sábado, 16 de abril de 2011

Playa Girón: vitória também sobre a mentira estadunidense

Internacional
Diony Sanabia Abadia
Play Girón

Havana 11 abr. (Prensa Latina) - Por mais que corra a mentira, ao final a verdade a atinge, sentença em Cuba que é um velho ditado popular, cujo significado pode se vincular hoje a uma agressão mercenária ocorrida há meio século.

Como preâmbulo do ataque em Praia Girón, oito aviões B-26, com as identificações da Força Aérea Revolucionária e a bandeira nacional, bombardearam a ilha caribenha e, ao invés de defender um povo vitorioso, arremeteram contra ele.

A carga mortífera dessas aeronaves encontrou alvos em três aeroportos: um no município havaneiro de San Antonio de Los Baños, outro nesta capital e o último na oriental cidade de Santiago de Cuba.

O propósito dos agressores era destruir os aviões em terra e privar a maior das Antilhas desses meios para sua defesa ante a invasão que por Girón, conhecida em círculos políticos de Washington como Baía dos Porcos, ocorreria depois.

Naquela madrugada de 15 de abril de 1961, artilheiros, pilotos e mecânicos cubanos ocuparam rapidamente seus postos e muitos jovens puseram para funcionar todas as peças antiaéreas em questão de segundos.

De acordo com depoimentos de protagonistas de ditos acontecimentos, uma decisão ocupava suas mentes: defender até as últimas consequências a independência e soberania conquistadas com muito sangue, suor e sacrifício.

Ainda que para os cubanos esteve muito claro desde o início a intervenção dos Estados Unidos nos acontecimentos, posteriores declarações dos mercenários e revelações da Agência Central de Inteligência (CIA) confirmaram a responsabilidade de Washington.

Em uma carta enviada em 1961 ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas Pedro Armas assegurou que participou da invasão a Cuba depois de ter sido treinado na Guatemala por instrutores estadunidenses, vários deles da CIA.

Outro dos agressores manifestou ao ser preso que foi recrutado em território norte-americano e treinado militarmente em dita nação centro-americana para tomar parte no desembarque por Praia Girón.

No entanto, Washington empenhava-se em afirmar sua carência de vínculos com a invasão, derrotada em menos de 72 horas, ainda quando a Cuba sobravam provas irrefutáveis para assegurar o contrário.

Documentos desclassificados pelo governo norte-americano confirmaram em julho de 1999 a veracidade histórica da demanda judicial cubana a respeito da organização e financiamento da operação encoberta dos Estados Unidos.

Os esforços para ocultar a participação da Casa Branca foi um segredo aberto desde o mesmo início da chamada Operação Mangosta, como admitiu em suas memórias o ex-presidente estadunidense Dwight D. Einsenhower.
Este presidente republicano assegurou ter dado ordens precisas à CIA para a agressão, cujo aval definitivo o concedeu o mandatário democrata John F. Kennedy depois de assumir o poder.

A derrota mercenária em Cuba: Praia Girón
Yudith Diaz Gazán
Havana, 12 abr. (Prensa Latina) - O aniversário de 50 anos da vitória de Praia Girón tem singular relevância para o povo cubano e é recordado pela derrota em 1961 da invasão de tropas mercenárias, treinadas pela Agência Central de Inteligência (CIA).
Aquele plano de incursão armada foi aprovado pelo presidente dos Estados Unidos Dwight D. Eisenhower, que no dia 17 de março de 1960 ordenou iniciar o recrutamento dos mercenários de origem cubana, encarregados do desembarque pela oeste província de Matanzas.

Segundo documentos históricos, a cada um deles foram oferecidos 225 dólares mensais, mais 50 adicionais pelo primeiro filho e 25 pelos restantes. Ao todo destinaram-se inicialmente 4,4 milhões de dólares, cifra que depois se multiplicou.

A CIA estabeleceu 13 acampamentos de treinamento disseminados por Guatemala, Nicarágua e Estados Unidos e bases militares norte-americanas em Porto Rico e na região do canal do Panamá.

Dias após as eleições nos Estados Unidos, em 18 de novembro de 1960, a CIA expôs ao presidente eleito John F. Kennedy os pormenores do plano e este aprovou a ideia.

Em 15 de abril de 1961, enquanto o agrupamento naval mercenário navegava rumo a Cuba escoltado por navios norte-americanos da Marinha de Guerra, oito bombardeiros B-26 pintados com símbolos da Força Aérea Cubana bombardearam duas bases da aviação e um aeroporto civil.

Depois, no enterro das vítimas do ataque, foi proclamado o caráter socialista da Revolução e decretou-se o estado de alarme de combate para o país. Nesta data celebra-se a cada ano o Dia do Miliciano.

Ao mesmo tempo que se intensificava o apoio aos grupos mercenários enclavados na Flórida e encarregados das ações terroristas contra Cuba, se desatou uma campanha midiática cujo objetivo era assegurar a futura agressão direta.

Foram satanizadas as medidas revolucionárias adotadas em benefício popular, como a reforma agrária que entregou a terra aos que a trabalhavam, ou a reforma urbana, liquidadora dos proprietários de casas que exploravam a necessidade popular de moradias.

Imprensa e políticos de numerosos países, unidos ao plano desestabilizador, vincularam a abertura de Cuba às relações com todos os estados a um suposto ataque da União Soviética ao mais importante bastião capitalista e a seus aliados na América Latina.

Os Estados Unidos colocaram todo seu poderio de propaganda para convencer o mundo, mediante falsas notícias, da existência de uma rebelião interna do povo cubano e do respaldo a um "governo no exílio" constituído por políticos tradicionais e corruptos.

O desembarque em Cuba da denominada Brigada 2506 começou no dia 17 de abril e a mesma reunia características similares às unidades de assalto anfíbio das forças armadas dos Estados Unidos. Tinha cerca de 1.500 homens armados, tanques e artilharia de campanha.

As forças cubanas estavam integradas por combatentes do Exército Rebelde e da Polícia Nacional Revolucionária, mas o grosso eram milicianos voluntários com escassa ou nenhuma experiência combativa.

Dirigidas pessoalmente pelo líder da Revolução, Fidel Castro, as tropas cubanas não deram trégua ao inimigo e às 17h30, hora local, do dia 19 de abril, a invasão estava liquidada.

Playa Girón: um patamar superior nas agressões contra Cuba

Havana, 13 abr. (Prensa Latina) - A invasão organizada pelos Estados Unidos em Playa Girón, na ocidental província de Matanzas, constituiu há 50 anos um patamar superior no acúmulo de ações hostis para destruir a Revolução Cubana.

Os atos criminosos planejados em solo norte-americano tinham incluído a explosão do vapor La Coubre, um barco francês que transportava armas e munições, em 4 de março de 1960, no porto de Havana.

O povo, junto com policiais e bombeiros, prestava ajuda para resgatar os feridos, quando uma segunda explosão surpreendeu a todos e terminou com a vida dos que se desempenhavam nesse gesto solidário.

Especialistas ressaltaram que as explosões provocaram centenas de mortos e feridos, enquanto os cubanos denunciam como objetivo dessa agressão a desestabilização do processo iniciado na ilha em 1 de janeiro de 1959. Também nos primeiros anos da nascente Revolução, os Estados Unidos impisuram à nação caribenha uma série de medidas punitivas, entre as que sobressai o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a ilha.

De acordo com o mais recente relatório do arquipélago à Assembleia Geral de Nações Unidas, sobre a necessidade de pôr fim a essa política, os prejuízos desse cerco que ainda continua se estimam em 751 bilhões 363 milhões de dólares.

Ainda que para 1961 as agressões de Washington incluíessem a queima-a de canaviais, a incursão em águas cubanas de embarcações piratas e a morte de seres humanos, nunca se tinha levado a cabo uma operação de caráter claramente militar.

Em 15 de abril, aeronaves dos Estados Unidos com insígnias da nação caribenha atacaram os aeroportos de San Antonio de los Baños e Ciudad Libertad nas antigas províncias de havana e de Santiago de Cuba, território oriental.

No dia seguinte, durante a cerimônia que rendeu tributo às vítimas, o líder da Revolução, Fidel Castro, declarou o caráter socialista do processo, ao mesmo tempo que alertou sobre uma iminente agressão armada.

Os invasores, treinados pela norte-americana Agência Central de Inteligência, penetraram por Playa Girón e foram derrotados em menos de 72 horas pelas recém criadas Milícias Nacionais Revolucionárias, tropas da Polícia e do Exército Rebelde.

O sucesso do povo da ilha em Playa Girón, o mais alto expoente então da hostilidade norte-americana contra Cuba, passou à história como a primeira grande derrota dos Estados Unidos na América Latina.

Cuba recorda ato terrorista preâmbulo de invasão mercenária

Havana, 13 abr. (Prensa Latina) - Cuba recorda hoje o ato terrorista contra a loja central de El Encanto, uma dose criminosa do preâmbulo da invasão mercenária a Praia Girón organizada e financiada pelos Estados Unidos em abril de 1961.

Na sabotagem contra a instalação comercial, perdeu a vida a cubana Fe del Valle, 18 pessoas sofreram lesões e as perdas econômicas chegaram a 20 milhões de dólares.

Documentos históricos precisam que em 9 de abril de 1961 explodiu uma bomba nos portões da loja, mas sem consequências maiores do que a destruição de alguns vidros.

Quatro dias depois, em seguida à explosão de dois artefatos incendiários preparadas com C-4, as chamas no Encanto cobraram força aproximadamente às 19h00, hora local, e afetaram também os estabelecimentos próximos Lynx e Indochina.

O acidente foi provocado por Carlos González, trabalhador do departamento de discos do centro e membro do grupo terrorista Movimento de Recuperação do Povo, do qual seu parente Reynold González era o cabeça.

Após os fatos, o criminoso foi detido como suspeito na Praia Baracoa, a oeste da capital, com a intenção de abandonar a maior das Antilhas.

Vários depoimentos afirmam que Fe del Valle, chefa do Departamento de venda infantil, pôde sair com vida do Encanto, mas sua morte ocorreu ao regressar para resgatar os bilhetes da arrecadação de fundos para a cobnstrução de círculos para crianças (creches).

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