domingo, 4 de julho de 2010

ELEIÇÃO 2010: NO AMAZONAS TUDO IGUAL!!!

Por: Élson de Melo (*)

Definido os candidatos ao governo, nada de diferente aconteceu! Há mais de meio século é assim, as oligarquias continuam a dar as cartas na sucessão Estadual. Enquanto a esquerda continua sua velha rotina de submissão raivosa e sem projeto. Seja qual forem às colorações dos palanques, está tudo como antes no quartel de Abrantes!

Se o capital consegue a nível nacional, sem nenhum trauma, confiscar um projeto que há mais de trinta anos surgiu como novo – PT&Lula. No Amazonas os partidos de esquerda não conseguem sequer se habilitar como destino futuro de um bom projeto. O PT desde a última participação do Professor Aloysio Nogueira como candidato majoritário, abandonou seu projeto de poder local, digo isso pelo fato de o último candidato ao Governo João Pedro em 2002, ser o principal articulador do chamado Partido da boquinha. Um triste fim para grandes companheiros que ainda continuam acreditando em milagres. Missão impossível para quem acredita em transformação.

É importante reconhecer que Partidos historicamente adesistas aos fragmentos do capital como: PSB, PC do B E PPS, vão aos poucos voando em céu de brigadeiros nas asas do governo Lula e fazendo o Projeto dos outros. Na verdade esses partidos só servem para coadjuvantes, jamais terrão projetos próprio, vão ser sempre partidos da conveniência e do fisiologismo de esquerda. Sua principal missão é coonestar com o capital e sofismar para os trabalhadores!

Dentro dos ditos partidos da esquerda socialista revolucionaria representado no Amazonas por: PCB, PSTU e PSOL, o roteiro não é muito diferente, entra ano sai ano eles não conseguem organização suficiente para pelo menos contestar as artimanhas das oligarquias locais enquanto partidos ideológicos ainda não se deram conta do seu papel junto ao proletariado, como Partidos Eleitorais comportam-se como “os coitado” dessa e das próximas eleições. Aguardam por milagres ou por algum capitalista bondoso para financiar suas campanhas. Isso chega a ser ridículo.

Nesse processo eleitoral os eleitores não vão poder fugir do bicho feio, seja no plano Nacional como Local, todos são obrigados a escolher o mesmo caminho, pois não existe sequer encruzilhada para confundir, somente Plínio acena como o caminho para a felicidade. Os dirigentes dos Partidos da Esquerda socialista, ainda não conseguiram fazer uma leitura correta da conjuntura, todos se impressionam com as pesquisas eleitorais feitas exatamente para confundir os eleitores. Na verdade pratica, são tão superficiais nas suas análises que preferem um discurso dogmático a ter que compor um projeto capaz de contrapor o discurso oficial do capital.

Não restam duvidas que no plano nacional o melhor nome e proposta é do Plínio de Arruda Sampaio do PSOL, um jovem de quase um século de vida, que consegue desenvolver um pensamento de futuro, acreditar que é possível organizar a política econômica do País em favor da maioria, um homem sensível as questões política de curto, médio e longo prazo, conhece como ninguém a composição social do Brasil, pena que grande maioria do PSOL não acreditem no seu potencial. Os que conseguirem ver essas qualidades do consagrado Promotor vão prosperar na política socialista.

Plínio não é só um candidato preparado, é uma pessoa como, ele mesmo diz que conhece na prática tanto a esquerda, como a direita, elegante como político, justo como pessoa, sincero como cidadão, democrático como gestor público. É um amante da liberdade. Elegeu a Reforma Agrária, a Saúde e Educação como prioridade do seu futuro governo, não são demandas novas, porém significativas para a qualidade de vida do nosso povo. A reforma agrária foi esquecida tanto pelos governos de FHC, como os do Lula, na verdade no governo do PSDB os MSTs foram mais incisivos em suas manifestações, isso forçou o governo a promover o assentamento de muitas famílias, já no governo Lula esses movimentos passaram os oitos anos visitando o Presidente, e o Lula enrolou a Reforma Agrária com gestos populistas de vestir a camisa e o colocar o chapéu do movimento em troca de nada fazer para agilizar a distribuição de terra para quem dela precisa.

A saúde é um caso de calamidade pública. O Ministro Temporão a frente do Ministério a serviço do PMDB de Sarney e Rennam, limitou-se a comandar apenas campanhas de vacinação, não há investimento em prevenção, a rede hospitalar está toda obsoleta, os profissionais sem a devida remuneração, a população espera meses por uma simples consulta. Plínio quer dinamizar tudo isso dando capacidade gestora a toda rede – SUS.

A Educação continua enlatada dentro do comprometimento estatal com os negócios do capital, a manipulação da educação como moeda eleitoral e combinação do recurso público investido na rede particular, vem mantendo uma política educacional voltado para formação de mão de obra barata, alienada e serviçal. São os intelectuais da produção capitalista que vão condicionando o mundo do trabalho a efetivar uma classe trabalhadora domesticada e imobilizada pela sua própria consciência, são os novos servos!

O vangloriar de Lula ao alardear esse modelo, denuncia sua total submissão aos donos do capital, aliado a isso está às investidas fulminantes contra o território amazônico com a construção de Hidrelétricas, alienação das florestas para tal de manejo sustentável, condiciona Lula e Marina, os dois Silvas, como verdadeiros agentes do capital transnacional, colonizador, predador e saqueador da Amazônia.

Dessa forma, se a nível nacional podemos destacar o candidato Plínio do PSOL, como positivo, aqui no Amazonas não tem o que destacar. Os Candidatos Navarro PCB, Herbert PSTU e Sena PSOL, não expressam o sentimento de transformação que os militantes da esquerda socialista estão dispostos a construir e por ele lutar, são candidaturas postas para cumprir tabela, serão vistos como figuras folclóricas e nunca como alternativa real de poder local. Na verdade a esquerda socialista no Amazonas está precisando de Lideranças comprometidas com as transformações que o Estado precisa.

Embora as constatações expressas nesse rascunho sejam desestimuladoras, não é motivo para desistirmos dos objetivos estratégicos dos Trabalhadores, de modo particular, acredito que os bravos camaradas da Esquerda Socialista no Amazonas, em breve, sejam capazes de refletir além da sede de seus partidos, ou do dogmatismo de suas correntes e com isso percebam que os trabalhadores amazonenses estão ansiosos para abraçar um projeto real que seja capaz de anular essa oligarquia que há séculos envergonha nossa política, promove a rapinagem no caixa do Estado e humilha nosso povo. De pé, ó vitimas da fome! Nossa luta não pode parar.

(*) Élson de Melo é Sindicalista


Um comentário:

  1. Élson Melo,
    Parabéns pela reflexão corajosa e o chamado dos companheiros à consciência.
    Precisamos refletir mais e compreender melhor o relacionamento dos movimentos sociais, assim como do movimento sindical, com os governos de "esquerda" que surgiram na América Latina,como resultado do processo de redemocratização do continente. Esses apoios tem sido praticamente incondicionais, quando não em troca de dinheiro, poder ou prestígio, que em nenhum dos casos são colocados a serviço das propostas anteriormente assumidas e propaladas.

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