domingo, 21 de março de 2010

Resgate Caboclo Histórico e Ecossocialista


O vírus incandescente da lesera baré, continua atormentando como o impacto meteórico da era jurássica, a consciência cabocla e planetária de articulistas e epistemólogos da terra, falo de Ribamar Bessa, figura singular do nosso jornalismo global.

Viajo com você, Bessa, quanto a crítica aos descasos históricos de personagens da tempera de Tércio Miranda, pioneiro da liberdade e das Luctas Sociais, jornal fundado em 1914, cuja manchete de luta, expõe uma foto de trabalhadores cidadãos vestindo paletó, flagrados numa corrida da policia e com o citado jornal à mão.

Tércio foi isso e mais isso, uma onça proletária rugindo teimosia contra os donos do poder.

10 anos mais tarde, a intentona tenentista, comandada pela maior figura da nossa história, o tenete Ribeiro Júnior, depõe o desembargador corrupto, governador do Estado do amazonas e assumindo o poder, paga os salários dos funcionários públicos e restaura o direito democrático, confiscando os bens daqueles que roubavam o Estado do Amazonas. Hoje, infelizmente as instituições do terceiro mundo, continuando ausentes, não restauram coisa alguma. Ausentes. Bilhões são roubados dos cofres públicos. Crime notório. Mordaça geral. Esquecimento também.

Mas o Élson Melo, mestre Bessa, lembrou das Luctas Sociais, reeditando e ressuscitando o jornal. Esse rapaz, líder sindicalista, continua pobre mas rico de iniciativas libertárias. Acho que aprendeu com Antonio Gramsci, que o socialismo teria que evoluir para o marxismo criador, e que o conceito teórico, tem que refletir direto na práxis de uma realidade concreta e universal: a vida. Uma sociedade melhor, justa, equânime e fraterna.

O sonho não acabou, Ribamar Bessa. Você e o Élson, são dois desses poucos avatares ecossocialista, que ainda resistem a voragem desumana do capitalismo. Nesse conceito, certa vez na Bíblia, perguntaram pra Jesus, sobre os ricos acumuladores de poder e ouro, e o mestre respondeu: “ é mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha......”.

Sendo assim, enrijecendo o braço em forma de banana, digo para a canalha dos sem memória e dos poderosos: “Taqui pra Ti”.



Alexandre Otto,
é escritor e Membro do Clube da Madrugada.

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