terça-feira, 30 de julho de 2013

A politica hoje: crise de representatividade ou falta de alternativa?

“Sem Partido...”, “Não nos representa...”, "O povo unido protesta sem partido" “Nem esquerda, nem direita, eu quero é ir em frente!”. São essas frases que a juventude entoa em gritos e ecoa nas ruas de todo Brasil desde junho. Todas elas têm um endereço certo, os políticos e seus Partidos.

A reação dos políticos foram as mais variadas possíveis, uns acham que é apenas uma marola que logo passa, outros tentam identificar as lideranças, mas uma coisa todos sabe, eles vão ter que se reinventar se quiserem continuar manipulando a politica nacional.

A Presidente anuncia uma coleção de pactos, Plebiscito e até convocação de uma Constituinte para fazer a tal reforma politica, o Congresso se apressa em aprovar medidas paliativas para dar uma satisfação aos manifestantes. Essa reação do governo e do Congresso, não passou de uma marolinha passageira!

Os políticos e partidos da esquerda socialista reagem participando das manifestações, repercutindo nas Casas legislativas as demandas das ruas, porém, como membro assumido dessa corrente de pensamento e militante do PSOL, acho que precisamos ir além, avançar com a garra da mocidade, é dever nosso acolher essa juventude que está debutando nas lutas populares, oferecendo a eles, um espaço saudável para o debate politico em torno de uma agenda propositiva de transformação, compreender suas diferenças e romper com o dogmatismo que cerceia muitas vezes o avanço contemporâneo das lutas que se apresenta, a missão dos partidos da esquerda socialista é organizar as massas para lutar contra tudo que os oprime e nesse momento histórico, temos que radicalizar a democracia assumindo de fato o rompimento com essa oligarquia politica que manipula há séculos a politica brasileira.

A politica no Brasil sempre foi uma coisa das elites, com a chegada do PT ao governo, pensávamos que as coisas da politica seriam mudadas, mas infelizmente o roteiro continua o mesmo, a elite manda e o PT executa, a elite solicita e o PT entrega como está fazendo com as terras pertencentes aos parentes Índios, com os Portos e Aeroportos, com o Petróleo...

Realmente esses políticos há muito tempo não nos representam porem, esses políticos que estão enraizados no Congresso Nacional desde os tempos do Brasil Colônia, ainda pensam que estão na época do pombo correio ou do telegrafo, acham que ainda podem controlar e censurar a bel prazer toda a comunicação, como faziam a época que, “a priori, somente podiam entrar no país os livros que fossem autorizados pelo reino; a censura era grande e o desejo de perpetuar a ignorância do povo da colônia também” [Eliane Martos e LÌvia Bacelar – História dos Meios de Comunicação noBrasil], eram esses os principais instrumentos de perpetuação dos mesmos na politica.

Essa pratica autoritária e restritiva, combinada com o poder econômico e um sistema politico dirigido por essa oligarquia, permanece intacto e pouco questionado, pois bem, é essa politica que impede o surgimento de novas lideranças comprometidas com as causas da maioria dos viventes do nosso país, quando por descuido surgem algumas, essa oligarquia não hesita em coopta-las como fizeram com líder sindical Lula e seu PT.

“Preparem-se políticos inertes e corruptos: o gigante acordou!”. Essa frase que inspira as manifestações de rua em todo o território brasileiro, precisa ser literalmente levada a pratica na politica, nas últimas décadas os atuais políticos ou sucedem a si próprios ou então criam clones dos seus tiques. Para impedir que eles voltem em 2014 é preciso que as pessoas de bem e éticas assumam o protagonismo que a historia está a requerer, unam-se a juventude e agite a bandeira das transformações que o Brasil precisa.

O Brasil para evoluir socialmente, precisa de uma agenda de transformações que instrumentalize a juventude para serem protagonistas na politica, nas Instituições da Sociedade Civil, na Economia e na liderança de um processo politico libertador dos que vivem das migalhas que sobram da mesa farta dos ricos e poderosos que governam esse país. Precisamos combater os déspotas com lideranças novas e comprometidas com a verdadeira agenda das transformações. Sejamos todos(as) protagonistas e alternativa para um Brasil Gigante!


Elson de Melo

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