quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O PSOL e os caminhos para governar o Amazonas


As eleições recentes mostraram que o eleitor amazonense está em busca de novas propostas para dirigir os destinos do Estado, o que determina essa constatação é o fato de o PSDB ser o Partido com maior votação no Estado (ver aqui) seguido do PCdoB, PSD e PMDB. O PSOL aparece como o Partido mais votado dentre os da esquerda socialista independente, um resultado que podemos dizer ser apenas da força que a sigla PSOL vem acumulando desde sua fundação.

O Partido Socialismo e Liberdade vêm se consolidando como o principal partido de oposição ao atual sistema que governa o País há 20 anos representado na polarização PSDB e o PT que comanda o Novo Centrão (Base Aliada).

Um Partido em crescimento

O PSOL cresceu nas eleições municipais de 2012 em relação ao pleito anterior, em 2008 (ver aqui). Foram eleitos 49 vereadores e um prefeito. O PSOL ainda disputou o segundo turno em Belém (PA) e Macapá (AP), teve em diversas capitais o Vereador mais votado, elegeu o Prefeito de Itaocara (RJ) no 1º turno e o de Macapá (AP) no 2º turno.

Embora elegendo o Prefeito de Macapá (AP) no 2º turno, prefiro considerar apenas o resultado do 1º turno como a expressão mais lucida do crescimento do partido, já o resultado do segundo turno deve servir como parâmetro para uma reflexão mais profunda sobre a nossa politica de alianças que pretendo comentar em outra oportunidade.

No dia 27/10/2012, o Diretório Estadual do PSOL/AM, reuniu seus membros para fazer uma avaliação das eleições municipais, num primeiro momento se olharmos apenas o numero de eleitos, podemos afirmar que o partido saiu menor do que entrou no pleito, perdemos o único Vereador que tínhamos no Amazonas, porém se olharmos o resultado da votação, principalmente em Manaus, podemos afirmar que ouve um ligeiro crescimento eleitoral do partido.

Uma estratégia que contemple do imediato até as utopias!

Para este otimista militante, a grande decisão tomada pela Direção do PSOL no Amazonas foi a de começar organizar as estratégias para as próximas eleições – pensar o futuro é sempre motivo para alimentar as esperanças –, fator preponderante para retomar os nossos projetos e ações que se bem combinados nos torna realmente os protagonistas das transformações que o Amazonas precisa.

Para dar prosseguimento a essa decisão, foi agendado a primeira atividade para o dia 10/11/2012 sábado, onde começaremos a discursão sobre o nosso projeto estratégico para governar o Amazonas, a consecução de um projeto dessa natureza, passa primeiro pelo convencimento dos nossos militantes da importância de definirmos nossos objetivos e planejarmos nossas ações, isso nos torna competitivos eleitoralmente e fortes organicamente.

O segundo momento será, identificar o perfil da nossa população, as demandas dos Municípios e a popularidade do nosso partido, essa é uma missão importante na concepção das nossas estratégias, mas pra este militante, o maior desafio está na definição do modelo econômico que pretendemos para o Amazonas, esse tema deve ser voltado para a importância do Estado no cenário mundial e no fortalecimento da cultura, costumes e identidade na nossa população.

É preciso entender que o Estado do Amazonas não é uma província e muito menos uma fabula, somos um Estado grandioso em ecologia, com uma população fabulosa e economicamente sustentável.

O Parque Industrial de Manaus será sempre motivo de preocupação, sua manutenção é ponto convergente de todas as forças politicas local, porém não é a única forma de sobrevivência do nosso povo, digo sobrevivência pelo fato dos atuais governantes assim se referirem quando o assunto é geração de emprego, no caso do PSOL, precisamos questionar esse conceito de emprego na Amazônia.

Quando as elites interessadas em deslocar o foco da população dos seus verdadeiros potenciais econômicos para o tema emprego, na verdade eles estão interessados apenas em aumentar o exercito de reserva nos centros urbanos para ampliarem seus lucros pagando salários de misérias aos trabalhadores empregados, por outro lado, esvaziam o interior com a falta de politicas publicas que garanta uma boa qualidade de vida a população interiorana, a consequência disso é o aumento dos latifúndios nas mãos de grandes grupos econômicos e a devastação das florestas.

O Projeto do PSOL tem a obrigação de garantir politicas publicas para assegurar o desenvolvimento humano das populações tradicionais, respeitando sua cultura, costumes e atendendo suas demandas, nesse sentido, entendo como aspecto fundamental desse Projeto os princípios definidos no Manifesto Ecossocialista (ver aqui). Nosso projeto dever contemplar as propostas imediatas que a polução reclama e as utopias que conduza nossas esperanças.

Elson de Melo – Sindicalista

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