terça-feira, 30 de maio de 2017

Meu ‘pitaco’ sobre a eleição de agosto: Por uma aliança PSOL/REDE/PCB/PSTU

Elson de Melo
Terça, 30 de maio de 2017

O Diretório do PSOL Amazonas, vai na próxima sexta-feira (02/06) marcar a data da convenção do partido, cujo prazo final para realização é o dia 16 de junho. Na convenção o partido vai deliberar sobre coligação e candidaturas. Como é de conhecimento público, esse escrevente vem defendendo que o PSOL articule e participe de uma coligação Popular de Esquerda envolvendo o PSOL/PT/PSTU/PCB/PCdoB/PSB e outros partidos que queiram somar na derrubada dessa oligarquia perversa e corrupta que governa o Amazonas há séculos.

Depois dos últimos debates internos nos dias 13/20/27, os camaradas do PSOL optaram pelo indicativo de coligação apenas entre PSOL/REDE/PSTU/PCB. Particularmente acho um equívoco, mas é menos pior que aventurar uma candidatura própria em uma conjuntura tão polarizada entre os partidos que lutam contra as reformas, e os da ordem que querem aprovar as famigeradas reformas do Temer.

Os debates entre as tendências do PSOL, apontaram os nomes dos camaradas João Victor Tayah e Jevaldo Silva para a convenção decidir sobre quem será o candidato do partido nas eleições de agosto.

Em política os milagres não acontecem, no máximo ocorrem fenômenos eleitorais, portanto, para se obter sucesso em uma eleição, seja lá qual for o partido, ele vai precisar de estratégia e muita organização, infelizmente o debate entre as tendências, passou ao largo sobre esses dois pontos importantíssimo para a caminhada do partido.

Como os camaradas reduziram ao máximo o arco de alianças, passo a defender uma aliança prioritária entre REDE que tem uma candidatura posta e já ofereceu a vice ao PSOL sem prejuízo da participação do PCB e PSTU na composição da coligação.

A REDE vem somando com o PSOL ‘Brasil a dentro’, na mobilização da classe trabalhadora contra essa agenda perversa do governo golpista de Temer, no Amazonas não é diferente. Diante dessa afinidade na ação e dentro de perspectivas futuras, onde a sobrevivência dos dois partidos vai depender da capacidade de os partidos programáticos se unirem para não sucumbirem, o melhor caminho nesse momento para o PSOL é aceitar indicação do Vice de Luiz Castro-REDE.

Quanto ao nome, também é notório a minha preferência pela confirmação do nome de João Victor Tayah. Quando cheguei no PSOL, o Victor já era militante do partido, assim como Jevaldo, por justiça, tenho muito mais afinidade pessoal com Jevaldo que com Victor, mas a política não é feita só de afinidades pessoais, mas de ideias novas, ousadias, coerência, projetos factíveis, capacidade de causar empatias, são dentre tantas, as qualidades que se espera de um líder.

João Vitor talvez pela sua função diária de delegado de polícia, adquiriu a experiência de lidar e resolver conflitos, no partido, ele vem demostrando uma sensibilidade coletiva para além das querelas entre tendências, trata todos como iguais, estou falando de um promissor líder político.

Nós da US buscamos consultar todos os potenciais candidatos dentre os camaradas que compõem o nosso campo que poderiam unir ao máximo o partido, num primeiro momento indicamos o camarada Sidney Seixas de Manacapuru que é hoje a melhor votação do PSOL para um cargo majoritário, mas ele desistiu, isso nos levou a buscar um nome com um perfil agregador fora do nosso campo, avaliamos o nome do camarada João Victor Tayah e pelas qualidades acima, mereceu a nossa indicação. Essas qualidades, foram determinantes para o meu convencimento de apoia-lo como nosso candidato.

As outras tendências indicaram o camarada Jevaldo, é um bom nome, mas nos últimos tempos tem adotado uma postura de insubordinação as decisões do partido, tem feito campanhas para outros candidatos fora do partido e ainda faz campanha contra as candidaturas do partido, para ele os únicos nomes que prestam são os da sua tendência MES, vai na contramão da função de professor que ele ocupa, uma possível candidatura dele, afastaria a imensa maioria dos militantes do partido da campanha.

O sectarismo e maniqueísmo extremo do camarada Jevaldo, tem se confirmado nos debates internos, onde ele e seu grupo, tentam se impor pelo grito e até nas inúmeras tentativas de “chegar as vias de fato”, da mesma forma, ele rege com garções nas redes sociais aos camaradas que não pensam conforme manda a sua tendencia, tem se mostrado muito truculento. isso não ajuda na organização e crescimento do partido, por outro lado, há tempos a tendência MES, age como um partido dentro do PSOL, faz pouco caso de colocar em pratica as diretrizes do PSOL, até agora, não conseguiram explicar a relação institucional da ONG Emancipa, controlada por eles que está envolvida com arrecadação de recursos empresárias inclusive com a Odebrecht para uso em projetos vinculado a sigla do PSOL, fato que vai contra as diretrizes partidária que impede o financiamento empresarial para as atividades do PSOL.   

Com essas dúvidas pendentes, que o MES faz questão de não esclarece para o conjunto do partido, não temos como arriscar uma candidatura vinculada a essa tendência, mesmo que o nome indicado seja uma pessoa de conduta ilibada.

Nos do PSOL Amazonas, precisamos primeiro querer ser grande, segundo ser humildes para reconhecer as nossas limitações, terceiro reconhecer que uma candidatura isolada, para marcar posição, não contribui em nada na organização e crescimento do partido. Assim, sou a favor que o PSOL indique o Vice da chapa de Luiz Castro-REDE e o meu candidato é João Victor Tayah.

Saudações Socialistas
Diretas já!
Fora Temer!

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