sábado, 10 de novembro de 2012

Manual do Militante


MANUAL DO MILITANTE

MILITANTE: Logo que alguém começa a militar vemos inicialmente uma sede pela militância, que muitas vezes se não for bem direcionada acaba como faísca, vão com tanta sede ao pote que ao não verem resultados rápidos acabam desanimando.

É importante o militante compreender o processo dialético da militância, ele enxergar além daquele momento, tentar visualizar o que suas ações trarão de consequência para o futuro. Poderá ocorrer de inicialmente o militante não ter muita politização.

Neste caso ele terá que ter cuidado com os "achismos" mas nem por isso deve deixar de investigar, questionar e elaborar.

MILITANTE ORGÂNICO: É aquele que tem iniciativa própria, que pensa o partido, respira o partido, é o partido. Ele busca se informar sobre todas as atividades e se esforça para estar presente nelas. Ele não se restringe a sua célula, núcleo ou corrente. Ele quer debater com todos. Mas insufla em seu peito a politica de sua corrente e sabe da necessidade de estar bem informado para a construção de argumentos que provarão a politica de sua corrente e de seu pensamento. O militante orgânico preocupa-se em saber debater, argumentar, escrever. Ele acima de tudo quer construir o partido.

Ele percebe que um argumento seu, poderá ser decisivo em uma plenária.

O militante Orgânico procura identificar aonde mais e melhor ele pode atuar, tanto dentro do partido como no meio em que está inserido, seu trabalho, sua comunidade, etc...

Procurando por exemplo na sua comunidade o que esta faltando, quais as necessidades que os assolam. E, cria um projeto para levar ao encontro do partido, ele conversa com os membros do partido tentando identificar o que poderão fazer na construção deste projeto e dialoga a respeito com os membros de sua comunidade. Sem esquecer que este projeto deve ser em pró da questão social. Deve ser uma construção socialista e que seu dever de revolucionário é engajar a todos para a construção de um mundo melhor.

Assim como fez o jovem revolucionário Ernesto Che Guevara que em uma de suas passagens podemos destacar sua prisão no México junto com Fidel e demais revolucionários que futuramente desembarcariam em Sierra Maestra.

Durante o interrogatório que se seguiu, enquanto todos inclusive Fidel negaram serem socialistas, Che além de confessar seus ideais, ainda tentou convencer seus interrogadores a se tornarem socialistas também(livro de Jon Lee Anderson, pág. 239)

SIMPATIZANTE: É aquele que simpatiza com politicas do partido, ou simpatiza com membros do partido. Você já deve ter ouvido a expressão "eu voltei no fulano porque simpatizo com ele", ou "eu não voto no partido voto na pessoa". Normalmente este simpatizante não é politizado.

Mas há também simpatizantes que são politizados como, por exemplo, membros de DCES, ou grupos que tem alguma atuação politica mesmo que não partidária. Como ONGS, Sindicatos, estudantes, etc... Vemos muitos simpatizantes participarem de Plenárias, cursos e até atos públicos.

MILITANTE ESPORÁDICO: É aquele que é filiado, mas devido ao trabalho, faculdade, família etc... Tem pouco tempo para militar, este militante poderá contribuir muito usando seu tempo disponível utilizando, por exemplo, a internet, e é necessário não perdermos contato com este camarada, pois nem por isso ele deixa de ser valoroso e futuramente pode ser que ele tenha mais tempo pra militar, ao terminar a faculdade, por exemplo, e seu conhecimento acadêmico neste caso será de grande contribuição. Este militante independente de seus motivos no momento, serem família, Faculdade ou trabalho, tem grande probabilidade de um dia se tornar orgânico.

Glossário Marxismo-PAQ

Conceitos básicos das três fontes do marxismo:
Filosofia Dialética alemã;
Economia Política inglesa;
E, Política Socialista francesa.

Filosofia

Materialismo Histórico Dialético: O materialismo em contraposição ao idealismo é a concepção filosófica de que o ser precede a consciência, que a natureza precede o espírito, pois a consciência e o espírito são produtos da capacidade racional humana, desenvolvida pelo sua evolução concreta como espécie. A dialética, desenvolvida por Hegel é um avanço na tecnologia do pensamento filosófico, como uma superação da lógica puramente formal, e dos próprios dogmatismos sendo usada pra determinar as leis do movimento, e ela se prova pelo próprio avanço das ciências naturais. Marx por meio das contribuições do materialismo histórico-dialético elaborou um novo meio de analisar a história e a política tendo por ponto de partida as contradições, os conflitos e suas bases objetivas, possibilitando um entendimento mais universal do processo histórico e civilizatório até então inviável para outras teorias anteriores.

Totalidade Concreta: É uma categoria do materialismo que define que a unidade do mundo não se consiste no ser, mas consiste em sua materialidade, pois a concretude unifica e determina o ser e esse ser material está em constante movimento pois não há matéria sem movimento e movimento sem matéria, tal como provam as próprias ciências naturais.

Movimento da Realidade: Segundo a dialética marxista a realidade não estática, é em sua totalidade vários processos de constantes transformações e a realidade não muda de forma gradual e previsível, mas seguindo as leis da lógica dialética, ou seja em saltos de qualidade(similares aos saltos quânticos) com um desenvolvimento em espiral, pela transformação da quantidade em qualidade.

Luta de Classes: Condição na qual a história se move, por meio dos conflitos sociais econômicos e políticos entre setores sociais com interesses antagônicos nos diferentes modos de produção, entre oprimidos e opressores: tanto do entre escravo e senhor, servo e barão, trabalhador e burguês. Essa luta se dá de forma ininterrupta hora mais acirrada, hora mais velada e o marxismo é a ferramenta teórica e prática desenvolvida para que os debaixo enfrentem os de cima e mudem o mundo conforme seus interesses.

Economia Política

Mercadoria: coisa que satisfaz uma necessidade humana e pode ser trocada ou negociada e produto de determinado tempo de trabalho cristalizado.

Valor de Uso: valor estabelecido por sua utilidade.

Valor de Troca: valor relacional de proporção de troca de uma mercadoria por outra direta (escambo) ou indiretamente(compra e venda por intermédio de moeda).

Capital: ao contrário da lei geral da circulação de mercadorias em que M-D-M, o capital circula de D-M-D, onde o dinheiro fruto de lucro é reinvestido na produção (não simplesmente entesourado) e capaz de comprar meios de produção e explorar força de trabalho.

Capital Constante: Capital investido em meios de produção como máquinas e ferramentas.

Capital Variável: capital investido no pagamento de mão-de-obra
  
Mais Valia: relação social de produção em que se explora a compra de uma mercadoria cujo valor de uso fosse ser uma fonte de valor, que é a força de trabalho humana, que é comprada com salário (trabalho socialmente necessário para a manutenção da mercadoria, ou seja, a vida do trabalhador) que representa apenas uma parte do trabalho produzido. As horas não pagas, o sobre trabalho é apropriado pelo burguês, esta é a mais valia.

Mais Valia absoluta: mais valia obtida pelo aumento do tempo de trabalho sem aumento de remuneração(redução do investimento em capital variável).

Mais Valia Relativa: mais valia obtida pelo investimento em capital constante, com instrumentos de tecnologia mais eficiente obtendo um maior produto.

Exército Reserva: camada do proletariado estruturalmente desempregada a fim de desvalorizar o salário daqueles que estão empregados.

Crise de Superprodução: crise mais comum no capitalismo fruto do excessivo investimento de capitais na produção de mercadorias e a incapacidade de vendê-las.

Trabalho: aquilo que o homem faz para transformar a natureza e gerar valor.


Infraestrutura: organização social concreta das inter-relações com os homens com a natureza e a sua produção para satisfazer suas necessidades.

Superestrutura: relações de organização da vida social do ponto de vista político e ideológico, e composta pelo Estado, Exército, Justiça, Igreja, Escola, Sindicatos, Partidos...

Forças produtivas: A força de trabalho e os meios de produção (terras, maquinas, ferramentas etc...).

Classe: Grupo social em que se determina o papel social em que indivíduos ou coletivos exercem na produção e na organização social.

Estado: Entidade com monopólio do uso da força é quem garante por meio da superestrutura do aparelho repressor e o aparelho ideológico a exploração da classe dominante sobre as classes exploradas.

Modo de produção: maneira em que a sociedade se organiza historicamente para as relações de produção e as classes que o compõe

Modo de produção Comunista Primitivo: Típicos da pré-história homens trabalham e consomem coletivamente, não há classes sociais nem propriedade privada de meios de produção nem acúmulo de excedente. Igualitário, porém pouco desenvolvido.

Modo de produção Asiático: Típico da Antiguidade Oriental Sociedade de castas, com uma classe com controle burocrático de terras, águas irrigáveis e do Estado, com posse de excedente econômico, apenas administrando o trabalho de outra classe, na posição de servidão.

Modo de produção Escravista: Sociedade de classes, típica da Antiguidade Ocidental, baseada na propriedade privada de meios de produção e do excedente econômico, com a classe dominante tendo propriedade inclusive dos trabalhadores, os escravos que eram comprados e vendidos como mercadoria, sendo também um meio de produção

Modo de produção Feudal: Modo de produção medieval, em que há uma classe dos servos ligados à terra é explorada e deve sustentar as “classes” militar e eclesiásticas, e a classe dos senhores feudais, nobres que exploram os servos na terra que arrendam de outro nobre, que arrenda de outro nobre as terras que são do rei o suserano de todos.

Modo de produção Capitalista: Modo de produção predominante atualmente, consolidado com o advento da industrialização e as revoluções democráticas burguesas, em que há duas principais classes antagônicas, a burguesia, dona dos meios de produção que extrai mais-valia explorando o proletariado que apenas possui força de trabalho.

Modo de produção Comunista: modo de produção em que não há classes nem Estado, nem propriedade privada de meios de produção, a economia é planificada e os próprios trabalhadores dirigem democraticamente a produção e a política. Esse estágio civilizatório é possível por meio de uma revolução socialista internacional, fruto da mobilização dos “de baixo” e da organização de uma vanguarda versada no marxismo.

Ditadura democrática do proletariado: regime político em que há supremacia da maioria (povo proletariado) que governa em detrimento da minoria dos burgueses, que governa no capitalismo.

MEDITAÇÃO

É por força que medito em minha mente inquieta e socialista, para que eu possa fazer o meu melhor possível me tornando um autentico revolucionário, honrando tudo aquilo que eu sinto ser verdadeiro."

Campeão Fabian  

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