirigentes dos Partidos da Esquerda socialista, ainda não conseguiram fazer uma leitura correta da conjuntura, todos se impressionam com as pesquisas eleitorais feitas exatamente para confundir os eleitores. Na verdade pratica, são tão superficiais nas suas análises que preferem um discurso dogmático a ter que compor um projeto capaz de contrapor o discurso oficial do capital.

Não restam duvidas que no plano nacional o melhor nome e proposta é do Plínio de Arruda Sampaio do PSOL, um jovem de quase um século de vida, que consegue desenvolver um pensamento de futuro, acreditar que é possível organizar a política econômica do País em favor da maioria, um homem sensível as questões política de curto, médio e longo prazo, conhece como ninguém a composição social do Brasil, pena que grande maioria do PSOL não acreditem no seu potencial. Os que conseguirem ver essas qualidades do consagrado Promotor vão prosperar na política socialista.

Plínio não é só um candidato preparado, é uma pessoa como, ele mesmo diz que conhece na prática tanto a esquerda, como a direita, elegante como político, justo como pessoa, sincero como cidadão, democrático como gestor público. É um amante da liberdade. Elegeu a Reforma Agrária, a Saúde e Educação como prioridade do seu futuro governo, não são demandas novas, porém significativas para a qualidade de vida do nosso povo. A reforma agrária foi esquecida tanto pelos governos de FHC, como os do Lula, na verdade no governo do PSDB os MSTs foram mais incisivos em suas manifestações, isso forçou o governo a promover o assentamento de muitas famílias, já no governo Lula esses movimentos passaram os oitos anos visitando o Presidente, e o Lula enrolou a Reforma Agrária com gestos populistas de vestir a camisa e o colocar o chapéu do movimento em troca de nada fazer para agilizar a distribuição de terra para quem dela precisa.

A saúde é um caso de calamidade pública. O Ministro Temporão a frente do Ministério a serviço do PMDB de Sarney e Rennam, limitou-se a comandar apenas campanhas de vacinação, não há investimento em prevenção, a rede hospitalar está toda obsoleta, os profissionais sem a devida remuneração, a população espera meses por uma simples consulta. Plínio quer dinamizar tudo isso dando capacidade gestora a toda rede – SUS.

A Educação continua enlatada dentro do comprometimento estatal com os negócios do capital, a manipulação da educação como moeda eleitoral e combinação do recurso público investido na rede particular, vem mantendo uma política educacional voltado para formação de mão de obra barata, alienada e serviçal. São os intelectuais da produção capitalista que vão condicionando o mundo do trabalho a efetivar uma classe trabalhadora domesticada e imobilizada pela sua própria consciência, são os novos servos!

O vangloriar de Lula ao alardear esse modelo, denuncia sua total submissão aos donos do capital, aliado a isso está às investidas fulminantes contra o território amazônico com a construção de Hidrelétricas, alienação das florestas para tal de manejo sustentável, condiciona Lula e Marina, os dois Silvas, como verdadeiros agentes do capital transnacional, colonizador, predador e saqueador da Amazônia.

Dessa forma, se a nível nacional podemos destacar o candidato Plínio do PSOL, como positivo, aqui no Amazonas não tem o que destacar. Os Candidatos Navarro PCB, Herbert PSTU e Sena PSOL, não expressam o sentimento de transformação que os militantes da esquerda socialista estão dispostos a construir e por ele lutar, são candidaturas postas para cumprir tabela, serão vistos como figuras folclóricas e nunca como alternativa real de poder local. Na verdade a esquerda socialista no Amazonas está precisando de Lideranças comprometidas com as transformações que o Estado precisa.

Embora as constatações expressas nesse rascunho sejam desestimuladoras, não é motivo para desistirmos dos objetivos estratégicos dos Trabalhadores, de modo particular, acredito que os bravos camaradas da Esquerda Socialista no Amazonas, em breve, sejam capazes de refletir além da sede de seus partidos, ou do dogmatismo de suas correntes e com isso percebam que os trabalhadores amazonenses estão ansiosos para abraçar um projeto real que seja capaz de anular essa oligarquia que há séculos envergonha nossa política, promove a rapinagem no caixa do Estado e humilha nosso povo. De pé, ó vitimas da fome! Nossa luta não pode parar.

(*) Élson de Melo é Sindicalista


segunda-feira, 28 de junho de 2010

PRESIDENCIÁVEL PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO DO PSOL É CONTRA A CONSTRUÇÃO DO PORTO NO ENCONTRO DAS ÁGUAS NO AMAZONAS


O Pré-Candidato a Presidente da Republica pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio concedeu uma entrevista exclusiva para o blogs Lucta Social e não se esquivou de nenhuma pergunta. Disse que o PSOL é contrário à construção de um terminal portuário na altura do Encontro das Águas na entrada de Manaus. Também disse que maior dificuldade que tem para encontrar espaço na mídia se deve ao boicote dos meios de comunicação, que o faz porque não quer abrir o debate às verdadeiras soluções para os problemas do país porque está comprometida com o status quo. E finalizou a entrevista dizendo que, “o povo do Amazonas há anos é “esquecido” pelos governantes, que só se lembram da floresta para permitir a exploração sem limites exigida pela burguesia brasileira e internacional para garantir seus lucros”.

Lucta Social – A construção de um terminal portuário na altura do Encontro das Águas (confluência do Rio Negro, com o Solimões, de água barrenta) na entrada de Manaus, um dos pontos turísticos mais importantes da Amazônia, é motivo de polêmica na capital amazonense. De um lado, uma grande empresa de logística defendendo a obra. De outro, ambientalistas, intelectuais e moradores da Colônia Antônio Aleixo (bairro que sofrerá impacto diretamente com construção do porto) reivindicam a obra em outro lugar. Como o senhor analisa esses tipos de projetos para região Amazônica e qual seu posicionamento em relação a essa construção?

Plínio – O porto do Encontro das Águas, a hidrelétrica de Belo Monte, a transposição das águas do rio São Francisco, a lei de florestas e a MP 458 – todas iniciativas do governo Lula – são parte do mesmo projeto de submissão ao agronegócio exportador de commodities implantado no país. Assim como a reforma do código florestal que está sendo construída no Congresso Nacional pela bancada ruralista com apoio do deputado Aldo Rebelo. O PSOL é contrário a todos esses projetos e vamos denunciá-los na campanha. Num governo no PSOL todos eles seriam revistos.

Lucta Social – Antes de pensar o modelo desenvolvimento para Amazônia, é preciso definir um modelo de organização política compatível com o seu ecossistema. Na Amazônia não existe espaço para o tal desenvolvimento sustentável, defendido pelos capitalistas. A ganância desse sistema é tão grande que, em pouco mais de cinco séculos, já destruíram grande parte de sua fauna e flora, dizimaram inúmeras civilizações como índios e incas, e agora estão inundando suas terras a fim de produzir energia para mover a roda da desgraça que é capitalismo. Qual é seu posicionamento em relação a essa equação matemática pouco confiável: investimento + Luz Para Todos + Xingu + Belo Monte = energia para vinte mil famílias?

Plínio – A resposta está contida na pergunta. Tenho inteiro acordo com a análise apresentada pela Lucta Social e me coloco contra tal modelo de desenvolvimento “sustentável” que só beneficia uns poucos e destrói a natureza.

Lucta Social – Doenças profissionais, jornada de trabalho estafante, violência urbana, transporte coletivo desconfortável, baixo salário, ritmo acelerado as linhas de produção, esforços repetitivos, limitação de tempo para fazer as necessidades fisiológicas, assédio moral, sexual, lei do silêncio no ambiente de trabalho. São formas que o capital faz questão de preservar para manter sob seu controle o proletariado. Em um eventual governo do PSOL como fazer para mudar essa realidade vivida pelos trabalhadores Brasileiros?

Plínio – Enfrentando o capital para garantir os direitos dos trabalhadores, apoiado na mobilização social para manter a legislação que protege os direitos do trabalho e revogar as leis e reformas constitucionais que atacam esses direitos, como as reformas da Previdência do FHC e do Lula.

Lucta Social – No dia três de outubro desde ano a população do Estado do Amazonas vai às urnas escolher seu próximo Presidente da República. O Projeto Zona Franca de Manaus sempre foi bombardeado pelos governos do Sudeste e Sul do Brasil, com a eleição do Presidente Lula isso foi amenizado. As candidaturas conservadoras de Dilma, Serra e Marina, independente de qual partido pertençam, vão chegar comprometidas com os estados do Sul e do Sudeste. As três candidaturas são tecnocratas, portanto, racionais ao extremo, embora os três se apresentem como desenvolvimentistas, são a favor de uma política fiscal linear para o Brasil e, conseqüentemente, contra os incentivos da Zona Franca. Plínio qual é seu posicionamento em relação ao Projeto Zona Franca de Manaus e caso e leito Presidente do Brasil como vai ser essa relação com a Zona Franca?

Plínio – A Amazônia é um caso específico em nosso país, pela biodiversidade que ela comporta. É necessário enfrentar aí, como em todo o Brasil e talvez até mais, os interesses do capital e garantir os interesses dos trabalhadores.

Lucta Social – O candidato ao Senado pelo PSOL/Amazonas é o ex-senador Evandro Carreira, figura polemica e folclórica aqui no Estado do Amazonas. Porém, foi o primeiro político a levar o tema Amazonas para o debate Nacional. Uma de suas teses é a Militarização da Amazônia como forma de não internacionalizá-la. Outra seria a instalação de uma Universidade Biológica da Amazônia, com o objetivo do inventário da Amazônia. Ele afirma que seria a única providencia racional, cientifica e verdadeiramente honesta a se tomar em relação à Floresta Amazônica. Evandro vai além, disse que o INPA (INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA) pode até realizar este inventário com toda eficiência se o analfabetismo biológico dos governadores e parlamentares do Amazonas não fosse tão grande, a ponto de defenderem a estupidez de um desenvolvimento sustentável da Amazônia, com base num manejo florestal que a Ciência Fitológica desconhece e recomenda com muita cautela, o aproveitamento agrícola das várzeas, a criação de peixes e da fauna silvestre. Qual é projeto de desenvolvimento econômico do PSOL para Amazônia, levando em consideração a posição do candidato do partido ao Senado Federal aqui pelo Amazonas?

Plínio – As bases programáticas aprovadas na 3ª Conferência Eleitoral do PSOL, e que são as bases da discussão de programa para a campanha que estamos fazendo e se encerra com um seminário nacional em julho, são: a defesa da soberania nacional; o fim da privatização das florestas; a revogação da MP 458 e da lei das florestas; apoio aos povos indígenas, ribeirinhos e populações tradicionais; contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte; apoio à demarcação, homologação, titulação e garantia de inviolabilidade dos territórios indígenas; auditoria da dívida ecológica decorrente dos passivos ambientais provocados pelas grandes indústrias e o agronegócio com utilização do dinheiro do resgate dessa dívida para pesquisa e transição para matrizes energéticas limpas e renováveis. Tudo o que convergir nesse sentido será parte do programa do PSOL nessas eleições.

Lucta Social - Como o senhor definiria a diferença entre a sua candidatura e a dos demais, principalmente com relação aos três candidatos polarizadores?

Plínio – Essas três candidaturas defendem o modelo econômico em vigor no país que vai contra os interesses do povo. E a campanha está montada para não discutir isso. Vamos mostrar que a aparente calmaria e melhora das condições de vida que se vê na superfície da realidade brasileira esconde uma tragédia por baixo, pois 20 milhões de famílias entraram no mercado do consumo, mas continuam sem atendimento de saúde e sem escola decente para seus filhos.

Lucta Social - Por que o PSOL é a alternativa da esquerda socialista?

Plínio – Pelos mesmos motivos expostos acima.

Lucta Social - Com relação à estrutura partidária, fale um pouco sobre o processo de construção partidária, como parte de uma estratégia para a mudança de regime?

Plínio – O PSOL é um partido contra esse regime e esse sistema que estão aí. Existe para recompor a esperança de emancipação da classe trabalhadora que o PT traiu. Essa é a nossa caminhada, para a qual convidamos todos aqueles que têm acordo com a defesa do socialismo com liberdade.

Lucta Social - Quais as maiores dificuldades de sua campanha? Por que tanta dificuldade em espaço na mídia?

Plínio – A maior dificuldade é o boicote da mídia, que o faz porque não quer abrir o debate às verdadeiras soluções para os problemas do país porque está comprometida com o status quo.

Lucta Social – Deixa uma mensagem para o povo do Amazonas?

Plínio – O povo do Amazonas há anos é “esquecido” pelos governantes, que só se lembram da floresta para permitir a exploração sem limites exigida pela burguesia brasileira e internacional para garantir seus lucros. É necessário dar um basta nessa história. Conto com vocês.

domingo, 27 de junho de 2010

COPA DO MUNDO – MOMENTO DE COVARDIA – DE MÉDICI A LULA GOVERNO PROMOVE MASSACRE AOS TRABALHADORES BRASILEIROS

Por: Elson de Melo
Amazônia principal vitima.

Mil novecentos e setenta. Brasil Tri Campeão do Mundo no México! Pelé se consagrava como o Rei do Futebol, a Ditadura Militar fazia seu sexto aniversario, os militantes sociais tentavam a redemocratização do País, Maluf presenteava os jogadores com um fusca, a população pode acompanhar pela perimira vez os jogos da Seleção pela TV, O povo brasileiro vibrava com os gols de Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivelino, Clodoaldo e Carlos Alberto.

Naqueles dias de intensa vibração dos 90 milhões de brasileiros. A vida de muitos camaradas era ceifada e seus corpos desaparecidos até hoje! O governo manipulava a imprensa, impedia o judiciário de agir, colocava todos os cidadãos brasileiros sobre suspeita. Era o Estado de Sitio que obrigavam todos a obedecerem ao toque de recolher. Os ditadores da época subvertiam a ordem e massacravam o Povo. A Região Amazônica estava sobre ameaça de destruição, Presidente Marechal Garrastazu Medici sobre o Slogan “ame ou deixe” e com a proposta de “integrar para não entregar” promovia a destruição da floresta com a construção de Hidrelétricas e a Transamazônica.

Dois mil e dez. Quarenta anos depois, assistimos um Presidente de origem operária, promover os maiores massacres aos trabalhadores e a Região Amazônica! Não é exagero dizer que: o veto ao Fator Previdenciário, o não tombamento do Encontro das Águas no Amazonas, a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio em Rondônia, o leilão de Belo Monte, o anuncio da construção de mais de seis novas hidrelétricas na Região Amazônica, a concessão de áreas de florestas para exploração na Amazônia. São fatores que expressam o autoritarismo do Presidente Lula.

Os atos do Presidente Lula, são muitos semelhantes aos de Médici, como é semelhante às popularidades. O capital apropriando-se dessa popularidade, nos dois casos, avança na subtração de direitos dos cidadãos, condena as nações indígenas ao massacre roubando suas terras, espoliando suas culturas e dizimando suas vidas.

O tal estado de Direito hoje existente, serve apenas para legitimar as atrocidades de um governo insensível, autoritário e boçal, temos um presidente que usando seu prestigio construído com suor e lagrimas de milhões de Trabalhadores e trabalhadoras, serve de marionete dos Patrões para levar a cabo uma política perversa que as gerações futuras vão condenar nosso silencio e até a conivência de muitos.

Essa política maléfica e desprezível do PT e Lula pretendem nas próximas eleições, eleger um poste de peruca para Presidente, uma tecnocrata puxa saco do capital! Por outro lado, os dois outros projetos mais em evidencia, da mesma forma são cara metade do outro. Todos são transgênicos. As mutações que sofreram, serve apenas para engordar os grandes patrões transnacionais.

A combinação Médici e Lula, serve apenas para solidificar os lucros dos grandes patrões do Comercio, Indústria e Bancos. Para a população sobram apenas os miseráveis vinténs representados na Bolsa Família. Os salários não melhoraram, ao contrario, sofreram uma grande retração, o crédito facilitado para compra de casa, eletrodomésticos e automóveis, envolve juros astronômicos, confirmando assim a política de engorda dos lucros dos grandes patrões e endividar os assalariados sofridos.

Nessa combinação Médici e Lula. A democracia sofre as maiores restrições, os dois são adeptos de um regime absolutistas, onde ambos subvertem a ordem para impedir que a população tenha acesso ao contraditório, os dois odeiam os opositores. Médici mandou torturar e matar os que discordavam do seu governo, lula é mais sofisticado, coopta, isola, desqualifica, tortura com o excesso de propaganda e constrange juridicamente quem ousar discordar do seu governo, comandado por banqueiros.

Para não dizerem que estou exagerando devo afirmar que “a pratica da tortura ou de suplício se configura no infligir de tormentos, judiaria, imputação de sofrimento a outrem com por ato de crueldade, é tudo que produz dor, sofrimento moral, aflição, irritação prolongada”. O que Lula está fazendo com os Trabalhadores que trabalham sol a sol para contribuir com a previdência social e não podem se aposentar por conta do Fator Previdenciário e com os povos que habitam o Rio Xingu. É tortura pura! Digna de nota dos organismos internacionais de defesa dos Direitos humanos, como ONU, Anistia Internacional e outros. É preciso denunciar isso.

Élson de Melo é Sindicalista

sexta-feira, 25 de junho de 2010

MÉDICI & LULA

Excelente comparação entre Lula e o presidente Médici que também visitou Altamira na década de 1970. Muito bem lembrado!

Nota da TV Canção Nova, de Altamira, hoje: 23 de junho de 2010


Na década de 1970 esteve nesta cidade o então presidente Emílio Garrastazu Médici para construir a Rodovia Transamazônica. O país estava sob o regime militar. O governo trouxe um grande número de famílias de todos os estados da federação com o lema *“integrar para não entregar” e “terra sem homens, para homens sem terra”* prometendo desenvolvimento, emprego, segurança, saúde, educação, estrada, moradia e asfaltamento da Transamazônica. Altamira mais uma vez recebeu um presidente da República, agora não mais militar, mas“popular”, Luiz Inácio Lula da Silva.

O país não está mais sob o regime militar, porém o governo Lula está sendo, no aspecto ambiental, o presidente mais autoritário e anti‑democrático que a República já conheceu! Veio à Altamira com o mesmo discurso do governo militar. Parafraseando o lema de Médici: “inundar para não conservar” e “rio sem homens para homens sem rio”.


As promessas são as mesmas: desenvolvimento; saúde, educação; energia; emprego; segurança; asfaltamento da Transamazônica. Você acredita?

Sindicalismo em Tempo de Pandemia Covid-19

12 de julho, 2020 Por: Elson de Melo*   O governo aproveitou a pandemia para sufocar de vez o movimento sindical brasileiro. No dia 1º de ab...