sexta-feira, 5 de maio de 2017

Antes de candidatura, Projeto!

Elson de Melo
05/05/2017

A Eleição Extraordinária que acontecerá no Amazonas para Governador do Estado, está provocando uma corrida sem critérios de candidaturas. Já são aproximadamente quase 20 pretendentes que colocaram seus nomes como possíveis candidatos/as. Pelo que podemos constatar, a maioria dessas candidaturas, são movidas por projetos pessoais buscando visibilidade para as eleições de 2018. Portanto, sem projeto coletivo e objetivo que visem solucionar os problemas do povo que precisam de solução urgente. Candidatura sem Projeto de governo, é calote eleitoral outra vez!

Como um inquieto com essa forma despropositada de pensar a política, defendo que o PSOL partido que sou filiado e milito, estabeleça de imediato, um diálogo com a sociedade amazonense, visando organizar e formatar um Projeto Emergencial de Governo, que atenda as demandas prementes do povo do Amazonas.

Embora os políticos tradicionais queiram e ainda conseguem manter essa lógica da política do ‘eu faço’, ou seja, do candidato que no período eleitoral tem respostas para todos problemas do Estado e, quando consegue chegar ao governo, só faz ações para, beneficiar uma elite próximo ao governante em detrimento da imensa maioria do povo amazonense.

Nessa eleição, vamos enfrentar dois tipos de ‘mantras eleitorais’, o primeiro mantra é o do salvador da pátria, esse é daquele que rouba, mas faz, que tem experiência administrativa e apoio de grupos que estão há séculos mandando no governo do Amazonas, nesse grupo está o PMDB, PSDB, PTB, PP, PPS, PDT, PSB e outros pequenos partidos. 

O segundo, é o mantra do voto útil, daqueles que agora são oponentes, mas já foram aliados desse outro grupo por muito tempo, mas, no entanto, acham que são menos piores que o primeiro grupo, nesse grupo está o PR, PROS, DEM, PRB, PSD, PSC, SOLIDARIEDADE e outros pequenos partidos. Esses dois blocos são dos partidos aliados do governo Temer.

No campo da esquerda, o PT, PSB, PCdoB e até o PDT e PSB que pela questão nacional podem sair do grupo de lá, vão tentar se apresentar como os legítimos representantes da esquerda no Estado, ocorre que todos eles já estiveram ou ainda estão do lado dos dois grupos que identificamos nos dois parágrafos acima, é o caso do PT e PSB que mantem até agora, cargos no Governo José Melo.

Mas a esquerda ainda tem os partidos que se mantiveram e continuam autênticos aos projetos históricos da classe trabalhadora brasileira, esses partidos, são hoje uma alternativa que surge com maior expressão dentro do processo de impeachment do governo liderado pelo PT e no atual combate as reformas do Governo ilegítimo do presidente Temer, nesse bloco de esquerda estão o PSOL, PSTU, PCB e REDE.

Nos dois primeiros blocos, ou seja, os partidos que dão sustentação ao governo Temer, é quase certo que haverá composições diferentes das da última eleição para prefeito, mas é muito difícil que seus principais líderes Braga, Arthur, Omar e Alfredo Nascimento consigam se juntar em um único palanque, mas haverá partidos pulando de um lado para outro.

Nos dois grupos da esquerda que hoje fazem oposição ao governo Temer, também será muito difícil se unirem em torno de uma única candidatura, principalmente pelo fato de não haver um debate em torno de um projeto comum e ainda pelo fato, de muita desconfiança quanto a falta de transparência do maior partido [PT] sobre as suas possíveis alianças em torno da candidatura Lula para 2018 e do Projeto de Governo.

No caso especifico do PSOL, na minha opinião, o partido deve de imediato, definir um Plano de Governo Emergencial, dentro de uma metodologia que combine o diálogo com a sociedade organizada através das suas Instituições, a sociedade cientifica, com o movimento sindical, os partidos políticos dos blocos da esquerda e os movimentos populares que hoje se colocam contrários aos desmandos do Governo Melo e as reformas do governo Temer e definição da candidatura.

Dentro dessa metodologia, o PSOL deve estabelecer o debate interno e, ouvido os setores organizados da sociedade amazonense, definir num período de três semanas uma candidatura capaz de viabilizar o Plano de Governo Emergencial decorrente desse dialogo.

Antes de candidaturas, Projeto!

Elson de Melo é militante do PSOL






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